LUCY

— Sim. — responde Sting, olhando-o de soslaio. — Desde sempre.

— Você tem contatos interessantes, Lucy. — comenta, sentando-se na nossa frente e se inclinando sobre a mesa para me lançar um sorriso brilhante.

— E gostosos. — acrescenta Sting alegremente.

— Eu não sou gostoso. — diz Rogue com uma careta.

— É sim. — eu e Sting falamos em unissono, rindo logo depois.

— Certo... O que vocês estão fazendo fora da sala?

— Aula vaga. — respondo dando de ombros. — E você, Jelly?

O azulado faz uma careta ao ouvir o apelido, mas me responde mesmo assim.

— Matando aula mesmo. — dá de ombros.

— Posso sentir sua rebeldia daqui. — diz Rogue sarcasticamente.

— Pois é. — responde Jellal. — Aprendi com a Lucy.

— Tsc. — Sting vira a cara. — Só falta você ter perdido no videogame também.

Rio da cara de tacho de Jellal.

— Bem-vindo ao time. — diz Sting ao notar a expressão do outro. — Ninguém ganha dessa garotinha quando ela decide jogar Mortal Kombat.

— Eu ganho. — diz Rogue de repente. — Aconteceu uma vez.

Suspiro.

— Não acredite nele, Jelly. Sting me agarrou e começou a fazer cócegas em mim. — explico levemente irritada. — Aquela não valeu. — acrescento para Rogue.

— O que vale é o resultado, amor. — diz ele mandando um beijinho para mim.

Percebo que os olhos de Jellal faíscaram, mas ele nada disse.

— Então é assim? — pergunto, vendo-o sorrir cinicamente. — Exijo uma revanche.

— Ótimo. — retruca ele confiante e mandando um olhar significativo para Sting.

— O Sting não vai. — acrescento.

— Então não.

Sorrio vitoriosa.

— Isso quer dizer que você sabe que vai perder? Que admite que daquela vez não valeu? — ergo uma sobrancelha.

— Sim e não, aquela vez valeu sim. — responde o moreno.

Olho para ele e sento em seu colo, abraçando-o com minhas pernas. Rogue sequer arregala os olhos, apenas cruza os braços e me encara com humor.

— Que plano diabólico você acabou de ter? — pergunta.

Sorrio, ele me conhece mesmo muito bem.

— Esse. — digo e começo a fazer cócegas nele, que cai da cadeira comigo ainda em cima. — Está vendo como foi ruim para mim? Tente fazer um Fatality com alguém fazendo cócegas em você! — exclamo sem sair de cima dele, que se contorcia de tanto rir.

Passaram-se alguns minutos e começo a sentir pena de Rogue, ele não tinha mais forças nem para rir, então saio de cima dele e o ajudo a levantar, só então percebo as sobrancelhas franzidas de Sting e Jellal.

Subo nas costas de Rogue e apoio meu queixo em seu ombro.

— O que foi? — pergunto, encarando o loiro e o azulado.

— Vou fingir que não conheço vocês. — diz Sting.

— Vocês são estranhos. — comenta Jellal.

Eu e Rogue rimos.

— Rogue? — chamo, atraindo a atenção de Sting e Jellal também.

— O quê? — pergunta o moreno me olhando por cima do ombro.

— Por que você está pegando na minha bunda? — pergunto calmamente.

— Para você não cair. — sorri ele.

— Você podia me segurar pelas coxas.

— Mas eu estou aproveitando a oportunidade de pegar na sua bunda. — admite ele sorrindo maliciosamente.

Sting e Jellal engolem em seco, esperando uma explosão de minha parte, mas apenas sorrio de volta.

— Pela sua sinceridade, vou deixar, mas apenas desta vez. — anuncio, fazendo-os ficarem com os queixos caídos.

— Lucy, se eu soubesse que bastava ser sincero para você permitir esse tipo de coisa... — comenta Jellal sonhador, apoiando o queixo nas mãos e olhando para o nada.

— Idiota. — digo rindo. — Rogue é especial.

— Como assim especial?! — exclama Sting indignado. — E eu?

— Você também é especial. -respondo.

— Por que você os conhece a muito tempo? — sugere Jellal sem se abalar, fazendo-me assentir. — Então, daqui a vinte anos, posso pegar na sua bunda? — pergunta ele esperançoso.

— Você não vai querer. — diz Sting. — Lucy vai ser uma velha gorda e cheia de gatos daqui a vinte anos.

— Ei! — exclamo. — Eu vou ficar gostosa.

— Você é gostosa. — retruca Jellal, corando levemente.

Coro e escondo o rosto na nuca de Rogue.

— Okay, eu me rendo. — diz Sting com ambas as palmas das mãos para cima, em sinal de rendição. — Lucy era uma linda garotinha, hoje é uma tremenda gostosa e daqui a vinte anos será uma gostosa madura.

Rimos da piada, então Gray e Gajeel aparecem, Gajeel ergue uma sobrancelha para mim ao me ver nas costas de Rogue, mas nada diz.

— Jellal? — pergunta Gray, sentando-se ao lado do azulado. — Você não tem aula agora?

— Estou matando. — informa Jellal.

Gray assente e me olha, levemente irritado ao passar os olhos por Sting e principalmente Rogue.

— Então vocês se conhecem. — diz Gajeel.

Assentimos alegremente.

— Era com eles que eu tomava banho. — anuncio, fazendo Gray e Jellal babarem sonhadores e Gajeel rir.

— Entendo. — responde o rockeiro, então olha para os gêmeos com respeito. — Parabéns, como a Lucy é pelada?

Coro violentamente.

— Gajeel! — grito envergonhada.

— Ela é perfeita. — diz Sting calmamente, atraindo a atenção de Gray e Jellal. — Quando era pequena era, atualmente eu não sei.

— Podíamos tomar banho juntos um dia desses, né Lucy? — diz Rogue. — Para relembrar os velhos tempos.

Sorrio maliciosamente.

— Até parece. Não quero ser assediada. — respondo.

— Eu não vou te assediar. — insiste Rogue.

— Não vai? Seu gay. — diz Sting, fazendo todos rirem.

— Por que você não morre? — rosna Rogue, apertando minha bunda de leve, fazendo-me dar um gemido involuntário, que apenas ele pôde ouvir.

— Gosta? — sussurra para mim, apertando mais uma vez.

— Que crueldade a sua. — sussurro em resposta. — Na frente de todos eles... Eu tenho uma reputação a zelar.

Ele assente.

— Lucy, eu comprei um carro, quer ver? — pergunta Rogue em voz alta.

Sting o olha confuso, então percebe as intenções do irmão e revira os olhos.

— Claro. — digo, e ele começa a andar em direção ao estacionamento.

— Depois quero te mostrar o meu! — grita Sting.

— Tudo bem! — exclamo de volta.

Minha relação com eles era como Dona Flor e seus dois maridos, porque um não tinha ciúmes do outro, porque eles me amavam apenas como amiga.

Chegamos aos fundos da escola, Rogue me pega de suas costas e me joga com gentileza contra a parede, me olhando de cima a baixo.

— Você não tem ideia de quanto tempo eu esperei por esse momento. — sussurra ele, me levantando e fazendo-me abraçá-lo com as pernas.

Ergo uma sobrancelha, com um sorriso brincalhão.

— Desde crianças?

— Pode-se dizer que eu tenho hormônios desde muito cedo. — esclarece ele, fazendo-me rir, mas sou interrompida com um beijo.

O beijo de Rogue era... surpreendente. Era gentil e selvagem em igual escala, como um irmão e amante. Ele apertava minhas nádegas com força, mas não a ponto de me machucar. Não ousou tocar em meus seios, pois sabia que isso era demais para mim.

— Lucy... — sussurra com dificuldade, mordendo meu lábio inferior. — Não se assuste.

E com isso ele arranca a camisa, revelando um abdome definido, disfarço a surpresa com certa dificuldade.

— Não... vou...te...atacar. — ofega, voltando a me beijar com ainda mais voracidade.

Agora parecia mais divertido, porque soltei minhas pernas de sua cintura e fiquei de pé, sem separar o beijo, logo comecei a passar os dedos por seu peito, fazendo-o suspirar. A pele de Rogue era lisa e macia, bronzeada e quente.

Senti-o tocar hesitantemente ao lado de meu seio, como se pedindo permissão; aprofundei ainda mais o beijo e isso foi a confirmação que ele precisava para apertar meu seio esquerdo, fazendo-me gemer.

Ouvimos passos rápidos, como se alguém estivesse correndo, mas ambos ignoramos.

— Meu Deus! Vão para um quarto. — exclama Gajeel com as mãos nos joelhos e a respiração ofegante.

Rogue me solta calmamente e coloca sua camisa de volta, encarando Gajeel mortalmente.

— Calma, não me mate. — diz Gajeel. — Gray decidiu ir atrás de vocês, então eu disse que ia no banheiro, e, conhecendo-a, ela faria essas coisas aqui.

Reviro os olhos com o comentário.

— Obrigada, Lata de Lixo. — digo carinhosamente.

— Disponha, Bunny Girl, você sabe que eu te amo. — responde ele sorrindo.

Rogue passa um braço por meus ombros e ergue a sobrancelha.

— Bunny Girl? — pergunta.

— Ele acha que esse apelido combina comigo. — dou de ombros.

Rogue pondera por um momento.

— Depois do que acabei de experimentar, acho que concordo, não sabia que você era tão selvagem. — diz ele.

— Foi você que começou a arrancar as roupas. — retruco corada.

— Estava calor. — sorri ele.

— Sei. — digo.

Logo voltamos para o refeitório e esperamos Gray, e Jellal que havia ido com ele, como se nada tivesse acontecido.

Ambos aparecem com Sting andando calmamente mais atrás com as mãos nos bolsos, ele sorri para mim e faz uma pergunta sem som:

Gajeel?

Assinto discretamente com a cabeça, fazendo-o rir.

— Onde vocês estavam? — pergunta Gray desconfiado, sentando-se ao meu lado.

— Depois que Rogue me mostrou seu carro, eu o fiz correr e brincar de cavalinho. — respondo inocentemente.

Gray assente, aparentemente acreditando, e vira-se para conversar com Sting e Jellal.

— Você deveria ser atriz, amor. — sussurra Rogue em meu ouvido.

Assinto com a cabeça.

— Eu sou atriz, sou a Julieta na peça da escola. — digo, fazendo-o rir ainda mais.

— Falando nisso. — digo pensativamente, então viro-me para Gray. — Gray, quem ganhou o papel de Romeu?

O moreno instantaneamente fecha a cara, mas seu tom é gentil quando responde:

— O Laxus.

Sorrio.

— Alguém disse meu nome? — diz Laxus atrás de mim.

CONTINUA...