Notas iniciais
voltei!



Todo love me comove....

acordei com um raio de sol batendo em meu olho, os pequenos tremores que o carro dava, já não me incomodavam, depois de tantas horas de viagem, e foi aí que me surpreendi com o cheiro de maresia que encheu minhas narinas. — Droga- pensei, — vai enferrujar meu piercing.- Que pensamento idiota.

Olhei para o lado, e lá estava o meu pai, parecendo um pouco cansado de tanto dirigir, embora parecesse feliz.

-Já chegamos?

-Acordou Frankito?

Acenei positivamente, reforçando com um longo bocejo.

-Estamos indo em direção a sua nova casa.-Meu pai fez questão de dizer.

Não devo ter feito a melhor cara do mundo, eu gosto do meu pai, mas depois que ele se separou da minha mãe, foi morar na Califórnia, e agora está me arrastando pra morar com ele por uma ano, bem...nada contra, exceto o fato de Frank Iero e sol, serem duas coisas que não nasceram uma pra outra, preferia minha deliciosamente fria Nova York,

-Chegamos! — meu pai disse visivelmente triunfante.

Tirei minha mochila do carro, olhando a minha nova casa, uma bela c asa de praia sem dúvida, bem, pelo menos sei que não vou morar um um barraco de praia.

Olhei para a praia, era grande e bonita, e tinha alguns surfistas, crianças correndo, mulheres pegando sol...meu cenário por um ano.

-Você está um pouco...branco.- Meu pai disse olhando para mim.

-Pois é.

-Então...que tal irmos à praia?

Eu não queria discordar do meu pai logo no seu 1º convite.

-Okay Pai, deixa eu me trocar.

Finalmente conheci meu novo quarto, acredita que o meu pai mandou decora-lo? Era muito bom ser filho único! Tinha uma TV enorme, um Play3, postêres, revistas, games, uma cama enorme, frigobar (sim, um frigobar!) e muitas outras coisas legais!

Troquei rapidamente de roupa, colocando uma bermuda xadrez vermelha, um all star preto e uma blusa preta.

Desci, e topei logo com o meu pai.

-Vai assim?

-Vou.

-Er...só espero que não reclame do calor.

Fomos em direção a praia, em direção a uma barraca de sucos.

-Raymond! Raymond! Está aí? -Ouvi meu pai gritar.

-Fala senhor Iero! — Falou um menino, que parecia ser uns dois anos mais velho que eu, saindo de uma porta que deveria ser o depósito, enxugando suas mãos em um pano de prato.

-Oi pequeno Raymond.

-Sr. Iero, já disse pra me chamar só de Ray, nem meu próprio pai, El Grand Toro, me chama de Raymond.

-Então tá, fazer o que né? -Meu pai disse rindo.

-E...quem é esse aí? — O garoto disse apontando para mim com o pano.

-Meu filho, Frank Anthony Thomas Iero Junior.

-Ah, oi Frank Anthony Thomas Iero Junior!

-Me chame de Frank- Eu disse apertando a mão do garoto.

-Novo aqui né? Peraê, isso foi óbvio, quer dizer, já veio aqui antes?

-Não. Primeira vez.

-vai gostar daqui, mas vai morrer de calor com essas roupas.

-Eu avisei.- meu pai confirmou.

-Enfim pequeno Iero, -Ray disse se dirigindo a mim- fica por aqui, aí você conhece a galera.

-galera? -Perguntei curioso. Logo após dizer isso ouvi uma voz dizer ao meu lado:- Fala aí Ray, solta um de abacaxi com hortelã pra mim.

Continua...