Todo Cambiaste
79 Capítulo 79 - Todo Cambiaste - Parte I
Notas iniciais
POV Naty
Naty: Ai! — senti uma dor forte em minha barriga.
Maix: O que foi amor?
Naty: Minha barriga Maxi, esta dando umas pontadas.
Olho pro chão e vejo um líquido escorrer.
Naty: A bolsa estourou! Meu braço tá doendo muito Maxi! As pontadas estão muito forte.
Maxi: Calma, vai dar tudo certo.
Mathylda não estava mais lá acho que fugiu. Olhei pra porta novamente e vi policiais? Eles me ajudaram a levantar e o Maxi me pegou no colo, eu sentia muita dor no braço assim como na minha barriga. Maxi me colocou em seu carro na parte de trás e ficou ao meu lado, um policial se ofereceu pra dirigir.
Maxi: Tudo bem princesa? — segurava em minha mão.
Naty: Ta doendo muito Maxi! — chorei
Maxi: Respira fundo.
Não demorou muito e chegamos. Me colocaram em uma maca, eu juro que não queria soltar a mãos do Maxi, mas foi preciso.
Maxi: Vou estar aqui te esperando com os nossos bebês, seja forte, estarei te esperando — ele tentava me passar segurança e conseguia, em seus olhos me senti segura.
Naty: Te amo!
Minha mãos aos poucos foi se soltando da mão do Maxi e entrei no que parecia uma sala de cirurgia, meu braço doía muito, mas a dor da barriga era bem mais forte. O médico me olhou diferente, como se quisesse me contar algo.
Naty: O que foi doutor? — falava entre as dores.
Médico: Você está perdendo muito sangue, Natalia.
Naty: Como assim? O que o senhor está querendo dizer com isso?
Médico: Tenho uma pergunta pra senhorita. Preciso ser sincero com você, talvez você ou um de seus filhos não sobreviverá. Eles ou a senhorita talvez não aguentarão, então queria perguntar se...
Naty: Quero que o senhor salve eles doutor, por tudo que é mais sagrado, salve eles, AIII! — falei chorando, a dor era horrível
Médico: Vamos ter que fazer cesariana. Você tem certeza dessa sua decisão, senhorita?
Naty: Sim. Eu tenho certeza.
Médico: Muito corajosa.
Eles me deram um anestesia pra dormir e assim aconteceu. Meus olhos ao poucos foi se fechando, talvez fosse a única vez que pudesse enxergar, queria me despedir do Maxi, mas tenho certeza de que ele não iria aceitar a minha decisão. Meus olhos foram perdendo as forças e se fecharam.
POV Maxi
Estou nesse exato momento numa sala de espera, em um hospital, desesperado. Já faz mais de cinco horas que a Naty está na sala de cirurgia, os meninos e a suas namoradas vieram me dar apoio, pois contei tudo à eles, mas eu só queria a Naty e meus filhos comigo. Eu sentia uma forte dor em meu coração, algo me dizia que algo estava errado, isso me deixava mais triste. Sentado, as vezes em pé andando de um lado pro outro, levando minhas mãos à cabeça, escutando o tic- tac do relógio que não parava de fazer aquela zoada infernizante. Vejo o doutor entrando na sala, corro em sua direção, assim como os meninos.
Maxi: Então doutor? — perguntei aflito
Médico: Eles nasceram, parabéns papai.
Os meninos me abraçaram, estava muito feliz, meus pequenos nasceram, mas faltava a Naty.
Maxi: E a minha vida? A Naty?
Médico: Bom senhor, Pontes — sua expressão de felicidade mudou completamente ficando fechada não demonstrava nada
Maxi: O que aconteceu com ela, ela está bem? Fala que ela está bem doutor — minha felicidade de minutos atrás se foi, dando lugar à uma dor em meu peito.
Médico: A senhorita Natalia, está muito fraca, ela pediu pra que salvássemos os filhos de vocês...
Maxi: O que quer dizer com isso?
Médico: Achamos que ela não irá aguentar, seu estado é grave, exige cuidados, ela está muito fraca, sinto muito.
Maxi: Não! — gritei.
Vilu me deu um abraço e todos os outros vieram junto, não posso perder minha vida. Como vou viver se é ela quem me faz estar vivo até hoje? Eu chorava bastante.
Maxi: Quero vê-la doutor... me deixe vê-la por favor — falava entre soluços
Médico: Infelizmente agora não poderá vê-la, mas seus filhos estão na incubadora, nasceram prematuro, mas com muita saúde.
Maxi: Quero vê-los doutor.
Médico: Vem.
Todos fomos em direção onde o médico mandávamos ir. Ele apontou pra o que parecia ser dois bercinhos, um do lado do outro, pude ver o nome da Naty na pulseirinha, eram eles, lindos. A menina parecia muito com ela, sua pele branquinha, os poucos cabelinhos negros, seus olhos eram negros assim como os do menino, lindo também. Seus cabelos eram um pouco maiores do que o da menina, lindos, lindos.
León: Eles são lindos, cara.
Maxi: Verdade — eu só sabia sorrir feito um bobo, mas me lembrei da Naty — Doutor será que posso vê-la, por favor, me deixe vê-la, eu preciso vê-la, por favor.
Médico: Eu vou deixar, mas por favor, não quero que demore muito, estamos tentando de tudo pra ela resistir.
Apenas assenti e o médico me levou até ela, só fui eu, pois só podia ir um. Ao chegar em seu quarto o médico sai nos deixando à sós, ela estava acordada.
Naty: Maxi?
Maxi: Princesa — fui me aproximando me sentado de lado em sua cama, peguei em sua mão e a beijei, ela sorriu.
Naty: Como eles são? — falou fraca, havia dois tubinhos em seu nariz.
Maxi: Lindos, que nem a mãe e o pai — ela deu um sorriso fraco
Naty: TE AMO!
Maxi: Também TE AMO, minha princesa! — eu tentava me manter forte, juro, mas parecia impossível, ver minha princesa ali fraca, isso me matava por dentro
Naty: Eu queria tanto cuidar deles com você — falava já chorando
Maxi: Ei, você vai, pode ter certeza — toquei em seu rosto
Naty: Não sei Maxi.
POV Naty
Maxi estava no quarto junto comigo, eu estava tentando mater meus olhos abertos, mas parecia impossível.
Maxi: Você é forte e sabe disso.
Naty: Eu juro, que eu quero me manter viva, de olhos abertos, mas tá difícil.
Maxi: Fica. Fica por mim, por favor, não me deixa — seus olhos se encheram de lágrimas, as mesmas despencaram sobre seu rosto que agora estava úmido.
Naty: Me promete uma coisa...
Maxi: Por favor Naty não começa, já ouvi isso muitas vezes em filmes e novelas e não acaba bem, por favor.
Nat: Eu tento — eu não conseguia parar de chorar, eu tentava lutar — eu tento, mas parece que algo está me puxando, algo está me levando pra escuridão, meus olhos a todo momento querem fechar — piscava meus olhos as vezes tentando, mais tentando muito, por ele e meus filhos, mas estava muito difícil.
Maxi: Pensa em tudo que vivemos, pensa na família que vamos formar, encontra essa força dentro de você Naty, você vai achar! — ele segurava minha mão firme e forte — NUNCA VOU AMAR OUTRA MULHER COMO AMEI VOCÊ, NUNCA!
Tentei, tentei tudo que pude, mas cada vez algo me puxava mais forte pra escuridão. A visão que eu via do Maxi já estava ficando embaçada, via uma pequena brecha, onde olhava em seus olhos, ele agora estava em pé, me olhando desesperado, segurei forte sua mão, talvez ele conseguisse me manter viva, mas era em vão, cada vez mais eu ia perdendo minha visão, tudo ficava preto a cada segundo que se passava, olhei bem em seus olhos.
Naty: EU TE AMO, NUNCA ESQUECE, AMO NOSSOS FILHOS, AMO VOCÊ, VOCÊ FOI A MELHOR COISA QUE ACONTECEU NA MINHA VIDA, NUNCA IREI TE ESQUECER MEU AMOR, NUNCA. VOU TE ESPERAR NA ETERNIDADE. ME DESCULPA POR TER SIDO FRACA, MAS NÃO ESTOU CONSEGUINDO ME MANTER NESSE MUNDO, TE AMO!
Fui perdendo a minha visão, minhas mãos não apertavam mais a do Maxi, seus olhos aos poucos foram sumindo da minha visão, aqueles olhos, aqueles sorrisos, aqueles beijos, como sentiria saudade. Pisco pela última vez e ainda o vejo, não via mais seus olhos, apenas uma pequena brecha onde pude ver sua mão que segurava a minha mas logo, nem isso conseguia ver. Apenas via a escuridão que me puxava, ela tinha me vencido... me tomou por inteira.
CONTINUA...
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