Notas iniciais
Umas pequenas reflexões sobre o amor que tive, Dorcas anda me conquistando ultimamente e achei ela perfeita para externar isso. Câmbio e desligo PS:Não Clari, essa ainda não é sua fanfic de aniversário.

Dorcas sabia dos comentários, ela sabia que toda Hogwarts estava fofocando sobre seu suposto amor por Remus Lupin. E ela sabia também que mais dia menos dia James daria um jeito de jogar o garoto para cima dela.

Só que nenhum deles tinha ideia da verdade.

Sim, Dorcas observava Remus sempre que ele estava por perto, mas não era por estar afim dele, o garoto é bonito, inteligente, o sonho de qualquer garota, sim, só que ele já amava alguém.

Desde pequena Dorcas lembrava de observar seus pais, os dois se conheceram numa lanchonete, eles frequentavam e comiam lá todos os dias. Os dois se observaram e aos poucos se gostaram e ela se lembrava que todos os dias de manhã, os dois desciam para a cozinha e faziam o café da manhã, juntos.

Papai beijava a testa da mamãe. Mamãe fazia carinho no rosto do papai.

E Dorcas apreciou a beleza do amor.

Ela presenciou todos os dias de sua vida essas pequenas declarações através de gestos, de olhares, cresceu tendo esse sentimento ao seu redor, gostava de pensar em si mesma como uma apreciadora do amor, então não foi surpresa quando ela olhou para Remus um dia e percebeu que ele amava. Sua surpresa mesmo foi a quem ele amava.

–Vai lá Remus! –Dorcas ouviu a voz de James e uma risada de Sirius atrás de uma das estantes de livros da Biblioteca.

Então Remus Lupin foi praticamente chutado para perto da garota. Dorcas calmamente baixou o livro de poções que lia e observou enquanto ele criava coragem para vir falar com ela, sendo, claro, coagido pelos amigos.

–O-oi Dorcas. –Ele falou se aproximando, envergonhado.

–Olá Remus. Quer se sentar? –Ela perguntou fechando o livro e o colocando na mesa.

Remus sentou ao seu lado e suspirou, sorrindo desconfortável.

Ela observou enquanto ele olhava em direção aos amigos (ainda escondidos pela estante), envergonhado, com o rosto rubro, e ela pensou o quanto devia ser desconfortável que fosse justamente o alvo de seu amor que estivesse jogando-o para cima dela. Sim... Era Sirius Black, um de seus melhores amigos, a quem ele amava.

Sirius Black das intermináveis cantadas baratas, que tirava onda de tudo e todos e já beijou mais da metade da população feminina de Hogwarts. Era pelo maior galinha de todos os tempos que Remus estava caído de amor. E toda vez que Remus o via beijar uma garota, Dorcas sabia, o coração dele se quebrava mais um pouco.

E por momentos, o coração de Dorcas doía junto com o dele.

“Sinto muito, Remus. Sinto muito por você ter que sofrer.”

E ela lembrou também que o amor era muito mais que gestos de carinho e olhares roubados que os seus pais mostraram. O amor também era perda, dor e tristeza, por que tudo na vida tinha um lado ruim.

E foi com a sua tia que ela conheceu o lado ruim do amor.

Sua tia havia se casado com um homem mais velho, ela lembrava que as pessoas comentavam sobre isso com um tom de censura, mas Dorcas na época não entendia qual era o problema disso. Alguns meses depois sua tia voltou para a casa dela, chorando, desesperada, por que seu marido havia a abandonado por uma mulher mais nova, justo ela que tinha dado tanto a ele, feito tanto por ele.

E Dorcas observou enquanto sua tia definhava e sofria.

–Foi o amor Dorcas, o amor me fez isso. –Ela dizia enquanto olhava a foto de seu ex-marido. –Mas não me arrependo de amar.

Então um dia ela encontrou a tia no banheiro, pulsos cortados, uma poça de sangue, um sorriso no rosto.

E Dorcas apreciou a tristeza do amor.

–Está tudo bem Remus? –Ela perguntou olhando o modo como o garoto remexia no cabelo, olhando sempre em direção onde os amigos estavam escondidos.

–Claro. Tudo bem. –Ele disse forçando um sorriso.

Os dois ficaram ali parados, sentados um ao lado do outro. Então um assobio, a voz de Sirius Black com um sussurro alto.

–Anda Remus. –Ele disse. Os marotos saíram de atrás da estante e foram em direção a porta da biblioteca, saindo.

Remus baixou o rosto em seguida, suspirando tristemente.

Como você não o vê Sirius? Como você não nota? Os olhares, o sorriso, os suspiros. A necessidade de sempre estar em contato. Ele estava sempre gritando, pedindo por seu amor. Por que você não vê?

–Dorcas, eu... –Ele começou, mas o interrompi.

–Sinto muito Remus. –Foi apenas um sussurro, mas ele me ouviu. –Acho que tenho incomodado você com meus olhares, não é?

Ele sorriu, dessa vez mais sincero, e começamos a conversar aos sussurros.

–Não, está tudo bem. –Ele disse.

–Quero te contar uma coisa. –Falei. –Desde pequena eu sempre gostei do amor, sempre gostei de observar as pessoas apaixonadas e... Remus Lupin, você ama.

O rosto dele ficou lívido.

–O que? –Perguntou, meio confuso.

–Ele não percebe, não é? Você está sempre ali, ao redor, observando, sofrendo, amando. Mas ele não percebe. Não desista Remus, nas minhas longas apreciações eu aprendi que o amor é bom, mas também pode ser ruim.

–Dorcas... –Ele disse, abriu a boca, mas fechou em seguida e baixou o rosto.

–Não se arrependa de amar Remus, por mais que isso faça doer, por mais que se sinta estraçalhado por dentro. Não deixe de amar. –Pediu ela.

–Como você...? –Ele perguntou, seus olhos já rasos d’água.

–Eu tenho te observado há bastante tempo e desde a primeira vez que coloquei os olhos eu soube. –Explicou ela. –O amor é difícil. Ele dá o céu, mas também te faz descer ao inferno. Espero que me deixe te apreciar, gosto de olhar o amor.

Ele não respondeu que sim, mas também não deu qualquer sinal que não.

E ela ficou ali, ao lado dele, enquanto baixinho, Remus chorava suas lágrimas, lágrimas de um coração partido, machucado, lágrimas de um amor unilateral. Dorcas sofreu junto e apreciou aquele amor.

–Seu segredo está guardado comigo e se quiser, guardarei outros mil. –Ela disse segurando a mão do garoto.

Remus entrelaçou seus dedos aos dela e acenou levemente com a cabeça.

Antes de ir embora ele limpou o rosto, suas mãos tomaram delicadamente o rosto de Dorcas e ele depositou um leve beijo na fronte dela.

Então saiu.

E Dorcas observou como ele era forte. Agora ele se encontraria com os amigos e entre eles está o garoto que ama, esse garoto provavelmente estaria na companhia de uma garota, ou paquerando outra, quem sabe? Mas Remus ficaria ao lado deles, ao lado Dele, sorrindo, fingindo que não doía.

E ali, naquele garoto, Dorcas apreciou as virtudes que o amor dava, a benevolência, o altruísmo.

Ela apreciou o amor como nunca antes e desejou que um dia, talvez, pudesse encontrar um amor tão puro como o de seus pais, tão louco como o de sua tia e tão arrebatador como o de Remus e Sirius.

Assim, ela apreciaria esse amor... Em primeira mão.

Notas finais
Para quem deixa review:OBRIGADA! Amo vocês Suas lindas *-* Para quem não deixa por que não tem perfil: Tudo bem, eu perdoo. Para quem não deixa por preguiça: Gente, o dedo não vai cair, faz esse esforcinho vai, por favor? BEIJOOOS LIINDAS *----------* Câmbio e desligo
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!