Toda rosa tem seu espinho
2 Eita Sherlockinha!
Notas iniciais
Rayane é uma morena de beleza natural, mas que ao mesmo tempo não passa despercebida. Seus 1,62, 50 kg e cabelos pretos na altura dos ombros ornam muito bem com seu rosto quase simétrico e a pele branca, ela parece sempre sorrir com seus olhos castanhos; Pequenina, poderia passar despercebida em alguns momentos se não fosse essa sua vontade de sempre querer fazer novos amigos;
Tomando o seu Café, observava incansavelmente Sherlock e seu amigo. Pensando consigo mesma:
"Acho que podemos ser bons amigos, moramos no mesmo prédio... Imagina quantos chás tomaríamos juntos."
Sherlock na mesa da frente impacientemente conversava com seu amigo Watson:

— Essa garota está me tirando do sério. Vou lá falar com ela!
— Sherlock, não faça isso. Você não deveria abordar desconhecidos desta forma, vão achar que é louco (mais do que já é).
— Vamos sair daqui. (bufando) Lembrei que preciso ver uma pessoa (terminando seu café)
E os dois pegam o primeiro táxi que passa.
Rayane termina de bebericar seu chá e continua pensando: "Os londrinos são tão apressados" e também resolve sair para conhecer mais um pouco da cidade.
Logo começa a chover, e ela procura lugar para se abrigar entre as árvores da praça. Ao seu lado um sujeito puxa conversa:
— Olá tudo bem?
— Oi! Que chuva não é? (sorrindo)
— Também fui pego desprevenido; A propósito, meu nome é Watson.
— Muito prazer! Sou Rayane! Te vi no café com seu amigo...
— Ah... Pois é... Meu amigo me colocou para fora do táxi... Ás vezes ele é um pouco fora da casinha.
— Hahaha! Sou a nova vizinha dele, tomara que a gente se dê bem!
(Um homem que Watson parecia conhecer passa por eles)
— Com licença Rayane, eu preciso ir...
— (olha meio confusa) Bye! Bye!
E começou a andar na garoa pensando consigo mesma: "Ok, preciso sair dessa chuva antes que volte a chover novamente, vou pegar um táxi."
Ela faz sinal e entra no primeiro táxi mas um senhor entra junto:
— Me desculpa senhor, eu vou pegar o próximo!
— Não há tempo!!!!! Fecha essa porta rápido (ele a puxa para dentro do carro) Ele está atrás de mim!!! Vai motorista!
— Mas o que? (ainda digerindo a atual situação)
— O homem parecia estar desesperado, fugindo de alguém com um pequeno pacote em mãos. Olhou para a moça aterrorizada e lhe propôs (sentando mais próximo):
— Não fique assustada; Vou deixar você ali, depois da ponte.
O carro parou. Ela desceu. Estava perplexa. Colocou a bolsa à tiracolo e continuou andando, em busca de um outro táxi. Logo após ela vê outro carro passando à toda velocidade.
— Esses Londrinos são malucos, (andando debaixo da chuva) Vou para casa a pé mesmo!
Ela continuou andando na chuva...
Do carro, Sherlock a olha passando pela ponte sozinha, mas continua sua corrida em busca do suspeito. Quando finalmente o alcança, este já não está mais com o pacote.
— Arg! que droga! — exclama! — voltamos à estaca zero!
Watson também confronta seu adversário sem obter nenhuma informação;
Rayane chega no seu apartamento toda ensopada e resolve tomar um banho. Logo ouve muito barulho no apartamento ao lado e logicamente que é seu vizinho perturbado fazendo o maior barulho. Já havia sido alertada pela Mrs. Hudson, dona do prédio, mas não imaginara que o barulho era tamanho. Logo ela chega ao corredor de roupão para reparar melhor e dá de cara com seu conhecido Watson:
— Olá! (com um sorriso de canto a canto)
— Oi!
— O barulho não é? Eu vou dar um jeito, por favor, não se preocupe.
— Tudo bem, eu só estou... um pouco... nervosa também.
— É normal, você é nova aqui. mas... Aconteceu algo?
— Aconteceu uma "banana situation"... Desculpa a indelicadeza, por favor entre...
— Oh sim, claro.
— Desculpa, não tenho nada a oferecer, eu acabei de chegar...
— Tudo bem, pode contar comigo...
Watson repara as malas, os poucos móveis, mas estava mesmo era encantado com a moça que acabara de conhecer. Antes que ela pudesse começar a falar, Sherlock adentra o apartamento e parte para a cima da moça abrindo seu roupão:
— Onde está!? Onde está? Sei que está com você!
Todos ficam paralisados no momento e Sherlock por um segundo desvia sua atenção para avaliar as curvas da moça. Watson já está boquiaberto sem pensar em nada. A garota fecha o roupão e fica indignada.
— O que acabou de acontecer aqui? Para fora vocês dois! Seu pervertido!
Sherlock ainda tenta falar em vão.
— Eu sei que está com você! eu seeeei!
Ela fecha a porta, atônita.
— Quando Mrs Hudson disse perturbado, não tinha pensado por esse lado... (suspiro)
Do lado de fora Watson tentava conter Sherlock:
— Mas que diabos? O que acabou de acontecer lá?
— O pen drive! Está com ela!
— Mas o que? Como??
— Eu solucionei o mistério! passando pela ponte eu vi a garota ensopada. Foi a única pessoa que eu vi lá naquele momento, Ele só pode ter passado as provas para ela, não há outra explicação!
— E por que você não a confrontou diretamente? Digo, precisava daquela cena?
— Para que perder tempo? Se estava em posse dela, era só pegar... Agora preciso criar um plano para entrar no apartamento...
— Sherlock... Não. Você só vai se complicar; Deixa eque eu converso com ela...
— Watson sinto lhe informar que não há tensão sexual alguma entre vocês. pode desistir dela.
— Mas o que? Quem disse que... Está tão evidente assim?
— Está bem claro que a tensão sexual está em mim, devido aqueles 15 segundos, eu olhei em seus olhos e eles me fitavam como uma presa prestes a ser devorada.
— Sherlock, por favor, me poupe de suas deduções. Eu já tive uma ideia melhor.
Algumas horas depois...
*toc toc*
Mrs Hudson batendo na porta de Rayane.
— Olá Mrs Hudson, foi bom você bater aqui, eu queria formalizar uma reclamação, e...
— Calma meu anjo, é por isso mesmo que estou aqui. Posso entrar?
— Oh sim, claro
Depois de algum tempo de conversa, a menina vasculha sua bolsa e encontra o tal pen drive;
— É verdade, está aqui; Você pode entregar a eles?
— Vou fazer melhor que isso. (Mrs Hudson abre a porta)
Venham cá seus encrenqueiros!
(Sherlock e Watson adentram o recinto)
Vocês vão pedir desculpas a essa doce garota e por favor me prometam que isso não irá se repetir, sim?
— Mas o pen drive que....
— Sherlock!? Sim?? (em tom mais forte)
— Me desculpa pelo meu comportamento desnecessário mais cedo.
— Me desculpe também, por favor;
— Estão desculpados os dois (suspirando)
— Agora que já estamos todos bem, vou fazer um chá e biscoitinhos para nós! (Mrs Hudson sai cantarolando)
— Aqui está o pendrive.
— Todas as provas suficientes estão aqui.
— Podemos ficar para o chá?
— Watson! francamente eu já lhe disse que...
— Podemos? (interrompendo a já prevista fala de Sherlock)
— O crime foi solucionado. (suspiro) Podemos.
E os quatro se sentam para compartilhar ideias. Apesar da situação constrangedora das horas anteriores, Rayane realmente se sentia de alguma forma conectada com aquele ser tão imprevisível chamado Sherlock.
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