Notas iniciais
Olá meus lindos. Olhem, eu já tinha esse capítulo pronto, mas realmente não consegui postar em nenhum dia da semana, por motivos de: umas cinquenta páginas de texto pra estudar pra prova que vem aí. Bom, novidades: Este é o primeiro capítulo da segunda temporada, que iria começar a partir do capítulo 21, mas eu quis começar agora porque a fic é minha e eu posso hahahah; Como vocês vão ver a seguir, agora também tem POV da diva Mari, porque ela merece mais destaque, não é? É. Espero que vocês gostem dessa nova fase da história! E leiam as notas finais, tenho um recadinho. Boa leitura S2

POV Mari

Ok.

Sei o que você está pensando. Como pode uma garota, nos seus maduros dezoito anos, fazer algo tão adolescente quanto se apaixonar pelo professor. Primeiro de tudo, há um motivo gigante e extremamente (extremamente!) importante: ele é um GATO. Não é daqueles gatinhos da tia encalhada do seu prédio. Gato no melhor sentido da palavra.

Sabe o amigo perfeito do seu irmão idiota? Mais gato que ele. Lembra do príncipe magnífico que esbarrou com você no shopping? Muito mais gato! E aquele pedaço de mal caminho que pediu seu número na balada? Não chega nem aos pés do gato que é o Robert.

Te juro: um gato.

Se houvesse o reino encantado da Gatolândia – Zeus me ouça –, Robert Andrade definitivamente seria o Gato dos gatos. Todos o elegeriam o rei-gato de Gatolândia. O rei mais gato, diga-se de passagem.

Acho que você entendeu meu ponto.

Segundo: ele é simplesmente tudo o que uma garota quer – e precisa –. Você sabe. Inteligente, charmoso, atraente, bom de papo, confiante, e já mencionei um mega gato?

Ele tem tudo pra deixar uma pobre adolescente capaz de enxergar ao menos um palmo a sua frente tremendo nas bases.

Então não me culpe.

Sei bem que há uma maldita aliança dourada brilhando no dedo anelar da sua linda mão esquerda. Mas, qual é! Não tem nada demais em um inocente passeio para comprar uma câmera. A sortuda senhora Andrade não tem com o que se preocupar.

Certo?

Só que, assim. Eu sei que não vai acontecer nada e tudo o mais. Mas faria mal se acontecesse? Você sabe, só um pouquinho...

Não Mariana, não. Mantenha o foco.

Foco, foco, foco.

Certo.

Se ao menos minha melhor amiga me atendesse.

Como eu não conseguia sinal de vida de Anna, resolvi partir para o ataque.

Espalhei pela cama um vestidinho jeans tomara-que-caia, outro vermelho curtinho frente-única, um shortinho com uma estampa de lantejoulas em um dos lados, uma blusa preta transparente de mangas longas e uma jaqueta de couro branca divina.

Analisei as peças cuidadosamente, pensando em qual combinaria com meu novo par de sapatilhas pretas repletas de tachinhas metalizadas.

Tirei a blusa que estava usando e apanhei o vestidinho vermelho. Segurei-o na frente do corpo, examinando a imagem refletida no espelho. Com um ar de dúvida, finalmente o vesti. Estudei novamente meu reflexo. O vestido ficava um palmo e meio acima do joelho, e o decote era um pouco revelador demais.

Perfeito”, pensei com um sorriso malicioso.

Não que eu estivesse planejando nada.

Espiei através do espelho as demais peças dispersas pela minha cama atrás de mim. Voltei até lá e peguei a jaqueta. Deslizei os braços pelas mangas longas, decidindo por parecer um pouco mais discreta. Calcei as sapatilhas e virei para o espelho. Sorri com admiração, aprovando o resultado final. Eu estava pronta para o dia seguinte.

Comecei a me despir, pra não amassar nada. Encontro marcado, roupa decidida, tudo indo às mil maravilhas. Pelo menos estava, até o celular tocar.

Corri pra atender, imaginando que fosse Anna finalmente, talvez querendo saber o motivo de eu não ter ido à faculdade. Tirei o celular do carregador, e observei o número enquanto me sentava com as pernas cruzadas na cama. Não era Anna.

— Hum, alô?

Mari?

Ouvi a voz masculina familiar, mas não a reconheci de imediato.

— Aham. Quem tá falando?

Kauã. ­— pronunciou o próprio nome de forma mais relaxada. – Peguei teu número com a Camila, lá da sala. Espero que não se importe.

Ajeitei-me na cama, um pouco surpresa pela ligação.

— Hum, não. Tudo bem. A que devo a honra? – brinquei, ainda curiosa.

Ouvi uma risadinha do outro lado da linha.

Por acaso a sala estava meio silenciosa hoje, não sei por quê... Talvez pela ausência de uma senhorita que fala demais.

Ergui uma sobrancelha. Eu estava sendo chama de tagarela, assim, na cara dura?!

— Ei! – protestei, arrancando algumas risadas que logo cessaram.

Você está bem, ma belle? Por que não foi pra aula?

Suspirei de cansaço, olhando para o relógio quadrado da parede. Nove e cinquenta da noite.

— Eu tive que... fazer umas coisas, sabe? – respondi vagamente.

Ele murmurou algo em confirmação.

Tudo bem, fiquei preocupado com seu sumiço. Mas, já que você não foi sequestrada nem nada, estou mais tranquilo.

Aquilo me pegou desprevenida. Quer dizer... Kauã? Não era ele que estava interessado em Anna um dia atrás?

— Ah, agradeço a preocupação. – sorri sem graça. – E Anna, você a viu pelos corredores hoje? – perguntei em tom de provocação. Mas Kauã pareceu não perceber.

Hum, não a vi. Ei Mariana, preciso fazer umas coisas aqui. — anunciou com um longo suspiro – Tenha cuidado, certo? Até segunda. — completou com a voz mais grave, e em seguida encerrou a chamada.

Encarei o celular, perplexa. Aquele “tenha cuidado” tinha soado com preocupação, não como uma acusação. Mas mesmo assim me deixou um pouco irritada. O que ele tinha a ver com minha vida? Nadinha.

E onde estava a sua melhor amiga quando se precisava dela?

***

POV Anna

— Anna... – ele sussurrou com a voz ofegante, um pouco antes de levantar a cabeça para me encarar.

Notei alguns pontinhos brilhando em sua testa, enquanto o olhar continuava preso ao meu, como se eu fosse capaz de escapar em algum momento. Enquanto eu, mera mortal, só conseguia pensar em como aquele ser podia permanecer tão – ou mais – lindo até suado.

Num gesto rápido, Luiz me ergueu do sofá onde estávamos. Sustentou-me por trás do joelho com o braço direito, enquanto meu pescoço era apoiado pelo braço esquerdo. Naquele momento pude ver perfeitamente o azul profundo, que há muito tempo não notava, daqueles olhos que me capturavam. Belos olhos para nossos futuros filhos...

Tossi com o pensamento.

Luiz travou os pés no caminho que fazia até meu quarto.

— Algum problema? – perguntou suavemente, sem desgrudar aqueles malditos olhos sem expressão.

"Que tal o perturbante fato de não fazer a mínima ideia do que você está pensando, serve pra ti ou nem?"

As palavras correram rapidinho na minha mente, mas não ousei pronuncia-las. Talvez porque eu realmente não quisesse. Talvez eu só quisesse aproveitar aquele momento com Luiz, meu melhor amigo, esse Luiz. Talvez eu não quisesse estragar tudo.

Eu não queria.

Verdade seja dita, eu estava sim esperando que Luiz me beijasse. Eu estava praticamente morrendo por isso. Afinal, olha pra ele. Lindo de morrer, pelo amor de Zeus.

E então ele estava ali, me carregando para o meu quarto, e já havia distribuído beijos em lugares muito além da minha boca. Bem além, se é que você me entende.

E, não que eu já não tivesse beijado caras gatos. Acredite, minha língua já fez algumas visitinhas indiscretas por bocas bem desejadas, se você quer saber.

Inclusive, e quase principalmente, pela boca do gostosíssimo e superpopular – ao menos naquele tempo – Felipe Mancuso, meu namorado do segundo ano. Soube que ele deu uma exagerada na comida e agora está uma pança ambulante. Coitado.

Mas, independentemente de qualquer outra experiência altamente bacteriana com a saliva dos outros, o beijo de Luiz se sobressaía.

Ora, não estou dizendo que os outros sortudos que tiveram a honra de enfiar a língua nessa boquinha aqui eram maus beijadores. Longe disso.

Só que, perto de Luiz, eram um pouco menos que nadinha.

E agora eu via isso, graças ao impulsivo ataque que fiz ao garoto minutos atrás. Estava tudo claro, totalmente cristalino. Era o meu melhor amigo, e eu estava apaixonada por ele.

Apaixonada. Por ele.

Apertei as mãos no braço de Luiz para não desmaiar.

— Anna! – ele gritou, e eu percebi que ainda não o tinha respondido.

— Hum... Sim, sim. Só me deixa... – comecei a falar, tentando me esquivar dos braços dele para alcançar meu celular no sofá.

Ele me encarou com a sobrancelha arqueada. Devia estar me achando louca. Porque estávamos ali, sem um mísero pedaço de pano nos cobrindo, depois do melhor sexo que tivemos, prontos pra uma segunda rodada, e a tonta aqui preocupada com o celular.

Não que eu estivesse realmente preocupada com o maldito celular. Minha preocupação era, de fato, o que meu lindo cérebro tinha acabado de admitir segundos atrás.

Caramba, apaixonada.

De repente a situação ficou um pouco embaraçosa.

Luiz, sempre ágil, mudou minha posição em seus braços, passando a me segurar pela cintura e me deixando de pé em frente a ele. Parecendo perceber meu recente desconforto, deixou que meus pés tocassem o chão e por fim me soltou.

Aproveitei a situação pra puxar um cobertor que estava jogado no sofá, e me cobri. Luiz parecia completamente confortável com a própria nudez, pois não fez qualquer menção de se vestir. Bom, se eu fosse homem e tivesse aquele corpo, também não teria nenhuma vergonha.

Sacudi a cabeça, tentando desviar o olhar das partes íntimas do meu melhor amigo. Melhor amigo, por quem eu estava apaixonada.

Mordi o lábio, estressada com meu cérebro que de repente não queria parar de pensar nessa detestável infelicidade.

E ele insistiu em gritar mais uma vez, desta vez acrescentando “e ele não está por você. Lide com isso”.

Obrigada querido cérebro, como sempre me ajudando.

Notas finais
Queridos leitores maravilhosos, obrigada por todos os esclarecimentos no capítulo passado. As respostas de vocês foram muito importantes, e anotei todas pois vai me ajudar muito no andamento da fanfic. AVISO: se você estiver perdido na história, NÃO HESITE em me mandar uma MP com suas dúvidas, eu esclarecei tudo. Aliás, qualquer coisa (reclamação, sugestão, ameaça), pode me contatar lá. Aproveita que eu não estou famosa ainda rsrs - brincadeira gente, to só brincando -. Enfim, o que vocês acharam? Continuo gostando de receber a opinião de vocês S2, e quero conhecer meus leitores novos, então pronunciem-se! Beijos da tia Jessie.