Notas iniciais
"Ahhh, até que enfim em Jessie, capítulo novo *bate na escritora*". Ai, me desculpem meus amores. Sou uma desnaturada mesmo *recebe as porradas* Enfim. OBRIGADA, OBRIGADA, MUIIIITOO OBRIGADA MESMO, por todos os comentários lindos e maravilhosos, de verdade. Adorei cada um deles, demais. Respondê-los é um prazer enorme pra mim, então continuem comigo seus lindos S2 Como prometido, foto do Kauã. Vejo vocês lá em baixo, boa leitura!

Sim, é o Chace Crawford. Mas era mais ou menos essa imagem que eu tinha, então enjoy guys. E, meninas, parem de babar.

***

Desculpa te ligar essa hora... Eu não sabia mais o que fazer. – a voz de Karen soava tensa, e com claras evidências de um choro recente.

– Hum, tudo bem. – respondi ainda meio desconfiada.

Mari continuava apreensiva ao meu lado. Afastei o telefone, sussurrando que era apenas Karen.

Menina do poço, que ideia. Quem me dera fosse ela.

Ouvi Karen limpar a garganta, para então declarar:

Eu quero sua ajuda.

Tossi para o aparelho, com a intenção de que ela desse conta da loucura que estava dizendo. Indireta recebida, entretanto ignorada.

– Com o quê? — perguntei, entregando os pontos.

Preciso reconquistar o Luiz. – falou decidida. – Sinto que a única coisa que me impede de conseguir isso é...– hesitou por alguns segundos. – Bem, é você.

Mas o quê?! O quê que essa bitch estava dizendo...? Que eu era o empecilho?!

Respirei fundo. Fechei os olhos. Contei até três...

"Um", pronunciei mentalmente. "Dois"... Inspirei outra vez. "Trr..." Mari se lançou sobre mim, e arrancou a celular da minha mão.

– Oi Sam... Karen, aqui é a Mari, a Anna conversa contigo mais tarde viu, beijos queridinha. – Mari falou com a voz mais falsa do mundo e desligou o celular sem esperar por resposta.

Empurrei-a de cima de mim, ainda mais furiosa.

– O que... Você... Fez...? Mariana! – perguntei com uma tapa em sua coxa a cada intervalo de palavra.

Mari cruzou os braços, jogando o celular pra longe.

– Menina, você ia explodir! – berrou. – Eu te salvei, agradeça e seja feliz.

Fechei os olhos outra vez, espremendo os lençóis entre os dedos, e o lábio inferior pressionado contra os dentes.

Mari tinha razão. Mas era muita ousadia daquela menina, ligar-me quase uma da manhã pra vir me falar uma idiotice daquelas. Mais uma palavra, e eu definitivamente não responderia por mim.

Fitei Mari, com um suspiro.

– Sabe o que ela disse? – Mari balançou a cabeça negativamente diante da pergunta, com uma expressão curiosa. – Que eu a estou impedindo de voltar com o Luiz! Pode isso?! Ora, eles que namorem, casem e morram. – grunhi, virando a cabeça para o lado num gesto simbólico de desinteresse.

Mari riu, o que me fez voltar a atenção para frente.

Ergui uma sobrancelha para ela.

– Do que você tá rindo?

– Nada. — respondeu, ainda entre risadas.

Eu merecia mesmo. Uma amiga louca, um amigo idiota e uma ex completamente psicopata querendo jogar suas culpas em mim. Estava mais do que na hora de pegar uns bons cem reais, colocar num envelope e partir pra uma sessão de descarrego na igreja Universal.

***

No outro dia, Mari e eu nos levantamos quase duas da tarde. Eu corri pra comer alguma coisa e fui pra o jogo. Antes disso, Mari combinou de me pegar para irmos à faculdade mais tarde e foi para sua casa.

Peguei um táxi, pra ser mais rápida, mas ainda cheguei com uns quinze minutos de atraso.

Ambos os times já estavam em campo. Aproximei-me de um menino na arquibancada, que me informou sobre o placar do jogo. Ainda estava zero a zero. Agradeci e me sentei, meio cansada, meio com sono e meio perdida.

Aquela era mesmo a final? Ou seria semifinal, quartas de final...? Sei lá, mas tinha um "final" no meio, com certeza.

Marcelo vestia o uniforme do seu time: Camisa preta, mangas longas, com o símbolo dos "killers", como chamavam a si próprios, no canto superior esquerdo, e um calção branco. O outro time trajava um tom de amarelo forte, com algumas listras pretas na camisa. Os dois times eram amadores, porém igualmente bons.

Avistei um garoto ainda mais loiro que o Marcelo, cujos cabelos brilhavam sob o sol, assim como os olhos verdes. O indivíduo deu uma olhadela pela arquibancada, como se adivinhasse, detendo-se ao me notar. Sorriu e cutucou Marcelo, que estava por perto. Este seguiu o olhar do seu colega de time, até parar em mim. Sorriu encantadoramente, e eu pude decifrar o que ele sussurrava: "Vou fazer um gol pra você, princesa". Cruzei os braços, devolvendo-lhe o sorriso. Mas o meu era desafiador, como quem dissesse "quero só ver". Não que eu estivesse duvidando... Ele era realmente muito bom. O artilheiro isolado do time, pra ser mais exata. Aquilo o tornava realmente sexy.

Cinco minutos depois, Marcelo cumpriu sua promessa. Chutou praticamente no meio do campo, acertando em cheio o canto direito da rede, sem chance para o goleiro. Correu para comemorar com o time, com direito a metade deles se jogando por cima do seu ombro. Ele riu e direcionou o olhar para onde eu estava. Fez um coração com as mãos, jogou-me um beijo e apontou para mim, dedicando-me o gol.

...

Intervalo de jogo, um a zero. Alguns cumprimentos, toques, e elogios do técnico depois, Marcelo caminhou até mim.

– Gostou? – perguntou enquanto se aproximava.

Sorri e confirmei, gesticulando com a cabeça.

– Fiz pra você. – anunciou ao passar a camisa pelos braços. Então a tirou completamente, revelando a pele suada.

Por que ele tinha que ser tão... Gostoso?

Suspirei, arrancando-lhe uma risada.

Marcelo me abraçou por cima dos meus braços, com a camisa em mãos, e a amarrou ao redor dos meus ombros, fazendo um nó nas mangas para segurar. Afastou-se um pouco e me deu um selinho.

– Volto já. – piscou e se afastou, indo em direção aos vestiários.

Estava difícil a minha situação. Mesmo com tantos garotos ali, Marcelo conseguia se sobressair. Era o mais lindo, de longe. Algumas meninas derretendo-se quando ele chegou perto confirmava isso.

Aliás, se ele não fosse tão ciumento e tão grudento, ou fosse ao menos um pouco mais carinhoso... Espera... O que eu estava pensando?! Argh. Eu não era aquele tipo de garota. Ele só precisava deixar de ser ciumento e grudento mesmo, daí seria perfeito.

...

Começo de segundo tempo, bola rolando. A camisa dele ainda estava amarrada em meu ombro. Ele colocara outra no vestiário. Eu roía as unhas, nervosa, ainda por não saber se aquele bendito jogo era a final ou não. Ainda mais depois do que aconteceu nos minutos seguintes.

Falha do zagueiro que marcava um dos atacantes do time adversário. Este, rápido, driblou o garoto mais baixo que ele, cruzou para o centroavante, que não desperdiçou a chance. Um a um.

Marcelo xingou a mãe, tia, avó e todos os membros existentes da família do pobre garoto, que pedia desculpas, com a cabeça baixa.

Trinta minutos e nada de reação. Chutes desperdiçados, lances perigosos, nada de gol. Quarenta e dois minutos. Marcelo já estava vermelho, com o semblante nervoso e preocupado.

Vi o técnico dos garotos gritar, chamando por alguém. Marcelo foi à beira do campo rapidamente, ouviu algumas instruções e voltou para o seu lugar. Cutucou aquele loiro dos olhos verdes que era um dos atacantes do seu time, e sussurrou alguma coisa ao seu ouvido. Este confirmou com a cabeça e se afastou.

Quarenta e quatro minutos. O garoto que há pouco recebera instruções de Marcelo provoca um zagueiro adversário. Corre com a bola até a área, grita alguma coisa pra o mesmo zagueiro que o marcava, que fica nervoso e acaba o puxando pela camisa. Uma queda seguida de uma cena exagerada, pênalti marcado.

Marcelo se posicionou para cobrar. Olhou de relance para mim, e então encarou o goleiro. O segundo tremia, obviamente exasperado. Conhecia a fama de Marcelo, estava na cara que já esperava pelo gol.

O juiz apitou, permitindo o lance. Marcelo recuou alguns passos, olhou para bola, ergueu a cabeça e chutou. Na trave! O goleiro, desacreditado e com a respiração acelerada, correu para agarrar a bola. Em vão. Esta rebateu, voltando para o pé de Marcelo, que não errou dessa vez. Gol.

Tudo o que eu vi foi um bando de garotos se jogando em cima dele, derrubando-o no chão. Olhei pra o técnico, que batia palmas, aliviado.

Os meninos se levantaram, retomando o jogo. Só faltava um minuto. Trocaram passes para perder tempo, e o outro time, exausto, não podia fazer mais nada. Aceitaram a derrota.

O juiz apita; fim de jogo. Dois a um. Juntei-me às pessoas que aplaudiam a vitória. Pela taça que traziam, descobri que era mesmo a final. Entregaram-na às mãos do artilheiro e capitão do time, que a levantou e soltou alguns gritos de guerra, sendo seguido pelos companheiros.

Ele estava ainda mais arrebatadoramente atraente e fascinante naquele momento.

Puta merda.

Notas finais
E então, o que vocês acham do Marcelo agora? E sobre minha narração de jogo, fui bem pra uma garota? Hahah. Então guys, tenho um capítulo pronto para ser postado sexta. Porém, caso a maioria dos meus lindos leitores apareçam até amanhã, daí postarei amanhã mesmo. Obrigada, mais uma vez, por todos os comentários, ainda estou muito feliz rs. See ya S2