Notas iniciais
Preciso dedicar esse capítulo a muitas pessoas especiais. Lembrando que a ordem dos fatores não altera o resultado, meus agradecimentos à: Meus leitores novos, lindos e divos Ann Profecy, Vit Pinheiro, Bronzon, Pollyanna Felberk, Hana, Geek In The Pink, Vivih Stoessel Blanco, TrafalgarKing, Minsty, mlyhenriques, obrigada pelos comentários lindezas, Laura Uzumaki, sasuke, maria aparecida, Mariana Souza Cândido, Dilan Snow e Doce Luar, obrigada por favoritarem, espero vê-los nos comentários! JBeltrame13, Lady Di, Daylla Araujo, obrigada por acompanharem, espero vê-las sempre aqui! Já adoro todos vocês s2 Meus leitores “antigos” rs, e completamente perfeitos, Annie, Laristen, Isabelle Erthal, Srta idiota, LiHh, Cher, Paloma Davino, MayumiMay, lelemiyuki, JuuhLeitora, AlexiaB, obrigada pelos comentários! E meus divos Miss Sparrow, Márcio Gabriel, Filha da Sabedoria e Moon and Stars, muito obrigada pela super força, e por continuarem sempre comigo! E aos demais que estão acompanhando, meus sinceros agradecimentos. Todos vocês me deram apoio de uma forma diferente, e igualmente importante. Já são muito especiais pra mim s2 Antes que eu chore mais, vamos ao capítulo – eeehhh! -. Boa leitura!

Eu continuava boquiaberta com a revelação que havia saído dos meus próprios lábios. Porém, Mari não esboçava sequer uma expressão de surpresa. Nada.

— Amiga. – falou ela segurando o riso. – Isso é óbvio.

— O que é óbvio? – perguntei distraidamente, completamente pasma, com os pensamentos girando na minha cabeça.

— Anna, acorda! Que você ainda o quer. Isso é óbvio.

***

Nem mesmo a água caindo nos meus ombros, massageando-me a cabeça, fazia com que eu relaxasse. Eu nem ao menos havia parado pra pensar sobre aquilo, e de repente, sai em alto e bom som da minha boca. Eu o queria de novo.

O que aquilo significava?

Analisei por alguns segundos.

Eu gostava dele...?

Minha expressão agora estava pensativa.

Será?

*Flashback on*

O garoto de quinze anos suspirou.

— Anna...

— O que foi, Luiz? – perguntei docemente, com as mãos agarradas aos joelhos.

Estávamos sentados num montinho, nos arredores do farol. Estava escuro e a lua parecia muito maior do que de costume.

Éramos amigos há apenas alguns meses, e já muito implicantes um com o outro. Tanto que há poucas horas, havíamos brigado por qualquer bobagem. Vendo como eu ficara furiosa, ele me arrastou até o lugar que, de acordo com ele, era o seu favorito.

Não ficava muito longe das casas dos nossos pais, então fomos a pé. Era uma das coisas que eu simplesmente amava sobre o interior. Tudo era tão perto. As pessoas eram mais amigáveis. Eu me sentia em casa. Aquele era o meu lar.

— Desculpe-me por aquilo. – suspirou mais uma vez, olhando para frente. – Às vezes eu me esqueço de que você é só uma garota boba.

Sorri, fitando-o.

— E é assim que você pede desculpas?

Cruzei os braços.

— É. – falou secamente.

— Tudo bem... – passei um braço por cima de seu ombro. – Desculpa por ter gritado com você. E ter te chamado de idiota. E estúpido.

Ele riu.

— Alguma coisa me diz que você continuará fazendo isso.

Com uma mão, encostou minha cabeça em seu ombro e ficamos lá, com o olhar perdido no horizonte. Desde aquele momento eu soube que ele seria um grande amigo.

*Flashback off*

— Anna! – Mari bateu na porta. – Anda, ou a gente vai se atrasar! Tenho aulas importantes hoje. – gritou.

— Já vou! – respondi, enrolando-me à toalha.

Saí do banheiro e fui até o quarto pra me trocar. Mari esperava na cama, concentrada no celular apenas até me ver.

— Até que enfim! – exclamou ela. – E então, o chuveiro clareou suas ideias?

— O que você acha?! – sorri – Claro que sim, até cheguei a uma conclusão.

— Ah é? – animou-se. – E qual foi? Você o ama? Está planejando o casamento? Quero ser a madrinha, ein! Nada de escolher aquela Luana, foda-se se ela é sua prima. Ai, Anna, estou até vendo!

Seus olhos brilharam enquanto contemplava o nada.

Tossi instintiva e repetidamente.

— O quê?! Tá louca, Mari? – falei entre tosses, com uma mão no peito.

Ela cruzou os braços.

— Não? – perguntou decepcionada, caindo dramaticamente no sofá. – Já havia até pensado no nome do bebê. – queixou-se.

Ergui uma sobrancelha pra ela, soltando uma gargalhada em seguida.

Sentei-me ao lado dela, curiosa.

— Ah é? Qual? –

— Hum... Lurdes!

Fiz uma careta.

— Credo, Mari, a pobre da minha filha não vai nascer com oitenta e dois anos.

Mari bufou.

— Depois, que não vai ter casamento nenhum. – completei a informação.

— Não? – fez bico. – Mas eu queria tanto... Desde o dia em que o Luiz arranjou aquela namorada, a Patrícia... – revelou.

Olhamos para cima ao mesmo tempo, lembrando-nos da tal Patrícia.

—É. Ela era tão nojenta.

— E fresca. – acrescentou Mari.

Rimos juntas.

— Ainda não entendo o que ele viu naquela doida, sério. – prosseguiu. – Ela só me serviu pra duas certezas: um, Luiz é meio idiota quando se trata de escolher namoradas. Dois, você que é a garota perfeita pra ele.

Levantei-me, pensando a respeito.

— Mari... Você nunca falou tanta porcaria em toda a sua vida.

— Ai, Anna, sua teimosa... – falou entre um suspiro. – Mas, me conta, qual foi a sua conclusão?

— Amiga, o Luiz é um gostoso, você sabe.

Ela riu, concordando.

— Por acaso eu comecei a sentir desejo por ele, mesmo já tendo noção da sua gostosice há muito tempo.

— Espera! Você tá dizendo que tudo o que quer é apenas transar com ele de novo?

— Sim! E então, tudo isso vai passar, e voltaremos a ser bons amigos como antes.

Mari não parecia concordar muito com a ideia.

— Não sei não, Anna...

Shh. É perfeito. Só preciso fazê-lo voltar a falar comigo.

— Só?! Do jeito que o Luiz é orgulhoso, bem capaz que ele não te perdoe tão cedo.

— Eu sei... Mas tenho um plano. Eu acho.

Mari abriu a boca pra falar algo, quando meu toque a interrompeu.

Arregalei os olhos. Corri para pegar o celular, que estava – por milagre – em cima da mesa. Surpreendi-me ao ver a foto na telinha.

— O que foi, menina? – Mari perguntou ao ver minha expressão.

Mostrei o celular rapidamente a ela, e em seguida atendi.

— Amor?

Você já foi pra faculdade?

— Ainda não... Acabei de sair do banho. Por quê?

Marcelo ficou em silêncio por alguns segundos.

Você ainda tem tempo? Preciso falar com você.

Havia algo estranho em sua voz, mas não reconheci o que era.

— Claro. Aconteceu alguma coisa?

Estou chegando aí.

E desligou.

— Mas que porra foi essa? – resmunguei para o aparelho.

— O que houve? – perguntou Mari, preocupada.

— Não sei, ele não me disse. Só disse que estava vindo aqui.

— Eita! É hoje que rola as tretas, tuts tuts quero ver. – cantarolou, com direito a rebolados e tudo.

Era um assunto aparentemente sério, mas eu estava rindo. Eu tinha um imã que atraía gente louca, só pode.

— Mari! – balancei-a pelos ombros, lembrando-me de repente de um detalhe. – Será que ele descobriu sobre o Luiz?

Mari parou de rir.

— Será? – levou uma mão à boca.

— Droga. E agora? O que eu faço? – perguntei desesperada.

Mari olhou as horas no relógio e balançou a cabeça negativamente.

— Ai, amiga. Não sei se você percebeu, mas eu estou realmente louca pra saber no que isso vai dar. Porém, infelizmente, eu tenho que me mandar agora, nesse minuto. – suspirou inconformada.

— Caramba, Mari, você vai me abandonar? – choraminguei. – Ai... Tudo bem, vai pra aula. Eu te encontro lá.

— Mas espera, como você vai? – perguntou enquanto era arrastada até a porta.

— Peço pro Marcelo me deixar. Vou de ônibus, sei lá. Você está atrasada, tchau.

Abri a porta pra que ela saísse. Mari havia deixado o portão aberto quando chegou.

Demos de cara com Marcelo. Um punho fechado no ar prestes a bater na porta, e um olho roxo.

Notas finais
Gente, me desculpem pelo bloqueio :/ é que eu estou realmente feliz com tanta gente acompanhando a história, mas isso infelizmente me traz uma insegurança chata. Fico com medo de decepcionar alguém, sei lá... Só tenho mesmo a agradecer, vocês são incríveis! Vou tentar evitar isso de agora em diante. Beijão, espero ver todos vocês no próximo!