Toda Poderosa Swan-Mills
37 Pijama,jardim e ciumes
Notas iniciais
Amélia
Acordei com o barulho de passos correndo pela casa, só podia ser os gêmeos.
Mamãe Regina chamava pelos dois, e as crianças riam e gritavam correndo.
Coloquei o travesseiro em cima da minha cabeça, tentando abafar o barulho.
Tentativa falha. Bateram na porta do meu quarto.
—Amélia! — Era voz da minha mãe Emma.
—Entra! — me sentei na cama e esperei ela entrar.
—Vamos levar as crianças no parque, quer ir? — Balancei a cabeça que não.
—OK! Beijos e se comporte! — falou me jogando um beijo.
Deitei de novo na tentativa de voltar a dormir, quando minha mãe entrou de novo.
—Ahhh já ia esquecendo! Jogo o lixo fora!
—Ah mãeee! — falei com preguiça.
—Eu pedi ontem e a senhora não levou. Então mocinha não esqueça! — Me joguei na cama bufando.
Segundos depois não escutei, mas os gritos e risadas das crianças. Com certeza eles já tinham saído.
Rolei pela cama, e nada do sono voltar.
—Quer saber, melhor levantar! — sai da cama e desci as escadas, como imaginava encontrando a casa silenciosa.
Cheguei à cozinha e antes de abrir a geladeira, lá estava um recado da mamãe pra mim.
“Amélia,
Não se esqueça de levar o lixo para fora!
Te amo!
Mamãe.”
Virei os olhos e abri a geladeira. Peguei um pouco de leite e coloquei na xicara.
Sentei no banco em frente ao balcão da cozinha, ainda tentando acordar pra vida. Levo alguns minutos pra entrar na realidade de novo, Lauren sempre dizia isso pra mim.
Olhei para a porta da cozinha e lá estava o saco de lixo me esperando.
Bufei e resolvi fazer logo essa tarefa. Tirei o restante dos lixos da casa e juntei tudo em um saco só.
Abri a porta da frente. Bem eram só alguns metros até a lixeira. Se eu fosse correndo ninguém ia perceber que estava de pijama.
Peguei o pesado saco, e corri até a calçada, coloquei o saco de lixo na lata, olhei para os lados, e ninguém estava na rua.
Voltei correndo até a porta de casa.
— Merda! -falei assim que cheguei perto da varanda e percebi a porta estava fechada.
Tentei abrir e nada. Olhei pela janela ao lado e a mesma estava trancada e para meu azar a chave estava do lado de dentro da casa.
Olhei para os lados assustada. Corri ate o quintal de trás e tentei a porta da cozinha.
Adivinhem? Fechada.
Verifiquei as janelas em volta e todas estavam fechadas.
Que legal, eu estava trancada do lado de fora de casa, sozinha e de pijama rosa.
Voltei para frente de casa, tentando me esconder.
Olhei para o alto e a única janela aberta era do quarto das minhas mães.
Como ia subir ali, eu não tinha ideia.
Fui ate a porta tenta abrir novamente.
—Mais que bosta! — falei com raiva. — Como fui tão burra! — disse batendo o pé.
Escutei risadinhas. Olhei assustada para os lados e não vi nada. Segundos depois a mesma risada.
—Quem este ai?! — falei tentando esconder meu micro short.
Mais risos.
O vizinho do lado, aquele mesmo que peguei a bicicleta escondida para ir atrás de Lauren, estava escondido em meio aos arbustos que separavam nossas casas, rindo de mim.
—Sai daí seu pestinha!
—Você é a moça que roubou minha bicicleta?!
—Olha só pirralho, eu não roubei sua bicicleta ta! Eu só a peguei emprestada em um momento de extrema urgência! E além do mais eu te devolvi! — falei tentando em vão me esconder atrás de umas das pilastras da varanda.
Ele saiu de trás da moita com o celular em mãos.
—Você não faria isso?! — perguntei assustada.
Ele riu e se aproximou.
—Seu pirralho! — falei tentando correr, enquanto o moleque tirava fotos minhas.
Humilhante eu sei, mas eu estava correndo atrás de um menino de seis anos enquanto ele tirava fotos minhas de pijama pelo quintal da minha casa.
O moleque foi ate o portão e riu.
—Você não me pega!! — falou e saiu correndo. Sem pensar em nada e com a raiva me dominando eu corri atrás dele pela rua, que até então achei estar vazia.
Ele entrou em casa correndo e quase bati com a cara na porta da sua casa.
Bufei com raiva e sai batendo o pé. Foi quando reparei que as pessoas que passavam pela rua me olhavam curiosas e algumas rindo.
Acho que fiquei mais vermelha que um tomate.
—Bom dia senhora Geller. — falei para a senhora que passeava com seu cachorro e estava parada na minha calçada me analisando.
Legal! Agora serei o comentário da cidade.
Uma buzina me chamou atenção.
—Amélia?! — Quem disse que as coisas não podiam piorar.
—Slo… Sloan! — falei sem graça. Ele riu e parou o carro na frente da casa.
—Você esta bem? — falou desconfiado.
—Pareço bem! — disse um pouco grossa, mas logo me arrependi. — Desculpa Sloan! — ele sorriu sem graça. — Eu fiquei trancada do lado de fora, minha chave ficou lá dentro e eu fiquei aqui fora nesse estado vergonhoso... – falei sem graça. Ele riu.
—Vem vou tentar te ajudar! – Ele passou a minha frente. – Tem aquela janela aberta! Posso tentar subir ali... – disse voltando para o carro. Enfim alguém iria me tirar daquela situação vergonhosa.
Sloan voltou com a escada e subiu até a janela.
— Cuidado! – falei vendo ele se equilibrar no telhado.
Sloan quase caiu e dei um grito assustada. Ele segurou na beirada da janela e virou sorrindo.
—Estou bem! – disse gritando.
Respirei aliviada.
Pouco tempo depois a porta da frente foi aberta, me arrancando um enorme sorriso e alivio.
—Sloan você salvou minha vida! – falei entrando em casa.
—Que isso Amélia! – disse sem graça.
Reparei no seu braço arranhado e no sangue que sujava sua blusa.
—Você se machucou! – falei pegando em seu braço.
—Não foi nada! Só um arranhão...
—Me espera na sala que vou cuidar disso!
—Serio, não precisava mesmo, eu estou bem!
—Nem pensar! – peguei ele pela mão. – Agora senta ai, que vou pegar a caixa de primeiro socorros. – Ele estava um pouco sem graça, mas acabou cedendo.
Voltei um pouco depois com a caixa.
—Viu fui rapidinho! – ele riu.
Peguei seu braço e com algodão limpei o corte.
—Obrigada mesmo Amélia... – falou sem graça.
—Obrigada você! Eu estava em uma situação nada legal – Sloan riu com vontade. – Não ria! – disse fingindo irritação.
—Desculpe é que você não mudou nada! Continua desastrada! – disse rindo.
—Só um pouquinho... – falei rindo. – Pronto acabei! – disse largando seu braço.
—Que pena... – falou baixo, mas eu ouvi.
—Que? – fingi que não entendi.
—Não nada! – falou levantando. – Preciso ir.
—Ah Claro! Te acompanho até a porta.
Segui com Sloan ate a porta de casa.
—Bem... Então até mais – ele falou sem jeito.
—Obrigada de novo! – Beijei seu rosto. — Você é bom amigo. – ele sorriu de lado.
—Amélia! – Olhei na direção da voz e Lauren estava parada no meio do meu jardim, com uma cara nada boa.
—Bem agora é melhor eu ir mesmo! – Sloan disse serio. – Tchau Amélia! – me deu as costas e passou por Lauren. – Bom dia Lauren! – falou sem muito animo.
Lauren se aproximou.
—O que ele estava fazendo aqui? E porque você esta vestida desse jeito?! – Ela me olhou de cima a baixo. Ia ter problemas.
— Eu fiquei trancada fora de casa e Sloan estava passando por aqui e me salvou. – falei rápido.
—Como é que é?! – ela falou confusa.
Entramos na minha casa e expliquei toda a situação para a minha namorada super ciumenta.
—Então ele pulou a janela do quarto da minha mãe e abriu a porta para mim, só que ele quase caiu e acabou se cortando ,então como forma de agradecimento eu limpei o corte no braço dele. Ponto final. – disse rindo.
Lauren ainda estava brava eu podia ver isso, mas quando pensei que ela ia me dar a maior bronca, ela simplesmente caiu na gargalhada.
—Dá para parar de rir de mim, por favor?! – falei estreitando os olhos.
—Des... Desculpa amor, é que estou imaginando a cena de você correndo atrás daquele pirralho aqui do lado! O garoto definitivamente se vingou de você! – falou rindo.
—Sloan não riu de mim! – falei emburrada e na mesma hora Lauren parou de rir e fechou a cara.
—Não acredito que esse cara te viu com esse micro pijama! – disse brava.
—Não sei se você sabe Lauren, mas eu não estava pretendendo ficar trancada do lado de fora de casa!
—Porque não me ligou?
—Talvez porque meu celular tenha ficado do lado de dentro de casa, eu fui jogar o lixo fora, para que raios ia levar o celular comigo! – falei irritada.
—Aí o príncipe encantado chegou para salvar você! – disse debochada.
—Serio mesmo Lauren?! Vai brigar comigo por causa disso! Foi uma mera coincidência ele estar passando por aqui!
—Coincidência... Sei! – disse irritada.
—Ah é você acha o que, que por acaso ele esta acampando do lado e fora da minha casa! – disse irritada e levantando. –Se quer ficar aí pensando bobagens, então fique! Só acho que já passou da hora desse seu ciúme acabar! – Falei subindo as escadas e escutei Lauren vindo atrás de mim.
—Amélia! – entrei no quarto batendo a porta com certa força.
Lauren abriu a porta logo em seguida.
—Desculpa vai... Eu acredito em você! Só fiquei irritada por ele estar aqui quando você precisou e não eu... – disse sem graça.
Bufei.
—Lauren você nem sempre vai poder estar presente quando eu precisar... Então quando eu precisar de ajuda vou ter que recusar se você não estiver por perto?!
—Não é isso vai... – disse se aproximando. – Mas tinha que ser logo esse cara!
Virei os olhos.
—Se coloca no meu lugar, e se fosse Alice a me ajudar, você não ficaria com ciúme? – Agora ela me pegou, claro que ficaria com ciúme.
—Ok! – disse levantando as mãos. – Mas eu juro que não aconteceu nada, não confia em mim?
—Claro que sim! Eu não confio é nele! – disse me fazendo rir.
—Sua boba! Meu príncipe encantado sempre será você! – Enlacei meus braços em volta do pescoço da minha noiva e a beijei.
Dei um grito de susto, quando Lauren me pegou no colo.
—Lauren! Me coloca no chão! – disse rindo. Ela me colocou com cuidado na cama e se posicionou em cima de mim.
—Esse será seu castigo, por usar esse micro pijama... – disse levantando minha blusa.
— Vou sempre usa-lo então... Inclusive amanha mesmo vou com ele no mercado – Lauren riu e me calou com um beijo de tirar o folego.
Emma
Estávamos tomando café da manhã tranquilamente, quando abri o jornal local para ler as noticias do dia. Tive um pequeno enfarto quando vi uma foto. Engasguei com o café.
—Emma! – Regina correu e me deu alguns tapas as costas. – Amor, o que houve? – disse preocupada. Eu tentava me recuperar do susto.
—Regina me explica o que Amélia esta fazendo na segunda pagina do jornal, no jardim de casa de pijama! – Regina me olhou confusa e depois olhou para reportagem e para a foto arregalando os olhos.
“Filha da prefeita, foi vista correndo de pijama pelos jardins da sua casa, assunto parou Storybrooke na manhã de ontem...!” — Regina leu a primeira parte da reportagem em voz alta.
—AMELIA! – Gritamos juntas.
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