Toda Poderosa Swan-Mills
23 Mills
Notas iniciais
Lauren
—Amélia volta aqui! — disse correndo atrás da teimosa da minha namorada.
—Vai embora Lauren não quero falar com você! — ela se virou pra mim. — Eu já disse que me demito! — falou alto. As pessoas na rua já estavam olhando pra gente.
—E você por acaso se demitiu do nosso namoro? — disse puxando ela pelo braço.
Ela me encarou com os olhos verdes marejados.
—Ela te BEIJOU! — disse a última palavra entre dentes.
—Você falou certo! ELA me beijou! Não fui eu que a beijei! — Ela ficou quieta.
—Então o que ela estava fazendo dentro do seu escritório?!
Bufei.
—Amélia, ela precisa de um emprego, não tem ninguém pra ajuda-la…
—E você por acaso virou a madre Teresa de Calcutá agora?! — colocou a mão na cintura.
—Não seja ridícula Amélia, você não é assim…
Ficamos nos encarando, ate que ela virou de costas e continuou a andar.
—Amélia! — gritei com raiva.
Ela não parou e continuou andando.
—Então tá, não quer me escutar não me escute! — gritei com raiva e voltei ao Grannys.
Entrei batendo a porta, e fui direto para o depósito.
—Merda de mulher teimosa! — disse chutando uma caixa.
A porta abriu e Alice colocou a cabeça pra dentro.
—Ei — Olhei pra porta e vi Alice parada.
—Não é uma boa hora Alice! — disse andando de um lado para o outro.
—Eu disse a você que ia dar confusão… — falou sem graça.
—O problema não é esse... Amélia que é teimosa demais…
—Ela só está com ciúmes Lauren, acho que no lugar dela ficaria do mesmo jeito.
—Ela não tem motivos…
Alice levantou a sobrancelhas.
—Ta eu sei, eu contei a ela que você me beijou! — disse levantando as mãos. — Mas eu estava bêbada ,e ela nem me deixou explicar.
—Nossa é tão ruim assim me beija? — Não acredito, outra não!
—Alice, por favor, não é nada disso, você é linda… — me aproximei dela e segurei suas mãos. — Mas eu amo Amélia.
Ela sorriu torto.
—Sem problemas vai… — disse um pouco decepcionada e largou as minhas mãos. — Agora melhor eu indo.
Puxei a de novo.
—Você fica! -ela me olhou rindo. — Eu te dei um emprego, e você não irá recusar.
—Lauren…
—Olha deixa que vou me entender com Amélia, ela tem que confiar em mim. — ela deu de ombros.
—Se você tá falando... — Alice me deu um beijo na bochecha e saiu.
Será que fiz a coisa certa? Eu não sei. Só sei que fiz o que meu coração mandou naquela hora.
Amélia
—Idiota! Babaca! Eu odeio você Lauren! — disse entrando em casa. Não reparei que minha mãe Emma estava na sala lendo.
—Eu mocinha, que revolta é essa? — abaixou os óculos. — É Lauren?
Fiz que sim com a cabeça.
—Amor senta aqui — disse batendo no lugar ao lado dela no sofá. — Vocês conversaram?
—Sim. Não. — Ela me olhou sem entender. — Ela tentou, mas eu não deixei ela explicar nada…
—E por quê? — disse com calma.
—Por que quando cheguei até o Grannys pra falar com ela, aquela...aquela…
Minha mãe riu.
—Vamos chama-la “daquela que não deve ser nomeada” — eu ri não acreditando que minha mãe estava fazendo piada com Harry Potter. — Pelo menos fiz você sorrir. — disse me abraçando.
—Vi Lauren e Voldemort… — rimos juntas. — Na sala dela de papo, ai fiquei cega de ciúme, me demiti e sai com raiva.
—Amélia… você não sabe nem o que aconteceu filha?! — olhei pra minha mãe sem acreditar. — Tá ela beijou a tal garota... Porém você deve a ela uma explicação.
—Devo a ela um tapa naquela fuça dela! — disse com raiva. Minha mãe encostou no sofá rindo de mim. — Não ria de mim mamãe! — disse irritada.
—Desculpa amor, e que você fica a cara da sua mãe com ciúmes!
— E mamãe já brigou com você por isso?
—Ah muitas vezes, e na grande maioria das vezes foi por causa da Elsa… — Nessa hora uma tive uma ideia.
—Mae você é incrível! — levantei e dei um beijo no seu rosto.
—Garota eu nem acabei de falar ainda... Amélia!
Ela me gritou, mas já estava na porta saindo de novo.
Lauren ia ter o que merece, ou eu não me chamo Amélia Swan-Mills.
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No dia seguinte...
Lauren
Meu carro estava uma droga, acho que forcei demais o motor. Parei no meio da cidade com ele enguiçado.
Peguei o cartão da oficina e reboque dentro da carteira.
Booth e Filho Oficina e Reboque
Não tinha jeito, ia ter que chamar o idiota do Sloan. Ele é o padrasto eram os donos da oficina da cidade.
Como sempre falou ele não foi pra faculdade, ficou na cidade e entrou em sociedade com August.
E o filho da mãe ainda dava em cima da minha namorada. Revirei os olhos e liguei para oficina. Foi Sloan mesmo que atendeu rindo como uma hiena, parecia que estava falando com alguém.
—Alo será que dá para rebocar meu carro aqui no centro tive um problema.
O idiota pareceu me ignorar e continuou a falar com a outra pessoa.
—Alooooo tá me ouvindo! Preciso do serviço de reboque, será que é possível?l — disse irritada.
—Sim. Já estamos à caminho — Desligou na minha cara
—Idiota!
Minutos depois…
Ao contrário do que pensei não foi Sloan que saiu do reboque e sim August.
—Ei menina Stuart. — sorriu
—Senhor Booth — disse retribuindo o sorriso.
—Problemas com esse menino aqui? — disse abrindo o capô do carro.
—Ele parou do nada. Acho que o motor não está muito bom, já comprei ele usado então…
—Sei como é, carro usado, e mais barato, mas da problema em dobro — Fechou o capô. — Vamos levar essa belezinha pra oficina.
Ele colocou o carro no guincho, e entrou no reboque.
—Se quiser Lauren, eu ligo pra você quando tiver pronto ,na o precisa ir se não quiser. — ela riu sem graça, e algo dentro de mim dizia que ali tinha coisa.
—Eu vou mesmo assim. — disse entrando no carona.
Minutos depois chegamos à oficina. Agust soltou o carro e colocou dentro da oficina.
Entrei atrás dele é dei de cara com uma cena que me fez espumar de raiva. Amélia estava atrás do balcão com Sloan do lado conversando.
—O que está fazendo aqui Amélia?! — disse irritada, ignorado o idiota.
—Ela trabalha aqui agora! — Sloan falou se colocando na sua frente.
—Não estou falando com você, estou falando com a MINHA namorada! — disse encarando ele. Amélia ficou entre a gente.
—Para Lauren! Sloan está falando a verdade ,agora eu trabalho aqui na oficina. — disse um pouco assustada.
—E desse de quando você entende de carros?
—Não sou mecânico, estou como secretária. — disse olhando para Sloan.
—Você já tem trabalho… — disse entre dentes.
—Na verdade não, você deu minha vaga pra sua nova amiga de infância! — disse com deboche.
—Eu não dei sua vaga pra ninguém! Você que foi lá e se demitiu! Mas em nenhum momento levei aquilo a sério!
—Pois deveria levar! -disse irritada. — Você não quer contratar ela, pois então contrate, eu que não vou ficar no mesmo lugar que aquela lá!
Estava sem ação, não acredito que ela fez isso por pura vingança.
—Era mais fácil ter me deixado explicar, do que agir como uma criança e se vingar do pior jeito possível! — falei decepcionada. — Vou mandar suas coisas que estão no armário do Grannys. — Me virei e antes de sair.
—Faça bom proveito! — disse olhando pra Sloan, da mesma forma que ela fez com Alice.
O estrago estava feito.
Amélia
Sai de casa com a ideia fixa de me vingar se Lauren, e quando minha mãe citou Elsa ,tive uma ideia genial. Sloan já tinha me oferecido o emprego na oficina muitas vezes, mas nunca aceitei porque ia me trazer problemas com Lauren, e era tudo o que eu não queria... Mas agora…
Comecei no dia seguinte e para meu azar a primeira cliente do dia foi minha namorada.
Ela me olhou tão triste que me arrependi na hora. Mas se ela queria ficar com a tal Alice no Grannys ia ter que me aguentar ali também.
—Droga Lauren! — sai atrás dela, mas Sloan me puxou de volta.
—Não vai ceder agora né Amélia?! – Sloan falou
—Não acredito que estou agindo assim! – disse com raiva.
—Mas você mesmo não falou que ela contratou uma menina que ela passou a noite em um bar?! – tinha que me deixar na duvida...
Parei e pensei um pouco.
—Eu não sei Sloan...
—Fica aqui... Fica comigo Amélia – Ele falou se aproximando.
—Por favor, não – disse me afastando. – Não estou aqui pra trair a Lauren, e aceitar a sua oferta de emprego, não quer dizer que vou voltar pra você! – ele me olhou decepcionado.
—Bem, melhor ter você como amiga, do que não ter você de nenhum jeito. – disse sorrindo.
—Obrigada por entender. – disse beijando seu rosto.
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Alguns dias depois...
Achei que Lauren iria atrás de mim pra conversar, mas pelo jeito ela estava mesmo com raiva, eu quis me vingar e acho que consegui. Mas o fato é que eu queria que ela tivesse vindo atrás de mim...
—Amélia vamos nos atrasar! – minha mãe gritou.
Hoje seria a entrevistar em Harvard, e minha mãe Regina iria me levar. Queria tanto que Lauren tivesse aqui comigo.
—To indo! – disse acabando de me vestir.
Quando desci minhas mães e meus irmãos estavam ali me esperando.
—Boa sorte meu amor. – Emma disse me beijando. – E vocês não vão desejar boa sorte pra irmã de vocês?! – meus pequenos me abraçaram.
—Amo vocês! – falei sorrindo pra eles.
—Amor, ligo assim que chegarmos – Regina disse e deu um selinho em Emma.
—Ok. Vou deixar as crianças na creche e vou direto para o escritório, Ruby esta sozinha segurando as pontas.
-Obedeçam a tia da creche, ok? — os gêmeos concordaram e abraçaram a mamãe.
Saímos em meio a tchaus e beijos. Aos poucos a cidade foi ficando para trás .Estávamos caladas, ou melhor eu estava calda.
—Lauren não te ligou, não foi? – Olhei pra minha mãe e concordei.
—Filha não acha que vocês já estão exagerando?
—Não sei. Eu achei que ela fosse me procurar... Mas aquela idiota não apareceu, e fazem três dias que não falo com ela, e nem sei se tenho mais namorada.
—Lauren gosta de você, só esta magoada.
—Não sei mais. – encostei a cabeça no vidro.
—Mas sua mãe aqui sabe que sim, e sua tia Tinker me contou que Lauren anda numa tristeza só desde que vocês brigaram... Engula esse orgulho e vá falar com ela, vocês se gostam tudo vai se ajeitar. – sorriu.
—É talvez faça isso quando voltar! Estou chateada ainda, mas ela me faz uma falta imensa.
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A viagem foi cansativa, mas chegamos na hora, minha mãe me apresentou a universidade e me contou historias de quando estudava ali .
Éramos a terceira na espera para falar com o reitor. Já não aguentava mais de ansiedade.
—Calma querida... – Minha mãe disse tentando me acalmar.
—Senhora Mills o reitor aguarda vocês. – a secretaria avisou.
Entramos na grande sala, eu assustada e mamãe na frente confiante. O reitor levantou e veio abraçar minha mãe.
—Regina, quanto tempo! – disse sorrindo.
—Digo o mesmo Richard! Como esta Martha? – minha mãe perguntou. Não sabia que minha mãe conhecia o reitor. – Agora me deixa apresentar minha filha Amélia. – disse orgulhosa.
—Muito prazer senhorita, sou Richard Mackenzie.
—Muito prazer senhor Mackenzie. – retribui o apertão de mão. E olhei pra minha mãe sem entender.
—Eu e seu avo Henry fomos bons amigos na época de Harvard! – disse tirando a minha duvida. – Henry foi um grande homem, e um excelente aluno! – depois que acabou a rasgação de sede entre minha mãe e o reitor, a entrevista enfim começou. Ele me fez diversas perguntas, e minha mãe ao meu lado me olhava orgulhosa. Sempre soube que essas entrevistas eram aterrorizantes, mas a minha até que foi fácil demais...
—Será um prazer ter mais um Mills aqui em Harvard! – disse apertando a mão da minha mãe.
—Obrigada Richard! – minha mãe cumprimentou e sorriu.
—Espero que continue o bom desempenho de sua família aqui Amélia. Sua família tem uma grande tradição nesse lugar, e Harvard nunca diz não a um Mills. – disse sorrindo.
Pera ai? Para tudo! – “ Harvard nunca diz não a um Mills.” – Essa frase se repetia enquanto saímos da universidade.
Minha mãe abriu a porta do carro e eu não entrei.
—Vamos filha?! – perguntou de dentro do carro, e não entrei. – Amélia qual o problema? – disse saindo.
—Eu fui aceita aqui porque sou uma Mills?! – perguntei
—Não querida... – riu nervosa. – Foi aceita por que mereceu com suas notas e projetos.
—Então porque ele disse que Harvard nunca diz não a um Mills? – falei desconfiada.
—Ele só estava brincando Amélia! Os Mills vem para Harvard a cinco gerações, por isso Richard falou aquilo. — falou preocupada.
—Mãe eu não quero ser aceita aqui, porque tenho um sobrenome importante! Quero ser aceita porque mereço! – disse irritada.
—E quem disse que você não merece! Você estudou e conseguiu que mal há nisso?
—Lauren merecia estar aqui mãe, não EU! – falei não segurando mais as lagrimas.
—Amélia, não é nada disso... – interrompi minha mãe.
—Quero ir pra casa. – disse entrando e não falei mais nada durante a viagem.
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Sai do carro batendo a porta com raiva.
Dei de cara com Emma abrindo a porta de casa e minha mãe Regina correndo atrás de mim.
—O que houve? – não respondi e fui subindo as escadas.
—Amélia espera! – Regina me chamou da escada.
—Porque sou sempre a ultima, a saber, das coisas nessa casa?! – Emma disse revirando os olhos.
Desci alguns degraus da escada e me virei para Emma.
—Vou contar a você mamãe. Eu só fui aceita em Harvard por causa do meu sobrenome! – respondi irrita.
—Amélia não é nada disso, já conversamos... – não deixei terminar.
—Harvard nunca disse não a um Mills... – disse olhando para Regina. – Mas agora um Mills dirá não a Harvard! Ou melhor um Swan-Mills
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