Toda Poderosa Swan-Mills
18 Grannys
Notas iniciais
Emma
Estávamos no sexto mês de gravidez,eu parecia uma bola de futebol e Regina achava adorável.
—Aff...Adorável... – falei de frente para o espelho.
—Emma, para com isso, você esta linda! – Regina saiu do banheiro enrolada em seu roupão de seda.
—Diz isso porque não é você que esta parecendo um pato andando... – falei irritada.
Regina pegou o vidro de hidratante no armário, e colocou uma perna em cima da cama, passando devagar o creme por toda a extensão da sua perna. Meu foco que estava todo voltado para o meu corpo, foi voltado para a posição da minha esposa, estava observando cada movimento dela pelo espelho, o roupão se abriu um pouco na frente, deixando a curva dos seus seios amostra. Já vi minha esposa nua centenas de vezes, mas com esses hormônios a flor da pele, e a minha libido a todo vapor, aquele simples gesto se tornou extremamente sexy.
Virei-me devagar e fui andando em sua direção.
—Sabia que você esta muito gostosa hoje? – abracei Regina por trás beijando toda a expansão do seu pescoço.
—Emma... – disse baixinho e riu fraco. – Estou como todos os dias
—Não, hoje você esta excepcional! – Virei Regina de frente e com um empurrão a joguei na cama.
Regina deu um gritinho de susto.
—Amor... Vamos nos atrasar para a inauguração do Grannys... – Já estava em cima dela, e beijando cada pedaço dos seus seios a mostra.
—Não vamos demorar – falei ofegante.
—Da ultima vez você disse isso, e ficamos três horas na cama... – Minha barriga estava grande e aquela posição não estava me favorecendo muito.
—Juro que vai ser rápido, agora fica de quatro pra mim – pedi no seu ouvido, Regina gemeu logo em seguida.
Ah esses hormônios...
Lauren
Grannys iria voltar a funcionar hoje, sob o meu comando. A palavra nervosismo me definia.
—Vai da tudo certo – Amélia me abraçou por trás e me deu um beijo no rosto.
—Eu sei, só estou com medo de não conseguir da conta sabe?!
Amélia ficou na minha frente,e me olhou nos olhos.
—Ei! Você se esforçou tanto por isso aqui, trabalhou sem parar... Olhe essas pessoas – me fez olhar para a lanchonete quase cheia para a inauguração. – Elas estão aqui porque esse lugar tem uma historia importante nessa cidade e na vida delas, sua avó foi uma grande administradora, e você será tão boa quanto, tenho certeza que o Grannys vai continuar fazendo historia em Storybrooke! – disse me dando um belo sorriso. – E Sabe por quê? – fiz que não com a cabeça.
—Porque minha namorada é incrível! – sorri para Amélia, e a abracei forte.
—Não sei o que seria de mim sem você! – disse no seu ouvido.
—Nem eu... – falou rindo.
—Juro que não vou decepcionar você – ela me olhou e sorriu.
—Lau você não precisa me jurar nada, eu acredito em você! – Fui aproximando meu rosto do seu, quando minha mãe chegou brigando com a minha outra mãe. O sino da porta tocou.
—Tinker,você não pode tomar a chave do carro de mim,que absurdo! Ali a Lauren – falou se aproximando de mim.
—Xii vai sobrar pra mim – Falei baixo para Amélia que riu.
—Filha diz a sua mãe como eu sou uma ótima motorista – todos estavam me olhando.
—Er... Bem mãe, a senhora nunca foi um Schumacher na pista NE... – Minha mãe Tinker soltou uma risada. – Acho que será bom a senhora não dirigir por enquanto, a barriga já esta grande e... – Ruby me interrompeu.
—Ok,já entendi! – foi até a minha outra mãe que ainda ria com Amélia e entregou a chave do carro.
—Obrigada filha! – Tinker abraçou Ruby e apertou de leve suas bochechas. – Não fica assim amor, faltam só alguns meses – Ruby estava emburrada, mas acabou sorrindo.
—E então o que estamos esperando para inaugurar o local? já esta praticamente cheio – Ruby disse olhando em volta.
Amélia que respondeu.
—Minhas mães! – disse revirando os olhos.
—Aquelas coelhas! – Ruby e Tinker riram juntas, Amélia fez uma careta e eu balancei a cabeça em negativa.
Estávamos atrasados uma hora e meia para inauguração e nada delas chegarem.
—Alguém, por favor, vá jogar um balde de água fria naquelas duas! – o sino da parte tocou mais uma vez, e Cora entrou bufando na lanchonete.
Como ela não fez questão de falar baixo, todos riram e Amélia ficou vermelha como um tomate.
—Elas estão naquele quarto faz duas horas! – disse agora só para o nosso grupo.
—Vovó! – Amélia disse envergonhada.
—Amélia você já não é nenhuma criança,sabe que suas mães transam! – Amélia fez outra careta.
—Juro que me mudo daquela casa, se elas não pararem com isso! – falou Amelia fingindo irritação – No começo da semana dormi com fones de ouvido!
Ruby riu.
O sino tocou de novo, e minhas madrinhas entraram na lanchonete, um tanto coradas.
—Porque todos estão nos encarando? – Tia Emma perguntou.
—Cora fez questão de anunciar a todos,que vocês estavam transando! – Tinker disse.
—Mamãe! – Cora revirou os olhos.
Respirei fundo, estava na hora.
—Melhor começarmos. – disse a Amélia.
Fui até o balcão e chamei a atenção de todos batendo em um copo, todos viraram na minha direção, e acho que empalideci. Olhei para o lado e minha mães e Amélia sorriam para mim,me dando coragem.
—Quero agradecer a todo pela presença aqui hoje! Esse lugar foi construído pela minha avó, e ela dedicou sua vida toda a fazer dessa lanchonete um pedaço feliz da cidade, um local para os amigos se encontrarem, os primeiros amores nascerem, as boas noticias serem compartilhadas – respirei fundo e continuei. – Hoje reabro o Grannys e quero continuar o trabalho da minha avó, e se conseguir 10% de tudo que ela conquistou aqui, já ficarei muito feliz – falei com os olhos marejados. – Obrigado a todos e sejam Bem Vindos! – Escutei as palmas, vi alguns rostos emocionados, minha família chorando e principalmente minha mãe Ruby emocionada, ela chorava e me olhava sorrindo encostada no ombro da minha outra mãe.
Amélia se aproximou me abraçou e me beijou de leve nos lábios.
—Eu te amo! – disse sorrindo.
As pessoas continuavam a aplaudir e mais ao fundo uma senhora sentada na ultima mesa sorria pra mim.
—Vovó?! – disse olhando mais atentamente.
—O que? – Amélia disse olhando na mesma direção que eu olhava.
Algumas pessoas ficaram na minha frente, e quando saíram à mesa no fundo da lanchonete estava vazia.
Olhei mais uma vez, e não tinha ninguém ali. Mas dentro de mim eu tinha certeza, onde minha avó estivesse ela estava feliz por mim.
Fale com o autor