Toda Poderosa Swan-Mills
32 Conversa,filhos e surpresa
Notas iniciais
Emma
— Regina volta aqui! – corri em sua direção – Como assim primeira dama?! – disse alçando minha esposa.
Ela riu e me puxou para um banco.
—Eu queria ter contado antes, mas Sidney pediu para manter segredo até a candidatura ser aprovada pelo partido...
— Regina, quem raios é Sidney?
— É o assistente do antigo prefeito – disse dando de ombros. – na verdade ele trabalhou na prefeitura uma boa parte da vida
— E como você conheceu essa gente? – disse ainda sem entender nada.
— Trabalhei para Sidney, na verdade para o antigo prefeito, não lembra? Aquele caso de desvio de dinheiro do antigo secretario...
Puxei na memoria e lembrei-me daquele caso especifico, que tomou meses da minha esposa.
—Lembro sim! Mas como chegou a essa ideia de prefeita?
—Bom até ai foi um caminho mais longo. – Regina disse suspirando – Eu ajudei a condenar o responsável pelo desvio das verbas e desde então eles me pedem ajuda em alguma consultoria jurídica. – Regina levantou os braços – Eles falaram que tenho tato para politica e sou uma ótima administradora....Enfim Storybrooke ira passar por uma eleição daqui há alguns meses, como você sabe – Ela mordeu o canto da boca, claramente nervosa – Então eles me convidaram a participar da disputa pela prefeitura – Falou a ultima palavra um pouco baixo.
—Uau... – disse olhando para o nascer do sol. – Minha esposa prefeita da cidade! – escutei a risada de Regina ao meu lado – Você quer realmente isso? – peguei em suas mãos.
Ela m encarou e sorriu.
—Muito... Eu sinto falta de trabalhar – logo se corrigiu – Não que eu não ame ficar com meus filhos, eu adoro ser mãe! – disse rindo – Mas não sei, é uma coisa nova sabe, estou empolgada e quero realmente fazer algo por essa cidade que acolheu a mim e a minha família tão bem! — balancei a cabeça em afirmativo. – Você não esta com raiva? – disse insegura.
Fiz um pouco de suspense e Regina arregalou os olhos em expectativa.
—Claro que não! – disse e ela soltou o ar aliviado. – Se isso vai te fazer feliz conte com o meu apoio amor. – Regina me puxou para um beijo.
—Muito Obrigada! Vou precisar muito do apoio de todos vocês! Quero a família toda aqui para os comícios, e debates e para as fotos... – Ri da sua empolgação.
—Estaremos todos os Swan-Mills aqui!
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Minha casa estava um alvoroço como sempre ,duas crianças pequenas gritando pela casa, e uma quase “adulta” escutando musica alta no seu quarto.
—Amélia abaixa esse som! – disse batendo na porta.
Ela demorou um pouco para responder.
—Amélia?! – bati de novo.
Segundos depois ela apareceu na porta, ou melhor, só vi a cabeça dela.
—Oi mãe! – disse um pouco esbaforida.
Olhei pra ela desconfiada ,mas achei melhor não perguntar nada.
—Abaixa o som! Parece que a casa vai cair – disse apenas.
—OK... – falou com pressa e fechou a porta de novo.
—Crianças – disse descendo as escadas.
As coisas no andar de baixo não estavam muito diferentes.
—Mamaaaaaaaaaaaaaa! – Clarice se agarrou nas minhas pernas assim que desci as escadas. – Que foi princesa? – disse pegando ela no colo.
— Quelo minha boneca! – disse choramingando.
— E onde esta essa boneca sapeca que fugiu? – disse cocegas nela.
—Josh pegou...
Coloquei Clarice no chão e fui atrás do meu outro filho.
—Josh! – Chamei pela sala. – Josh! – gritei de novo. – Onde esse menino se meteu – falei olhando embaixo do sofá. – Princesa senta aqui no sofá – Coloquei Clarice sentada e limpei seu rostinho das lagrimas.- Vou atrás do seu irmão, ok? – Ela balançou a cabeça e cruzou os braços emburrada. – “Essas filhas de Regina! Tem tudo o mesmo temperamento da mãe!”— pensei rindo.
—Josh! – gritei pelo quintal. – Se você não aparecer não vai poder ir comigo e sua irmã na sorveteria... – Escutei o barulho do arbusto se mexendo, sabia que ele estava ali. – Que pena né...Eu ia comprar aquele grande sorvete de morango com calda de chocolate – escutei risinhos. – Mas você pelo jeito não vai querer, não é?! – Segundos depois meu filho saiu de trás do arbusto com o sorriso sapeca e a boneca da irmã no braço.
—Eu querer! – disse correndo em minha direção.
—Ai esta você rapazinho! – O peguei no colo. – Não suma mais da mamãe, ok? – ele balançou a cabeça. – agora vamos la na sala ,para você pedir desculpas a sua irmã... Por falar nisso porque escondeu a boneca dela? – ele deu de ombros.
— Clarice empurrou e gritou! – disse bravo.
Essa esta sendo minha rotina desde que Regina começou a campanha para prefeitura, eu deixei o escritório nas mãos de Ruby e me dediquei as crianças, enquanto minha esposa focava na eleição.
—Querida, porque empurrou seu irmão? – coloquei Josh ao lado dela.
Clarice abaixou a cabeça envergonhada.
—Ok! – disse levantando as mãos. – Peçam desculpas um ao outro! – Nenhum dos dois se mexeu. – Vamos! Irmãos não podem brigar assim... – Clarice levantou os olhos verdes em direção ao irmão que se chegou mais perto dela.
— Discupa – Josh disse.
Minha filha demorou um pouco a aceitar, me olhou e depois se voltou ao irmão.
— Disculpa – disse envergonhada.
— Agora que tal um abraço triplo – Os dois sorriram.
Amélia passou correndo pelo corredor.
—Amélia?! – Chamei – Não quer vir aqui dar um abraço também? – Os dois riram.
—Vem Melia! – Josh falou.
Amélia foi voltando devagar com um sorriso amarelo no rosto.
— Oi pessoal! – disse sem graça. Desconfiei que tivesse alguma coisa ali.
—Oi gente! – Lauren apareceu logo depois do seu lado.
—Ahhh... – disse entendendo. – Não vi você entrar – Lauren empalideceu, mas eu sabia exatamente que ela estava no quarto com Amélia.
—Mamãe nos já estamos de saída e... – Amélia tentou falar.
—Que pressa é essa? – disse chegando próxima às duas. – Fazem o que, três meses desde que ficaram noivas? E ainda não conversei direito com a minha futura nora – falei puxando Lauren pelos ombros.
Os gêmeos riram do sofá, olhando para a cara de assustada das duas.
—E que estamos atrasadas... – Amélia tentou falar de novo.
—Ta aí agora é uma ótima oportunidade! – Lauren engoliu em seco.
—É? – falou sem graça.
—Vamos até o escritório – Amélia ameaçou vir atrás. – Você mocinha fique aqui com seus irmãos – Amélia olhou para Lauren com os olhos arregalados. Estava quase caindo na gargalhada.
Lauren me seguiu e fechei a porta quando entramos, o que fez ela se encolher assustada.
—Então... – Comecei assim que sentei do outro lado da mesa. – Vocês já pensaram no que vão fazer daqui pra frente? – ela me olhou sem entender
—É...é eu e Amélia vamos nos inscrever de novo para a faculdade e não casaremos agora, ga -garanto a senhora madrinha! – disse gaguejando.
Era maldade o que eu estava fazendo com a menina, mas eu estava rindo com uma louca por dentro.
—Humm... – disse apenas e levantei – Sabe que tenho uma arma lauren... – A menina arregalou os olhos. – Brincadeira – falei batendo no seu ombro e ela respirou aliviada. – Mas posso ter a qualquer momento, se por acaso você magoar minha menina...
—Eu prometo madrinha! Vou cuidar de Amélia com a minha vida! Não se preocupe! – ela levantou decidida. Era a primeira vez que via ela me enfrentando, e gostei daquilo.
Sorri e ela não entendeu. Estendi a mão para ela.
—Quero uma pessoa assim ao lado da minha filha, decidida e que sabe o que quer! Você ama Amélia, eu sei disso, e espero que você cuide muito bem da minha garotinha Stuart! – Lauren apertou a minha mão e relaxou um pouco.
—Eu prometo! – disse mais confortável.
Minutos depois saímos do escritório e Amélia correu em nossa direção.
— Tudo bem? – perguntou preocupada.
—Ela esta inteira filha – disse rindo. – A gente se entendeu ,não é Lauren?! – ela sorriu.
—Sim. Esta tudo certo! – Amélia voltou e me deu um longo beijo na bochecha.
— Obrigada mamãe! – saiu de mãos dadas com a namorada. Era naqueles pequenos momentos, gestos e carinhos que eu amava mais do que tudo ser mãe.
Lauren
— Tem certeza que esta tudo bem? – Amélia me perguntou pela décima vez.
—Sim amor – disse rindo.
—Onde estamos indo? – Depois que saímos da sua casa, levei Amélia rumo a minha surpresa.
—Não vou contar! – disse rindo. – Você vai ver, quando chegar!
—Aff Lauren, sabe que odeio surpresas... – disse revirando os olhos.
—Mas essa você vai adorar! – Dirigi mais um pouco até os limites da cidade ,entrando na floresta.
Amélia me olhava desconfiada. Parei o carro e peguei um pano no porta luvas.
—Nem pensar – ela protestou, mas cedeu.
Vendei Amélia e continuei dirigindo mais um pouco.
—Chegamos?
—Quase lá... – disse rindo para a visão a minha frente.
Parei o carro e ajudei Amélia a descer.
—Cuidado... Isso só mais um pouco... – Puxei ela pela mão e quando cheguei em frente ao local, sussurrei em seu ouvido. – Espero que goste – disse tirando a venda devagar.
Amélia abriu os olhos e foi aos poucos se acostumando com a claridade.
Mordia a boca nervosa ,com medo dela não gostar.
Enfim ela abriu um lindo sorriso e tampou a boca sufocando um grito.
—Não acredito! – Disse me olhando. – Meu Deus Lauren! Posso ir até lá? – disse animada.
—Claro é todo seu... – Amélia correu até o local iluminado por velas.
Encontrei aquele terreno há alguns meses atras ,e deu muito trabalho achar o dono dele ,mas quando se tem mãe advogadas...
—Você comprou? – disse andando.
—É nosso! – falei indo até ela. – E assim que voltarmos da faculdade, estará pronto pra gente... – Ela agarrou no meu pescoço e me abraçou forte.
Olhei para o lago a nossa frente e o grande campo aberto em que estávamos, onde futuramente ficaria nossa casa.
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