Toda Poderosa!
37 Rio de Janeiro
Notas iniciais
Ruby
Saímos logo cedo, nos despedimos das meninas e partimos rumo ao aeroporto.
—Esta feliz? – perguntou Tinker.
—Você não imagina o quanto! – falei beijando ela. – Posso saber que livro é esse ai?! – Tinker estava lendo um livro desde a hora que chegamos no aeroporto.
—Ah comprei naquela loja ali na frente, é sobre o Rio de Janeiro, tenho que saber como é o local onde vamos ficar, ne?! – falou me mostrando a capa do livro.
—Nossa pra quem não queria ir, você ta bem empolgada – falei rindo.
—Empolgada não é bem a palavra querida, mas também não quero chegar la, sem saber de nada. E além do mais quero visitar esse lugar aqui. – disse apontando para o livro.
—Cristo Redentor! Podemos ir sim,mas o que mais quero ir são as praias. Colocar aquele biquíni minúsculo delas, fazer topless... – ela me interrompeu brava.
—Pode parando ai mocinha! Nada de ficar nua na praia, e muito menos colocar aquele fio dental. – disse brava.
—Relaxa amor! Sou só sua. –dei um selinho nela
—Relaxa,sei...
Nosso voo logo partiu rumo ao Brasil.Eu não me aguentava de tanta ansiedade e Tinker ainda brava do meu lado,por causa do maldito biquíni. Assim que saímos so avião,dava pra sentir a direfença gritante de temperatura.
—Deus,que lugar quente! Acho que vou derreter! – falou reclamando.
—Uau isso que eu chamo de calor! Podemos ir a praia agora? – pedi com cara de cachorro que cai da mudança.
—Vamos para o hotel e descansar um pouco e se possível ficar no ar condicionado o dia inteiro.
Ela me puxou ate um taxi e tentou falar com o taxisita em português.
—Que horror, deixa isso comigo! – me virei para o taxista. – Por favor, Copacabana Palace.
Ela me olhou surpresa.
—Desde quando fala português?
—Desde o dia que namorarei um brasileiro que estava comigo na faculdade. O nome dele era Carlos.Ele me ensinou um pouco de português.
—Alguma outra língua que a senhora saiba falar e eu não sei. – disse fingindo irritação.
—Falo um pouco de francês e espanhol também! Muitas amigos no intercambio. – disse rindo sem graça.
—Ok. Melhor não perguntar mais nada.
Meia hora depois chegamos ao hotel. Lindo e enorme! Subimos ate o quarto,e continuei abismada com o lugar.
—Uau amor! Isso aqui é lindo!
—Sabia que ia gostar! – disse sorrindo. –Foi Regina que me indicou. Ela já esteve aqui com o mala do Robin há anos atrás.
—Me lembre de agradecer a ela depois .Olha que vista maravilhosa! – a vista do quarto era espetacular.
Tinker me abraçou por trás e falou
—Você merece o melhor minha lobinha! – disse mordendo minha orelha. – E porque agora não vamos aproveitar aquela imensa cama ali.
—Não precisa falar duas vezes. – nos jogamos na cama e ali ficamos a tarde toda.
Levantei, tomei um banho e coloquei o biquíni que tinha certeza que acabaria com o meu casamento.
—Acorda amor. – disse beijando seu rosto.
—Dorme mais um pouco,ainda é muito cedo. – falou sonolenta.
—Cedo nada são três da tarde e não quero passar o dia todo trancada aqui.Vamos Tinker! – Ela sentou na cama.
—Tem certeza que quer ir lá pra fora, nesse calor infernal?
—Absoluta! Não vim para o Rio, pra ficar o dia todo trancada no hotel. Olha que dia lindo! – disse abrindo as cortinas.
—Fecha isso mulher! – bufei e ela entendeu o recado. -Ok . já estou levantando.
—Rápido amor, quero pegar o sol ainda. – disse gritando.
—Acho que nesse lugar faz sol 24 horas por dia! – gritou do banheiro.
A praia estav um pouco cheia,mas nada insuportável,ficamos embaixo do guarda sol do hotel.E Tinker passou quase o vidro todo de protetor solar.
—Nossa que exagero,esta parecendo o Gasparzinho – disse rindo.
—Eu não quero ter queimaduras querida! E você também devia passar mais,vem cá! – ela me puxou e passou protetor no meu rosto, nos ombros,só faltou passar dentro do meu nariz. – levanta querida e tira esse vestido, quero passar nas suas costas.
Agora fudeu – pensei.
—Mas não fica brava ta!
—Porque eu ficar... – ela parou de falr no momento que tirei o vestido,e ela olhou para o micro biquíni que eu usava. –Que merda é essa Ruby! Não falei pra você não colocar isso. – disse apontando para o biquíni.
A mulher tava ficando tão vermelha,que achei que fosse explodir.
—Calma vai,todo mundo aqui ta usando um desses,olha só! – falei apontando para os lados.
E não é que a safada gostou do que estava vendo.
—Tinker! Tinker! – gritei. – Dá pra virar o rosto pra mim agora,Brigada! Não falei pra você ficar secando todas as mulheres da praia,so pedi pra observar os biquínis.
—E como faço isso sem olhar,posso saber? – Boa observação. – E não estava secando ninguém,só estava admirando a paisagem. – disse na maoir cara de pau.
—Sua sacana! – Falei batendo no braço dela.
—Ai! Mal casamos e já vai comçer a agressão. – disse rindo. – Vem cá minha princesa,eu sou louca por você,só você! A mulher mais pálida e bonita dessa praia. – disse rindo.
—Besta! Tambem agora não quero mais papo,vou da um mergulho. – disse já me virando para o mar.
—E eu?
—Fica ai olhando para a paisagem. – disse rindo.
Deus! Nunca levei tanto caixote na minha vida! Sai de lá e parecia que tinha um quilo de areia no meu biquíni. De longe vi a sacana da minha esposa rindo da minha cara.
—Para de rir ta bom!
—Desculpa amor,é que você ficou muito bonitinho com essa cara de envergonhada!
—O mar aqui puxa mesmo.Você quase ficou viúva hoje! – disse exagerando. – Agora vou me deitar aqui com a bunda pro alto e pegar um bronze, pra ninguém me chamar mais de pálida! – falei a ultima palavra bem alto.
—Eu vou ali comprar uma agua de coco, você quer?
—Não. Agora sai dai que você ta tampando meu sol.
Ela saiu bufando, uma das minhas coisas favoritas era irritar a senhora minha esposa.
O dia passou maravilhosamente bem.E noite resolvi carregar Tinker para uma boate na Lapa.
—Como sabe dessa boate?
—Um garoto me entregou esse papel na praia, falando de uma festa! E disse que a Lapa é o reduto carioca. Vamos, por favorzinho!!
—Ta bom vai! O que você não me pede sorrindo que eu não faça chorando. – disse rindo. – E olha só nada de roupa curta ta ,já basta aquele biquíni, que ainda não engoli!
—Vou comportada, prometo! – disse pulando.
A lapa era animada,muita musica diferente e pessoas diferentes.
Chegamos na boate,que por acaso era uma boate gay!
—Viemos ao lugar certo! – entrei já dançando. – Precisamos trazer Emma e Regina aqui um dia!
—Ohh Regina vai adorar! – disse rindo debochada. Sabia que ela ia odiar isso aqui.
Dançamos a noite toda, e ate que ciumenta não encheu muito o saco.Saimos de la já de manha direto pro hotel! Eu estava ligada no 220 volts.
—Amor olha como o mar ta lindo! Hoje temos que ir a praia, ao cristo, ao pão de açúcar, jardim botânico! – falei empolgada.
—Posso saber quando vamos dormir? – disse se jogando na cama.
—Dormir é para os fracos! Vamos aproveitar! Vou tomar o banho e vamos a praia.
—Gente você vai me matar mulher!
Hoje a praia estava muito cheia. E o calor 30 vezes pior. Tinker quase teve um treco quando pisou na areia quente.ficamos quase duas horas na praia,ate que a reclamona deu sinal de vida.
—Ruby amor, por favor, vamos embora! Estou torrando aqui. – realmente ela já estava ficando vermelha.
—Xii,alguém esta virando um tomate. – disse rindo. –Vem vamos, já ta bom de praia por hoje.
—Graças a Deus! Aleluia! – disse levantando as mãos para o céu.
—Não exagere! – disse rindo.
Naquele mesmo dia visitamos o Cristo e o pão de açúcar. E aquele lugar era realmente lindo!
—Querida,acho que to passando mal – falou Tinker.
—O que você tem amor? – disse preocupada.
—To enjoada e com dor de cabeça,e meu corpo todo ta ardento muito, não consigo colocar a roupa de dormir.
Quando toquei a testa dela,realmente fiquei preocupada,ela estava pelando de febre.
—Cacete Tinker, você está com febre.
Corri para o telefone e liguei para a recepção falando do ocorrido,logo me indicaram um hospital próximo.Pegamos um taxi e corremos pra la.
Tinker logo foi atendida,e fiquei agoniada na recepção. — puta que pariu! Acho que matei minha mulher! – pensei.
—Senhora Stuart! – uma mulher de jaleco chamou.
—Sou eu.Como esta minha mulher? – disse aflita.
—Ela esta bem.O que ela teve foi um quadro de insolação,por ter ficado exposta muito tempo ao sol.Ela já esta medicada e a febre foi embora. Se quiser já podem ir. – disse sorrindo.
—obrigada doutora!
Fui ate o quarto dela, e tadinha me deu dó de ver ela tão vermelha. Corri para abraça-la.
—Não amor! Ai!! – gritou Tinker.
—Desculpa! Esqueci que você ainda está toda ardida. – falei me afastando. – A medica já te deu alta, podemos voltar pro hotel .E me desculpa de novo, não queria que ficasse desse jeito. – disse triste.
—Ei não fica assim, não foi culpa sua. – disse sorrindo. – Acontece nas melhores família.
Voltamos para o hotel e os três últimos dias de viagem fizemos passeios mais leves. Foram os melhores dias da minha vida.
Uma semana depois que voltamos, recebi uma ligação muito estranha da Emma.
—Ruby! – falou assustada. – Regina vai me matar!
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