Toda Poderosa!
43 Fé!
Notas iniciais
Emma
—Sou da policia rodoviária. Senhora? Você esta aí? — Eu estava em choque. David pegou o telefone da minha mão e falou com o policial.
—Oi aqui é o irmão da Emma. Para onde levaram ela? OK. Pode deixar, estamos indo agora mesmo.
David desligou o telefone e me colocou sentada, Mary correu e pegou um pouco de agua com açúcar.
—Toma um pouco de agua querida! — disse me entregando o copo.
Eu não me mexi David já estava inquieto, Roland olhando pra mim, e Henry chorando.
—Henry querido, fica calmo ,leva seu irmão pro quarto e distraia ele ta bom?! Já vou pra lá ficar com vocês!
—Quero ver minha mãe, Mary! — O garoto estava desesperado. -Emma me leva com vocês, por favor.
Levantei o rosto e abracei ele.
—Desculpa garoto, você tem que ficar aqui com seu irmão. Vou mandar notícias assim que chegar. — falei abraçando ele.
—Emma, olha pra mim. — disse David — Eles me falaram o hospital que levaram ela, vou levar você até lá, Mary ficara aqui com os meninos. Ligo assim que tiver notícias.
—Vau da tudo certo! Tenha fé! – disse me abraçando.
Saímos praticamente correndo até o hospital, o acidente foi próximo a Storybrooke. No caminho passamos pela estrada interditada e vi o carro de Regina virado fora da estrada ,todo destruído. Meu coração apertou e comecei a chorar de novo.
—Emma não olha! Ei fica calma, ela vai ficar tudo bem! — me puxou pro seu ombro e fez carinho no meu cabelo.
Ele dirigiu mais rápido, ate sairmos do local do acidente.
Quando chegamos ao hospital, fui correndo até a recepção da emergência.
—Regina Mills, ela é minha mulher, por favor onde ela está?
Uma enfermeira que estava próxima respondeu.
—A mulher gravida? — falou olhando pra mim
—Isso mesmo. Tem notícias dela?
—Ela esta na sala de cirurgia. Vamos vou levar vocês até a sala de espera.
Seguimos a enfermeira ate a sala de espera.
—Desculpa, mas não tenho mais noticias depois disso, fiquem aqui alguém logo vai aparecer pra dar notícias, vou avisar que a senhora já chegou.
Ela se retirou, e ficamos eu e David sentados e sem nenhuma ideia do estado de Regina.
—Vou pegar um café, você quer um?
—Não David, obrigada.
Parecia até uma piada de mau gosto da vida, na hora que tudo estava correndo bem, essa desgraça acontece.
Já estava ficando sem paciência naquela sala de espera, ninguém me dava noticias, já se passou algumas horas e nada.
Até que uma medica veio na minha direção.
—Senhora Swan?
—Como ela esta? — disse desesperada.
—Senhora, sinto muito, mas vai ter que fazer uma decisão difícil, sente-se aqui. — disse me apontando a cadeira.
—Eu não quero sentar droga! Quero saber como esta minha mulher. — disse gritando.
Os seguranças estavam chegando perto e a medica fez um sinal para que parassem.
—Senhora, o estado de Regina é grave, tentamos de tudo, pra salvar as duas, mas não vamos conseguir. A senhora tem que escolher uma delas, só uma pode sobreviver. Desculpe-me esta pedindo algo tão difícil, mas precisa escolher rápido, sua esposa ou sua filha.
Fiquei chocada, não podia escolher entre uma e outra, não dava, se eu escolhe Regina, ela nunca me perdoaria, por deixar Amélia morrer, e se eu escolhesse Amélia, ia perder Regina. Essa escolha simplesmente eu não conseguia fazer.
—Olha só vocês estudaram por anos pra estar aqui e salvar vidas! E de maneira nenhuma eu aceito, o que você acabou de me falar. Não posso perder nenhuma das duas esta me ouvindo! – David veio correndo me puxar, já estava quase pulando no pescoço da medica. Os seguranças correram ate lá também.
—Ei calma, não precisam disso tudo, minha irmã só esta nervosa, é a mulher dela que esta lá dentro. – David gritou para os seguranças, eles pararam na hora.
—Senhora, por favor...
—Por favor, nada, você vai voltar lá pra dentro agora e vai salvar minha mulher e minha filha entendeu! – falei gritando.
Ela só sabia me olhar com os olhos arregalados, respirou fundo e falou.
—Farei o possível pra salvar as duas. – disse olhando pra mim com lagrimas nos olhos. Ela voltou pra dentro do centro cirúrgico.
—Droga David! Porque isso teve que acontecer?! – disse me soltando dos seus braços.
—Onde você vai Emma?! – gritou ele.
Eu não conseguia mais ficar ali dentro, sai do hospital passando mal, e vomitei tudo que tinha na barriga.
—Você esta bem? – uma enfermeira que me levou até a sala de espera, veio na minha direção.
—Não, mas não se preocupe. – falei andando.
—Olha eu imagino pelo que esta passando, no mês passado minha mãe também estava na mesma situação que sua esposa.
Parei e me virei.
—Por acaso você teve que escolher entre a vida da sua mãe e de outro ser. – disse com raiva.
—Quis dizer, que ela também sofreu um grave acidente de carro ,ficou tão mal quanto sua esposa. E não, eu não tive que fazer essa escolha difícil, mas estava a um fio de perder a pessoa mais importante da minha vida.
—E o que você fez? Porque eu não sei o que fazer, estou perdida, não posso perde-las. – me sentei em um banco e coloquei as duas mãos na cabeça.
Ela se sentou do meu lado e falou.
—Eu fiz a única coisa que podia fazer, que era rezar. Não sei qual a sua religião, mas conversar com Deus ajuda. Peça pra ele guiar a mão dos médicos. Tenha Fé!
—Não sou muito de rezar sabe ,nem lembro mais, faz tanto tempo.
—Vem tem uma capela aqui no hospital, eu ajudo você a lembrar. – disse sorrindo pra mim e me estendendo a mão.
Mal não faria, eu só não podia ficar ali sentada me sentindo uma inútil. Chegamos na capela ,e nos sentamos perto do altar. A enfermeira, que nem sabia o nome segurou na minha mão e pediu pra que fechasse os olhos, e rezasse com ela.
—Desculpa, mas não sei seu nome. – falei envergonhada.
Ela sorriu e falou.
—Joana! Você acredita em milagres?
—não sei, nunca fui muito de acreditar nessas coisas. – disse triste.
—Pois então creia, tenha fé que sua mulher e sua filha vão se salvar.
—Juro que estou tentando.
—Já é um começo – disse sorrindo. – Vamos lá não é difícil, milagres estão por ai todos os dias, nada é impossível.
Rezamos eu e ela, naquela capela vazia. Não sei por quanto tempo ficamos ali, mas consegui me acalmar um pouco.
Abri os olhos e falei.
—Acho melhor eu voltar, pode ser que já tenham dado alguma noticia.
—Vamos sim, meu plantão também esta acabando, tenho que ver alguns pacientes.
—Obrigada Joana, de verdade!
—Não precisa agradecer! Estou fazendo por você, o que fizeram por mim quando estava na sua situação.
—Sua mãe esta bem? – perguntei curiosa.
—Sim. Ela esta se recuperando ainda, mas não esta mais em risco. – falou feliz.
—Fico feliz! – disse sorrindo. – Bem, ate depois.
—Tchau Senhora Swan.
Sorri pra ela e sai da capela. Quando voltei a sala de espera, David veio correndo em minha direção.
—Emma onde estava? Estou ligando pra você já faz uma hora!
—Desculpa, estava na capela. Deram noticias.
Ele me olhou confuso e falou.
—Era por isso que estava te ligando, a medica voltou aqui. Eles conseguiram salvar as duas Emma. Você é mãe minha irmã! – disse sorrindo e com os olhos cheio de lagrimas.
Eu abri o meu maior sorriso, abracei David e gritamos de alegria.
—Eu quero vê-las! – falei sorrindo.
—A doutora falou que temos que esperar mais um pouco, Amélia nasceu prematura, e vai ter que ficar no hospital durante um tempo.
—E Regina? Como ela esta?
—Regina, esta passando por cirurgia ainda, ela vai voltar pra dar noticias. Elas vão ficar bem Emma!
—Sei que vão, eu acredito! – falei pensando em Joana.
Não demorou muito e a medica voltou com mais noticias.
—Como elas estão? – Já estava impaciente.
—Amélia esta bem, mas como nasceu de seis meses, vai ficar na incubara ate se desenvolver e ganhar peso. Fique tranquila hoje em dia, temos os recursos necessários para o bebe se desenvolver bem fora do útero da mãe. E quanto a Regina acabamos a cirurgia agora, ela sofreu uma lesão na cabeça, que gerou um Hematoma intracraniano epidural. — fiz cara de confusa. – É um coagulo que de sangue que se forma ente os ossos do crânio e a membrana externa do cérebro, por isso ela passou por uma cirurgia urgente para remover o hematoma e interromper a hemorragia da artéria.
—E como ela esta?
—Ele esta fora de perigo. – Respirei aliviada.
—não falei que tudo ia da certo maninha! – David me abraçou.
—Ela vai ter sequelas?
—Bem na maioria dos casos, as pessoas apresentam algumas, como perde de memoria recente, dores de cabeça, dificuldade de atenção, mas ela pode acordar sem nenhuma sequela também, temos que esperar ela acordar para verificar.
—Quando vou pode vê-las? – estava ansiosa.
—Regina ainda esta sobe efeito da anestesia, mas quando acordar chamo vocês. Amélia esta na UTI neonatal, quer ir até lá?
—Com certeza, estou ansiosa pra ver minha filha! – Seguimos até UTI neonatal, e me preparei com a roupa necessária.
—Pronta? – falou a medica.
Fiz que sim com a cabeça e seguimos, nunca senti tantas borboletas no meu estomago, estava suando frio.
—Senhora Swan, essa é sua filha. – disse me mostrando Amélia.
Meus olhos se encheram d agua, ela era tão pequeninha, tão frágil.
—Ela é linda! – falei emocionada. – Quanto tempo ela vai ter que ficar aqui?
—Pode levar até três meses, ou mais, depende de como vai ser o desenvolvimento dela, só podemos libera-la quando atingir o peso correto. Mas vocês podem vir visita-la todos os dias, temos um projeto chamado mãe Canguru, vocês podem segurar ela durante um determinado tempo ,o contato com os pais é muito importante ,para criar um vinculo, e também é uma forma dos pais participarem no cuidado ao recém nascido.
—Ainda não agradeci a você, muito obrigada de verdade, por salvar a vida delas! E me desculpe se me alterei naquela hora. – disse sem graça
—não se preocupe, eu entendo. – falou sorrindo. — Você deixar você um pouco sozinha com ela.
Só ficamos eu e Amélia, meu primeiro contato com a minha filha.
—Ei princesa! Mamãe te ama muito, logo sua outra mamãe vai esta aqui com você. Prometo que tudo vai ficar bem! – Não conseguia parar de olhar pra ela.Eu estava apaixonada pela minha filha.
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