Toda Poderosa!
48 Feliz Aniversario!
Notas iniciais
Regina
Ainda não contamos a ninguém sobre o casamento, Emma achou melhor esperar mais um pouco até meu tratamento acabar por completo, ela conhecia bem as mães que tínhamos.
—Amor tem certeza que prefere deixar em segredo?- estávamos deitadas na nossa cama.
—Sim linda. Se bem conheço nossas mães, elas vão querer fazer o casamento amanhã mesmo — falou sorrindo. — E quero esperar acabar seu tratamento, quero viajar com você, um tempo sozinhas, o que acha? -me puxou pro seu peito e acariciou meu cabelos.
—Eu adoraria, mas Amélia ainda é tão pequena pra deixarmos ela sozinha.
—Ela não ficará sozinha, tenho certeza que Cora e minha mãe, entrarão em guerra pra ver quem vai cuidar das crianças. -rimos e tive que concordar.
—Tem razão. Alem do mais tenho mais quatro meses de fisioterapia, até la Amélia já terá feito um ano, acho que não haverá problema ficarmos uma semana fora.
Ela suspirou e beijou o topo da minha cabeça. -Eu estou tão feliz amor. — me virei pra olhar nos seus olhos. — Você é a mulher da minha vida!
—Eu também Te amo senhora Swan-Mills. — me beijou com carinho.
—Gostei do sobrenome.
—Pois acostumasse com ele senhora Swan-Mills.
Ficamos mais um pouco deitadas entre beijos e trocas de carinhos, Amélia logo tratou de nos tirar da cama.
Desci para cozinha,depois de fazer Amélia dormir de novo, e quando cheguei os meninos e minha mãe estavam tomando café.
—Bom dia! -Beijei meus filhos e sorri para minha mãe.
—Pensei que não fossem mais sair daquela cama. -Minha mãe soltou.
Emma entrou na cozinha nessa hora já arrumada pra ir ao trabalho.
—Bom dia a todos! — pegou uma caneca de chocolate e sentou a mesa.
—Mamãe porque você e a Emma não saem da cama? — Roland perguntou olhando pra nos duas.
Emma me olhou confusa e eu desviei meu olhar direto pra dona Cora.
—Obrigada mamãe! — falei entre dentes. — Querido, nos só estamos cansadas, sua irmã acorda muitas vezes a noite.
—Então aqueles gritos eram de Amélia? — Roland perguntou pra mim.
Olhei para Emma na mesma hora, com os olhos arregalados.
—Que grito campeão? – Emma vendo minha reação, resolveu se pronunciar.
—No começo achei que era a voz da mamãe, fiquei assustado, achei que tivessem brigando. – falou olhando para Emma.
—Ei querido,suas mães não estavam brigando,elas estavam... – minha mãe tentava arrumar uma saída.
—Jogando vídeo game! – falou Henry. – Lembra como a gente grita e briga,quando jogamos vídeo game,então mamãe e Emma só estavam jogando também.
Abaixei a cabeça constrangida, não acredito que meu filho de 13 anos me tirou dessa furada. Emma ria disfarçadamente.
—Posso jogar com vocês essa noite?! – falou meu filho inocentemente.
Respirei fundo, e deu um chute em Emma por debaixo da mesa, ela não parava de dar risadinhas.
—Querido... – minha mãe me cortou nessa hora.
—Quem quer sorvete? – falou dona Cora se levantando da mesa.
—Eu! – Roland logo levantou e deu a mão pra avó.
—Henry, querido vamos? – dei um sorriso cúmplice pra minha mãe e ela somente piscou pra mim.
Assim que os três saíram Emma caiu na gargalhada.
—Não tem graça Swan! – olhei de cara feia pra ela. – Meu filho,me escutou transando,tem coisa mais constrangedora que isso!
Ela ainda ria.
—Desculpa amor, acho que fiquei tão nervosa que deu ataque de riso. Eu falei para senhora se controlar ontem à noite. – chegou perto de mim e me deu um selinho.
—Não acredito que foi Henry que nos tirou dessa. Será que ele também ouviu? – já estava envergonhada demais.
—Calma Regina, vamos tomar mais cuidado agora, ok?
Minha mãe entrou na cozinha, olhou para nos duas e falou.
—Esqueci a carteira. E vocês duas, sejam mais silenciosas, por favor, tive que colocar fones de ouvido pra dormir. – Deu uma bronca na gente e saiu da cozinha sem dizer mais nada.
Eu abaixei a cabeça e Emma riu de novo.
—Emma para! A culpa é sua! – falei empurrando ela.
—A culpa é minha? Você geme alto pra casa toda escutar e eu que sou a culpada?! – disse se fingindo de ofendida.
—Sua idiota! – disse rindo. – Sua sorte, é que não pretendo parar de fazer sexo, só vamos fazer algo mais silencioso agora.
—Melhor ainda, adoro você gemendo baixinho no meu ouvido. – falou surrando baixo pra mim.
Ela beijou meu pescoço e sua mão foi levantando aos poucos minha blusa.
—Emm... Aqui não... – disse gemendo
—As crianças saíram com a sua mãe, não tem ninguém aqui. – Assim que minha futura esposa se pronunciou, escutamos o chora da nossa caçula. Emma riu no meu pescoço.
—Como sempre falo timing perfeito! – falou Emma e levantei rindo.
—Vou lá dar o café da manhã pra sua filha! – disse apontando para o meus seios. – Bom trabalho querida! – Emma sorriu e me puxou para um beijo, saindo logo em seguida para seu escritório.
Tudo estava caminhando muito bem, minha vida com Emma estava cada dia melhor, e eu cada dia mais apaixonada, pela mãe e mulher incrível que ela era.
Dois meses haviam se passado, e meu tratamento estava quase no fim. Minha mãe continuava em nossa casa, ajudando com as crianças, nunca vi dona Cora Mills,a grande medica requisita,ficar tanto longe da sua clinica.Zelena voltou para Londres duas semanas depois que veio para Storybrooke,mas prometeu voltar logo, voltaria mesmo porque nos casaríamos daqui a dois meses,só que ninguém sabia ainda.Eu como estava com o tempo livre,estava acertando tudo para a cerimônia e pequena festa que íamos fazer.No fundo até gostei de não contarmos a ninguém,porque só assim podia planejar meu casamento do jeito que eu queria.Se nossas mães soubessem,iam tomar conta de tudo e a ultima coisa que íamos fazer era dar algum palpite.
Tinker e Ruby voltaram para Boston no mês passado, com o fim das férias, e com a minha licença Tinker que era a vice-presidente, não poderia se ausentar por muito tempo. Robert passou a confiar no seu trabalho, e eu estava muito orgulhosa de como a minha amiga estava administrando com brilhantismo meu escritório. Não via a hora de voltar a trabalhar, sentia falta, adoro ficar com meus filhos, mas sou uma mulher de ação e não uma dona de casa. Esse papel, realmente não combinava muito comigo. Aproveitei o Maximo esse tempo de repouso para cuidar da minha família, me dedicar 100% a eles. Acordei com Emma que voltaria para o trabalho logo após a lua de mel, por falar nisso, decidimos pelo Brasil também, Emma ficou maravilhada com as coisas que Ruby contou sobre o país, eu já conhecia o Rio de Janeiro, mas dessa vez iria adorar mais ainda, pois iria com a minha esposa.
Semana que vem era aniversario da Emma, e queria fazer uma surpresa pra ela.
“-Alô Ruby”! Sou eu Regina.
—Ate que enfim lembrou das amigas hein... O que houve que você e Emma andam tão afastadas e misteriosas? – perguntou a curiosa da Ruby,estávamos ocupadas com os preparos do casamento,mas elas não sabiam ainda.
—Para de bobeira Ruby. – falei revirando os olhos. – Logo vocês saberão, e vão entender nosso mistério.
—humm – Ruby resmungou.
—Liguei pra pedir um favor a você! Semana que vem é aniversario de Emma e queria fazer uma surpresa pra ela.
—Queria tanto pode ir ate ai ficar com ela nesse dia... Mas me diga o que preciso fazer?”
>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>SQ>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>
A semana passou voando e hoje era aniversario de 29 anos da minha mulher.
—Bom dia amor... – acordei Emma distribuindo vários beijinhos no seu pescoço. – Acho que alguém esta ficando mais velha hoje...
—Só mais cinco minutos. — falou sonolenta.
Roland entrou no nosso quarto correndo e se jogou em cima da Emma.
—Parabéns Emm! – falou pulando em cima da cama.
Ri com o entusiasmo dele. Emma se sentou na cama e puxou Roland pro seu colo.
—Obrigada campeão! – Distribuiu beijos pelo rosto dele. – Que papel é esse aqui hein?
—É o meu presente. – falou sacudindo o papel.
—E posso ver meu lindo presente?
Roland entregou o papel a Emma,e depois de alguns segundos ela olhou pra mim com lagrimas nos olhos.
—Nossa kid,é lindo!
—É a nossa família Emma! – falou mostrando quem era cada um no desenho. – Essa aqui baixinha é minha mamãe Regina, esse cabeçudo é o Henry, e o bebe gordo é Amélia. – Eu e Emma rimos. – E essa de cabelo amarelo aqui é você Emma. – Ela olhou para desenho e se emocionou de novo, e me deixou confusa.
—Mamãe Emma. – repetiu com a voz chorosa, lendo o que estava escrito em cima do seu desenho. Ela agarrou Roland e apertou nos seus braços.
—Você quer ser minha mamãe também Emma? Como você é de Amélia – meu filho estava envergonhado.
No olhamos com os olhos marejados, e ela me encarou como se me pedisse permissão. Fiz um sinal que sim com a cabeça e sorri passando confiança a ela.
—É claro que quero ser sua mamãe também Roland. Vocês três são meus filhos, sabe kid,vocês podem não ter saído daqui – disse apontando para a sua barriga. – Mas com certeza são meus filhos, sabe por quê? – ele balançou a cabeça que não. –Porque eu amo muito vocês, e estão guardados em lugar muito precioso, aqui no meu coração, e tudo que eu puder farei por vocês.
Roland puxou o rosto de Emma, e beijou sua bochecha.
—Vem aqui mamãe. — Me chamou e me sentei ao lado deles. – Não chora... – disse enxugando minhas lagrimas e a de Emma. – Eu amo vocês. – Abraçou a nos duas com seus pequenos braços. E sorrimos uma para outra.
Emma tomou café com a gente e depois saiu para o trabalho, as crianças foram para a escola e minha mãe foi resolver alguma coisa no hospital de Storybrooke,o que eu estava achando muito estranho,ela passava muito tempo por lá agora.
Minha encomenda chegou, Ruby mandou exatamente o que eu pedi. Parte 2 do plano, roubar Emma para um almoço comigo.
—Ei amor! – falei entrando no seu escritório.
Ela abriu um grande sorriso.
—Entra linda. – se levantou e me deu um beijo.
—Vim roubar você pra almoçar comigo, o que acha?
—Depende, se a senhora Simpson não se importar? – falou olhando para a senhora sentanda na mesa ao lado.
Senhora Baley Simpson era a nova secretaria da minha mulher, fiz questão de contrata-la pessoalmente, e mais questão ainda que fosse uma senhora de cinquenta e nove anos, nada atraente. Brincadeiras a parte, ela era uma senhora adorável, amiga da mãe da Emma, que indicou a vaga. Ela acabou de voltar para cidade, com o marido e os filhos, e tinha todas as qualidades para o cargo. Ela foi secretaria de vários escritórios de advocacia em Boston, resolveu se aposentar e voltar para a cidade,depois que seu marido teve um enfarte.Experiência de sobra ela tinha,e como sempre trabalhou e não queria ficar sem fazer nada,logo aceitou a vaga.
—Vai tranquila querida, termino tudo e fecho aqui. – disse sorrindo.
—Obrigada Baley. – Emma falou pegando sua bolsa.
—Tchau senhora Simpson! – falei saindo.
Emma entrou na parte do motorista e fiz ela descer.
—Nem pensar querida, hoje eu dirijo. – Ela revirou os olhos e saiu da direção.
—E então para onde vamos? – falou curiosa.
—Calma mulher! – falei rindo. – Você vai adorar tenho certeza. – Ela sorriu e suspirou ansiosa.
Já estava tudo pronto, com a ajuda de David e Mary, arrumamos um chalé antigo da família Swan que ficava perto da praia, o lugar era lindo, afastado da cidade, e meus cunhados me ajudaram com a limpeza e arrumação.
Emma logo reconheceu o caminho, levantou as sobrancelhas
—O chalé da minha família? – perguntou espantada. – Como sabia dele?
—Um passarinho me contou. – falei rindo.
—Imagino que esse passarinho, seja loiro de olhos azuis.
—Para de ser chata, seu irmão só quis me ajudar com a surpresa. Estamos chegando.
Mais dez minutos e estacionamos em frente ao chalé, que já estava com outra cara por fora. Entrei primeiro, e fechei os olhos de Emma.
—Vem cuidado com o degrau. – puxei ela devagar pela mão até a sala. — Pronto, pode olhar. – Ela arregalou os olhos.
—Nossa Regina, esta lindo! – disse olhando para interior do chalé e para a mesa arrumada com o ar muito romântico. Aquilo só podia ter sido obra de Mary.
—Ficou perfeito! – falei admirando.
—Você não tinha visto também?
—Não, deixei tudo na mão do seu irmão e da Mary, e eles não me decepcionaram. – Ela me puxou para seu colo e me beijou. – Calma, ainda temos um almoço, já que a sobremesa senhorita Swan? – falei andando até a mesa.
—Então terá uma sobremesa também... Estou gostando muito dessa surpresa.
—pois então se prepare porque o dia será nosso. – Afastei a cadeira pra ela sentar.
—E as crianças?
—Não se preocupe, mamãe e Ingrid ficarão com eles. – me aproximei mais do seu ouvido e falei, — Até porque minha mãe falou que temos que parar de traumatizar nossos filhos, com meus gemidos. – Emma riu. – Aqui posso extravazar Swan... – falei beijando sua nuca.
—Regina... Será que podemos pular o almoço? – disse manhosa.
Afastei-me e peguei a bandeja fechada com a nossa refeição. Emma tentou espiar e dei um tapa na sua mão.
—Ainda não curiosa. – servi uma taça de vinho para cada uma e me sentei a sua frente. Emma estava com os olhos brilhando. E ficou mais ainda quando destampei a bandeja.
—Não acredito Regina! – falou olhando para a caixa pizza. Era da pizzaria que ela me levou pra comer no nosso primeiro encontro, é a tal melhor pizza do mundo. – Como você conseguiu?
—Ruby enviou pra mim. – falei piscando pra ela.
—A melhor pizza do mundo. – Ela falou abrindo a embalagem e aspirando o cheirinho da pizza. – Não acredito que você lembrou desse detalhe.
—Eu me lembro de tudo que se refere a você, meu amor! – Passei a mão por cima da mesa e segurei a dela. – Gostou?
—Muito! Você é incrível.
—Feliz aniversário Emm!
Fale com o autor