To the end

12 Capítulo 12


Notas iniciais
bom, voltei *oo*
me surpreendi escrevendo esse capítulo, que ficou legal até *acho*...
Mikey tem muito o que explicar nesse capítulo e frankito demorará um pouco pra aparecer na história, é...
bom, não tenho muito o que falar, então..
Enjoy!

-Mi, eu to esperando...

-Porque você quer saber? – perguntou

-Porque você tinha que resolver uns problemas – dei ênfase na última palavra- naquela hora e não é de hoje que o senhorito esconde alguma coisa

Ele suspirou derrotado.

-Ok! Você venceu...realmente eu to precisando falar isso pra alguém- fiz um gesto para que ele continuasse- só não me interrompa, por favor- assenti- então,

{Mikey P.O.V}

[flashback onn]

Tudo começou quando acompanhei Alicia em uma festa que aconteceu no ano anterior no colégio. Quase todos os alunos compareceram. Ninguém queria perder por não haver oportunidades desse tipo. A acompanhava em quase todos os locais da festa, do bar até a pista de dança, só que havia uma hora que eu não agüentava mais andar.

-Ali, desculpa, mas eu preciso de uma pausa. – disse inclinando a cabeça um pouco para trás- Vou até o bar beber alguma coisa, ta!

-Ok amor!- ela me deu um selinho e seguimos nossos rumos

Sentei em um canto onde eu pudesse ter uma boa visão da festa e que poucos tivessem visão de mim. Pedi um energético e, enquanto esperava, percebi que havia alguém me olhando. Olhava para a pessoa de cabelos castanho-escuros, olhos azuis-mar e era um tanto baixo. Com sutileza, ele se aproximou.

-Essa festa ta legal, não acha?

-Aham. – como não sou bom em continuar assuntos, eu dava respostas curtas

De repente, ficou um silêncio muito constrangedor que começou a me incomodar. Era a minha vez de falar.

-Você estuda aqui? – perguntei como quem não quisesse nada

-Aham, sou do segundo ano e você?

-Primeiro ano. Nunca te vi na escola...

-É meu primeiro ano aqui... – sorri em resposta- qual é seu nome?

-Michael. Michael Way, mas pode me chamar de Mikey e o seu?

-Victório Urie. –estendeu a mão- Prazer.

Ficamos conversando ali até altas horas da noite. Ele tinha um papo legal e os assuntos não acabavam, mas teve uma hora que eu vi que Alicia estava se aproximando e já chegou me abraçando.

-Então já conheceu o Victório... – disse abrindo aquele sorriso lindo e afirmei em resposta- A Donna já me ligou várias vezes perguntando de você, então é melhor irmos.

-Bom, eu já vou indo também. – Victório levantou-se. Tirou um cartão de dentro da carteira e me estendeu- aqui está meu número, se precisar...

-Pode deixar, obrigado.

-A gente se vê por aí, até mais – acenou e foi embora.

Retribuímos e logo depois fomos embora direto para a minha casa. Alicia dormiria lá, com o consentimento das nossas mães. Como não estávamos com nenhum pingo de sono, decidimos ver um filme. Durante o mesmo, ficamos namorando e começou a acontecer uns ‘carinhos’ por parte de ambos. Um carinho aqui, outro lá...tanto que acabou acontecendo o que não devia.

-x-

Acordei com umas batidas na porta e tinha certeza de que havia escutado a voz alterada do pai de Alicia. Ela dormia feito um anjo, mas tive de acordá-la.

-Amor, acorda...acho que seu pai está aqui e não vai gostar nada se ver a gente assim – apontei para nós dois que estávamos completamente sem roupa

-Mikey, a Alicia ta ai? – minha mãe perguntou calma

-Ta sim, mãe. Só um minuto

Vestimo-nos rapidamente e fomos pra sala, onde encontramos o pai da Alicia em pé e um tanto nervoso.

-Você dormiu com esse ai? – perguntou a ela apontando pra mim

Alicia me fitou e respirou fundo.

-Dormi. Dormi sim e não me arrependo.

Ele só assentiu e apontou para a porta com a cabeça para ela acompanhá-lo.

-Bom, vou indo. – disse um tanto nervosa

-Você vai ficar bem? – assentiu – ok fico mais tranqüilo assim. – a abracei – se precisar me liga. Eu te amo.

-Eu também te amo. – nos beijamos rapidamente e ela logo foi embora

No fundo eu sabia que alguma coisa iria acontecer. Se era boa ou ruim...não saberia dizer. Não havia feito nada o dia inteiro com esse pensamento em mente, só ouvi música pra tentar passar o tempo. Vez ou outra eu ia jogar vídeo-game, mas não adiantava. Não recebia ligações da Alicia e aquilo tava me deixando aflito. Resolvi ligar para ela, quem sabe ela não iria atender.

-Alô, Alicia!

-O-Oi Michael. – quando ela me chamava assim era que alguma coisa estava errada

-Tá tudo bem?

-N-Não, não está nada bem.

-Alicia, aconteceu alguma coisa?

-Nunca mais fale comigo, seu inútil. — desligou

Aquelas palavras foram que nem uma facada no peito. Não acreditava no que acabara de ouvir. O único jeito era aceitar essa situação. Depois disso eu nunca mais falei com ela. E nesse tempo eu tinha mais contato com o Victório, tanto que acabamos virando muito amigos.

Cinco meses depois eu finalmente tinha notícias da Alicia...ela havia engravidado e fugiu de casa. Graças ao Victório, eu finalmente tinha conseguido vê-la novamente. Ela me tratou daquela forma a mando do pai, por estar com raiva por ter dormido comigo, além de nunca gostar de mim é um dos principais motivos. Pediu-me desculpas por tal ato e é claro que aceitei.

Fiquei de assumir a paternidade e isso foi uma ótima oportunidade para Victório começar a me ameaçar. Se eu não fizesse o que ele pedia, iria contar tudo para minha mãe e concerteza isso não iria acabar bem. É isso que escondo...tenho um filho e isso poderá trazer conseqüências ruins.

[flashback off]

{Gerard P.O.V}

Eu não imaginava que Mikey já era pai, não mesmo. Quando menos esperamos as pessoas nos surpreendem...e Mikey foi a pessoa que mais me surpreendeu em toda a minha vida. Ele chorava feito uma criança e eu o abracei para tentar confortá-lo.

-Obrigado. Por me ouvir, de verdade.

-Sabe que pode contar comigo, né... –sorriu em resposta – só uma coisa: só eu sei disso?

-Sim e não é pra você falar isso com ninguém, nem com o Ray. – disse alterando um pouco a voz e eu só assenti

Ouvimos a porta ser aberta bruscamente. Só uma pessoa abriria a porta desse jeito. ‘É a mamãe. ’ Mikey sussurrou. Sabia que ela estava desse jeito por minha causa. Levantei-me e fui até a porta, abrindo-a em seguida. Ouvi um ‘boa sorte’ por parte de Mikey e tentei agir o mais naturalmente possível. Ela se encontrara sentada no sofá com uma cara não muito boa.

-Senta Gerard! – disse em um tom de ordem

-Não, to bem em pé. – cruzei os braços

-Ok então. Agora eu quero saber – disse em um tom alterado – que história é essa de você namorar o Frank?

Notas finais
até logo :*