To be good or to be evil
26 Capítulo 26
Inicialmente eles não quiseram atacar às ideias. Não ia rolar simplesmente abandonar todo mundo lá e eles saírem fugidos como ratazanas. Joshe os convenceu depois de algum tempo de que era o único jeito, já que mesmo que eles avisassem as pessoas, seria impossível sair sem que a Base percebesse. E o pânico dominaria.
Decidiram partir hoje mesmo à noite. Não podiam perder tempo.
Perto da porta, Matheus se apoiava em uma mesa. Ele não queria chamar atenção e por isso não disse nada aos amigos. Caio, sempre ligado no amigo, percebeu. Caio estava bravo, mais bravo do que todos, por ter sido usado de cobaia todo esse tempo. Saía fumaça da sua cabeça, mas ele percebeu que seu amigo precisava da sua ajuda.
— Cara, você não tá muito bem.
Caio que tinha poderes de fogo mas ele podia sentir a instabilidade de Matheus. Quando Caio foi colocar a mão em seu ombro, ela passou direto por ele. Matheus estava usando seu poder sem perceber.
— Olha... Cara, eu realmente não tô bem. Eu preciso ficar um pouco sozinho. Eu vou para casa.
— Meu, a fuga é hoje à noite! 11 horas nos encontraremos aqui.
— Tudo bem, até esse horário eu já voltei. Obrigada por se preocupar. – Matheus encostou na parede e passou por ela. Caio ficou parado, atônito.
— Ei, o que houve com ele? – Era Penton, preocupada.
— Com certeza alguma coisa que você causou. – Disse Caio e saiu bravo. Pedro também observava a cena, mas não falou nada.
...
Pouco antes das 11, todos já se encontravam na casa de Miguel e Penton. Só faltava Matheus.
— Cara, qual o problema desse moleque? Já tá quase na hora da gente ir e ele nem deu as caras. – disse Veliria.
— Vamos sem ele, é aquele ditado né. – Falou Alexandre, levantando os braços.
— Não podemos partir sem ele! – disse Penton. Aluria concordou, mas Joshe insistia na precisão do horário.
— Se ele não estiver aqui em 5 minutos nós vamos.
— Mas...
— Então não precisam esperar mais, porque eu já cheguei. – disse Matheus, atravessando a porta. Ele mexeu suas mãos e fez as bolas de enfeite em cima do armário rodarem em cima da sua cabeça.
Os olhos dele estavam diferentes. Seu ar, seu aspecto. Tudo em Matheus havia mudado. E o principal: sua mecha. A mecha que antes era azul, demonstrando o lado Bom, agora era roxa. Roxa! Ninguém nunca tinha visto isso antes.
— O que... aconteceu? – falou Pedro.
— Na verdade, o que me aconteceu foi você. Todos os meus problemas foram causados por esse pequeno gótico que podia fazer o que quiser quando quisesse e todo mundo tinha que engolir.
— Matheus... Do que você tá falando? – disse Marcabeth, tentando acalmá-lo.
— Eu nunca fui ninguém nesse grupo. – ele riu. – Vocês me trataram como nada desde o início, claro, menos o Caio, meu irmão. Tirando ele todos me desconsideravam. Sequer lembravam de me chamar para os passeios ou notava se eu tava na faculdade ou não. NINGUÉM PERCEBEU O QUANTO EU ESTOU DOENTE!!! E já tenho estado faz um bom tempo.
— Olha, você sabe que isso não é verdade! – gritou Jessie.
— A gente sempre ligou e cuidou de você. – comentou Luisia.
Joshe tinha uma arma pendurada no coldre e neste momento já colocava a mão em cima dela, pronta para atirar. Matheus percebeu o movimento e jogou as bolas que giravam em volta dele na direção dela.
Joshe desviou utilizando suas habilidades.
— Matheus, você não é assim. Por algum motivo sua mecha mudou, seu coração escolheu o lado Bom mas de alguma maneira você mudou para o lado Mal, o que nunca aconteceu antes, por isso uma nova cor de mecha, uma mistura do azul e vermelho. – comentou Joshe. – Você pode se acalmar, isso pode se resolver.... – Mas Joshe sabia que eles não tinham tempo para resolver. Era justamente a esse problema que Antônio, Ravena e o chefe do Governo se referiam. Os testes daquela cidade não estavam mais dando certo.
Em um movimento rápido, Joshe sacou a arma e atirou na direção de Matheus. Caio jogou uma bola de fogo em uma das balas e em seguida pulou na direção do amigo e caiu em sua frente. A segunda e a terceira bala o atingiram. Todos gritaram e ficaram eufóricos, foi um momento de nervosismo!
Matheus parecia possuído e usando toda a sua mágica fez uma explosão na casa inteira, que começou a desabar.
Aluria chorava e correu na direção de Caio, que teve tempo de dizer “eu sempre vou te amar” antes dela ser puxada para longe dele pelas amigas. Matheus foi até o amigo.
— Eu sinto muito, irmão. Dentre todos eles o único que eu não queria ferir era você.
— Eu sei, Mat. Mas você não tá legal e sabe que crises de raiva são momentâneas e depois você vai se arrepender disso, falo por experiência própria. Eu defendi você porque disse que sempre estaria aqui por você. – ele tossiu. – Eu cumpri meu papel.
— Eu sei, mas eu não cumpri o m-... – Caio deu seu último sorriso e suspiro juntos e morreu. Matheus chorava e gritava muito, sua mágica estava ainda mais forte e ativando a casa inteira.
Todos já estavam fora da casa, menos Penton que ficou para tentar falar com Matheus.
— Matheus, por favor! Vamos sair daqui. A gente pode dar um jeito nisso!
Mais uma explosão mágica, Pedro entrou correndo na casa e tirou Penton bem debaixo de uma madeira que caiu onde antes estava sua cabeça.
Por um segundo, os olhos de Matheus voltaram ao normal e ele pode controlar sua raiva. Sua magia parou. Mas a casa já estava destruída e sem salvação.
— Matheus!! Por favor, eu nunca quis te fazer mal. – gritava Penton chorando e fazendo sinais para ele os seguir para fora.
— Eu sei, Penton. Eu acho que eu poderia dizer que fiz isso por amor à você, mas na verdade foi só por mim mesmo. Agora vai, eu sinto o poder dos Lados brigando para dominar minha mente. Salvem-se, por favor!! Eu vou ficar com o Caio.
Lágrimas escorriam dos olhos de Matheus e Penton gritava desesperada, com Pedro a puxando. Eles saíram da casa, mas ela pegava fogo por completo. Todos choravam, Aluria e Penton mais desesperadas do que as outras.
— Ok, eu acho que agora a gente realmente precisa ir. – falou Kaique. Ouviram o barulho das sirenes de polícia ao fundo, se aproximando.
— É agora ou nunca. – disse Joshe e todos seguiram correndo atrás dela em direção da sua possível salvação.
Fale com o autor