To be good or to be evil
18 Capítulo 18
Agora a porra tava séria. Mostich tinha entrado pra valer no jogo. Penton só pensava nisso. Veliria tinha desistido e Jessie tava ali só pela diversão.
Na sala, com as amigas Boas dançando..— Nossa, mas as meninas sumiram né! — comentou Marcabeth, olhando para os lados.— Pois é... Mas também, aqui tá tão cheio que nem tem o que fazer. Mal consigo ver vocês que tão na minha frente, imagina alguém andando por aí hahaha — disse Aluria e as amigas concordaram.— Essa música é boa demaissss, fala sério!! — gritou Luisia. Tocava Misery Business do Paramore (ouçam, lindonas!)Penton chegou junto delas dançando e falou:— Essa música é tudooooo mesmo! Dedico a tradução dela para a Mostich por exemplo, tudo a ver com o momento hahaah — ela falou isso e saiu dançando. (óbvio que ela sabia que Mostich vinha vindo logo atrás e ouviu tudo).Os brilhos de Mostich caíam em uma cor avermelhada, demonstrando a frustação.— Quando eu acho que tô superando a raiva momentânea dessa garota... — sibilou e saiu andando, com Jessie pertinho.— Essas três tão parecendo loucas essa noite, que que há, né? — disse Luisia rindo.— Nossa que calor! Acho que quero beber algo, vou na cozinha buscar. Vocês querem? — falou Marcabeth. As amigas disseram que sim e ela saiu andando.Mesmo com a dificuldade de passar pelos milhões de corpos dançando, Marcabeth se dirigiu para a cozinha....Penton olhava ao redor. Ela viu Ricardo. Bom, como eles já se conheciam talvez esse fosse mais rápido. Ela sabia que a Luisia já tinha pegado ele algumas vezes lá na faculdade e que ele era razoavelmente fácil, talvez não fosse um problema. Ele estava comendo e quando virou ela viu que o cabelo dele era Azul. Droga! E ele que parecia tão promissor na faculdade, ela tinha certeza que ele seria Mal... Mas agora não tinha mais o que fazer né. Penton cogitou se deveria desistir, mas ela já estava ali né... Se não rolasse tudo bem, ela partia para o próximo. Ela estava ganhando a aposta e tinha que continuar assim.— Ricardooo. — ela chegou, dando um beijo na bochecha.— Hum... Penton? Oi?— E ai menino! Você é um dos bonzinhos agora, quem diria?— Pois é, eu nunca imaginava também..— Mas e ai, continua aproveitando a vida... Pegando várias da facul, sem se apegar, vivendo a vida, etc?— Hum.. Não muito. Tendo controlar meus instintos ao máximo, por mais que às vezes eu caia em tentação. — ele olhou para baixo, tímido. As bochechas rosaram. (#quemvêpensa)— Você bem que podia cair em tentação hoje né. — Penton soltou, pensando "morde a isca, molequee". Ele fez uma cara estranha. Um misto de "será que ela falou isso mesmo?" com "acho que ouvi errado."— Hum, você não namora com um tal de Matheus? — Se isso ajuda na sua consciência... Não. A gente anda junto por aí e se beija às vezes, mas >ainda< não somos oficialmente namorados. Tenho certeza que seu lado Bom não vai apitar.— Então eu acho que tudo bem né... Mas eu já beijei a Luisia, não seria meio estranh.. — Antes que ele terminasse a frase Penton chegou e beijou ele. "Eu gostava mais quando ele era bad boy e foda-se pra todo mundo. Falava menos e fazia mais" ela pensou.Os dois se beijaram e nossa, Penton estava aproveitando a noite! Ela se deixou ficar um pouco mais com ele, já que gastou menos tempo para conquistá-lo do que ela achou. Depois de dançarem uma música juntos e trocarem uns beijos, ela disse que ia embora. Ela achou que ele ia reclamar mas ele nem disse nada, apenas deu mais um beijinho nela e a deixou ir.— Quatro! — ela disse feliz, cantarolando.— Quê? — Ricardo olhou pra trás.— Meu número da sorte hahaha — Penton mais uma vez dava uma volta pela festa.Num canto da festa, sem dançar e se divertir, apenas comendo um cérebro, estava Pedro. Ele observava Penton e não parecia muito feliz....Jessie buscava outros pretendentes. Ela não tinha certeza de quem estava ganhando agora mas com certeza não era ela. Ela nem fazia tanta questão assim de ganhar, mas já que ela tava ali, queria jogar pra valer.Caminhou um pouco pela festa, dançando eventualmente, quando encontrava colegas da faculdade. O tempo passava e ela meio brizando. Ela pensava como que até agora Lucas não tinha vindo procurar por ela, se já tinha passado um bom tempo desde que a festa tinha começado e ela só falou com ele brevemente, por alguns segundos, quando ele chegou.Mas ela não tinha tempo para pensar nisso agora, estava focada nos beijinhos sem compromisso. Ela queria muito que seu namorado fosse Mal e a compreendese, mas pelo visto não ia rolar. Por isso ele não podia saber, já que ela não queria magoá-lo, no fim das contas.Ao andar ela avistou Roberto. Nossa Senhora, ela até segurou o ar! Aquele rockeirinho era demaissss pra ela. Pena que ela pegar os próprios crushes não contava. Mas ela não sabia se beijaria ele, "acho que como por ele rola algum tipo de sentimento, talvez fosse traição", ela pensou. Balançou a cabeça bruscamente e seguiu em frente. Achou melhor nem conversar com ele, esse menino tinha um efeito desagradável nela.
Andou mais um pouquinho e viu Rafael parado ali, só vacilando. Era aquele menino que Veliria tinha uns feels, ele parecia sempre bravo e emburrado. "ok, vamos tentar".— Er, oi.— Te conheço?— Não garoto, mas seja menos grosso. Você tá na minha casa!— Opa, ela tem dentes hahaha gostei de ver.— Pois é, já eu gostei só da visão física, porque parece que mentalmente você tá meio fraco.— Que bravinha! Como é seu nome?— Jessie. E o seu é Rafael.— Nossa! Mas é a menina-anja. Achei que você seria Boa. Sempre ouvi dizer por ai que você era uma santa.— Pois é, a vida nos reserva muitas surpresas. — "Que moleque chato!" ela pensou. — Então, você tá sozinho aqui, é?— Sim, não sou muito sociável.— Nossa, mal imagino o por quê. — Ela revirou os olhos e ele riu. Ela juntou as peças, ele gostava de se sentir no comando, era grosso e era do mal. Se ela fosse direta, ele cederia! — Eu tava pensando aqui e você tem cara de solteiro.— Sério? Pois não sou.— É mesmo? — ela se surpreendeu. — Você tá sozinho aqui por que então?— Por que você está? Você namora com um carinho do Bem pelo que eu saiba.— E não é que você sabe da vida de todo mundo!— Precisamos nos manter atualizados..— Enfim, eu vim aqui a fim de ver se ia rolar algo.. Se você não tá afim então tchau, não tenho tempo a perder com você. — Ao dizer isso ela deu as costas para ele e se preparou para começar a andar. Ele chegou bem perto e sussurou no ouvido dela:— E quem disse que não vai rolar? — Então ficou invisível e sumiu de perto dela. Logo ele apareceu em sua frente de novo e a beijou. Jessie beijou uma, duas vezes. Ela viu que ele queria mais, mas não era assim... Ela não podia. Ela afastou ele, ele tentou insistir.— Não! Eu já tô de boas meu filho.— Mas já? A gente mal começou.— E já terminou. Que pena né? Ou não. Enfim. Valeu, já tô indo. Bom te conhecer. — "ou não" ela pensou. Saiu batendo firme pela sala. Que menino estranho....Mostich já estava de olho novamente pela festa. O desespero era tanto que por um momento ela usou suas asas para voar sob a festa e achar seu próximo beijo da noite. Ela viu o Eduardo.— De novo esse menino? Só pode ser um sinal divino, é ele mesmo.Ela pensou quais estratégias poderia usar com ele. Ela tinha ouvido Marcabeth dizer que ele era tímido, porém se empolgava fácil. Duas coisas ruins: Pelo que ela entendeu, ele e Marc estavam tendo meio que um lance da última vez que se viram — por mais que não fosse um namoro oficial — e além disso ele ainda era do Bem. Duas coisas que dificultariam na hora da paquera. Que coisa!Mostich pensou rápido, já que não tinha regras sobre quem devia beijar quem, como, onde, quando, quem visse... já que nada disso importava ela tinha um plano. O importante era o beijo rolar, só isso.Ela desceu e o observou melhor, ele conversava com uma garota. Assim que ela se afastou um pouco ela chegou.— Olá! — disse sorrindo.— Oi. Tenho a impressão de que te conheço.— Sim! Eu sou amiga da Marcabeth. — ela sorriu e se aproximou mais, colocando suas mãos no ombro dele. — É por isso mesmo que eu vim até aqui! A Marc tá aqui na festa e me pediu pra te chamar.— Sério? Nossa, eu nem vi ela hoje. Já faz um tempo na verdade, tô com saudades.— Pois é. Ela me pediu pra te levar até ela.— Beleza.Mostich foi na frente, puxando-o pela mão. Ela decidiu levá-lo para a cozinha. Ali sempre tinha pouca gente, já que as pessoas só entraram, pegavam o que precisavam e saiam.— Aqui tá meio vazio, cadê ela? — disse ele, olhando pros lados.— Aqui. — Mostich falou e o beijou. Foi rápido e ele correspondeu mais por surpresa, sem saber o que fazer, do que por vontade. Mostich também não se demorou muito, ela só precisava de um beijo mesmo.Nesse momento Marcabeth entrou na cozinha....Marcabeth foi até a cozinha pegar uma bebida para as amigas e pra ela. Ela entrou na cozinha e bebeu um copo d'água. Então se dirigiu para a pista de dança. Quando estava na metade do caminho, ela lembrou da bebida das amigas. Decidiu voltar para a cozinha e pegar.Quando entrou, Eduardo estava lá. Beijando. Uma. Menina.Imaginem a surpresa quando ela viu que essa menina era sua amiga? SUA amiga, Mostich! Ela sabia o que Marc sentia por ele, como podia ter feito isso? Claro que não era a mesma coisa que ela sentia por Kaique, mas com ele nunca ia rolar... Ela tava se dando bem com Eduardo e até planejava coisas pro futuro. Mas e agora?Rapidamente o beijo acabou e Marcabeth percebeu que ele estava bem surpreso, nem parecia ter aproveitado o beijo.— Desculpa, não tenho tempo pra explicar. Mas valeu! — ela ouviu Most dizer.Ninguém tinha notado Marcabeth observado a cena porque ela não chegou a entrar na cozinha, tinha ficado no vão entre a pista de dança e lá. Mas ela entrou para mostrar que tinha visto tudo. Ela não queria armar barraco, mas também não sabia como reagir.— Que bonito né!— Opa sou mesmo. — Mostich falou. Mas quando levantou os olhos e viu que era Marcabeth ficou preocupada por um segundo. Foi apenas por um segundo mesmo, já que a expressão de preocupada se transformou em um sorriso. — Oi Marc! Tchau Marc! Beijos Edu, me liga.Claro que ela falou pra provocar. Ela tinha zero interesse no Eduardo. Mostich até pensou em explicar mas seu lado Mal disse que ela não devia explicação para ninguém. Deixa que o Eduardo se vira.— Marc, eu.. eu. Juro que não sabia, não queria beijar ela. Eu vim atrás de você!Marcabeth estudou o rosto dele. Viu que ele realmente parecia preocupado.— T-tudo bem. Acho que isso foi coisa dela e não sua. Depois a gente se fala, tá? Agora eu não tenho possibilidades pra isso. — Ela abriu a geladeira e pegou refrigerantes para as amigas. Saiu sem nem olhar de novo para Eduardo, deixando-o com um olhar desesperançoso no rosto....Mostich, Penton e Jessie se encontraram. As três já estavam cansadas.— Quantos vocês conseguiram? — perguntou Jessie.— Três. — respondeu Mostich.— Três também. — disse Jessie.— Quatro! Há! Ganhei. — gritou Penton, dançando.— Nem pensar, não acabou a festa ainda. — levantou-se Mostich.— Beleza, mas meio que não tem mais quem a gente beijar. Agora só restam os namorados bonzinhos, o Matheus que deve se considerar um dos namorados bonzinhos, o Pedro que mds... alguém imagina aquela múmia beijando alguém? E sei lá, estamos fracas né. Só se repetirmos quem já foi... — comentou Penton.— Ah, funcionou com o Kaique e o Alexandre. — disse Jessie.— Só porque eles sabiam da aposta! — sibilou Mostich.Mostich observava a festa enquanto conversavam. Ela viu aquele Roberto, o crushzinho rockeiro da Jessie passar.— Desculpa miga! — gritou para Jessie e correu pro boy.— Epa! — ela usou a tática do esbarrão.— Cuidado, moça.— Desculpa, você me desconcentrou. Ele olhou ela de cima a baixo. Ela não sabia dizer se ele tinha gostado da cantada ou não.— Hum... tá. — ele virou e saiu andando.— Espera. Hum. Eu te achei super lindo, você é o Roberto né?— Sim, como você sabe?— Eu sei várias coisas sobre você. Você é lindo, gosta de rock e é telepata... — ao dizer isso Mostich lembrou que ele tinha o poder de ler mentes! Droga! Essa cantada besta não ia funcionar com ele então. Ele ia descobrir sobre a aposta e talvez não gostasse.Ela sabia que com a música naquela altura e aquele tanto de gente na festa ele teria que se concentrar MUITO para ouvir a cabeça dela. Ela observou e viu que ele fazia uma expressão bem concentrada.— Então... Pelo que eu entendi isso se trata de uma aposta.. Sobre crushes. Eu sou crush de alguma amiga sua. Mas que amiga? — ele se concentrou e Mostich começou a cantar. Ela não podia revelar Jessie assim, ela namorava um cara do Bem, se ele soubesse que ela tinha crushes por ai... — Tá, protegendo a amiguinha hahaha Ok, o que você precisa fazer na aposta?— Te beijar. Dá uma força ai.— Só se você me disser o nome da sua amiga. — O tempo todo ele rondava os pensamentos dela, tava sendo quase impossível ela não pensar em Jessie.— Não vai rolar.— Hum.. tá bom então. Só um beijinho de prêmio de consolação. Espero que você consiga o que quer. — Ele a puxou e a beijou rapidamente.— Valeu hein! — Mostich já seguia andando na outra direção.— Ah, avisa pra sua amiga que eu adoraria falar com ela. — ele comentou e piscou.Jessie tinha ouvido tudo e ficou vermelha....— Parece que temos um empate. — Jessie disse.— O quê??? — Penton e Mostich falaram.
— Sim, a Penton tava ganhando, mas como a Mostich beijou mais um, agora as duas tem 4. E eu 3. Portanto, empatou!— Af não acredito. — disse Mostich.— Porra Most, eu ia ganhar! af. — Penton falou.— Acho que a gente vai ter que fazer de novo qualquer dia, pra tirar o desempate. — Jessie comentou, as três se entreolharam e riram, concordando....Kaique tinha ajudado a irmã mantendo Lucas afastado dela a festa toda e até impedindo que ele visse ela beijando um cara bem estranho que ficava invísivel. Até as amigas do Bem dela ajudaram (mesmo sem saber), já que ficaram por perto, conversando com ele durante a noite.Mas no final da festa ele não conseguiu evitar. Lucas a achou e veio até ela.— Oi Jess.— Oi Lu. Se divertiu? — Eles não se beijaram. Ele não quis tomar a atitude e ela não queria beijar ele depois de ter beijado três outros caras.— Sim, sim... Mas não te achei. O que você fez o tempo todo?— Me diverti com as meninas.. — ela olhou pra baixo. — Mas e você?— Olha Jess... Eu te amo e você sabe. Mas você tá bem estranha. Eu sei que é por culpa da Escolha e tal, você não tem opção. Eu tô tentando, tô mesmo. Mas eu sinto você se afastando cada dia mais... E sei lá. Eu não consigo. Eu não sei se vai dar certo. — Ele soltou tudo. Jessie ficou quieta. — Não vai dizer nada? — Eu não sei o que dizer. Eu também tô tentando, mas... é difícil pra mim.— Eu sei. E olha... Eu espero que a gente consiga. Mas eu acho que é melhor a gente não se ver por uns dias. Eu preciso pensar. Eu preciso... ficar sozinho.Jessie levantou as mãos. Queria dizer algo, pedir pra ele ficar, mas não teve coragem. Ele levantou. Os dois deram as mãos e as soltaram lentamente, Jessie ficando com as mãos no ar. Parecia uma despedida.Uma lágrima caiu dos olhos de Jessie. Logo ela levantou a cabeça e o olhou, enfurecida....Penton se preparava para ir embora. Pegou sua jaqueta e saiu para rua. Ela nem sabia onde estava Miguel, por isso decidiu ir sozinha. Pegou sangue na geladeira e tomou tudo em um gole, para poder ir correndo e chegar rapidão. Ela queria dormir, estava cansada. Muitas emoções nessa noite! Ela realmente se divertiu.Quando saiu pela porta da casa de Jessie, Pedro estava encostado em um carro na rua. Usava uma blusa azul e jaqueta preta, igual a dela. Uau, ele realmente era lindo! Com aquele azul realçando os olhos dele então.....— Oi Penton.— Oi. Que tá fazendo ai nesse frio? Eu já tô indo pra casa.— Posso te acompanhar?— Acho que eu tô de boas. — Penton começou a caminhar.— Eu- eu, na verdade queria falar com você.— Ok. Fala.— Olha.. Eu não sei como dizer isso. Antes da Escolha eu percebi que você gostava de mim, mas eu acho que foi tarde demais. Depois que eu fiquei Mal, parece que tudo o que eu sentia por você aflorou. Eu vi você e o Matheus se beijando e senti... coisas. Hoje vi você beijando um cara na festa e senti isso de novo. Eu queria morder ele e fazer dele meu jantar! — ele apertou as mãos com força. — Não quero ser possessivo com você, mas me entenda... Depois da Escolha eu estou mais silencioso que nunca... Eu sei que o pessoal todo notou e se afastou ainda mais de mim. Claro que foi porque eu vivo colocando barreiras entre mim e todos, mas... Eu só acho que... gosto de você.— Que pena né. — Penton falou. (Claro que da boca pra fora. Seu coração pulsava tão alto que ela tinha medo dele poder ouvir). Ela tinha que se manter forte. — Tarde demais.Ela parou de andar e chegou mais perto do carro onde ele estava parado.— Olha, eu gostei de você por muito tempo. Acho que todo mundo sabia, inclusive. Eu sonhava com você se declarando pra mim todas as noites, mas agora... Eu não sei. Eu também sou Má e por mais que no fundo sinta algo por você... eu não sei se daria certo. Eu meio que tô com o Matheus agora.— Eu não tinha coragem antes! Essa mecha Vermelha me deu a força que faltava. Eu não quero te perder, mas meu lado ruim diz que eu nem deveria correr atrás de você. Só estou te dizendo tudo isso porque quando você me quis, eu não notei. Agora é minha vez de te querer.Caiu uma lágrima dos olhos de Penton. Pedro se aproximou e a secou. Finalmente aquele Pedro preocupado, que geralmente só aparecia quando se tratava de Marcabeth, voltou. Esse Pedro que ela gostava. Seu lado ruim dizia para ela ser forte e fazê-lo sofrer, enquanto ao mesmo tempo dizia para usá-lo a seu bel-prazer. Ou ignorá-lo. Nenhuma alternativa ela gostava, mas Penton estava confusa.Pedro pegou sua mão e se aproximou para beijá-la.— Não, não. Olha, hoje não tá? Eu preciso pensar e... eu tô confusa, sei lá. Talvez dê certo entre a gente. Talvez. — ela viu um brilho no olhar de Pedro. — Amanhã a gente se fala. — ela deu um beijo na bochecha de Pedro e correu para casa.Ele ficou parado ali, feliz. Com a mão no ar, no local em que ela tinha se separado dele, soltando a mão dela. Era tão difícil ver Pedro feliz que quem passasse ali não acreditaria. Ele ouviu um barulho no outro lado da rua. Deu de ombros e foi para casa.Do outro lado da rua, Matheus observava Pedro e Penton juntos. Ele não ouviu a conversa toda, só o final. Como assim "talvez dê certo entre a gente?". Ele estava tão bravo que usou seus poderes para atravessar a parede e socá-la com tudo, quebrando-a em vários pedaços. Ela não podia trocá-lo pelo Pedro! O mesmo que a ignorou por tanto tempo, como os amigos tinham contado pra ele. Ele observou do escuro e a cor da sua mecha vacilou por um instante. Ele não iria deixar ela trocá-lo!
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