To be good or to be evil
16 Bem x Mal
Tudo estava mórbido. Era estranho ver uma diferença assim tão grande no dia-a-dia, mas ela existia. O número de pessoas rindo à toa, se divertindo com os amigos na rua, tinha diminuído e muito.
Passara uma semana desde o dia do teste. A Base tinha deliberado que eles teriam esse tempo livre para se adaptar à sua nova condição, ou seja, nada de aulas.Hoje era o dia em que as aulas da faculdade voltaram e nada estava como o normal, parecia outro mundo... Insistindo em seu passado, os amigos do grupo costumeiro marcando o mesmo local de encontro de sempre: seu cantinho na faculdade.A relação de Penton e Miguel estava ótima. Penton havia mudado muito, mas Miguel conseguia acompanhá-la, já que seu humor variava entre negativo e positivo; Marcabeth e Pedro estavam mais distantes do que nunca. Antes eles já não eram muito próximos, mas agora... pareciam estranhos; Veliria e Alexandre continuavam bem, como sempre. A relação deles era alegre e saudável. Alexandre havia mudado um pouco, mas na verdade Veliria mudou ainda mais, já que seus opostos eram bem extremos; Mostich e Júnior iam bem mais ou menos. Apesar de tentaram manter o laço forte que tinham, Mostich havia mudado da água para o vinho e Júnior não conseguia concordar com muitas coisas, por isso sempre dava confusão...; Jessie e Kaique já tinham aquele lance do companheirismo antes né, mas agora isto tinha se aprofundado. Tudo o que Jessie sempre entendeu quando vinha de Kaique, agora era ampliado dez vezes e ela entendia o irmão como ninguém. Kaique não mudou quase nada, enquanto Jessie parecia dominada por um et; Luisia e Lucas estavam muito bem, ele continuava companheiro como sempre e Luisia estava mais doce e aberta com ele; Aluria e Douglas estavam ótimos. Pareciam genuínos irmãos, sempre um ali pelo outro, compartilhando tudo.Marcabeth já acordou com um mal pressentimento. Talvez não fosse uma ideia tão boa assim juntar a turma toda logo de cara depois de uma semana sem se ver e sabendo que muitos mudaram completamente.Ela achava que tudo ficaria bem, já que o amor deles como amigos era muito mais forte do que essa mera separação.Seu pressentimento ruim se confirmou quando olhou para cara do seu irmão de manhã e Pedro cheirava à morte. Ela não entendeu nada, mas realmente tinha achado algumas movimentações dele bem suspeitas à noite, será que ele estava fazendo macumba? Ela não sabia (e na verdade nem existia macumba na cidade de Gousti como conhecemos aqui, já que lá eles podiam praticar mágica)....Aluria chegou toda sorridente na faculdade, atrasada como sempre. Douglas estava meio emburrado já que não gostava de chegar atrasado, mas para andar com a irmã ele tinha que se acostumar. Os dois continuaram conversando e se encaminharam para o grupo, que já estava todo ali.Aluria se assustou pois ela nunca acharia que aquele ambiente de estranhamento era o mesmo que ela partilhava com seus amigos. Cada um em um canto, estavam em duplas ou trios, afastados uns dos outros e conversando baixinho, encarando uns aos outros (Penton principalmente).— Oiiiiii, gente! — ela disse sorrindo, tentando animar todos. — Nossa galera, por que vocês estão tão longe um do outro? Nosso grupo antigo jamais ficaria assim, vamos nos aproximar mai...— Nosso grupo antigo não existe mais. — falou Jessie.— Oi? — exclamou Marcabeth.— É isso mesmo, todo mundo sabia que as coisas não seriam mais iguais. — comentou Kaique.— Eu olho para vocês e não consegue ver minhas irmãs e irmãos como eu via antes. — disse Penton. — Agora vocês são só.... vocês. Nada de especial.— Mas como assim, amiga? — perguntou Luisia. — E tudo o que a gente viveu?— Passado. — disse Alexandre, apertando a mão de Veliria e pondo a outra mão nos ombros de Mostich. — Apenas memórias. — As duas sorriram.— Eu só acho que esse grupo aqui não vai rolar mais. É melhor aceitar logo e se separar. — disse Mostich.— Finalmente. — sussurou Pedro. (que continuava com seus hábitos góticos de Nico di Angelo e só falava sussurando).— Com certeza. — falou Caio, já pegando a mochila.— Pera, pera, pera! Não pode acabar assim. Mesmo que a gente não ande mais juntos na faculdade, ainda seremos amigos, certo? — perguntou Douglas.— Conhecidos. — disse Veliria.— É gente, na verdade não precisamos ser tão extremos. — comentou Miguel. — Podemos continuar sendo amigos, mesmo se não andarmos juntos. Na verdade não vejo motivo para não andarmos juntos, podemos aprender a conviver com as diferenças...— Maninho, maninho. Não se deixe levar pelo lado bom. Ai, esses meio-termos! — Penton revirou os olhos.— Ele tem razão, gente. Podemos conviver em paz. Não como antes, mas juntos. — disse Matheus.— Meu amigo, como assim "não como antes"? Há quanto tempo você nos conhece? Você nem tava no nosso grupo até semanas atrás, não fale como se nos conhecesse há anos... pluf. — Jessie jogou.— Já tava achando estranho os mino e mina chorando, mas o moleque que tá aqui faz uma semaninha quer sentar na janelinha como se fosse melhor amigo de geral. Era tipo se o Caio quisesse dar uma de garoto bonzinho do grupo. — Mostich comentou.Penton gargalhou, Kaique, Veliria, Alexandre, Jessie e a própria Mostich riram alto. Até Pedro riu, o que era raríssimo. Caio fez uma cara feia inicialmente, mas depois pensou bem e começou a rir também, ele não podia perder alguém zuando um oprimido.Isso quebrou o coração de Matheus. Uma das coisas que ele mais tinha medo era ser julgado como o "que acabou de chegar no grupo". Antes tinham jurado que ele era amigo deles como todos os outros, sem ligar se os conhecia há anos ou dias, mas isso era antes. Tudo o que eles queriam ali era se divertir, e o pior, nas costas dele. Seus olhos encheram de lágrimas, mas ele não deixaria ninguém vencer, ninguém veria suas lágrimas.— Isso foi absurdamente desagradável. — disse Marcabeth, abismada.— E desnecessário. — comentou Luisia, indo para o lado de Matheus.O sinal tocou. Aqueles que eram do "time dos Mals" levantaram e sairam andando, sem nem olhar para trás. Mostich, Jessie, Penton e Veliria conversavam, rindo, provavelmente zuando a cara de alguém. Kaique, Alexandre e Caio as acompanhavam, rindo também. Pedro não ria, mas andava junto.
As meninas que ficaram olharam para aquela cena abismadas. Não podia ser verdade que a mudança fosse tão absurda assim. Aquelas não eram suas amigas!— Onde foram parar nossos amigos? — comentou Douglas, preocupado.Marcabeth, Luisia e Aluria se abraçavam. Matheus, Lucas e Douglas trocavam olhares preocupados. Júnior olhava para Veliria com cara de descrença, mas ele sabia que daqui a pouco ela voltaria "ao normal". Miguel ficou ali, mas no fundo ele tava pouco se fudendo.Todos foram para a aula....— Eu acho que a gente não deve desistir delas. — disse Marcabeth.— Talvez passe. — disse Aluria baixinho. — Talvez seja algo de momento.— Ou não. — sussurou Luisia. — Talvez tenhamos perdido elas.— Pra sempre? — Marcabeth e Aluria falaram juntas.— Eu acho que sim. — confirmou Luisia, cabisbaixa.As três tinham os olhos marejados, mas ninguém queria ser a primeira a chorar.(Miguel estava no fundo da sala, ouvindo essa conversa)....Na hora do intervalo, Miguel viu Penton à distância e foi seguindo até ela.— Você viu que perdedora? Tava na cara que aquela ratinha seria boa hahahah — disse MostichPenton e Jessie riram.— Lugar de perdedora é assim: no bueiro. — confirmou Penton.Miguel chegou e sentou perto delas, passando o braço ao redor de Penton.— Vocês não sabem... As três estão lamentando como umas bezerras pela "perda" de vocês.— Argh, ninguém merece. — disse Jessie.— Totalmente 2000. Vida que segue né gente. — Penton comentou.— Certeza que elas não vão desistir tão fácil. — disse Jessie.— O pior é isso. N-o-s-s-a né! — Mostich revirou os olhos de uma maneira praticamente impossível.— Logo elas superam hahaha São muitas emoções no começo. — falou Miguel.Os dois seguiram os assuntos zuando as pessoas da faculdade....Na hora da saída, Penton estava caminhando para casa quando viu Matheus. Ela não sabia se devia falar com ele ou não, mas optou por não ir até ele. Se ele visse ela ok, se não ela seguiria reto.Infelizmente (ou felizmente) ele a viu. Veio em sua direção.— Oi Penton.— Oi Matheus.— Estou incomodando?— Não não. De boas.— Posso te acompanhar até em casa?— Claro.Os dois conversaram sobre o dia, e por um breve momento, Matheus achou que tudo seria como antes, já que Penton agiu normalmente. Ela ria das piadas bobas dele e deixava ele fazer carinho em seu rosto. Um momento ele tentou pegar em sua mão.— Ei.— Ah... Desculpa. Mas a gente tava meio que namorando, certo? Isso mudou? — ele disse.— Eu não sei... — ela respirou fundo. — Olha só! Acho que a gente até pode continuar "meio que namorando", mas você tem que entender que eu mudei. Eu gosto de você e por isso me controlo para não ser má o tempo todo, soltar piadinhas ou frases que magoariam você. Mas você tem que se colocar no meu lugar... Primeiro que eu não vou conseguir controlar isso o tempo todo, e quando eu fico rodeada com a aura de Maldade das minhas amigas fica muito pior resistir. Segundo que os meus atos serão diferentes.— Eu sei, eu sei. Eu tô ciente que você mudou, mas eu gosto de você mesmo assim.— Eu não sei se você gosta. Eu não sei se você me conhece mais, nem eu me conheço direito. Eu não sei o que vai acontecer daqui pra frente, portanto... Só não espere tanto de mim, tá bom?— Beleza. Eu sei que aos poucos a gente vai encontrar um equilíbrio.— Eu nem deveria ficar junto de alguém Bom, meu Deus. Por que você não virou um dos bad guys? Seria bem mais fácil hahaha— A vida nunca é fácil. — Matheus decidiu ignorar todas as coisas ruins que ela poderia fazer, se inclinou e a beijou. Ela fez uma expressão meio estranha no início, mas depois deu uma cotovelada nele e o beijou de novo. Os dois seguiram de mãos dadas para casa, conversando....Mostich e Alexandre caminhavam juntos para casa. Os dois riam muito, falavam dos alunos mais novos, apontavam e riam. Eles pareciam aqueles casais malvados dos filmes, que saem apavorando todo mundo na escola.— Eu tô com uma vontade louca de derrubar os livros daquele moleque. — Alexandre comentou, apontou para um menino qualquer.— Vai lá mor! Arrasa. — ela disse, rindo.— Não, não. Não vamos cair no básico, querida.Os dois riam descontroladamente e sem motivo. O lado bom de ser Mal e namorar alguém do Mal é que raramente vocês discordariam de algo ou veriam problema em alguma coisa, ou seja, nada de brigas.O lado ruim é que seu lado Mal só aumentava....Luisia e Douglas seguiam muito bem. Podia-se dizer que esse quase namoro deles era a melhor relação do grupo. Eles decidiram que iam sair juntos algumas vezes e se tudo desse certo, depois iriam namorar.Tudo estava indo muito bem até agora. Um aflorava as melhores qualidades do outro.Eles se encontraram para voltarem juntos para casa. Douglas falava besteirinhas engraçadas que faziam Luisia rir.— Eu acho que a gente podia andar mais juntos na faculdade. — ele disse.— A gente já anda bastante juntos na faculdade. Mas eu tenho minhas amigas né... Por mais que elas tenham diminuido agora.— Tudo bem, tudo bem. É que às vezes eu quero pegar na sua mão e você tá muito longe haha — ele pegou na mão dela.— Você sabe que eu que gosto de tomar o primeiro passo. — Ela puxou a mão e ele olhou assustado, pensando "fiz merda". Mas ele sorriu e beijou ele.Os dois caminharam juntos até em casa, conversando, por vezes um corria na frente do outro e apostavam corrida, mas obviamente Douglas sempre ganhava. Seguiram rindo....Aluria saiu sozinha e apressada. Ela queria chegar logo em casa, aquele dia tinha sido péssimoooooo.— Oi Alu, posso te acompanhar? — Era Miguel. (Em.Cima.De.Uma.Árvore. Como/Onde/Por quê ele tinha subido lá?)— Menino doido, desde daí!! Pode sim, mas eu tô com pressa. — ela saiu andando na frente e ele a alcançou em um segundo.— E ai como foi seu dia?— Nada bem. E o seu?— Foi bem legal até.Aluria não sabia se Miguel estava no seu humor do Bem ou do Mal agora. Isso era o ruim de lidar com meio-termos, você nunca sabia que atitude esperar deles.Eles conversaram um pouco e por mais que Miguel estivesse meio ausente e um pouco distante (também literalmente, já que ele nem tinha tentado pegar na mão dela), ele foi doce e gentil. Brincalhão como ela gostava.— Chegamos. — ela falou.— Nossa, já? O tempo passa muito rápido com você haha — ele falou e ela ficou vermelha. — Então acho que é hora da despedida. Tchauzinho! — ele foi em direção da boca dela, mas deu um beijo na bochecha.Aluria ficou olhando ele partir da porta de sua casa. Por um lado estava decepcionada, já que ele não tinha tentado nada com ela. Agora ela se sentia pronta pra escolher ele. Era bem mais fácil de escolhê-lo quando o Caio não estava por perto pra bagunçar seus sentimentos. Mas ela já tinha magoado muito o Miguel... E agora não sabia mais se ele era a fim dela. Será que um dia ela teria chances com ele de novo ou agora ele só via ela como amiga?...Veliria e Júnior se encontraram no estacionamento. Júnior já chegou de cara feia.— Que porra de atitude foi aquela hoje de manhã, hein? Como que você me sai andando com aquele grupinho de pestes? Eles não são mais confiáveis!!— Desculpa Ju... Mas você já sabia desde o início que seria assim. Eu posso e quero fazer parte dos dois grupos.— Na verdade eu acho que você tem que escolher. Se eu sou de um grupo, você deveria optar por passar mais tempo comigo.— Não é simples assim, eu nunca sei o que vou sentir no momento... E é sempre melhor ficar acompanhada do grupo que o meu humor espelha naquele instante, se não posso acabar ofendendo alguém, ou sei lá...— Você sabe como eu me sinto, Ve. — Júnior falou, num tom dividido entre triste, decepcionado e magoado. — Eu só não sei o que fazer, sabe? Eu te amo, mas eu não sei se suporto ver você fazendo certas coisas.Veliria correu para perto dele e pegou sua mão.— Eu também te amo! Você sabe disso. Mas eu não posso mandar no que já foi importo a mim, sinto muito. Nós sabíamos que seria difícil... Agora temos que aguentar. Sempre é difícil quando num casal um é de um Lado e o outro é do outro.— Eu não sabia que seria tão difícil assim. — Veliria, tentando animá-lo, o beijou.Momentaneamente isso funcionava. Os dois tentaram mudar de assunto e falar de coisas que nenhum dos dois se estressava, apesar de ser um pouco complicado.Mas essa não seria a última briga dos dois, ainda haveriam muitas....Jessie e Lucas marcaram de se encontrar depois da aula.
Sim, Jessie era a nova biscate nervosa da cidade e Lucas se mantinha doce como sempre. Os dois decidiram que iam tentar continuar namorando.Lucas se aproximou e deu um beijou em Jessie. Jessie aceitou o beijo, mas na hora de andar de mãos dadas ficou meio hesitante. Por fim se rendeu.Os dois tentaram manter uma conversa saudável e conseguiram por um tempo. Mas em certo momento, Jessie percebeu que não adiantava fugir, eles teriam que falar sobre a nova situação deles. Quando o assunto acabou e eles ficaram em silêncio por um momento, Jessie falou:— Será que vai dar certo?Lucas a olhou, surpreso. Ele também estava evitando tocar no assunto.— Nós podemos fazer dar certo, amor.— Eu não sei... Na verdade eu não me imagino mais te chamando de "amor". Eu sei que não seria doce com você de novo. Eu sei que você não vai aceitar muitas das coisas que eu vou fazer/dizer. Eu sei que eu vou ficar brava quando você estiver sendo bonzinho demais...— Você tenta saber de muitas coisas. Quando na verdade só devia deixar rolar... — ele disse, sorrindo. Impressionante mas mesmo depois dela escolher o lado do Mal e ele o do Bem, o sorriso dele ainda mexia com ela.— Eu vou tentar. Por você.— Eu sei. Eu te amo. Nós podemos fazer dar certo.— Geralmente não dá certo quando rola um casal de Bom x Mal. Mas eu também... te amo. E vou tentar ao máximo não ser ruim com você ou não fazer coisas que te desagradem. Mas certas coisas você terá que entender...— Juro ser o mais compreensível que eu puder. — ele levantou uma mão pro alto. Os dois riram e continuaram caminhando, como um simples casal normal....Marcabeth saiu das aulas de cabeça baixa. Que dia! Mas diferente de Aluria, ela não queria chegar em casa rápido, queria ir devagar.Saiu andando lentamente, até que Kaique passou por ela.— Oi. — ela disse.— Oi. — ele respondeu, meio desajeitado.— Que dia né! Nossa.— Pois é... — ele olhava pro chão. — Quer companhia até em casa?— Sim, seria agradável.Marcabeth se lembrou de todos os momentos desagradáveis que Kaique a fizera passar. Agora ela olhava para trás e não sentia raiva nem nada, apenas decepção, no máximo. Ela juntava todas as peças e via que Kaique também tinha seus problemas.— Olha... Só queria que você soubesse que... Sobre aquele dia no parque. Tá tudo bem, eu nem ligo mais. Eu vi que depois disso você ficou meio arrependido e se afastou, mas você não precisa fazer mais isso. Eu te perdôo.— Isso é seu lado Bom falando. — ele deu um meio sorriso. — Quero ver a antiga Marcabeth falar desse jeito.— Haha, ela não falaria.— Não mesmo. Mas olha... Sinto muito. Agora que eu sou do Mal eu me sinto muito mais esclarecido sobre muitas coisas... Eu percebi que errei com você antes de vir pra esse Lado. Porque com certeza agora está apitando um barulho horrível na minha cabeça dizendo pra eu te fazer de otária de novo e não pedir desculpas. Mas... eu sei. Sei que errei e por mais que me doa, literalmente, vou me desculpar.— Nossa... — Marcabeth estava vermelha. — Obrigada. Isso foi bem legal da sua parte.— Eu até tentaria ser legal com você, mas simplesmente não ia rolar, Marc. haha Agora então... Chances zero do Kaique aqui ser um cara legal.— Você cria esse escudo sobre você mas eu sei que você é incrível. — Obviamente ela deixou escapar, e no segundo em que falou ela ficou vermelhíssima. Já ia pedindo desculpas, quando ele se aproximou e pegou na mão dela.— Pena que nunca daria certo entre nós. Ou não, talvez não seja uma pena pra você. — Ele sorriu e saiu andando.Marcabeth ficou olhando ele ir embora e se sentiu muito, muito triste. Por um breve momento ela achou que podia ter esperanças. Mas agora parecia que ele ia embora para sempre......Mais tarde, na casa da Mostich, chegaram Jessie, Penton e Veliria. Ligaram o rádio e tocava Make Me Wanna Die de The Pretty Reckless (ouçam, filhotas!).As 4 conversaram sobre seus dias, zuaram algumas pessoas, tiraram sarro uma das outras e comentaram sobre seus irmãos e namorados/pretendentes/ficantes. Ao falar sobre isso, Penton teve uma ideia.— Meninas, o gênio do crime me atacou. Que ideia brilhante eu tive!!! — ela falou.— Não pode ser coisa boa. — falou Mostich, sorrindo.— Com certeza não é. — comentou Veliria.— Desembucha menina, vai vai! — Jessie se sentou mais perto.— A gente vai fazer uma aposta! — Penton sorriu diabolicamente. — Precisamos de algo para levantar os ânimos, não é? E provar que nós definitivamente agora somos Más. Essa aposta vai ser bombástica!As meninas pularam e gritaram, divertidamente. Já imaginaram mil coisas e sabia que coisa boa não estava por vir. Penton sorria. E não tinha um pensamento que se passava por sua cabeça que faria bem para alguém.
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