To Change The Future

4 Prólogo I Parte 4


Notas iniciais
YO! Rory-chan desu~~~~~~ Mais um capitulo aqui pra vocês!

Prólogo I Parte 4

Quinze Anos

Exílio. É uma palavra muito engraçada, não?

Ok, ok, eu vou explicar. Após aquilo, seis meses de pura raiva se passaram. Eu me sentia muito mal e meu temperamento explodia por tudo. Fui mandada para a T&I para seções pelo menos vinte vezes até que Katsumei perdeu a paciência. Foi quando ele me exilou.

Mas, junto comigo foram mais alguns ninjas, alguns que, por causa do Exame Chunnin, a invasão de Kumo e Iwa em Konoha, por causa do que eu fiz nelas... Seguiram-me. Inclusive Riome. Na hora do anuncio ele ficou do meu lado e foi acusado de traição, assim como os outros que me seguiram, mas, por ser de um clã influente, foi perdoado. Mas o estrago já estava feito. Seu clã havia descoberto que éramos amigos e ele foi anunciado para ser punido. Felizmente, ele fugiu conosco antes que pudessem fazer qualquer coisa, e, portanto, ele estava seguro.

Do nosso Konoha Nove, apenas um se recusou a sair de Konoha.

Meu outro companheiro de equipe era totalmente leal a Katsumei. Disso eu sabia. Katsumei o criou após a morte de seus pais durante a guerra de Kumo. Yaichi era uma boa pessoa, mas as situações em que nos encontramos como parceiros não eram agradáveis.

Kamon e Marucero não levaram isso em animo leve, no entanto. Kamon era... Explosivo, e Marucero tinha sido um bom amigo de Yaichi depois de tudo. Marucero estava um pouco chateado, mas Kamon estava explodindo tudo que via pela frente. Do jeito que as coisas estavam, eles não precisariam nem ao menos mandar uma equipe de rastreamento atrás de nós. Era só seguir a trilha de destruição das bombas de Kamon. Ele era um ótimo ninja de demolição, disso eu não poderia negar.

Só esperemos que não vamos ser capturados tão cedo. Eu não queria voltar para o T&I. Já tinha irritado muito Tero quando estava saindo.

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Quinze Anos

Passamos alguns dias fugindo e montando acampamento. Fomos para a direção da vila do redemoinho, que eu descobri ser a vila do meu Clã.

–-Você está bem, Haruka? –perguntou Riome baixo para mim. Ele sorria, mas não tão amplamente quando de costume.

–-Claro. –respondi, balançando a cabeça. –Acha que eu sou fraca, Thoranor? –eu ergui as sobrancelhas.

Riome riu.

–-Não, não. Não quero ser o louco que acha isso, baixinha.

–-Eu não sou baixinha! Sou só desafiada verticalmente. –Eu era só uma cabeça e meia menor que ele! Isso não tinha sido legal. Franzi a testa.

–-Está ficando escuro. –falou Aoi, olhando para o céu.

Aoi era apenas uma gennin ainda, mas não era alguém para se desafiar. Ela tinha cabelos loiros e olhos como o seu nome. Ela era muito inteligente, mas não era uma ninja de ataque. Ela não tinha muita força nos golpes. Mas era rápida e ágil. Ela era uma boa cabeça maior que eu, e meia menor que Riome, o segundo maior do grupo.

Marucero era o maior, por duas polegadas. Tinha um cabelo também loiro. Um loiro sujo, não brilhante e ofuscante como o de Aoi. Ele tinha olhos castanhos e era estrangeiro, de outro continente. Seu nome real era “Marcelo”, mas ninguém podia pronunciar isso, então todos diziam “Marucero”. Eu adorava irritá-lo, chamando-o de Ma-chan. Ele também era mais novo que eu por cinco dias então meio que eu o tinha adotado como meu otouto. O que era estranho, considerando que ele era BEM maior que eu. Ick!

Kakeru era o segundo menor do grupo, apenas maior que eu por pouco mais de um palmo. Ele também era o mais novo. Tinha quatorze, mas faria quinze logo. Ele odiava que o tratassem como mais novo, no entanto.

Kizan era o irmão mais velho de Kakeru. Ele era um chunnin como eu, e um ano mais velho que todos, por ter repetido na academia. Ele tinha cabelos pretos e olhos azuis, como o irmão.

Kamon era um par de centímetros maior que Kakeru. Era moreno e careca. Mas ele sempre usava um capacete como um samurai, por isso não importava muito. Ah, e sempre era importante lembrar-se de não usar jutsus de Katon perto dele. Por que se não, as bombas que e ele carregava por todo o corpo poderiam causar uma explosão de vários quilômetros.

Eu parei de pensar nisso quando paramos.

–-Vamos montar acampamento. –quem disse isso foi Kouha. Ele era alto e tinha cabelos azuis. Menor que Riome por duas polegadas, mas ainda sim, era o ‘líder tático’ do grupo. Ele começou a designar as atividades. Não prestei muita atenção nisso, no entanto. –‘Ruka-chan vai pegar comida, ok?

Eu resmunguei com o apelido estranho. Pelo menos era melhor de “Haru”, que me irritava. Mas assenti.

Como todos saíram para fazer suas funções, ma embrenhei na floresta.

Hey, bola de pêlos! Chamei Juuichibi, cujo nome era Hiro, na minha mente. Ele era muito mal-humorado, mas cooperava comigo quando eu precisava.

Cale a Boca, Pirralha, não falei que era mal humorado esse ai? O que você quer?

Preciso de um pouco de chakra! Eu ainda não me livrei dos selos de supressão de chakra, do T&I.

Ele resmungou, mas logo senti o chakra inundando meu sistema.

Valeu!

Correr usando o chakra de Hiro era muito divertido. Eu ia mais rápido do que eu teria pensado que era possível, mesmo com minhas quantidades absurdas de chakra normal. Achei alguns veados pastando e, depois de ter certeza que não eram do Clã Nara, eu os matei. Foi quando eu senti uma sensação muito, muito fria. Um chakra assustador, como a mistura de ódio de vários séculos. Era pior que o de Hiro.

Virei-me rápido e vi uma raposa. Ela era grande e tinha o tamanho de um cavalo, e tinha nove caudas.

–-K... Kyuubi? –gaguejei assustada. Aquilo estava me assustando o inferno.

–-Kurama, volte! –ouvi uma voz. Por alguma razão, essa voz me acalmou. –Vamos, Matatabi está te esperando na vila! Son Goku está desafiando você para um jogo de Poker de novo!

... Jogo de Poker? Sério?

–-Foda-se! Eu sou horrível nesse jogo! –me surpreendi quando a raposa, Kurama, respondeu.

–-Não seja chato!

Então a pessoa que falava apareceu. Era um homem, alto. Ele parecia ter algo entre trinta e quarenta anos. Ele era loiro, olhos azuis como os meus, usava uma roupa toda laranja e tinha três riscos em cada bochecha. Reconheci o rosto imediatamente. Quantas vezes tinha visto o rosto dele na montanha Hokage?

–-U... UZUMAKI NARUTO! –exclamei.

Ele olhou para mim e seus olhos se arregalaram.

–-Quem é você? –perguntou ele, tenso.

Eu recuei um pouco. Devia ter mantido minha boca fechada.

–-Haruka... –murmurei, mordendo os lábios. –Meu nome é Haruka.

–-O que está fazendo aqui, Haruka-san? –perguntou ele. Ele estava chegando cada vez mais perto. Eu recuei um passo, mas tentei não entrar em pânico. Ele não iria me matar... Certo?

–-Eu... Estou fugindo. –admiti.

–-De quê?

–-Fui exilada de Konoha. –não pareceu tão ruim dizer isso quanto eu pensei. –Algo sobre desobediência ao maldito Hokage. –eu encolhi os ombros.

Foi quando eu percebi o chakra de Naruto. O homem tinha uma chakra calmante a agradável. Era quente e... Reconfortante. Eu sentia a necessidade de contar tudo para ele. Senti que podia dizer a ele tudo, que ele iria me ajudar. Eu sentia que queria chorar e abraçar ele. Mas eu não entendi por que. Nem mesmo com Iruka-sensei, a pessoa que eu fui mais próxima em toda a minha vida eu havia sentido isso.

Naruto sorriu para mim.

–-Acho que você já sabe quem eu sou... Eu sou UZUMAKI NARUTO, Herói da 4ª Guerra mundial ninja, — ttebayo! –exclamou ele. O sorriso dele era radiante, quase me cegou. E, se eu não soubesse melhor, eu não teria notado o quão falso era aquela mascara.

Eu sorri. Ele era melhor do que eu tinha imaginado.

–-Já que você se apresentou eu vou me apresentar também. –eu apontei para o meu peito com o polegar. –MEU NOME É UZUMAKI HARUKA! Eu sou Jinchuuriki do Juuichibi, e ex-kunoichi de Konoha!

Nessa hora, Naruto travou e me olhou, com os olhos arregalados.

–-U... Uzumaki... Haruka? –perguntou fracamente.

Eu assenti um pouco preocupada.

–-Haruka-chan? –perguntou novamente.

Nesse momento, meus olhos já estavam aguados. Eu não queria chorar, mas não conseguia segurar. Eu finalmente... Finalmente, depois de muitos anos, estava encontrando meu pai.

–-Sim... Sou eu. –murmurei, timidamente. –Sou eu, papai.

A próxima coisa que eu sabia é que eu tinha sido levada ao chão. Pai me abraçava com força, tremendo.

–-Senti sua falta, Haruka-chan. –a voz dele era rouca.

Eu fechei os olhos, deixando finalmente as lágrimas escaparem.

–-Papai... –sussurrei.

Talvez não fosse tão ruim chorar, afinal.

Notas finais
Reviews meu povo lindo? ~~~~