To Change The Future
6 Prólogo II Parte 1
Notas iniciais
O nascimento de Riome.
O dia era calmo e sem nuvens, era uma manhã de brisa leve e o sol surgia aos poucos na vila de Konoha. Era um dia muito especial para o Clã Thoranor.
Todos os ninjas do clã já estavam reunidos, loucos para ver o nascimento do filho de Kazuki, o atual líder do clã. Não demorou muito e o bebe berrou, demonstrando a todos que ele tinha vindo a salvo ao mundo. Imediatamente todos os presentes fizeram festa, comemorando o nascimento do futuro líder.
Depois de alguns exames, o médico que realizou o parto apareceu na varada da casa de Kazuki. Em suas mãos trazia um pequeno bolinho de carne, mais conhecido como Thoranor Riome. O bebê foi apresentado a todos os membros, os quais obedientemente se curvaram diante de seu futuro líder.
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Aniversário de quatro anos.
Oi, meu nome é Riome, você sabia que ontem foi meu aniversário de quatro anos? Sempre que eu faço aniversário papai me leva no restaurante do meu tio, você sabia que meu tio tem uma máquina gigante que faz coisas gostosas? Ele me dá várias bolinhas de chocolate que papai me disse que se chama brigadeiro, você sabia que eu amo chocolate?
Papai também me leva na padaria do meu primo. Vou falar bem baixinho para ninguém ouvir, não conta pra ninguém tá? Ontem meu primo me levou em um lugar lá dentro da padaria, e me mostrou um monstro, esse monstro é muito gelado, eu fiquei com medo, porque eu nunca tinha visto esse monstro na minha vida, e ai meu primo tirou de dentro do monstro um pirulito e quando eu mordi doeu meus dentes de tão gelado! Eu fiquei com muita raiva, porque aquele monstro feio tinha me atacado, mas ai meu primo tirou o rabo dele de dentro de dois buraquinhos na parede e o monstro morreu. Eu não sei por que aquele pirulito era tão bom, meu primo disse que ele se chama sorvete, eu adorei.
No fim do dia meu teve minha festa, veio um montão de gente e vários amigos meus. Eu adoro muito meu aniversário...
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Primeiro dia na academia.
Minha vida era tão legal... Eu dormia tão bem... Mas ela tinha que chegar! O pior evento que aconteceu nada minha vida é quando chegou à época da academia ninja. Na verdade eu odeio ninjas, não é meu sonho ser um deles, nunca foi e nunca será. Porém eu sou o filho mais velho de três irmãos. Graças a esse azar de minha vida sou obrigado a suceder o meu pai. Ou seja, serei o próximo líder. Infelizmente não tenho opção, não posso negar. Não vivo por mim, vivo pelo clã, sou apenas mais uma arma dessa maldita sociedade, desse mundo estúpido. Desde criança fui treinado tanto na parte intelectual quanto na parte pratica para me tornar líder do clã. Por isso, não vou passar dificuldades nessa escola militar, onde crianças que deveriam estar brincando, são treinadas para se tornarem Shinobis.
Não posso dizer isso tudo que acabei de te falar para o meu pai, do contrário eu seria severamente castigado. Por isso finjo amar os treinamentos, finjo ter o sonho de me tornar o próximo líder clã. Mas minha vida não é tão ruim! Eu tenho uma bela vantagem, afinal como sou o futuro líder, muitas mulheres querem ser minhas namoradas. Bem, eu não ligo e me divirto muito com elas... Adoro fazê-las pensar que me têm na mão, só pra ganhar um beijo. Apesar de ter apenas oito anos, eu já tenho sabedoria masculina suficiente para saber o quanto às mulheres são ótimas. Perdi minha infância cedo e sou uma espécie de adolescendo precoce.
(Dias depois)
Eu estava sonhando que era o Líder do país do chocolate. Estava prestes a declarar os vegetais proibidos quando...
–-RIOME ACORDA MOLEQUE, TÁ NA HORA, EU ESTOU TE CHAMANDO FAZ CINCO MINUTOS! FICOU SURDO OU MORREU?
Berrei levantando da cama com o susto. No que eu levantei rápido meu pé se enroscou nas cobertas e eu tropecei caindo de boca no chão... Minha mãe é louca, nunca tente desobedecê-la, afinal se ela assusta até meu pai, imagine o que fará com crianças como nós? Eu não estava nem um pouco disposto a sair daquela cama, eu queria dormir, queria ficar quentinho naquela cama, naquele escurinho gostoso, naquele lugar maravilhoso chamado quarto. Mas ela já estava meio estressada, estava naqueles malditos dias, então pensei que não seria vantagem voltar a deitar. Então fui tomar banho...
(Algumas horas depois)
Depois do banho e do maravilhoso café da manhã era hora de sair. Minha maldita e chata jornada ninja começaria agora...
–-Aqui, filho. –minha mãe me deu uma barra de chocolate. –É pra você. Cuidado na escola, não fale mal de ninguém, faça amigos e tire boas notas. Também não se aproxime de nenhuma garota de sangue impuro. Não queremos que o seu filho seja um sangue sujo. É seu dever continuar a linhagem sangue-puro dos Thoranor.
–-Tudo bem mãe, pode deixar... –concordei.
Sai de casa e rumei para academia. Odeio muito meu clã. Eu simplesmente não posso ter nenhuma amiga mulher que não seja uma Thoranor. Meus pais tem medo de rolar algo e eu querer me casar com ela. Essa coisa de sangue puro e sangue sujo me irritam! Vou explicar para você. No meu clã, existem dois tipos de famílias: os sangue-puro e os sangue-sujo. Sangue-puro é aquele que é completamente Thoranor, ou seja, o pai e a mãe pertencem ao clã. Os sangue-sujo são aqueles que ou o pai ou a mãe não pertencem ao clã, ou seja, são metade Thoranor.
No clã não existem muitos sangues-sujos e os que existem são odiados. E eu como futuro líder, tenho que ter um filho sangue-puro, do contrário eu quebraria a regra natal.
Isso me irrita. Além de não poder escolher minha profissão... Ainda sou proibido de escolher a mulher que eu amo.
Eu queria ter nascido dois anos mais tarde... Assim meu irmão seria o futuro líder e eu estaria livre dessa maldição!
Sai dos pensamentos raivosos para prestar atenção no meu caminho. Cheguei à academia rapidamente.
Era um dos prédios que foi reconstruído após a guerra, e agora era composto por duas construções de três andares cada. Entre elas havia o pátio que também era usado como campo de treinamento ao ar livre para as aulas de taijutsu.
Havia um professor parado na entrada apresentando as salas aos alunos novos. A minha sala era a 204 e ficava no segundo andar do Bloco A. Era um lugar enorme, com varias carteiras e forma de escada, de forma que não houvesse pessoas atrapalhando a visão das outras. Ai eu pergunto pra que isso. Quero dizer, somos ninjas. Não trabalhamos com a parte de história ou qualquer coisa assim. Nós lutávamos, e é só isso que precisamos fazer! Que idiota...
Fiquei observando as nuvens, até que nosso querido sensei entrou. Era um cara mediano, com uma enorme cicatriz no nariz. Tinha alguns cabelos brancos, uma barba rala e em minha opinião ele parecia um mongo:
–-Olá crianças! Meu nome é Iruka. É um prazer conhecer cada um de vocês! Para começar nossas aulas vamos primeiramente conhecer cada um de vocês! Digam seus nomes e a razão pela qual querem se tornar ninjas!
A primeira a responder a pergunta foi uma garota. Ela tinha cabelos lisos, bem negros e curtos. Tinha olhos escuros e um pouco grandes demais. Era um pouco assustador...
–-Olá sensei, meu nome é Sato Yuka! Eu escolhi ser uma kunoichi porque quero ser como a lendária Senju Tsunade, que fez muito sucesso tanto como Hokage como ninja médica!
Ele sorriu para ela, que me fez concordar com minha opinião anterior de que ele era um mongo.
–-Isso é ótimo Yuka! Trabalhe duro e seu sonho será realidade!
Sim. Com certeza um mongo.
A segunda pessoa a responder foi um garoto. Ele parecia totalmente preguiçoso e muito mal-humorado:
–-Meu nome é Nara... –ele bocejou. –Kagame. Eu não quero ser ninja, mas não encontrei nada melhor pra fazer. Só isso.
A sala inteira riu e o sensei pareceu divertido.
–-Com certeza a preguiça está no DNA do clã Nara.
O garoto não respondeu e pela forma como seus ombros de moviam eu suspeitei que estivesse dormindo.
A próxima pessoa a responder foi à menina mais feia que eu já vi na vida! Ela tinha a cabelo bem curto e de cor verde. Usava um óculos fora de moda. Tinha a cara sardenta e usava aparelho nos dentes tortos e amarelos. Era a típica garota feia e nojenta. Mas não bastava ter a cara feia, ela também falava coisas idiotas:
–-Sensei meu nome é Yamomushi Tya. Quero ser uma ninja porque meu sonho é viajar pelo mundo! Quero tirar fotos, conhecer lugares que antes eu só via por livros! E só sendo uma ninja eu posso realizar meu sonho!
O sensei sorriu desconfortável. E eu revirei os olhos. Ninja não era ser um agente de viagens que viajava pelo mundo todo para ver todos os lugares... Era uma profissão de assassinato. Estavamos em guerra. Como ela podia ser tão retardada?
–-Bem, quem quer ser o próximo?
Ninguém se manifestou. Parece que agora o sensei chegou à turma dos tímidos, Pensei.
Como ninguém levantou a mão o sensei resolveu escolher.
–-Você menininho, e ai, por que quer ser um ninja?
E claro que o azarado era eu.
–-Meu nome é Riome... –respondi, timidamente. –Eu quero ser ninja porque... Não sei...
Ele me olhou curiosamente.
–-Não tenha vergonha! Todo mundo tem um sonho! Qual é o seu?
–-Eu não tenho sensei. Eu sou o herdeiro do clã. Meu dever é apenas ser o líder como um ninja forte. Se eu pudesse escolher meu destino, eu não seria o que serei e sim o que quero ser.
Ele ponderou um pouco.
–-E o que você quer ser?
Eu hesitei.
–-Livre. Eu quero ser livre, não quero ser ninja, não quero ser líder, não quero ser nada. Não quero ter a responsabilidade de um ninja, de morrer nessa guerra... E muito menos quero a responsabilidade de um líder. Eu só queria que o mundo fosse diferente.
O sensei começou a andar na minha direção. Algumas pessoas riram e eu comecei a me sentir um pouco inseguro. Talvez eu não devesse ter dito aquilo...
Ele estendeu a mão na minha direção e eu fiquei tenso. Fechei os olhos e...
Senti sua mão sobre minha cabeça. Abri meus olhos, um pouco mais relaxado e observei seu sorriso.
–-Riome-kun, não se sinta assim. O mundo pode ser cruel, mas ele te ensina valiosas lições. Por mais que as coisas não sejam do modo que você quer, não desanime! Faça o melhor para mudar sua realidade.
Isso me deixou confuso.
–-O que quis dizer com isso sensei?
–-Não importa que o destino tenha reservado o “A” para sua vida. Se você quiser pode correr e trazer para sua vida o “B”.
–-Mas como? Como sensei? Não é possível mudar um destino como o meu! Eu não posso deixar de ser quem sou.
–-Acredite. Você pode Riome-kun.
Eu não disse mais nada, e me segurei para não chorar, aquele sensei era o melhor, eu definitivamente iria torna-lo meu amigo.
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A menina demônio.
Quando isso me aconteceu eu já estava quase me formando na academia. Na época eu tinha só 10 anos, mas por minhas notas excelentes provavelmente eu seria o primeiro aluno da classe a passar no exame de graduação com a turma veterana.
Era mais um dia de aulas chato. Eu estava entediado como de costume. Assim que eu cheguei à academia, meu melhor amigo, Ranma Yato estava me esperando com um belo sorriso no rosto.
–-Ei Yato, você aqui tão cedo? –perguntei. Yato nunca foi um madrugador.
–-Hoje é um dia especial esqueceu? Todos os veteranos querem ver os novos alunos. –explicou ele animadamente.
–-Por quê? Algum filho de ninja famoso vai entrar para academia? –É, eu definitivamente tinha esquecido.
–-Melhor. –os olhos de Yato brilhavam. –Muito melhor meu amigo.
–-Então o que?
–-A menina demônio está entrando na academia.
Fiquei boquiaberto com a notícia. O que ela vem fazer aqui?
–-É sério mesmo Yato? Você não ouviu errado?
–-Tenho certeza que não. É ela mesma, ela vai entrar para academia.
–-Isso é assustador. –reclamei. –Mas como será que ela é? Meus pais nunca me deixaram vê-la.
–-Os meus também não. –respondeu. –Só que de acordo com as lendas, ela é pálida, tem quatro chifres, nariz de bruxa, uma verruga enorme do lado da boca e cabelos vermelhos.
–-Credo, ela é mais feia que a Tya então?
–-Pois é. E eu que pensava que essa academia não podia ser pior.
–-Konoha está se afundando cada vez mais, como pode? O que o Hokage está pensando? Como pode colocar esse tipo de monstro na academia ninja?
–-Vamos esperar Riome. Tomara que a lenda seja verdadeira, eu quero tirar uma foto dela.
Esperamos por mais alguns minutos até que os calouros chegassem. Tinha muita gente foi entrando e eu e Yato estávamos observando cada característica. Só que nenhuma batia com a garota da lenda.
–-Poxa Yato, a lenda era falsa cara.
–-Calma, ainda faltam cinco minutos para as aulas começarem, pode ser que ela apareça.
–-Pode ser.
Os cinco minutos passaram, e mais ninguém apareceu, eu e Yato ficamos muito chateados, pois não conseguimos ver a menina demônio, então fomos para nossa sala enfrentar a desgraça da existência de todos os estudantes: As aulas.
(Naquela noite)
Eu estava estudando em meu quarto, quando minha mãe me chamou dizendo que o telefone estava tocando. Suspirei mal-humorado e desci para atender.
–-Alô, quem está falando?
–-Riome sou eu!
–-Yato? Ei cara, qual é a boa?
–-Recebi novas informações sobre a menina demônio, segundo fontes ela foi vista hoje na academia, por volta das 10h.
–-O que? Isso é impossível, ficamos de vigia o tempo todo. Ninguém apareceu.
–-Me disseram que ela sabe usar o henge e foi escondida. Parece que ela é mais habilidosa do que nós esperávamos
–-Yato, essa putinha ousou nos enganar? Isso me deixa furioso, conseguiu alguma informação a mais?
–-Claro! –respondeu ele, animado. –dizem que ela mora em um pequeno barraco na rua, próximo à Praça Sarutobi, acho melhor você ir lá verificar.
–-Deixe comigo, hoje mesmo eu vou aparecer por lá.
–-Espero ótimas notícias, agente Riome. Não se esqueça de levar a câmera e tirar fotos.
–-Deixe comigo, vou cumprir minha missão.
Desligamos o telefone. Cara isso era muito daora. Finalmente tínhamos alguma informação sobre a menina demônio. E eu tinha que descobrir se eram verdadeiras ou não. Sorri levemente para mim mesmo. Eu estava disposto a cumprir minha missão.
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