To Change The Future
2 Prólogo I Parte 2
Notas iniciais
Prólogo I Parte 2

Oito Anos
Já estou na academia a duas semanas, e comecei há aprender um pouco sobre meus companheiros de sala. Havia Kouha, o garoto alto que era ótimo em estratégias. Aoi, a menina um pouco tímida e com falta de confiança, mas divertida. Kakeru, o mais novo dado como gênio. Kamon, o especialista em dinamites. Marucero, o estrangeiro que adorava cozinhar. E vários outros. Nunca falei com nenhum deles, mas quem gostaria de falar com a pária da aldeia, afinal?
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Onze Anos
Esse era meu ultimo ano na academia. Depois que eu pulei um ano, eu acabei na sala de um professor agradável. Seu nome era Iruka. Ele era um dos professores mais velhos dali e tinha uma cicatriz que atravessava seu nariz. Perguntei-me como ele a tinha conseguido e não morrido com isso.
Mas, como eu disse, ele era agradável. Varias vezes ele me surpreendeu, levando-me para comer Rámem em sua casa. Ele dizia que queria levar-me na barraquinha de Rámem de Teuchi-ojii-san, mas o velho estava morto e a barraquinha não existia mais.
Ele também disse que havia sido professor de papai, na época em que ele estava na academia. Contou-me varias histórias.
Quando eu estava com Iruka-sensei, a vida era um pouco mais clara. Era mais feliz... Eu me sentia aliviada por saber que havia uma pessoa que não me odiava.
Ele também me ajudou com meu problema do Bunshin no Jutsu. Contou-me sobre uma variação legal, o Kage Bunshin no Jutsu, que eu aprendi rápido. Ele também disse que se eu quisesse usar Bunshins normais, teria que melhorar meu controle de chakra e mesmo assim, ainda não poderia fazer só um ou dois.
“É como pegar areia” dizia ele. “Você pode pegar um punhado facilmente. Mas é muito difícil pegar apenas um grão”.
Eu concordei com ele. E, com o Kage Bunshin, eu tinha certeza que passaria no teste da academia.
Ele era minha primeira pessoa preciosa. A única que eu podia me lembrar que me viu chorar.
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Onze Anos
Eu olhei para os meninos a minha frente. Já graduados. Eles tinham sorriso maliciosos. Como se soubessem algo que eu não sabia.
–-Então você é aquela menina que roubou nos exames e bateu o meu irmãozinho, não? –disse o de cabelos castanhos. Vagamente o reconheci como o irmão mais velho de Tayou. Um menino civil da sala que andava por lá como se fosse dono do lugar.
–-Eu não roubei nos exames. –rosnei para ele. –Passei por meu mérito. Eu não sou idiota e bebê chorão como o Tayou.
O irmão dele olhou para mim, um pouco irritado, então apontou para os dois garotos que o ladeavam.
–-Nós somos todos Gennins, sabia? Legal, não?
Eu encolhi meus ombros, lançando-lhes um olhar mal-humorado.
–-E daí?
–-E daí... Que nós temos permissão para usar Kunais de verdade. –ele sorriu maldosamente em quanto retirou uma kunai da bolsa.
Eu rosnei para ele. Ele estava tentando me assustar?
–-Quer me bater? –perguntei, sarcasticamente. –Então bate. Pode vir... Mas bate para matar, por que se você se segurar um pouquinho, eu vou te mandar chorando, igual seu irmãozinho Tayou.
Talvez eu não devesse ter deixado meu temperamento subir... Mas aquele menino estava pedindo! Felizmente, eu só recebi um castigo por brigas na aldeia. Uma multa. Tive que pagar o subsidio mensal que comecei a receber após iniciar a academia, e fiquei sem dinheiro por dois meses, mas tinha meus meios de sobreviver.
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Onze Anos
O exame da academia tinha sido mais fácil do que eu pensava que seria. Mas o numero de alunos era impar, então teríamos uma equipe de dois integrantes e as outras de três. Eu estava aliviada que finalmente eu seria considerada ninja, e o conselho civil não teriam mais poder sob mim (Não consigo contar o numero de vezes que eles me impediram de ter uma casa. Eu não me importo de dormir ao relento, por que eu nunca fico doente, mas é incomodo acordar com algum bêbado decidindo se aproveitar de você ou algo assim).
Iruka-sensei sorriu para mim, e eu sorri de volta. Era o dia da divisão das equipes e eu estava feliz. Bem, mais ou menos. Eu sabia que isso significava que Katsumei teria mais poder sobre mim agora, o que significa que ele poderia fazer o que quisesse, mas, novamente, ele provavelmente não ia me matar. Ele me precisava como uma arma.
–-SILÊNCIO! –eu pulei um pouco quando percebi que Iruka-sensei tinha usado a Cabeça Grande No Jutsu. Era assustador, e todos calaram a boca rápido. –Ok. Agora, as equipes serão de três gennins e um jounnin. Vou começar a dividir as equipes. Equipe um...
Eu me desconectei das palavras dele. Embora eu adorasse Iruka-sensei, não podia negar que quando ele começava a falar e falar me dava sono. Eu nunca fui do tipo que gostava se ficar sentada atrás de uma mesa ouvindo alguém falando.
–-Equipe Sete Uzumaki Haruka... –eu olhei para ele, quando percebi meu nome. –E Shiranui Yaichi.
Eu fiquei numa equipe de apenas duas pessoas? Perguntei um pouco confusa. Não devia ser três?
Olhei para Yaichi. Ele era um garoto tímido que sempre se sentava na frente. Ele parecia nervoso, tinha cabelos cor de areia e olhos castanhos escuros. Ele estava pálido quando olhou para mim.
Ele tem medo de mim? Perguntei-me, confusa. Por que infernos ele tem medo de mim?
Após o almoço iríamos conhecer nossos Sensei, e o meu foi um dos primeiros a chegar. Ele era um homem alto, de cabelos negros e um par de cicatrizes no rosto. Junto com ele também havia um garoto, de cabelos alaranjados e olhos verdes. Ele tinha em torno de doze anos e usava o colete Chunnin.
–-Equipe Sete? Meu nome é Raikou Kaito. –chamou ele. –Eu serei seu Sensei a partir de hoje. E esse é Thoranor Riome, meu aprendiz e seu companheiro de equipe.
O garoto, Riome e olhou para nós como se nos analisassem. Ele retirou algo da bolsa de kunais e por um segundo fiquei tensa, pensando no que meus antigos senseis tinham tendência a fazer, mas ele não tirou de lá uma kunai ou shuriken. Na verdade, ele tirou um chocolate.
Ele mordeu a ponta do chocolate e sorriu para nós.
–-Vocês parecem fracos. Tem certeza que são ninjas? –perguntou ele, casualmente.
Lutei para controlar meu temperamento e, ao invés de tentar arrancar sua cabeça, apenas lhe dei um olhar sujo. Já Yaichi encolheu os ombros, ainda parecendo um pouco assustado.
Riome sorriu ainda mais amplamente.
–-Riome. –repreendeu o Sensei. O menino se calou, mas ainda tinha aquele sorriso um pouco irritante no rosto. –Se apresentem. –ele apontou para nós dois. Eu encolhi os ombros, decidindo deixar Yaichi começar.
–-M... Meu nome é Shiranui Yaichi. –murmurou ele, apenas alto o suficiente para ser ouvido. Ele empurrou os óculos, que estavam caindo. –Tenho doze anos. Eu gosto de ler, e não gosto de pessoas que me deixam nervoso.
Eles olharam para mim. Eu suspirei, e brinquei um pouco com a ponta do meu cabelo vermelho.
–-Meu nome é Uzumaki Haruka. –falei, encolhendo os ombros. –Tenho onze anos. Eu gosto de... –eu parei. Do que infernos eu gostava? Não havia muitas coisas que eu poderia gostar no fim. –De cores brilhantes. –decidi. Sim, isso era uma coisa agradável. –E eu não gosto das pessoas de Konoha.
Kaito-sensei me lançou um olhar incrédulo.
–-Por que infernos você diz isso? –ele parecia chocado.
–-Tente gostar das pessoas que te desprezaram, surraram e estupraram em toda sua vida. –minha voz era irônica.
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Onze Anos
–-Ouvi de Kaito que você odeia nossa vila, Haruka-chan. Ele disse a verdade?
A voz do Hokage me incomodou, e eu não conseguia encará-lo.
–-Sim, senhor. –respondi, tremula. Amaldiçoei internamente por não manter a boca fechada. Agora eu iria pagar por minhas palavras.
–-Mais uma passagem pelo T&I para você, criança. –ele sorriu cruelmente quando eu fiquei pálida.
Mal sabia eu que nos próximos anos, esse dialogo se tornaria comum.
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Doze Anos
Eu estava voltando para minha casa, um apartamento velho e empoeirado que eu comprei após ter me tornado ninja (finalmente pude ter dinheiro para comprar algo...). Eu estava sangrando. Minhas roupas eram úmidas. Eu havia cometido um erro durante a missão de hoje, o que quase nos custou o sucesso dela, e o maldito Hokage decidiu que eu precisava de uma lição. Mandou-me novamente para Tero. Escusado dizer que ele só aumentou minha fobia por banheiras de água gelada, quando quase me afoguei na banheira com gelo. Tero teve que me ressuscitar novamente, porque meu coração parou.
Doía.
Quanto mais eu pensava nisso, mais eu queria chorar. Sorri amargamente. Eu não iria chorar. Chorar era uma fraqueza. E eu não ia ser fraca.
Minha cabeça estava pesando, e eu sentia meus olhos quererem se fechar. Eu quase caí ali mesmo, quase entrei em colapso. Apenas mais um passo, apenas mais um passo... A perna esquerda e depois à direita... Vamos não é tão difícil, Haruka...
Mas tudo doía. Meus músculos protestavam. Não pela primeira vez eu desejei que só estivesse morta.
Minha visão estava ficando embaçada. Meu rosto estava quente. Uma febre? Eu não sabia dizer...
–-D... Droga... –murmurei pela minha respiração. Não dava mais. Eu não conseguiria mais me mover. Se ao menos...
Se ao menos houvesse alguém que se preocupasse comigo... Tudo ficou escuro...
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–-Ei! Haruka? Ei!
Quem está falando?
–-Haruka, acorde! Vamos lá, você não pode morrer por causa de algo assim! HA-RU-KA!
Eu gemi baixinho. Não estava morta. Por um segundo, não sabia se devia reclamar ou comemorar. Abri meus olhos devagar, mas logo fui cegada pela luz. Gemi de dor e fechei-os novamente. Caramba...
–-Ah! Desculpe! Eu já apaguei as luzes, pode abrir os olhos agora, Haruka!
Eu obedeci. As luzes estavam mesmo apagadas. Pisquei algumas vezes antes de reconhecer o garoto de cabelos espetados laranjas.
–-Riome? –perguntei grogue.
Ele sorriu e pegou um chocolate do bolso.
–-Sou eu! –exclamou ele.
Eu não conseguia entender. Até hoje, ele sempre pareceu distante, como se me odiasse. Por que ele está assim agora? Por que ele me ajudou?
Vendo minha expressão, Riome suspirou.
–-Desculpe. –falou ele, em tom baixo. –Meu clã preza muito o sangue puro, e fazer uma amizade de fora do clã é punível com um veneno, que nos torna intocáveis... Meu clã é especialista em venenos, você sabe? Nosso sangue é venenoso. Se ele cair em você vai ficar letárgica, ou desmaiar... E se cair em sua boca, olhos ou entrar em uma machucado aberto, é letal... –ele explicou. Eu pisquei atordoada.
–-Eu achei que você me odiasse. –murmurei.
Ele balançou a cabeça.
–-Não, mas eu não posso fazer amigos, então...
–-Eu vou ser sua amiga. –isso saiu de mim, antes que eu pudesse segurar.
Oh, Kami, o que foi que eu disse?
–-M... Mas... O veneno... –ele parecia atordoado.
Eu suspirei. Já tinha me metido nisso, acho que podia dar um jeito...
–-Então vamos fazer o seguinte... –falei, me sentindo inspirada. –Vamos fingir que nos odiamos aos olhos do publico, assim sua família não desconfiaria que somos amigos quando estamos sozinhos!
Ele me olhou, com os olhos brilhando com uma felicidade honesta. Eu me senti bem comigo mesma, só vendo o olhar dele. Eu senti que tinha feito uma coisa boa, que eu não era o demônio do mal que todos diziam.
Eu me senti feliz.
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