To Change The Future

14 Capitulo Filler. Uma viagem nada agradável Parte 1.


Notas iniciais
Olá, quanto tempo pessoal, depois de dois meses sem postar trago a vocês um capitulo filler. Espero que gostem, até a próxima.

Era uma tarde maravilhosa de verão, eu caminhava tranquilamente pelas ruinas onde nos encontrávamos, tudo continuava como de costume, Naruto jogava baralho com os Bijuus, Shikamaru tirava um cochilo, Lee e os demais treinavam loucamente, apenas eu e Haruka estávamos sem fazer nada, por essa razão resolvi sentar ao lado dela para passar o tempo:

–-Bela tarde não acha? – Perguntei para iniciar algum dialogo.

–Hm-hum. -respondeu ela, franzindo a testa em concentração.

–-Haru... O que te preocupa? – A preocupação era facilmente visível pela expressão no rosto de Haru.

–-Eu não estou preocupada! -mentiu ela descaradamente, com um sorriso. -Ok, talvez um pouco. -admitiu, depois de um segundo. -Mas está tudo ok! -ela sorriu novamente.

–-Sério? — Perguntei desconfiado. — Não é isso que diz seu olhar. Eu não vou sair daqui até que você diga a verdade.

Haruka riu.

–-Baka, está tudo bem. -ela sorriu amplamente. -Eu só sou responsável pela comida essa semana. Chouji-ojii-san vai cozinhar como sempre, mas eu tenho que fazer um relatório do estoque no fim da semana. -o sorriso dela escapou um pouco do rosto. -Só... Só que o estoque está quase no fim. A última pessoa que fez a tarefa não deve ter feito muito bem. Com a comida que temos eu não acho que vai durar três dias...

–-Responsável pela comida? Eu fiquei responsável pela vigia noturna, sabe o que é ficar a noite toda escutando as piadas sem graça do Lee? É um demorado teste de resistência pra mim. – Haru me encarou com um olhar de “Vá descansar, quero dormir tranquila essa noite” – Ei! Não me olhe assim, eu já dormir, não vou acabar dormindo durante a vigia pode ficar tranquila. Agora mudando de assunto, você já contou o ocorrido ao Naruto? Ele precisa ficar sabendo.

Haruka zombou, com um olhar um pouco azedo cruzando seu rosto.

–-Eu não posso falar pra ele. Tou-chan tem muitos problemas para precisar ficar sabendo disso. Além do mais. –Haru me encarou séria. -Você nunca passou fome, Riome-Ouji, e não se preocupe, eu não vou deixar você passar. -ela abriu um sorriso um pouco tenso. -Não é a melhor sensação do mundo. E, de qualquer forma, eu posso dar um jeito sem falar para o Tou-chan.

–-É mesmo senhora incrível? — Perguntei de forma sarcástica. — Sua majestade teme que o local onde nos encontramos não é dos melhores, se não percebeu aqui não existem animais comestíveis e digamos que a vila pacifica mais próxima fica muito distante. Acha mesmo que pode resolver tudo isso sozinha?

Ela riu.

–-Eu posso. -o sorriso dela não deixou o rosto. -Quem disse que eu preciso de uma vila pacifica? Eu nunca vivi em uma. Isso não é mais que um monte de baboseiras. Apesar que Tou-chan não vai aprovar. Ele está sempre tentando evitar que eu corra perigo. -ela fez uma careta.

Haruka me irritava, sempre com aquele sorriso não importava a situação, sempre querendo ajudar seus companheiros da melhor maneira possível. O seu jeito de ser era um que eu não poderia aprovar:

–-Idiota... Você é tão... O que você tem na cabeça? Você acha que eu vou simplesmente deixar você invadir uma vila sozinha? Nem pensar, eu irei com você nessa jornada, do contrário estarei indo agora revelar tudo ao Naruto, o que você escolhe?

–-Ugh! -ela exclamou, como se tivesse acabado de levar uma picada. -Mou, Riome. Você realmente estraga minha diversão. Além do mais, mesmo que você vá só vai atrapalhar, com esse seu cabelo laranja chamativo, cabeça de cenoura! -ela bufou.

–-Não tente me impedir- Nesse momento uma luz me veio à mente – Haru sei exatamente onde ir, há muito tempo eu e meu pai fomos passear em um vilarejo ele é rico em alimentos. Claro que meu pai não foi lá para comprar nada disso, fomos lá pois naquele lugar existe a melhor loja de chocolates do país do fogo, vai ser bom que eu poderei reabastecer meu estoque de doces. A vila não é pacifica além de ser aliada de Konoha, fica a umas três horas daqui se formos a pé, agora se voarmos... – Sorri –

Haru dá um leve tapa na minha cabeça.

–-E TEM ALGO MAIS CHAMATIVO QUE ISSO? -berrou e bufou. -Voar é uma péssima ideia, mas o vilarejo parece algo legal. Apesar de tudo você vai ter que tingir o cabelo, para não chamar atenção...

–-Sua piada foi tão boa quanto as do Lee... Não me venha com essa de chamativo, sei muito bem que você está com medo do Garaó, mas não tem problemas vamos voando até boa parte do caminho o pouco que faltar seguíamos a pé. O chato vai ser convencer aquela vespa maldita, já que ela se nega a me ajudar se não for por uma batalha.

Haruka revirou os olhos.

–-Não sei se percebeu, mas seu cabelo é tão chamativo quanto o macacão laranja do meu pai. E aquilo quase queima os olhos. E eu não estou com medo dele! Mas se formos por ar seremos alvos fáceis. Além do mais, eu tenho um plano!

–-Um plano? Okay pode dizer.

–-Suas invocações são chamativas, mas as minhas podem nos deixar lá perto sem serem vistas. -ela sorriu. -Karumaru e Yamimaru são os gêmeos mais rápidos que eu tenho e eles são realmente fortes o suficiente para nos carregar. Se formos por terra, com a velocidade deles vamos demorar em torno de uma hora a 50 minutos. Meia hora se fossemos com Arashi-kun, mas ele é um filhote e só faz entregas por ser pequeno. -ela falou, pensativa.

–-Uma viagem de três horas em 50 minutos? – Engolir em seco. – Eu não curto viajar por terra, ainda mais em uma grande velocidade, eu sinto que a qualquer momento vou bater em uma árvore ou qualquer outra coisa, sempre me senti mais confortável no ar, além das suas invocações serem... – Tremi antes de dizer o nome. — Raposas... Depois daquele episódio com Kurama eu acho que todas me odeiam. Mas ninguém mandou ele ser um péssimo parceiro no truco. – Bufei. –

Haruka inclinou a cabeça para o lado.

–-Medroso! -exclamou, de repente.

–-Não sou medroso — Sorri sem jeito. — Apenas não curto a ideia de viajar por terra. Mas tudo bem tudo pela missão — Estufei o peito. — Quem tem medo aqui? Se tem uma coisa que não existe no meu vocabulário é a palavra medo.

–-Haha... É muito fácil fazer Riome-ouji concordar comigo... -murmurou Haruka para si mesma, com um sorriso meio amarelado. -Bem... -ela olhou ao redor. -Teremos que sair daqui primeiro. Kurama-ojii vai perceber se eu invocar um dos filhotes dela por aqui...

Caminhamos em silêncio até um local um pouco afastado, eu rezava para que Sasuke não percebesse nada, se tinha uma coisa que eu odiava era as punições daquele machão.

–-Haru... Qual a velocidade que essas raposinhas alcançam? Não é medo não, apenas por curiosidade.

Haruka encolheu os ombros.

–-Eles correm. Apenas isso. Não é como se o número da velocidade importasse. -ela sorriu.

–-Uau! Incrível Haru, queria trocar de pacto... Mas isso não vem ao caso, invoque logo essas belezinhas e vamos partir, não vejo a hora de começar a correr.

Quando se está do lado de uma garota um homem jamais demonstra fraqueza, e eu fiz o mesmo, saber que estava preste a sair “decolando” no meio de uma floresta a uma velocidade que nem sei qual, passando no meio de troncos de árvores, animais que poderiam cruzar o caminho, além de espinhos e cipós, quase me fez mijar na roupa. Porém mesmo com tamanho medo eu não abaixei a cabeça, continuei com meu rosto firme e sério esperando Haru realizar o jutsu.

Haruka sorriu, em seu olhar podia-se ler: “Cara você não me engana.”

–-Kuchiyose no Jutsu! -falou ela, em tom baixo, batendo a mão contra o chão. Uma nuvem de fumaça baixa se abriu, revelando duas raposas grandes, uma branca e outra preta, que batiam um pouco acima da minha cintura. Cada uma tinha duas caudas balançando animadamente.

–-'Ruka-chan? -perguntou a raposa preta, com um sorriso predatório. -Bom te ver.

Haruka riu e mandou um sorriso de sua própria autoria.

–-Ótimo te ver também, Yamimaru. -falou. -O sorriso se desfez quando ela resolveu explicar a situação. -Precisamos de carona. Estamos em uma missão para conseguir comida em uma vila não-amigável a três horas de viajem daqui, a pé.

–-Se é não amigável, porque você está levando um farol com você? -latiu a raposa branca, com a cauda se remexendo perigosamente. O vento parecia mais forte, de repente, e a pressão cada vez mais alta. O Chakra demoníaco podia ser sentido pelos dois adolescentes como um frio na espinha. Apesar disso não tirar o sorriso de Haruka.

–-Você deveria aprender a respeitar os ninjas raposinha. Se ousar me insultar novamente eu vou esganar você.

–-É mesmo cabeça de cenoura? Pode me esganar, se você ter coragem de encarar meu pai depois.

–-Seu pai? –Engoli em seco. – Calma era tudo brincadeirinha, eu sou um cara muito divertido e brincalhão, não me leve a sério.

–-É o que todos dizem quando eu falo do meu pai. Você é muito fracote mesmo em.

–-Tem razão. Preciso treinar mais. Tudo bem, vamos embora, posso subir em você raposa branca?

–-Não, em cima de mim fracos não andam.

–-Tudo bem, vou subir na raposa Preta então.

–-Não! Em mim somente Ruka-Chan.

–-E agora Haru? Faça alguma coisa.

Haruka suspirou e passou a mão no cabelo.

–-Onegai, nee, Karu-onii-chan... -pediu, lançando na raposa um olhar de filhote abandonado. -Cabeça de Cenoura-san não quis insultar você, e os mais fortes tem que proteger os filhotes, certo? Certo? -ela fez beicinho, para completar o ato.

“Cabeça de Cenoura-san? O que essa garota tem que as outras não tem? Jamais fui insultado por uma garota antes, o que é que está acontecendo aqui? Para onde foi todo o meu antigo respeito? Cara isso é errado...”

Karu rosnou um pouco.

–-Isso é um truque sujo, Haruka.

–-O que posso fazer? Fui criada com raposas. É a vida. -riu Haruka, antes que piscasse. -Além do mais, funciona, não?

Karu soltou um suspiro derrotado.

–-Certo. Ele pode ir em mim. Só fale para ele não vomitar em mim e pintar esse maldito cabelo de cenoura!

Haruka encolheu os ombros antes de lançar uma lata de tinta de cabelo marrom para ele.

–-Use isso, Cabeça de Cenoura-san. -ela puxou o "san" com um sorriso provocativo.

–-Hã? – Encarei aquela lata de tinta segurando o riso. – Tá de brincadeira né? De onde você tirou uma lata de tinta? E pra que guardava uma?

Ela me olhou como se estivesse ofendida.

–-As pessoas sempre têm que estar preparadas para uma pegadinha! -exclamou, hiperativamente. -E agradeça por eu não ter te dado a rosa. BAKA. Eu tenho bombas de pó de mico, gliter e tinta, além de sprais de tinta multi colorida. Essa é uma das minhas tintas removíveis -ela parou- pelo menos eu espero que seja removível, reserva! Eu guardo tudo num selo no meu pulso, que eu pintei com tinta invisível! É a melhor ideia que eu já tive. -ela sorriu, vitoriosamente.

Eu estava chateado, foram as piores minutos de minha vida, porém eu encarei aquilo com orgulho, não me deixaria abater somente por causa disso.

–-Pronto, estão felizes agora? Perdemos um tempo importantíssimo pintando a merda desse cabelo, espero que estejam felizes. Vamos embora.

Haruka revirou os olhos.

–-Poucas pessoas têm cabelo laranja nessa área. Seriamos denunciados se o vissem e eu prefiro perder dez minutos, que é o tempo que leva pra passar isso na sua cabeça do que perder a MINHA cabeça nessa missão, obrigada. -ela revirou os olhos. -Karu-onii-chan, Yamimaru, vamos!

Cinquenta minutos de pânico, essa é a definição para aquela maldita viagem, a melhor parte foi ver as duas raposas malditas se desfazendo em nuvens de fumaça.

–-Ufa – Sorri – Que bom que não houve pânico né? E agora, o que faremos? Vamos invadir no estilo Pain? Ou iremos invadir no estilo ninja?

Haruka revirou os olhos.

–-É uma missão de infiltração. -respondeu ela. Ela colocou as mãos em um selo e... -Bijuu Henge! -no segundo seguinte ela era uma criança de cabelos castanhos. -Onii-chan, Onii-chan, vamos pegar comida, nee? -falou ela, em zombação, com um tom adorável.

–-Está de brincadeira né? Qual é exatamente o plano? Vamos sair pedindo dinheiro para população?

Haruka encolheu os ombros.

–-Pessoas não dão dinheiro. Mas elas dão comida se você pedir do jeito certo e se elas não te odiarem, é claro. -ela falou, sorrindo.

–-Claro... Então vá lá e faça isso, eu vou pegar meus doces, foi pra isso que eu vim aqui. – Com toda certeza eu não me rebaixaria a pedir comida, nem como fazer eu sabia.

Haruka encolheu os ombros e saiu andando.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.