Notas iniciais
Boa Leitura!!!

Encontrei Adrien na entrada da escola. Os meus pensamentos de ontem à noite ainda estavam ali, mas assim que eu vi meu namorado, eles pareceram ter me dado um tempo.

Adrien ainda estava com o rosto machucado, devido à briga com o primo. Pelo menos, Félix deveria estar pior. Se é que era uma coisa boa de se pensar.

— O que eu seu pai disse quando viu o seu rosto?

— Várias coisas. – ele revirou os olhos – Que eu não deveria ter me prestado à esse papel de me meter em brigas, principalmente com o meu primo e blá blá blá. Basicamente, o meu castigo é voltar a ser o modelo dele e participar das sessões de fotos de novo. Ao menos por enquanto e depois que meu rosto ficar “mais apresentável” nas palavras dele.

— Isso não seria um castigo pra mim, mas eu sei que você não gosta. Sinto muito. – Adrien fez careta. Há algum tempo atrás ele era o modelo mais querido do seu pai, só que Adrien sempre odiou isso e conseguiu que seu pai diminuísse a frequência dos ensaios fotográficos, até que eles terminassem de vez.

Eu no lugar dele, adoraria fazer parte disso. Não exatamente pela fama, mas sim por poder usar as roupas e acessórios do meu estilista favorito e ver as suas criações em primeira mão. Seria incrível.

— Tudo bem, eu sobrevivo. – sorrimos um para o outro e eu parei na frente do meu namorado. Estava prestes a beijá-lo, quando ele me interrompe – Ah e tem mais uma coisa.

— O que é?

— Então... O meu pai soube o motivo que me fez brigar com o Félix e ele disse “eu não acredito que você fez isso por uma garota”. – tentou imitar a voz do pai, o que foi engraçado – E eu estava irritado e acabei dizendo que não era um garota qualquer e sim a minha namorada. – fiquei feliz ao ouvir isso – Ele se surpreendeu e disse que quer conhecer você no jantar.

— Isso é... – pisquei os olhos assimilando que Gabriel Agreste quer me conhecer no jantar formal dele. Pareceu incrível no começo, mas agora... Antes, que eu ia ir apenas como amiga do filho dele, eu já estava nervosa. Agora que eu vou como namorada de Adrien, o meu nervosismo triplicou. – Um desastre!

— Eu imaginei que você fosse reagir assim. Mas calma, vai dar tudo certo, Bugaboo. – ele segurou os meu ombros, enquanto eu tinha um surto interno.

A minha intenção era pegar um vestido velho e reformar, mas agora eu não acho que isso seja o suficiente. Para a amiga de Adrien Agreste, sim. Mas para a namorada de Adrien Agreste, não. Com certeza não.

— Eu estou nervosa. – foi só o que eu consegui dizer. Adrien segurou o meu rosto com as duas mãos, me fazendo olhar pra ele.

— Não tem por que ficar nervosa. Você é incrível, Marinette. – dito isso, ele me beijou. Naquele momento, Adrien me passou tranquilidade, fazendo o nervosismo ir embora. – Vai dar tudo certo.

— Se você diz.

— Eu sempre tenho razão. – se gabou, me fazendo revirar os olhos. Roubei um beijo e virei as costas, indo para a sala – Ei, você não pode me deixar assim. Abandonar gatos é crime, você deveria saber disso.

— Eu não acredito que você se comparou à um gato.

— Nós dois sabemos que eu sou um.

— Tá bom, não vou discutir com você. – nós rimos e adentramos a sala de aula.

***

Estava no banheiro, prestes a sair de uma das cabines, quando escuto vozes e uma delas era da Lila.

— Sim, os dois brigaram por causa dela, ou algo do tipo. O que eu ainda não entendo, já que a Marinette não tem nada de interessante. – quis enfiar a minha cabeça dentro da privada ao me encontrar nessa situação novamente, aonde ela falava coisas maldosas sobre mim e eu ficava escondida ouvindo tudo e me sentindo horrível.

— Verdade. – a amiga dela concordou.

— Quem diria que a garota padeira conseguiria um garoto que nem o Agreste?

— Não é? – as duas riram e eu pensei em ficar ali chorando como da última vez. Mas eu estava cansada de recuar e me esconder.

Assim como eu fiz com Félix, eu precisava enfrentar a situação.

Respirei fundo, ergui minha cabeça e saí da cabine. As duas pararam de rir e olharam na minha direção. Fui até a pia, lavei as minhas mãos e sequei com os papéis, sentindo que elas ainda me observavam.

Virei as costas para sair, mas antes, encarei as duas por cima do meu ombro.

— Tenho muito orgulho de ser a garota padeira. Meus amigos gostam de mim assim e eu nunca precisei mentir sobre quem eu sou pra ser aceita. – disse e saí.

Lila era a maior mentirosa da escola. Ela sempre mentiu sobre a sua vida para que as pessoas amassem ela. Além de ser completamente maldosa com tudo mundo – mas pelas costas, é claro.

Nem Chloé era tão ruim. E eu não acredito que vou dizer isso, mas eu gostava muito mais da loira mimada. Ao menos ela não era uma mentirosa e se tivesse alguma coisa contra você, ela diria na sua frente, e não escondida no banheiro.

— Luka! – chamei a sua atenção, assim que o vi. O garoto procurou rapidamente quem era e assim que me viu, deu um sorriso e veio até mim.

— Oi, Marinette.

— Você não vai acreditar no que eu fiz!

— O quê? – ele riu da minha empolgação.

— A Lila e a amiga dela estavam falando mal de mim e eu as enfrentei. Não xinguei nem nada, apenas saí de cabeça erguida e disse que não precisava mentir que nem ela para ter amigos. – fiz uma pose heroica – Nunca imaginei que conseguiria, mas eu consegui.

— Isso é incrível! Parabéns.

— Obrigada. – ele me abraçou e por alguns segundos eu não soube muito bem como reagir. Mas depois retribuí.

— Você não pode se abalar pelo que falam mal de você. – Luka disse assim que nos separamos – Eu sei que é mais fácil falar do que fazer. Mas eu acho que com o tempo a gente vai aprendendo a não dar bola pra esse tipo de coisa. – deu de ombros.

— Pois é. Eu sempre fui alguém que me importava com o que as pessoas fossem achar de mim e com o tempo eu aprendi a não dar tanta bola, como você disse. Só que quando você escuta os comentários maldosos, eles machucam. Ao menos na hora.

— Eu entendo. – começamos a caminhar, em direção às salas de aula.

— Seria muito mais fácil se essas pessoas maldosas simplesmente não existissem. – nós rimos.

— Mas sabem o que dizem, que para o bem existir, o mal também precisa existir para haver um equilíbrio. Assim como o frio e o calor, o escuro e o claro, a criação e a destruição... Por aí vai.

— É, eu sei.

— Pense que se tem o mal, também tem o bem. Essa é a parte boa. – paramos na frente da sala dele e sorrimos um para o outro.

— Verdade, obrigada.

— Que isso. Até.

— Até, Luka. – ele entrou para sala e eu fui direto para a minha, com um sorriso no rosto e orgulhosa de mim mesma.

***

— Ai!

— Fica parado! Já estou quase acabando!

— Mas você me machucou! – Adrien reclamou, enquanto eu colocava alfinetes no vestido e ele estava usando a peça, servindo como meu modelo, ao menos até certo ponto. Não era a primeira vez que fazíamos aquilo. E como Adrien era alto e geralmente tinha um corpo maior do que as pessoas para quem eu fazia vestidos, não dava para usá-lo sempre.

— Foi sem querer.

— Não parece sem querer. – resmungou – Ai! Viu!

— Bem, essa não foi sem querer.

— Ei! – ri da sua indignação e continuei, tomando mais cuidado para não feri-lo. – Você é muito má comigo. Não quero mais ser o seu modelo.

— Não sou não. E outra, você que inventou de dizer pro seu pai que a gente estava namorando. Agora eu preciso usar um vestido ainda mais incrível. – falei com um pouco de dificuldade, segurando um alfinete com os meus dentes – É sua obrigação ser o meu modelo. Apesar de que vou ter que fazer ajustes depois, já que você é...

— Muito musculoso?

— Claro, claro. – nem contrariei. – Enfim, eu sou menor que você.

— Por que não chamou a Alya, então?

— Ela criou um blog agora e está ocupada escrevendo nele.

— Hum, entendi. – ficamos em silêncio – Hoje eu vi você e o Luka abraçados. – parei o que estava fazendo e o encarei.

— O que tem isso?

— É que eu... Nada. Deixa pra lá. – deu de ombros.

— Você ficou com ciúme?

— O quê? Não, claro que não! – continuei o encarando e ele suspirou – É, fiquei sim. – desviou o olhar.

— Nós dois somos apenas amigos.

— É, eu sei. Só que até pouco tempo você era apaixonada por ele, e eu... Me senti meio inseguro vendo vocês.

— Não imaginei que você fosse ficar inseguro sobre isso. Você é sempre tão confiante. Até demais. – Adrien riu de leve.

— Sim, mas quando se trata de você eu não sou tão confiante.

— Como assim?

— Você é incrível, Marinette. Pode ficar com qualquer garoto, porque com certeza nenhum negaria você. E eu confesso que isso me assusta um pouco. – abri a boca surpresa. Adrien se sentia em relação à mim, exatamente como eu me sentia em relação a ele.

— Eu também fico assim sobre você.

— O quê? Por quê?

— Adrien, você é maravilhoso. Todas as garotas já tiveram ou têm uma queda por você. Pode me largar e terão muitas outras aos seus pés.

— Wow! Não sabia que você pensava assim.

— Mas eu penso. E eu te amo muito. Não ficaria com outro garoto, porque o garoto que eu quero está bem na minha frente, usando um vestido meu. – nós dois rimos. Adrien se aproximou e colocou uma mão na minha cintura e outra no meu rosto.

— Eu também te amo, Marinette. Eu não quero mais ninguém, só você. A garota mais incrível de todas.

Adrien me beijou e eu senti as inseguranças irem embora novamente. Tudo que eu pensava era no momento, em nós dois nos beijando ali no meu quarto enquanto Adrien usava o meu vestido. Sem dúvida alguma, eu o amava.

Notas finais
AAAAAAAAAAAAAAAAAA ADRINETTE ADORÁVEL COMO SEMPRE!!!!!!! A fanfic vai ter 20 capítulos, só anunciando. Treat You Better o último sai essa semana e Battle Of The Miraculous faltam apenas 3 capítulos também. Depois que acabarmos To All The Boys I've Loved Before, teremos Secret Wars III. Antes disso, possivelmente (se tudo der certo), teremos uma shortfic sobre a Multimouse que eu prometi antes de lançar Kwami Buster (essa shortfic não tem nada a ver com a Multimouse de Secret Wars) ^^ Muito obrigada por terem lido, nos vemos no próximo capítulo! Espero que tenham gostado ♥ xoxo