Titanos

1 Vermelha é a nova ordem


Notas iniciais
Hello! É minha primeira Fanfiction, e só pra constar o universo é alternativo, como vão notar, os personagens, e algumas partes do enredo são parecidos com o livro.
Tenho estórias originais postadas também!

Ps. Os titulos dos capítulos são versos da música "Red", que a Beth Cowley fez em dedicatória ao livro.

Isso não estava acontecendo.

Alguém estava me seguindo.

Que horas eram? Deviam ser cerca de uma e meia da manhã. Briguei com Kilorn, e sai da festa mais cedo, e agora, tremendo no escuro sendo seguida por um cara de 1,80, isso era o que eu menos queria ter feito.

Certo. Controle-se, Barrow. — Digo a mim mesma, colocando minhas mãos firmes nas coxas. Olho para trás. O homem grande, vira dois. Meu Deus.

Começo a correr como se não houvesse amanhã, e entro no tobogã amarelo de plástico do parquinho, com as botas escorregando para baixo. Me forço a ficar no mesmo lugar, com o número do 911 discado no meu nokia surrado.

Forço-me a controlar a respiração. Okay, você ficará bem.

Abaixo a cabeça, e consigo ver os homens passando reto, contornando o laguinho escuro.

Meus ombros relaxam, e meu coração quase congela de alívio. Espero eles se afastarem, e desço, sentando na beiradinha.

Hoje não, Mare.

Até que vejo algo surgir perto dos homens. Um homem menor, acompanhado por uma garota com cabelos loiros curtos. Estreito os olhos para ve-los melhor.

Estavam discutindo. O que para quando mais 3 caras enormes aparecem. Estão segurando armas. Meu coração para.

A briga começa eles imobilizam a garota com um pouco de dificuldade, — o que me surpreende, já que eram brutamontes.

Eles rendem o homem no murinho da ponte, e ficam assim, comversando, com a arma em seu queixo. Não consigo nem se quer piscar, quanto mais ligar para a polícia.

Aperte o botão verde, Mare! — Não consigo. Fico congelada, com os dedos tremendo sobre a boca. Aposto que podiam ouvir minha respiração de lá.

Quando um deles estoura, gritando palavras que não compreendo, e apontando a arma para o homem.

Ele atira em sua barriga, e eu dou um berro mais alto que o da garota loira, fazendo cabeças atentas olharem ao redor, me procurando.

Tapo a boca com mais força, sendo emgolida pela escuridão do tobogã. Meus olhos se enxiam de lágrimas enquanto o corpo do homem cai para o lado.

Eu tremia. Meu celular não estava mais em minhas mãos. A noite estava embasada por minhas lágrimas. Soluços rasgavam minha garganta.

Eles largam a garota, que corre como se sua vida dependesse disso. — e dependia. Meu instinto é fazer o mesmo.

Mas assim que piso pra fora do tobogã escorregadio, algo me atinge na cabeça, e eu caio, atônita na grama. Tento gritar. Mas nenhum som sai.

Rolo para o lado, sentindo minha cabeça latejar, e meus olhos rodando enxergam uma sombra segurando uma pedra.

Não consigo fazer absolutamente nada, enquanto a pessoa se aproxima mais. Não sei se era mulher. Não sei se era homem. Só sei que não morreria ali, de algum jeito.

A pessoa me acerta de novo, e apago.

Minha mente refaz o dia em minha cabeça.

(...)

— Como assim não quer nada em sua festa de aniversário? — Kilorn para, de repente, como se levasse um choque.

— Eu... Não quero. — Dou de ombros, continhando a andar pela multidão. — Shh.

Localizo uma vítima. Uma mulher morena com cabelos cinzas despontando do couro cabeludo. Focada demais no caminho a sua frente para parecer minha mão tirando de sua bolsinha simples a carteira.

Kilorn me lança um olhar orgulhoso.

— O que temos aí?

— Hum. — Tiro as várias moedas e notas de 1 a minha mão. — Tirei dela o pouco que a restava.

Kilorn dá de ombros, decidindo, para seu bem mental, não pensar nisso.

— Palafitas, é Palafitas.

Concordo.

Andamos até a cafeteria perto do rio, e nos sentamos na mesa de sempre, a mais escondida.

— Dois cafés bem pretos. — Kilorn sorri para a garçonete que dava em cima dele descaradamente. A ruiva dá meia volta, e eu instantâneamente me pergunto se ela tem algum problema de coluna para andar com a bunda empinada desse jeito.

— Então. Vai ao Pub hoje? — Kilorn começa, se despreguiçando na cadeira.

Dou de ombros.

— Tanto faz.

— Ah, Mare. — Ele tomba a cabeça como um cachorrinho pidão. — Só hoje. Por mim.

— Tudo bem. — Desvio o olhar pra janela. Não seria tão ruim.

— Seu pedido, Kilorn. — A ruiva volta, com uma voz exageradamente doce. Eles se conheciam?

— Obrigada, Grace. — Ele lança novamente um sorriso elegante, e a moça deixa as duas xícaras, e um potinho com açúcar. Faz um sinal de "me liga" e vai embora.

O encaro, com um sorrisinho malicioso e ele me olha.

— O que?

— Entendi como consegue todos os números na sua agenda. Mas você nunca liga, então tanto faz, pra você.

Ele ri, tomando uma boa golada do café quente.

— Talvez esteja enteressado em alguém.

— Personagem de anime não conta. — Sorrio, bebendo o café também.

— Acho que não.

Kilorn, interessado em alguém que não fosse ele mesmo? Aham. Encaro o relógio. Marcava 10 pras 6.

— Carmaba. — Pulo no lugar, lembrando do jantar que minha mãe faria. — O jantar.

— Ah, sim.

— Te vejo às dez horas. — Levanto, e beijo sua bochecha, colocando cinco pratas no balcão para gagar pelo meu café, e saio andando antes que ele diga que não precisa.

— Até.

Ando rapidamente para casa, cirtando caminho pelo mato, e rapidamente chego. Palafitas é uma cidade pequena, com poucas coisas e muitas pessoas. Então haviam mais pessoas que passos até em casa.

— Mare, atrazada de novo. — Ouço a voz de minha mãe assim que boto os pés em casa. Refiro os olhos.

Coloco tudo que consegui/ roubei hoje na cômoda velha ao lado da porta, e em poucos passos chego a cozinha.

— O que temos hoje? — pergunto, fingindo animação.

— O de sempre. — Gina responde, comendo.

Fico em silêncio um pouco, me servindo da sopa verde e horrível.

— Como está Kilorn, filha? — Meu pai pergunta, com seu sorriso pequeno e natural surgindo.

— Ele está bem, mandou um oi.

— Devia chama-lo para jantar aqui um dia. — Ele sugere, e rapidamente minha mãe o olha.

— Não temos comida nem para a gente.

— Temos sim, querida. Esse menino é muito bom para nossa filha. — Ele dá de ombros, comendo a sopa sem reclamar. Dou de ombros.

— Mãe, a sopa está ótima.

Nesse momento eles param, e me olham como se eu tivesse criado chifres de repente.

— O que você quer? — Gina extreita os olhos.

— Kilorn e uns amigos vão se reunir no Pub, hoje...

— Ahh. Só podia ser. Só elogia minha comida quando quer algo.

— Sua comida não merece elogios...

— Não, querida, sua comida é ótima. — Meu pai mente, e pisca para a gente, e minha mãe revira os olhos. — Você pode ir. Use o dinheiro que conseguiu com deu... Trabalho. — Meu pai zomba sem intenção, tentando deixar claro que não aprovava meus furtos. Mas também não me proibia. Era o único jeito de ajuda-los.

— Bem, meu trabalho na confecção vai bem, mesmo ninguém tendo perguntando.

— Ia chegar lá, docinho.

— Fiz um casaco colorido lindo hoje

Reviro os olhos. Novamente, minha irmã esbanjando suas habilidades e trabalho. Estava acostumada.

Continuei ouvindo-os, sem muita atenção, e acabei rápido, subindo para me arrumar.

Eu não tinha muitas roupas. Mas ninguém na cidade tinha. Então, tanto faz. Coloquei uma leggin preta e uma camiseta de malha branca e simples. O bolero azul que Gina fez para mim dá um toque colorido a minhas bptas pretas.

Vou até o quarto de Gina, e pego o gloss transparente e sua pequena paleta de sombras, passando um brilho prata.

Pego uma bolsa em seu armário, e estou pronta.

— Está linda, querida. — Meu pai sorri, animado, e Gina de pijama no sofá ri.

— Você deve ser muito grata a esse casaquinho.

— Ah, eu sou. — Sorrio. — Não vou chegar tarde.

— Antes das duas! — A voz estridente da minha mãe grita.

— Okay. Amo vocês.

Mas as imagens começam a apagar, dando lugar a algo escuro. Viram borrões, como se tivesse acontecido a muito tempo.

Mas não. Foi ontem.

Uma dor me atinge do nada, e começo a abrir os olhos. Era como se alguém estivesse batendo em minha cabeça inssessantemente.

— Mare? — A voz de Kilorn me trás das minhas lembranças.

Não o enxergo. Nada além de borrões coloridos.

— Ela deve estar confusa. — Uma voz feminina que não conheço, diz. — Mare. O que está vendo?

— Borrões... — Pisco, com os olhos incomodados com a claridade. — Kilorn?

— Sou eu, Marezeba. — Sua voz exaltava alívio, e embora eu não pudesse ver, sabia que ele sorria.

— Mare, você foi atacada. Está na enfermaria da.. Polícia. — Ela hesita ao dizer a palavra polícia. Não estava na polícia.

De repente, começo a lembrar. Fleches do que aconteceu ontem passam diante dos meus olhos.

A garota loira. Os dois homens. O corpo morto do que um dia foi um garoto.

Minha respiração se agita num instante, e quero chorar. Se eu tivesse ligado pra polícia... Uma lágrima escorre, seguida por outra. Sinto a mão de Kilorn envolver a minha.

— Você se lembra do que aconteceu?

— Eu vi uma pessoa ser assassinada. — Fungo. Não lembrava muito bem os detalhes que me perguntariam.

Começo a ver melhor o teto, e as beiradas do cabelo loiro de Kilorn. Eu estava bem.

— Okay. Você levou uma pancada na cabeça, e sei que está confusa, mas está bem.. — Ela escolhia as palavras com cuidado. Não usou o termo "alguém te deu uma pedrada".

— Eu sei. Estou bem. — Limpo as lágrimas com força, tentando me sentar. Me arrependo. Quase caio para trás, impedida apenas pelos braços de Kilorn que me segura num abraço apertado.

— Vai ficar tudo bem. — Concordo com a cabeça, respirando fundo. Minha visão estava normal, mas minha cabeça latejava absurdamente.

— Coloque isso. Vai diminuir a dor. — A mulher me entrega um saco de gelo, e coloco no galo enorme que se formou em cima do ferimento com pontos.

Não quero saber o que aconteceu com minha cabeça, nem o tamanho da pedra que me atingiu. Sei que tenho sorte de estar viva.

— Bem, Mare, como você sabe, um garoto foi assassinado, e você é a única testemunha.

Observo-a melhor.

Ela era asiática, com cabelos negros escorridos numa pele prefeita. Suas mãos também eram perfeitas.

Não trabalhava em Palafitas. A sala era arrumada e moderna demais. Não estávamos em Palafitas.

— Onde estamos? — Kilorn ergue as sobrancelhas, olhando para o outro lado. Hum.

— Estamos em Norta, senhorita Barrow. — A doutora diz, meio indecisa se me contat foi uma boa.

Paro de respirar. Meus olhos se arregalam, e acho que fiquei encarando a mulher por anos.

— O que? É brincadeira?

— Não, Mare. Estamos na sede dos Ardentes. — O último nome sai como deboche. TA DE BRINCADEIRA?

— Eu apago por algumas horas e vocês decidem que podem me trazer para Norta e me deixarem na sede desse grupinho radical metido a governo?! Que isso?!

— Mare... É mais complicado.

— Não é complicado! Eu não fico mais nem um segundo nesse lugar! — grito, me levantando, e antes que Kilorn possa mover um músculo, estou cambaleando até a porta, o que dura pouco. Acabo me desequilibrando, e caindo nos braços de alguém.

Ele era alto, com cabelos pretos e olhos dourados como fogo. Suas mãos, quentes, apertavam minha pele, e suas sobrancelhas grossas se erguem até o cabelo de tanta surpresa.

— Oi. — Ele diz, incapaz de olhar para outro lugar. Estava com aqueles "vestidos" de hospitais. Coro no mesmo isntante.

— Quem é você?

— Tiber... — Ele olha para a doutora, que tinha o olhar tenso sobre os dois. — Cal.

Notas finais
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