Titanium - O Que Resta Da Monarquia
32 Primeiro encontro
Notas iniciais
Olha eu aqui postando em uma hora que não é madrugada weeee kkkk
Pra mim ainda está cedo, aqui não tem horário de verão, então... kkk
Leiam e me digam o que acharam, acho que as coisas vão ficar mais sérias a partir de agora.
GGOGOGOGOGOOGO!
Música do capítulo: http://www.youtube.com/watch?v=6LBCqG0YnTM
Sentiu o estranho soltar-lhe a mão e recolheu-a rapidamente pousando-a no colo, repudiando aquele toque completamente, sem perceber olhou no breu em direção a onde ficava o corredor que Sherlock tomou até o banheiro, ele voltaria a qualquer momento e os dois juntos poderiam dar um jeito naquele homem, Emma sabia que não tinha a menor chance sozinha no escuro.
— Ele não voltará.
— O que você fez com Sherlock?
— Acredito que devas mostrar o devido respeito a mim, seu rei e senhor, se dirigindo a mim de maneira adequada. Onde estão teus modos?
— Responda. – Emma insistiu.
— Desta vez deixarei passar, mas que não se repita. Nada demais, está apenas trancado. – Encostou-se a cadeira e pegou a ainda intocada taça de vinho de Sherlock e deu um longo gole. – Belo vinho, gostei.
— O que você quer comigo?
— Cuidado com a boca, Anne. – Bebeu um pouco mais do vinho. – Respondendo sua pergunta, quero você. E não descansarei até tê-la.
— Não sou Anne de coisa alguma e você não vai me ter. De jeito nenhum. Desista.
— Acredito que tenhas recebido meu presente.
— A pulseira? Recebi. Pena não ter colocado na bolsa hoje, assim poderia devolver pessoalmente. Pare de me mandar coisas. – Disse com firmeza, o homem riu baixo em resposta.
— Não se pode culpar um homem, ainda que um rei, de presentear sua amada.
— Será que você pode parar com isso? É ridículo, você não é rei de nada. – Disse já sem paciência. – Não há nenhum rei, apenas uma rainha.
— Eu sou o seu rei e não preciso de permissão para ter o que eu quero. Reis não pedem, eles tomam rainhas. – Cuspiu as palavras de maneira rude e agressiva, ainda que falando baixo, apertando a coxa dela com força. Emma ergueu a mão com o iPhone em punho. – Não adianta, não vai conseguir falar com ninguém. – Falou tranquilamente largando a coxa da mulher e encostando-se mais uma vez na cadeira.
— Eu não vou ligar para ninguém, só quero fazer uma coisa. – Conferiu e estava mesmo sem sinal. Pressionou a tela no iPhone e o flash do aparelho rompeu a escuridão do restaurante, mostrando o homem alto, ruivo e forte sentado ao lado dela, ele nem sequer moveu-se, olhando calmamente para ela ainda no escuro, evitando a luz direta em seus olhos. – Pronto, agora já vi sua cara e já a armazenei também.
— Se querias uma imagem minha como recordação, poderia ter trazido uma pintura. – Ele riu e levantou-se puxando-a com força pelo braço para erguê-la.
— Me solte. – Emma puxou o braço nu sem sucesso do aperto da mão dele.
— Eu gosto de coisas difíceis, não imaginas o quanto me incita a cada minuto que te recusas a mim. Use o presente, use como prova de que entende quem é e quem será ao meu lado.
— Não. ME SOLTE! – Emma falou alto e o homem largou seu braço para pegar uma mecha de seus cabelos e leva-la até seu nariz. Ela afastou-se puxando o cabelo para o outro lado do rosto.
— Use. Mandarei leva-la até mim quão logo for possível. – Mesmo na mais completa escuridão, o homem fez uma reverência. – Mademoiselle Boullan.
— Eu sou uma Windsor. – Emma disse calmamente.
— Não negues ser quem tu és. – Ele disse já afastando-se dela, indo até a porta da frente do restaurante, abrindo-a e saindo calmamente, Emma conseguiu ver uma sombra passar diante do vidro da janela e sumir na escuridão.
Pouco depois a energia voltou, Emma olhou ao redor, todos continuavam onde estavam mas restavam caídos em suas cadeiras, desacordados. Foi segurando-se a uma delas até a mesa ao lado e tomou o pulso de um dos ocupantes, a pulsação estava fraca e não parecia estar ferido, assim como os outros integrantes da mesa em que estava e das outras ao redor. Até mesmo os garçons jaziam no chão sem sentidos. Emma escutou ao longe o barulho de algo chocando-se contra madeira repetidamente, depois parando.
— Emma! – Sherlock gritou correndo até ela enquanto olhava ao redor. – O que aconteceu?
— O falso rei, foi isso que aconteceu. O que aconteceu com sua cabeça? – Emma perguntou vendo sangue escorrendo por entre os cabelos dele, passando pela bochecha e terminando no pescoço.
— Não é nada. – Respondeu tocando o lugar em sua cabeça que latejava. – Alguém me acertou. O que aconteceu aqui? – Sherlock perguntou pegando uma rosa vermelha e branca deixada sobre a mesa.
— Ele aconteceu.
— Ele fez algo com você?
— Não. Eu o vi, Sherlock.
— O reconheceu? Consegue descrever? – Perguntou pegando seu iPhone no bolso do blazer e digitando algo. – Em alguns minutos esse lugar vai estar lotado, melhor tirar você daqui. Ele bebeu o vinho? – Deduziu após lançar seu olhar por poucos segundos na mesa.
— Não reconheci mas consigo descreve-lo com exatidão. Bebeu.
— Ótimo. – Sherlock disse voltando a digitar. – Você vai precisar fazer um retrato falado. – Falou guardando o iPhone e indo verificar algumas das pessoas desacordadas.
— Fiz melhor. Tirei uma foto dele. – Andou até ele que estava agachado verificando o pulso do maitre do restaurante e entregou-lhe o celular. Sherlock pegou-o e encarou a foto.
Mesmo com o ruído na imagem devido a escuridão e a luz do flash, Sherlock conseguia ver a maneira como estava sentado. O homem virara a cadeira de maneira a estar de lado a mesa e diretamente de frente para Emma, usava uma roupa no mínimo fora de moda, parecia ter saído de um portal – caso isso existisse – do século XVI direto para aquele momento. Suas vestes eram negras, compostas de um gibão e um jerkins de mangas longas, feito de couro, um calção bufante com detalhes púrpura e altas botas. Nada usava na cabeça, apenas ostentava os cabelos curtos muito vermelhos e uma corrente adornadas com pedras sobre os ombros. Parecia realmente a personificação da ideia geral que todos tinham do jovem Henry VIII, alto, forte e até bonito mas com algo de obsceno e perigoso nos olhos.
Já de pé, agora digitava rapidamente no celular dela.
— Eu não reconheço também. E a voz, Emma? – Perguntou entregando-lhe o celular.
— Nada. Nunca ouvi aquela voz antes.
— Vamos embora. – Falou entregando-a o blazer preto que estava em uma das cadeiras da mesa que ocupavam.
— Não podemos deixar toda essa gente aqui sozinha assim, estão desprotegidos.
— Eles vão ficar bem, a ajuda está vindo, não consegue ouvir? – Sherlock ergueu o dedo em direção ao barulho de sirenes enlouquecidas que começara a soar. — Mandei a foto para Lestrade e Mycroft, eles saberão o que fazer.
— Ok. – Emma colocou o blazer sobre o vestido dourado claro, pegou sua bolsa e seguiu-o até a porta.
— Onde está o carro?
— Gibbs. – Emma disse e correu até onde jazia o corpo do homem, sendo seguida sem esforço por Sherlock. – Gibbs. – Falou erguendo um pouco a cabeça dele do chão, sangrava e estava desacordado. – Me ajude a coloca-lo no carro, não posso deixa-lo aqui.
Sherlock abriu a porta do carro e ajudou-a a colocar Gibbs no banco de trás, enquanto Emma atava o cinto de segurança nele, que começara a recobrar a consciência, graças ao movimento que sentira ao ser carregado; Sherlock encaminhou-se ao lado do motorista, pôs a mão na maçaneta da Mercedes preta e estava para abri-la quando Emma pegou sua mão.
— Eu dirijo.
— Não, eu vou dirigir.
— Já disse que não. – Falou puxando a mão de Sherlock da maçaneta. – Esse carro só vai ligar se eu ou Gibbs estivermos dirigindo e mesmo que ligasse, você está com um ferimento na cabeça, agora cala a boca e vai pro lado do passageiro.
Depois de pensar por um momento, a contra gosto Sherlock deu a volta rapidamente e abriu a porta do lado esquerdo, sentando-se no lado do carona. Emma já estava com o cinto afivelado e com o carro ligado.
— Vamos para Baker Street, John já deve estar em casa, ele pode cuidar de Gibbs. – Falou afivelando seu cinto, sentia sua cabeça girar. – É melhor correr.
— Correr? – Emma perguntou. – Ok.
Gibbs soltou uma risada baixa e apertou os olhos com força devido a dor que sentia, Sherlock olhou para ele sem entender o que havia dito de tão engraçado. Emma engatou a primeira marcha no volante fazendo o carro mover-se, em seguida passando para a segunda e correndo, fazendo uma curva rápida, Sherlock agarrou o pegador do teto do carro. Ela seguiu mantendo o carro em alta velocidade, ziguezagueando entre os carros de maneira precisa. Avançando sinais, freando na hora certa, contornando carros rapidamente e continuando o caminho até Baker Street.
— Eu namorei um piloto. Se tem algo que consigo fazer, é correr. – Respondeu a pergunta não dita de Sherlock e voltou os olhos para a avenida.
Sherlock engoliu as palavras não proferidas e continuou observando-a, Emma fazia várias coisas ao mesmo tempo, conversava com Gibbs de tempos em tempos, olhava para o banco traseiro para verificar como ele estava, falava ao telefone com John, puxava o cinto de segurança a intervalos, que machucava seu pescoço, deixando uma marca vermelha, tudo isso com uma mão e sem perder o domínio do volante.
Poderia não admitir aquilo verbalmente, mas achava ela realmente muito boa naquilo.
Emma sabia como lidar com qualquer situação, mantinha o foco e não esmorecia, Sherlock percebeu que o que sentia por ela começava a aumentar, talvez admiração, já admirara uma mulher antes, mas o que sentia agora por Emma era diferente, mas não comprometeria seu cérebro pensando nisso.
Teve seus devaneios interrompidos ao sentir o carro parar, delicadamente em frente ao 221 B, John e Mrs. Hudson saíram porta afora esbaforidos.
Emma saiu do carro e foi abrir a porta de trás para tirar Gibbs de lá e leva-lo para dentro. John ajudou-a a tirar o homem do banco de trás com esforço, ele e Emma eram igualmente baixinhos, ela ainda mais do que ele. Sherlock puxou-a e apoiou Gibbs de um lado, John do outro. Ele achou que subir as escadas seria muito arriscado e foram para o 221A.
Mrs. Hudson ajudou John em tudo o que ele pedia, Emma também, a seu modo. Não tinha muito jeito para enfermeira, mas naquele momento sua ficha caíra, isso deveria mudar, se estava namorando Sherlock, eventualmente ele apareceria ensanguentado, quebrado, ralado, e ela deveria fazer algo ou ele simplesmente ignoraria e fingiria que nada aconteceu, como tentou fazer com John.
Os dois deveriam ir ao hospital e verificar se estava tudo bem com suas cabeças e eles ao mesmo tempo negaram-se a isso. Emma mandou que Starks fosse até lá ficar com ela e Mrs. Hudson, enquanto John levava-os junto com Smith, outro dos seus guarda costas de e autorizou que se necessário fosse, ele fizesse uso de força para leva-los. “Estou cercada de cabeças duras?” se perguntou.
Ficou com Starks e Mrs. Hudson no flat dela enquanto esperava a volta deles, a demora foi tamanha que resolveu subir e banhar-se, reparara que estava com o vestido manchado de sangue, só não sabia ao certo se fora o de Gibbs ou o de Sherlock.
Agora que tinha suas coisas lá, já que Gibbs levara uma mala preparada por Grace com alguns itens para suprir suas necessidades básicas, como roupas, artigos de higiene, lingerie e secador de cabelo; iria lavar-se e vestir algo limpo para aguardar o retorno dos dois.
Após terminar o banho e secar os cabelos, Emma arrumou a toalha ao redor do seu corpo e abriu a porta do banheiro. A cama de casal de Sherlock ficava bem próxima a porta do banheiro, assim como o pequeno criado mudo, com um abajur encimando-o.
Uma mulher de cabelos negros presos em um penteado retrô, batom vermelho e usando um vestido azul com decote em U estava sentada de pernas cruzadas na cama de Sherlock. Relaxada, com as mãos pousadas sobre o joelho, encarava Emma de volta com um sorriso de canto de lábio.
— Quem é você? – Emma perguntou fechando a porta do banheiro atrás de si, com a testa franzida.
— Nem imagina? – Sorriu baixo. – A pergunta certa é: quem você acha que é?
Sherlock entrou no 221B procurando por Emma, a cabeça enfaixada para segurar o curativo no lugar, foi até o quarto, a porta estava aberta.
Entrou e franziu a testa imediatamente ao ver que ela não estava sozinha, havia uma mulher com ela. E estava sentada na sua cama.
— Irene? – Perguntou fazendo Emma olhar para ele, não havia ouvido Sherlock aproximar-se. – O que está fazendo aqui?
— Essa realmente é uma ótima pergunta. – Emma falou.
Notas finais
Muito obrigada a todos q fizeram review! Vou responder a todos agorinha mesmo, só queria postar o capítulo antes :D
Então, deixa eu ir. Mais uma vez: OBRIGADA!!!
Qualquer coisa já sabem, me chamem no twitter e não esqueçam de se identificar como leitores ok? Aí sigo de volta :)
Twitter: @priscasablancas
Beijos, amores! Fiquem bem.
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