Notas iniciais
Hellow amores!
De volta com um capítulo novo! Originalmente ele seria gigantesco e com uma quebra que não ficaria legal, então achei melhor dividir pra não ficar chato :)

Leiam e me contem o que vocês acharam.

Música do capítulo: http://www.youtube.com/watch?v=3Jo4fbs1gWg

Estava mais uma vez deitada no escuro, nua, com a cabeça nos joelhos de Alexander enquanto ele murmurava coisas desconexas beijando seu pescoço e tocando seus seios com os dedos úmidos pela saliva dela. Ela segurava seu antebraço de olhos fechados e mordia-o, puxava a pele com os dentes para em seguida lamber onde havia mordido. Sorria enquanto ele continuava a falar lambendo do pescoço dela até os ombros.


— I have a gift for you. – Alexander disse.
— What? – Emma gemeu a pergunta e sentiu a cama afundar um pouco aos seus pés.
— Open your eyes.

Emma obedeceu, ao abrir os olhos o lugar que ela achava ser o sótão da casa de Alexander era na verdade o seu quarto completamente iluminado agora, a cama em que estava deitada era a sua e o peso que ela sentira aos seus pés era Sherlock de joelhos, completamente nu.
Por poucos instantes ela não reagiu, apenas olhava cada detalhe do corpo dele, literalmente comendo-o com os olhos. Ele mantinha os olhos no rosto dela, quando levou o olhar ao rosto dele o que viu foi uma expressão que era uma mistura de desejo e raiva, ele respirava pesadamente enquanto umedecia os lábios.
Deu o primeiro passo ajoelhado na cama em direção a ela que empurrou o corpo para cima na tentativa de fugir dele, mantendo as pernas o mais próximas uma da outra que conseguiu. Não havia para onde fugir, encontrava-se agora com as costas coladas ao peito de Alexander e ele a mantinha no lugar.

— He’s my gift to you. Don’t worry sweetheart, he’s good. – Alexander falou com o nariz no alto da cabeça dela, abraçando-a.
— I’m really good. – Sherlock disse alcançando-a e abrindo as pernas dela delicadamente.

Sherlock foi debruçando-se sobre ela e beijou-lhe os seios, a barriga e continuou rumo ao sul. Beijou a parte interna de suas coxas e foi subindo até estar com o rosto a poucos centímetros do meio das pernas dela, ele fizera tudo sem tirar os seus olhos dos dela. Ela o viu umedecer os lábios novamente e sabia o que ele faria a seguir.

Colou seus lábios exatamente no clitóris dela, beijando-o delicadamente enquanto Emma tremia. Abriu os lábios devagar, libertando sua língua e deixando que a ponta dela o tocasse. Começou a move-la, lambendo devagar para em seguida começar a sugar. Olhando diretamente para ela.
Emma começara a gemer, Alexander falava algo para ela mas não conseguia entender o que ele dizia, a voz dele parecia distante mesmo estando colada a ele. Tudo o que sentia era a língua de Sherlock nela, as mãos dele em suas pernas, a respiração dele em seu corpo.

Sherlock desceu a língua por ela, buscando literalmente um lugar para entrar e ao encontrar colocou sua língua para dentro, movendo a ponta dela de maneira a tocar as paredes internas da vagina dela enquanto esfregava seu dedão no clitóris de Emma.
Ela arqueava o corpo, empurrando a cabeça contra o peito de Alexander, apertando as coxas dele enquanto ele apertava os mamilos dela, gemia alto, gritava a cada movimento que a língua de Sherlock fazia dentro dela.

Ele parou e rapidamente puxou-a pelas pernas para perto dele e sem aviso penetrou-a com força, puxando os cabelos dela, gemendo em seu ouvido. Emma podia sentir que em breve seu orgasmo viria, começou a apertar o pênis dele dentro de si enquanto ele apertava um dos lados de seus quadris, aumentando a velocidade com que a penetrava.
Começara a sentir o gozo chegar, quando estava no meio dele, gritando por ele, arranhando suas costas fazendo-o sangrar, acordou.

Emma estava encolhida em sua cama, escondida pelo grosso edredom sobre ela, respirando pesadamente, agarrada a um de seus travesseiros. Girou o corpo de modo a ficar de barriga para baixo e enfiou o rosto em outro travesseiro, gritando nele até ficar completamente sem ar.

Tirou o edredom de cima de si praticamente rasgando-o tamanha a raiva, levantou-se rapidamente e foi até o banheiro. Uma semana, era o tempo que Emma estava tendo o mesmo sonho, do mesmo jeito e sempre acordava justamente no momento em que não deveria acordar.
Precisava de um banho, gelado, aliás. Abriu o box já girando a torneira da água fria e colocou-se embaixo d'água, parecia congelar a cada minuto mas precisava disso. Ergueu a cabeça de modo a água cair diretamente sobre seu rosto, nem no dia do seu aniversário fora poupada daquele sonho, não sabia mais como se conter, como abrandar o que sentia. Mal dormia e quando o fazia, o maldito sonho estava lá para persegui-la. Banhos, exercícios, terapia, nada dava resultado, estava no pior momento, em pura e completa abstinência.

E para tudo piorar, as noticias que recebera de Sherlock sobre a câmera não foram animadoras, ele não conseguiu descobrir para onde o sinal era enviado, não fazia ideia de quem tinha suas imagens e o que pretendiam fazer com isto. O mundo caindo na cabeça dela e ainda esperavam que ela comemorasse seu aniversário, de jeito nenhum.

Ela nem sabia quanto tempo havia estado no banho mas tremia furiosamente, já havia se lavado apropriadamente, precisava se aquecer ou ficaria doente. Fechou a torneira do chuveiro e apertou as pontas dos cabelos, tirando o excesso de água deles, girou o corpo e abriu o box tremendo de frio.
Apertou os olhos tentando dissipar a água em seus cílios, esticou o braço tateando onde deveria estar sua toalha.

— Procurando isto?

Emma abriu os olhos rapidamente e encarou Sherlock encostado a bancada de seu banheiro, segurando sua toalha. Tremia duplamente, de frio e do susto que levara ao perceber que não estava sozinha.

— Invadindo de novo, Mr. Holmes? – Emma perguntou estendendo a mão para que ele entregasse a toalha. – Pode devolver, por favor? Estou com frio.
— Porque o banho frio?
— Faz bem para a pele.
— O problema é mesmo a pele? – Ele perguntou andando até ela e colocando a toalha ao redor de seu corpo.
— Sim. – Emma se esforçava para falar, as mãos dele prendendo a toalha sobre seu colo a distraiam.

Por alguns instantes Emma agarrou Sherlock e puxou-o para dentro do box, arrancando as roupas dele desesperadamente, apoiando-se em seus ombros, ergueu as pernas e as prendeu a cintura dele. Empurrada contra a parede, Emma conseguia sentir cada centímetro dele invadindo-a com ferocidade, apertando-a cada vez mais contra a parede.

— Te espero lá fora. – Sherlock disse e saiu do banheiro, em direção ao quarto dela.

— Ótimo! Agora estou alucinando, sempre pode piorar. – Emma andou até a bancada, pegou outra toalha e secou um pouco seu cabelo nela antes de ligar o secador de cabelos e usa-lo. Fez tudo de forma tão mecânica que quando percebeu seus cabelos ruivos estavam completamente secos e com os habituais cachos nas pontas. Pegou um de seus cremes sobre a bancada e passou em todo o corpo, em seguida abriu a gaveta de maquiagens e tirou o que precisava para parecer saudável, precisava esconder aquelas olheiras enormes imediatamente. Maquiou-se e por fim passou um batom em um tom de vermelho opaco, perfumou-se e saiu do banheiro em direção ao closet, viu Sherlock confortavelmente sentado em uma das poltronas de seu quarto em frente a lareira, com os pés sobre a mesinha.

“Folgado”, ela pensou entrando no closet. A roupa que usaria para almoçar com sua família estava separada e pronta desde o dia anterior, assim como seus sapatos e a pequena mala que levaria para passar o dia em Buckingham.
Pegou o vestido bege claro razoavelmente curto, com um decote em v e de mangas longas e vestiu-o, calçou os sapatos e colocou suas joias. Saiu completamente pronta do closet, carregando a pequena bolsa preta, procurando seu iPhone para guarda-lo nela. Achou-o próximo a um dos móveis no canto do quarto, sobre ele vários arranjos de flores e cartões. Lírios brancos vindos de seu pai, era uma espécie de tradição Henry presentea-la com lírios nos seus aniversários, rosas de alguns familiares, incluindo Harry que enviara rosas cor-de-rosa, todos os anos ele mudava a cor mas sempre eram rosas. Um boato de que as flores preferidas de Emma eram rosas, espalhou-se e muitos acreditavam nisso.
Rosas e astromélias de Franz, sempre com algum significado velado. E um arranjo de orquídeas azuis sem cartão. Orquídeas sim eram suas flores preferidas, elas verdadeiramente a encantavam, e pouquíssimas pessoas sabiam disso. Pegou o iPhone e colocou dentro da bolsa.

— O que quer falar comigo, Sherlock? Tire os pés da mesinha. – Emma disse de pé em frente a ele.
— Oh... entregar isto. – Ele disse depois de olha-la dos pés a cabeça, não havia visto ela pronta. Tirou os pés da mesinha e entregou-lhe uma sacola. – Minha mãe pediu que entregasse o presente dela. – Ele parecia um pouco incomodado de ser feito de entregador.
— Presente? Da sua mãe? Ela não precisava se incomodar. – Emma não conhecia a mãe dele pessoalmente e imaginava que ela não soubesse da “relação” deles. Abriu a sacola e puxou a caixa preta com o nome Louboutin escrito e abriu-a. Lá dentro o par de sapatos mais lindos que ela já havia visto encarava-a de volta. Preto, com o salto dourado e duas fileiras de pedras na meia pata. – Oh meu Deus.
— Eu disse pra ela que você não gostaria.
— Você está louco? – Emma quase gritou. – Eu amei! Por favor, agradeça sua mãe por mim, eles são incríveis. – Falava olhando cada detalhe do sapato. – Ela acertou a numeração...
— Fui eu quem disse a numeração para ela.
— E como você sabia?
— Eu olhei seus pés.
— Oh. – Pelo visto Emma não era a única a ter prestado atenção nos pés dele, ele prestara atenção nos dela também. E isso poderia significar algo. – Obrigada à você também, então. – Falou guardando os sapatos de volta na caixa como duas joias. – Eu preciso ir, devo almoçar com minha família.
— Espera. – Ele falou agarrando o pulso dela, impedindo que se distanciasse. – Eu também tenho um presente para você.
— Sherlock, realmente não é necessário.
— Mas eu quero. – Ele falou levantando e pegando uma caixinha vermelha com detalhes dourados dentro do bolso do seu terno. Emma conhecia aquela caixa, Cartier. Abriu-a e tirou uma pulseira de dentro, pousando a caixa na mesinha. – Posso? – Perguntou pegando a mão esquerda dela de modo a deixar o braço dela na altura que ele queria.
— Pode.
— Acho que orquídeas combinam com você. – Ele falou fechando o fecho da pulseira de ouro branco e diamantes composta de pequenas orquídeas.
— WOW. – Emma olhava o presente enquanto ele segurava sua mão. Olhou para a pulseira e desviou o olhar para as orquídeas azuis sem cartão. – Sherlock, deve ter custado caro, eu não posso aceitar.
— Eu não sou rico mas também não sou pobre. Meu intelecto sempre me vem a calhar.
— Espero que você não tenha feito nada ilegal ou vai ser preso.
— Não. Eu lhe asseguro, não fiz nada ilegal. – Sorriu. – Foi o pagamento de um caso.
— Mais um motivo para eu não aceitar. – Emma puxou sua mão da dele e tentou tirar a pulseira.
— A pulseira foi um bônus, meu cliente me daria mais do que isso se eu pedisse. – Ele falou agarrando o pulso dela. – Você aceitou o presente da minha mãe, não vai aceitar o meu?
— Sapatos são sapatos, não dá pra recusar. – Emma riu.
— Então da próxima vez vou ter que salvar a carreira de alguém da Louboutin?
— Não. – Emma gargalhava agora. – Ok, eu aceito. Vem cá. – Falou puxando-o para um abraço. – É linda, obrigada. – Ela respirava o perfume dele enquanto tinha seu corpo junto ao de Sherlock e os braços dele ao redor de sua cintura. Sentia suas mãos quentes através do tecido em suas costas.
— Feliz aniversário, Emma. – Sherlock disse se afastando um pouco e beijando o rosto dela. Sentia o perfume delicado que ela usava, afastou-se mais e Emma virou o rosto parando a centímetros do dele.

Seus lábios roçavam um no outro quase imperceptivelmente enquanto se olhavam nos olhos. Sherlock dava indícios de que recuaria mas surpreendeu Emma ao colar seus lábios nos dela e levar uma de suas mãos até a nuca dela enquanto a outra a puxava para perto pela cintura.

Emma retribuiu o beijo com tamanho furor que até ela estava surpresa por não ter beijado-o primeiro. Deu alguns passos para trás sendo acompanhada por ele até chegar a cama e os dois caírem sobre ela. Sherlock entre suas pernas enquanto colocava a mão por baixo do vestido, subindo pela coxa até chegar a lateral de sua calcinha, ele apenas ouviu os sapatos dela caírem com estrondo no chão. Emma tentava tirar o terno dele com urgência quando o iPhone dela começou a tocar e ele afastou-se dela mesmo com seus protestos.

— Não, Sherlock.
— É seu pai ligando. Melhor ir almoçar, você conhece o protocolo melhor do que eu. – Ele disse arrumando o terno já de pé enquanto Emma bufava.
— Porra!
— WOW é isso que ensinam nas aulas de etiqueta?
— Se eu não temesse acabar presa, juro que te esganaria agora.

Sherlock riu e pegou uma das pernas dela sobre a cama, puxando-a até ter o pé descalço dela próximo de sua boca e beijou-o. Depois devolvendo a perna dela ao lugar em que estava antes, Emma encarava-o com a boca entreaberta, o peito arfando. Deu as costas e seguiu até a porta, quando estava com a mão na maçaneta ela chamou-o.

— Sherlock.
— O quê? – Ele perguntou virando segurando a porta aberta, Emma ainda estava deitada na cama, apoiada nos cotovelos.
— As orquídeas. – Emma olhou para as flores e de volta para ele. – São suas?
— Obviously. – Piscou para ela estalando a língua de leve e saindo porta a fora, batendo-a atrás de si.



Notas finais
E então amores, o que vocês acharam? Me contem tudinho!! hihihi

Um pouco de Sherlock e Emma pra quem reclamou um tico kkk Espero que vocês tenham gostado!
Ah! Phalaenopsis é o nome da orquídea que o Sherlock dá pra Emma ok? Olhem os links :)
Prestaram atenção na música do capítulo? Fiquem atentos pq tudo começa realmente aqui.

Muito obrigada a todos que fizeram review, acho q respondi todo mundo né? Se deixei passar alguém, por favor me cobrem ok?
Obg aos novos leitores e o numero de favoritos aumentando amo/sou kkk

Um beijão pra quem me seguiu no twitter! Podem perguntar qlker coisa por lá, sempre é mais rápido!

Twitter: @priscasablancas

Beijos amores, agora vou dormir pq sao 6 da manhã, virei a noite! kkk
Fiquem bem :)