Notas iniciais
Hello amores! Milhões de perdões pela demora na atualização, mais de 20 dias! OMG! Mas nada temam, estou aqui (mesmo quando não deveria, já que ainda tenho provas para fazer) para movimentar isso kkk. Vamos aos fatos, Hampton Court realmente foi a "casa" de Henry VIII. Esse evento é fictício, não existe nesse palácio. Os eventos que ocorrem lá são de outra natureza. Então, GOGOGOGOGOGOGOGO!

Música do capítulo: http://www.youtube.com/watch?v=dTGGN6S6Vl4

Deitada na cama, nua sob os cobertores que pesavam sobre seu corpo e ainda de olhos fechados, ela despertava lentamente. Espreguiçando-se e ao mesmo tempo buscando Sherlock na cama, mas mais uma vez não encontrou-o deitado ao seu lado. Ele dormira pouco, apesar de Emma tê-lo acordado algumas vezes durante a madrugada buscando desesperadamente por ele. Abriu os olhos lentamente, piscando algumas vezes para acostumá-los a claridade vinda da janela lateral, apertou ligeiramente os olhos e viu-o de costas e teve certeza de que ele estivera andando de um lado para outro no quarto, usando o robe azul jogado sobre os ombros, sem estar atado.

Sussurrava com a voz grave algumas palavras que ela não conseguia entender enquanto mexia os braços e coçava a cabeça. Emma não sabia dizer se aquilo se tratava de um diálogo interno ou se alguma outra coisa acontecia, ainda não conseguira chegar ao nível de conhecimento para compreendê-lo por completo.

Virou-se para continuar sua maratona pelo chão do quarto, agora de frente para ela, Emma conseguiu ver que aquele robe era a única coisa que ele usava. Desapertou os olhos imediatamente para poder contemplar o que via com clareza, ele vinha com o robe aberto, mostrando o corpo despido sob o tecido, andando até a cama. Ela passeava os olhos por toda a extensão daquele corpo, devorando-o com o olhar, registrando na memória cada detalhe, começava a sentir suas entranhas vibrarem a cada passo que ele dava. Ao chegar próximo a cabeceira da cama girou nos calcanhares e estava pronto para continuar a andar quando Emma esticou a mão e tocou-lhe a coxa.


— Good morning.
— Hu... good morning.
— O que está fazendo?
— Divagando. – Falou continuando a andar.

Emma esperou que ele girasse novamente nos calcanhares para levantar da cama e abrir a porta do banheiro, não sem antes lançar-lhe um olhar que no mínimo era um convite. Encarou-o por tempo suficiente para vê-lo esquadrinhando-a e entrou no cômodo.
Sherlock pareceu hesitar por um instante mas tão logo a viu, andou em direção ao banheiro, entrou e bateu a porta atrás de si.

Agora era ele que parecia devorá-la com o olhar, o semblante era o de um eterno conflito. Parecia travar uma batalha interna entre o que deveria fazer e o que queria fazer. Durante anos manteve-se distante de tais distrações para que seu raciocínio não fosse prejudicado, e agora quando deveria usar seu intelecto para resolver o enigma ligado a ela, seu organismo, sua mente, seu corpo, se recusavam a obedecê-lo, desejavam-a incessantemente. Constantemente e desesperadamente.

Fez o robe deslizar por seus ombros e restar caído ao chão sem preocupar-se em recolhe-lo ou pendurá-lo atrás da porta. Caminhou até o pequeno Box observando a água correr sobre os cabelos ruivos de Emma, tornando-os uma cachoeira vermelha colada as costas dela. As marcas arroxeadas no corpo dela ainda podiam ser vistas, precisava tomar cuidado ao demonstrar sua força durante o ato. A porta de vidro abriu rangendo ligeiramente, fazendo ela girar o corpo para encará-lo por entre a água que caia. Sherlock entrou fechando a porta atrás de si e puxando-a para perto pela nuca, viu-a ficar nas pontas dos pés para aumentar alguns centímetros em sua pouca altura e encará-lo com os olhos limpos de um azul vivo. Colou seu corpo ao dela sem desviar o olhar e aproximou-se o suficiente para que seus lábios roçassem ligeiramente.

— Você é linda. E não me deixa pensar. – Falava com a boca praticamente colada a dela.
— Tem momentos em que você pensa demais. – Disse com um leve sorriso no canto da boca.

E lá estava o que ela esperava ver, o que vira em todas as vezes que eles estiveram juntos, chamas no fundo dos olhos de Sherlock. Então ela mordeu o lábio inferior dele para em seguida sugá-lo e soltá-lo com estalo. Sentiu Sherlock envolver sua cintura com um dos braços, encosta-la no azulejo frio que revestia a parede e introduzir sua língua quente na boca entreaberta de Emma. Seus corpos reagiam a cada movimento que suas línguas faziam, Holmes a cada momento a apertava mais contra a parede gelada e ela agora estava de pé sobre os pés dele.

Começara a morder o queixo dela e passeava com a boca até a base do seu pescoço, Emma já gemia ligeiramente. Empurrou-o pelos ombros e ele afastou-se sem entender a causa do repúdio. Ela desceu de seus pés e pôs-se a beijar o peito dele, o abdome reto, os poucos pelos que ele tinha abaixo do umbigo e finalmente ajoelhando-se no cubículo que era aquele box para pegar seu membro e coloca-lo lentamente na boca. Sherlock reagiu soltando um pequeno “Oh” que por pouco não foi encoberto pelo barulho da água caindo.

Ela colocou-o na boca e retirou-o completamente por diversas vezes, beijando a ponta primeiro ternamente e depois como faria se estivesse beijando-o na boca. Sherlock segurou-a pelo cabelo molhado e tentava a todo custo fazer com que a cabeça dela ficasse mais perto, que colocasse-o novamente para dentro. Então o fez, colocando-o na boca enquanto passava a língua na parte inferior do pênis dele, a medida que ele percorria o caminho até sua garganta. Emma segurava-o pelos quadris, podia sentir seu corpo estremecer e via-o gemer de olhos fechados, deixou que a ponta do pênis dele tocasse o início de sua garganta e fez o movimento de engolir, fazendo-o descer por ela.

Sherlock espalmou a mão livre na parede para apoiar-se enquanto grunhia segurando-a pelos cabelos. Tremia sob as mãos de Emma, chamava o nome dela dizendo que não precisaria de mais nada, estava prestes a ter um orgasmo e o fato de ela não tirar os olhos dele não estava ajudando. Então, ofegando tirou-o lentamente da garganta e pôs-se a lamber toda a ponta enquanto usava as mãos para masturbá-lo. Puxou seus cabelos com mais força e ela sabia que estava próximo, continuou até ouvir os gemidos aumentarem do mesmo modo que aumentava todas as vezes que ele tinha um orgasmo e parou o que fazia, tampando com o polegar a saída do pênis dele. Sherlock ofegava e olhava para ela sem entender, puxando os cabelos dela como nunca havia feito até aquele momento.

— What are you doing? – Falava pausadamente. – Emma...
— Nope. – Falou ainda com o polegar impedindo que seu esperma saísse e lambendo ao redor.
— Fuck. Damn. Emma. Let me... let me...
— No. – Respondeu com a boca próxima ao membro dele.
— Please.
— I said no. – Falou depois de ouvi-lo gemer baixo o pedido.
— Please. Your Highness.

Emma parou o que fazia para olha-lo minuciosamente enquanto ficava de pé.


— What you said? – Não conseguia acreditar. Ela nunca disse à ninguém, apenas Navarro sabia o poder que aquelas palavras tinham sobre ela nesses momentos e ainda assim Sherlock havia dito.
— Please... Your highness. – Disse encostando a testa na dela.

Emma tirou o polegar que impedia-o de atingir o clímax e continuou a masturba-lo enquanto ele apertava sua cintura com força, apertando os olhos, fazendo bico ao sentir o que estava chegando. Ela nunca havia ouvido-o grunhir tão alto e com tanta força até então, ficou com o membro pulsante em suas mãos, ligeiramente menor depois de um orgasmo tão intenso e um Sherlock ainda gemendo com a boca a poucos centímetros da sua. Ele beijou-a fazendo com que ela largasse seu pênis e agarrasse seus braços. Envolveu a cintura dela com um deles e ergueu-a para que abraçasse-o com as pernas e voltou a encosta-la na parede, agora ela veria e sentiria ele se vingar.


******

— Aonde você vai? – Perguntou deitado na cama, com o cobertor cobrindo apenas seu baixo ventre.
— Trabalhar. – Falou fechando a camisa preta dentro da calça floral e calçando as botas de cano curto. – E você deveria fazer o mesmo, eu posso ligar para alguém e denunciar que você não está cumprindo com o acordo. – Soltou os cabelos e passou um balm nos lábios para protege-los do frio. – Levanta Sherlock! – Puxou o cobertor e soprou um beijo para ele enquanto saia rumo a porta da rua.

Trabalhou normalmente na ONG, até com mais afinco do que o normal mas a hora do almoço aproximava-se e o café da manhã mal tomado dentro do carro a caminho de lá não a sustentaria por muito tempo. Sabia que Sherlock estava lá dando aulas, o porteiro avisara-a e ainda transmitira o recado que ele mandara.

“Diga à ela que já cheguei”.

Ele sabia que ela ficaria “de olho” na freqüência dele no trabalho.

Emma pegou o telefone e pediu que chamassem-o para atender o telefone no andar de baixo. Após alguns minutos, ouviu a voz dele do outro lado da linha.

— Alô?
— Sherlock, Grace está trazendo comida. Quer almoçar comigo?
— Não estou com fome.
— Você tomou café da manhã?
— Tomei uma caneca de chá.
— Então depois da aula você sobe. Preciso falar com você.
— Mas... Ok. – Falou revirando os olhos.

Depois de acabar a aula Sherlock pegou o elevador e foi até a sala de Emma, não deixou que fosse anunciado e entrou de supetão, sendo seguido pela secretária que desculpou-se por não ter conseguido conte-lo. Emma que estava ao telefone, disse que estava tudo bem e que não havia problema, para em seguida voltar a falar com quem estivesse do outro lado da linha.

A pequena mesa estava posta para dois com todo o requinte que ela suportava. Sentou-se e serviu-se de um pouco de suco enquanto esperava que ela viesse para a mesa também. Emma desligou o telefone e foi até ele, sentando-se em uma de suas pernas e dando-lhe um pequeno beijo.


— Como foi a aula?
— Normal. Uma aluna está apaixonada por mim.
— Mais uma?
— É. Não sei o que se passa na cabeça dessas garotas, basta um professor aparecer na frente delas e pronto. – Sherlock disse fazendo Emma rir.
— Você realmente não foi um adolescente, uma criança comum. É uma coisa normal, elas te admiram, tem você como exemplo, é isso.
— Isso não é racional.
— Certas coisas não tem que ser racionais, Sherlock.
— O que você quer conversar comigo?
— Ah... – Emma disse e levantou-se, indo sentar na outra cadeira disponível, servindo-se e cortando o peixe morno em seu prato. – Vai acontecer um evento, eu não deveria ir. Não deveria ser eu a ir. Enfim, graças a uma tempestade de neve em Praga, agora devo. Você quer ir comigo?
— Onde é o evento?
— Hampton Court.
— Hum... não. – Fingiu pensar.
— Sherlock. Quando você pediu para namorar comigo você deveria saber que estava levando o pacote completo.
— Eu não vou usar aquelas roupas. Eu não vou usar chapéu.
— Você acha que eu gosto de usar aquelas roupas? Você tem ideia do quanto é apertado? Mas eu tenho que ir.
— Eu não.
— Sherlock, por favor. Eu vou te recompensar. – Falou mas percebeu que ele permanecia irredutível. – Você ainda trabalha para mim.

Ele encarou-a como se fosse pular no pescoço dela por usar disso para fazê-lo acompanha-la. Ela mantinha a expressão calma enquanto levava o garfo a boca e mastigava o peixe sem desviar o olhar do dele.


— Eu não tenho o que usar.
— Já resolvi isso. Agora come. – Falou empurrando a travessa de peixe com batatas para ele.

******

Passados dois dias, lá estava Sherlock indo encontrar Emma em Hampton Court, bem antes do horário do evento. Precisava trocar-se, precisava vestir aquelas roupas que ele odiava mas seria um bom momento para observar de perto como era essa rotina de Emma e o que poderia acontecer em um desses eventos que recebiam tanta gente.
Hampton Court está literalmente ligada a Henry VIII e Anne Boleyn, ele vivera lá e fora lá que toda o caso entre eles acontecera, não saia da cabeça de Sherlock que algo poderia acontecer durante o evento mas ele preferiu não dizer nada à Emma, ficaria por perto. Indicaram-no um dos cômodos dizendo-o que sua roupa estava lá pronta para ser usada.
Entrou, pegou o iPhone e ligou para Emma, após alguns toques ela atendeu prendendo a respiração e gemendo.

— Alô.
— Já estou em Hampton Court. Quem escolheu essa roupa?
— E... AI! Eu.
— Está tudo bem?
— Está. – Falou sem fôlego. – Nos encontramos no salão daqui vinte minutos.
— Falta muito?
— Mais ou menos.
— Ok. Vou vestir essa coisa, seja lá como se faça isso.
— Vou pedir que alguém vá te ajudar. – Falou como se estivesse sendo sacudida.
— Não precisa, eu consigo. – E desligou.

Começou então a tirar o que vestia e foi pegando as camadas de roupa para vestir, ficara óbvio que demoraria mais tempo do que imaginava para ficar pronto. Por fim quando acabou de vestir-se e de calçar as botas pegou o iPhone e saiu do cômodo. Chegando no salão sentiu que todos os olhos viraram-se para ele e para o que estava usando. Shorts bufante, botas altas e uma espécie de jaqueta comprida azul com desenhos de folhas, fechada por cima de uma camisa também bufante. Recusara-se a usar o chapéu que havia junto a roupa, destacando-se dos outros homens presentes. Pouco depois ouviu um burburinho e viu as pessoas ao redor inclinarem-se em reverência, Emma havia entrado no salão.

Usava um vestido roxo numa sobreposição de tecidos do mesmo tom, um com uma estampa barroca e outro liso na frente da saia, formando um triangulo. Um espartilho bordado com pedras, um broche preso a ele, mangas de pele, um capelo francês com véu que cobria seu cabelo ruivo e um colar de pérolas e ametistas.
Andou até ele fazendo seu salto ecoar no chão.


— Não diga nada.
— Você está...
— Esmagada nesse espartilho. Mal consigo respirar, só temos que ficar aqui por quarenta minutos e então vou me livrar disso de uma vez.
— Eu estava dizendo que você está bonita. – E realmente estava. Conseguia entender agora o porque daquele homem vê-la como Anne Boleyn. Se só se levasse em conta os traços e a personalidade, Emma era idêntica a ela.
— Você também. – Falou esquadrinhando-o por várias vezes mas concentrando-se por mais tempo nas botas de cano alto que ele usava, como se fosse possível, os pés dele pareciam ainda maiores. — Poderia ter colocado o chapéu mas assim ficou bom.
— Alteza, está na hora. – Um homem interrompeu-os e encaminhou-os até o lado de fora.

Eles deveriam seguir a pé até os portões da Ala Tudor e lá embarcar em carruagens para um pequeno passeio para que alguns visitantes importantes vissem-os, que deveria durar cinco minutos e depois voltar. Esse trabalho deveria ser de seu tio e a mulher dele, não seu. “Maldita tempestade”, pensou.
Sherlock não poderia ir com ela por não ter sangue real, então ela seria acompanhada de algum nobre que ela ainda desconhecia a identidade.
Caminhou com alguma dificuldade devido a provação que mostrara-se usar aquela roupa. Foi ajudada a embarcar na carruagem sob o olhar de Sherlock a distância, em outro coche. Sentou-se e aguardou que o homem chegasse para que aquilo acabasse logo e pudesse ir para casa. Um gordo passageiro sentou-se de frente para Sherlock tapando completamente sua visão, não havia o que fazer, só conseguiria vê-la quando os carros estivessem em movimento.

Emma sentiu a carruagem mover-se abaixo dela, mostrando que o seu acompanhante embarcara e sentara-se ao seu lado, virou o rosto para cumprimenta-lo e tão logo pôs os olhos nele, reconheceu-o.


— Mademoiselle Boullan. – Disse pegando a mão dela para beija-la. – Fico feliz que tenhas vindo até a Corte ao meu chamado. Não me repudie. – Não ficará bem para você aos olhos dos que estão aqui e do que posso fazer com a senhorita.
— Não atendi a nenhum chamado seu.
— A tempestade não é das piores. – Falou com um sorriso safado e ao mesmo tempo psicopata. – Eu sou seu rei, se chamar, virás correndo. – Disse o falso Henry VIII.
— Pare. – Falou suspirando pesado. – Desça e vá embora.

A carruagem começou a mover-se e mais do que nunca Emma esperava que esse passeio acabasse logo. Esticou o pescoço tentando encontrar o olhar de Sherlock mas a muralha de gordura impedia.

— Está apertado, minha Anne? – Falou sentando-se mais perto, olhando diretamente para o decote do espartilho, graças a ele, seus seios pareciam maiores e mais altos, apertados daquela maneira. – Não consigo conter meus pensamentos, mal posso esperar para desata-lo e poder vislumbrar todo o teu corpo em meus braços. – Falou puxando a saia do vestido para erguê-lo.

Emma pôs sua mão sobre a dele para conte-lo, tentando puxar a mão do homem ruivo e abaixar a saia.


— Já alertei-te, a cada minuto que te recusas a mim somente aumenta minha vontade de tê-la. Mas não faças-me esperar muito tempo, reis não tem paciência. – Falou apertando a coxa dela com suas mãos como garras, fazendo-a engolir um grito. – Estás marcada para mim.

Notas finais
Então amores, o que acharam????? Pfvr me digam ok? amo receber e responder os reviews de vcs, acho q sabem disso né? kkk Obrigada a todos que esperaram calmamente, outros nem tão calmamente, a atualização, espero que tenha valido a pena kkk Vou tentar postar novamente antes do final da semana. Beijos amores, fiquem bem, qualquer coisa já sabem: Twitter: @priscasablancas *identifiquem-se como leitores.