Notas iniciais
Por Deus, me perdoem pela demora!
Viajei, como vocês sabem e foi uma sucessão de falhas. Esqueci de salvar o capítulo no pen drive, então não consegui postar do RJ, quando chego em casa (dia 08) descubro que meu pai fez uma limpeza no computador e apagou os dois capítulos que eu tinha escrito, que seriam os 2 próximos. Pra completar a desventura, sofri um bloqueio terrível! Simplesmente não conseguia escrever, consegui hoje, então vim correndo postar p vcs.

Pfvr me perdoem!

O próximo capitulo já está em andamento, nada temam!

A entrevista correu como o esperado, após algumas perguntas e breves respostas, Emma finalmente teve a oportunidade de falar abertamente sobre as acusações que sofrera. Sua mãe ouvira tudo em um perfeito e eterno silêncio.


— Então a senhora e Lord Sutcliffe, era um relacionamento de três anos, porque acabou? – A jornalista perguntou com a caneta na mão, após fazer algumas anotações.
— Foi um consenso. Nós conversamos, ele queria terminar e eu também, não havia razão para continuar se nós dois não queríamos mais. – Emma respondeu levando a xícara de chá à boca e segurando o pires pousado em sua perna.
— Mas há uma razão? Um novo amor? – Emma sabia onde a jornalista estava querendo chegar.
— Longos relacionamentos tendem a eventualmente desgastarem, entende? Foi isso que aconteceu. Não havia ninguém que poderia ser a causa disto ou daquilo, éramos nós. – Respondeu pousando a xícara de volta no pires.
— Quanto aos rumores que surgiram durante a pequena licença de seus deveres...
— São completamente caluniosos, eu sempre fui leal e fiel ao Matthew. Vivemos muita coisa juntos, eu nunca seria desleal com ele.
— E porque a licença? O que fez?
— Viajei.
— Para onde?
— Itália.
— Sozinha?
— Apenas eu e meu segurança. Todo final de relacionamento pede algum tempo de reflexão, busquei meu tempo e me mantive distante de notícias. Você pode imaginar o meu espanto ao voltar e me deparar com tudo isso, não é?
— E quanto a Sherlock Holmes? Vocês estariam em um relacionamento, é verdade?
— Não. – Emma respondeu com segurança.
— Então de onde acha que surgiram esses rumores?
— Não sei, certamente da mente de alguém que não tem muito o que fazer. – Sorriu.

Terminada a entrevista, Emma permitiu que fossem tiradas algumas fotos dela, rapidamente o fotógrafo pôs-se a trabalhar e durante alguns minutos, só o que podia ser ouvido era o clique que a câmera fazia ao capturar cada foto.
O iPhone dela começou a emitir alertas de que recebera algum sms, ela pegou-o e desculpou-se dizendo ser importante e que teriam que parar por ali. Agradeceu aos dois e pediu que fosse publicado exatamente da maneira que ela havia dito, que não houvessem interpretações em cima de suas respostas.
Mary e Peter despediram-se de Emma, recolheram suas coisas e Grace veio ao encontro deles para acompanha-los até a porta.
Imediatamente Emma virou-se para sua mãe e encarou-a.

— Mãe. – Emma falou e sua mãe atirou-se contra ela, abraçando-a de tal maneira que quase poderia quebrar algumas de suas costelas. Emma sorriu e abraçou-a de volta. – Eu também senti sua falta.
— Você está bem? – Sophie perguntou segurando o rosto da filha entre as mãos, tentando enxergar algum sinal de que ela não estava bem. – Por Deus, eu não sei como consegui ficar todos esses dias em Bagshot Park, sem poder ver você.
— Eu estou bem mãe, eu juro. – Emma falou pegando as mãos dela. – Papai me disse que você quase o deixou louco querendo ir me ver.
— E como poderia deixar de ser assim? Quando você tiver seus filhos, vai entender.
— Daqui a muitos e muitos anos, quem sabe? – Emma sorriu vendo a cara que sua mãe fizera ao ouvir isso e voltou para o sofá, sendo seguida por sua mãe.

Emma tirou os sapatos e esticou as pernas, manter-se na mesma posição durante toda a entrevista era cansativo.


— Você não precisava ter feito isso, uma nota enviada à imprensa já resolveria.
— Não mãe, só faria com que eu parecesse estar me escondendo. E esse não é o caso. Melhor dar a cara a tapa de uma vez e acabar com isso.
— Sua avó não vai ficar muito feliz em saber que você se expôs.
— No fim eu tenho certeza de que ela vai entender que foi a melhor opção. – Emma agora imaginava o que sua avó, a Rainha, acharia disso. – Vou ligar para ela mais tarde e conversamos.
— Melhor ela saber por você...
— Do que pelos jornais. – Emma completou. – Eu sei. – Deitou a cabeça no colo da mãe e fitou o teto enquanto sua mãe passava os dedos sobre seus cabelos ruivos. Diferente de Emma, sua mãe era loira e mantinha os cabelos na altura da base do pescoço. Herdara dela os cachos, que se formavam nas pontas de seus cabelos, deixando-os ainda mais bonitos.
— Matt me procurou para saber de você. – Falou olhando-a, enquanto Emma mexeu-se impaciente. – Perguntou sobre você e Holmes.
— Não há nada.
— Vocês estão namorando?
— Não.
— Você e Matt precisam conversar.
— Ele veio me procurar pouco antes de você chegar. – Emma contou tudo o que ocorrera e sua mãe parecia não acreditar no que ouvia.
— Ele não deve estar bem, ele não é assim. Foi só um sobressalto, é isso.
— Mãe, eu sei que você gosta dele. Mas não tem mais jeito, do jeito que está, está mais do que perfeito pra mim. Vamos mudar de assunto, por favor.
— Ok. – Sophie disse depois de uma pausa. – Seu aniversário está chegando, o que vai querer fazer? Uma festa, um jantar ou o quê?
— Nada. – Respondeu depois de fazer uma pequena careta. – Esse ano não quero fazer nada. Só o normal, almoçar com a vovó, você e papai.
— Seu aniversário nunca passou em branco desse jeito.
— Sempre tem uma primeira vez. Não estou com cabeça pra pensar em festa.
— Está bem, então. – Sophie pareceu aceitar.

Emma ouviu passos e virou a cabeça para o lado a fim de ver quem vinha até elas. Era apenas Grace carregando uma bandeja com suco e o bolo de chocolate que ela amava, uma receita antiga de sua família. Sentou-se, pegou uma das fatias do bolo com a mão, enquanto sua mãe reclamava de seus modos e Grace ria.

— Estou em casa, mãe, por Deus. Não tem ninguém além de nós aqui. – Emma falou enquanto voltava a deitar-se. Parou apoiando-se em uma das mãos, fitando do teto com a testa franzida. – O que é aquilo? – Perguntou apontando para algo.
— O quê? – Sua mãe perguntou olhando para cima.
— Onde? – Grace fitava o teto, passeando os olhos de um canto a outro.
— Ali, do lado da base do lustre. Aquela coisinha preta.
— Parece um furo. – Sophie disse.
— Deve ter sido um erro de quando colocaram o lustre no lugar. – Grace parecia confusa.

Emma sentou-se e continuou fitando o teto. Levantou-se e resolveu olhar por ângulos diferentes. Deu a volta no sofá, foi para baixo do lustre, foi mais além do lustre e depois parou.

— Não é um buraco.
— Não? – Sophie perguntou levantando-se.
— É uma câmera.
— O quê?! – Grace perguntou.
— Gibbs! – Emma gritou pelo homem.
— Como isso pode ter passado pela revista? – Sophie perguntou.
— Eu não sei, mãe.

Grace saiu correndo pela sala, em direção a cozinha, gritando por Gibbs. Sophie aproximou-se de Emma enquanto ela não tirava os olhos da câmera.

— Se há uma câmera na sala, onde mais pode haver? – Perguntou de costas para o lustre.
— Em qualquer outro lugar. – Emma respondeu.

Seu iPhone vibrou e emitiu um som dentro do bolso de seu vestido, Emma enfiou a mão dentro e puxou-o. Haviam duas mensagens, uma de um amigo, a outra de um número não identificado. Ignorou a primeira e abriu a mais recente.

"Estou sempre de olho em você, minha querida.
Não fique surpresa, você sabia que eu não lhe deixaria."

Notas finais
E então amores, o que acharam? Me contem por favor!

Muito obrigada pelos reviews que recebi, tentei responder o mais rápido que pude, mesmo estando viajando, obg de verdade. E claro, aos novos leitores, um obrigada enooooooooorme!!!

Estou muito empolgada c a fic e c o retorno que tenho recebido de vocês, então não se preocupem, largar a fic está muito longe da minha cabeça, ok? :)

Obrigada mais uma vez, amores.
Até loguinho! Fiquem bem. :*