Titanium
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Eu juro que eu quase não soube o que responder. Ele queria me falar um “negócio”? Tudo bem, que negócio é esse?! Ele sorria cada vez mais e eu ficava cada vez mais gelada e sem saber o que fazer. Porquê é assim que todas ficam perto do Sasuke, sem reação. Opa, concertando, é assim que todas as vadias ficam perto do MEU futuro Sasuke, hehe.
– Você pode esperar só um minutinho? – perguntei. Ele fez que sim com a cabeça e eu saí correndo atrás da minha mãe.
Quando finalmente tinha ouvido a voz dela, ouvi a voz de Sasori também e parei. É estranho, hum, por isso vou ouvir...
– Mãe, tá tudo bem. – ele dizia. – Ela só sangrou um tiquinho.
– Um tiquinho?! O que anda fumando? – Tá, isso me fez rir. – Já olhou pro uniforme dela, e pra cara dela?! Vamos fazer os exames, sim!
Exames...? Mas que... Ah, não acredito que estão fazendo exames nas minhas costas. Eu não tenho nada, eu só sangrei como uma pessoa normal sangraria conforme estava o nível de calor. Bem, não estava calor, porquê eu estudo de manhã... Mas mesmo assim!
– Mãe, mãe! – Entrei correndo no quarto dela e os dois se assustaram. – O Sasuke tá aí, eu posso sair? Ele disse que quer falar um “negócio” pra mim!
– Ah... – disse Sasori com aquela cara de pervertido de sempre. – Namoradinho, hum?
– Não seja burro, moleque! – eu disse, vendo ele surtar, ele odiava ser chamado de moleque. – Ele não é meu namorado, é meu FUTURO namorado. Sacou a diferença?
– Não entendi nada. – ele respondeu. – Mas tanto faz, eu preciso voltar pra escola. Tchau mãe e tchau a senhorita também. – ele deu um beijo na minha testa e na da mamãe e depois saiu.
– Então mãe, vai deixar? – eu perguntei dando pulinhos.
– VOCÊ FICOU MALUCA?! – ela gritou. Cara, espero realmente que o Sasuke fosse surdo nessa hora. – VOCÊ ACABOU DE SAIR DO HOSPITAL, SAKURA! SE QUER FALAR COM ELE, VAI SER AQUI!
Fiquei emburrada na hora, mas pelo menos eu ainda poderia falar com ele. Se ela me proibiu de ir pra rua, não iria me proibir se eu o levasse pro quarto. E foi o que eu fiz. Fui para sala e o levei para o quarto antes que minha mãe aparecesse.
Ele se sentou na cama, enquanto eu me deitava ao seu lado. Acho que ela pensava que eu era louca.
– Então, o que queria me falar? – eu perguntei sorrindo.
– Sakura... – ele começou. – Mesmo que eu nunca tenha falado com você, eu realmente gosto muito de ti. Tenho que observado. Não somente na aula, mas em todos os lugares onde vai e também quando volta pra casa. Todos os dias, todos os dias...
Eu não sei com que cara eu deveria estar, mas vermelha, eu sei que estou e muito. Eu estava sem palavras, não sabia se mechia ou não sabia se respirava primeiro.
– Eu realmente amo você, Sakura. – ele completou. – E quero que á partir de hoje, sejamos mais do que só desconhecidos se amando em segredo.
E ele me beijou. Sabe como é ser beijada por Sasuke Uchiha? Eu não sabia, mas vivia sonhando e agora isso está acontecendo de verdade e acho que vou desmaiar.
Depois de me beijar, ele me abraçou, passou seu número do celular e depois foi embora. Eu poderia estar pasma, com o uniforme todo cheio de sangue, mas eu estava feliz de toda forma. E quando eu fico assim, eu espalho alegria pra todo mundo.
[...]
Já está a noite, e estou na mesa esperando meu pai chegar para todos jantarmos. Sempre foi assim, um não come enquanto todos não estiverem na mesa. Mamãe sempre disse que isso era importante, que tinha alguma coisa relacionado com “amor e família”, mas nunca tive interesse em saber disso, além de querer comer logo.
Meu pai sempre demora á chegar em casa, é o último chegar, na verdade. Mas quando ele chegava, era alegria na certa. Dizem que eu acabei puxando isso dele, de fazer as pessoas sorrirem em momentos difíceis.
– Soube que uma certa princesinha teve de ir pro hospital hoje... – disse ele, do nada, por trás de mim quase me fazendo cair da cadeira. Ele sempre me chamou assim, de princesinha.
– Foi. – respondi enquanto ele beijava minha testa. – Mas eu já tô legal.
– Ela diz isso porquê não se olhou no espelho hoje mais cedo, pai. – disse Sasori do outro lado da mesa.
– E você diz isso porquê não se olhou também quando acordou hoje. – respondeu meu pai. Só informando, que ele é profissional em dar essas “respostas” pro Sasori, desde criança.
– Pai... hoje a Sakura disse que tinha um menino aqui em casa, sabe. – continuou ele, sabendo que meu pai é super ciumento comigo, mesmo eu não vendo sentido algum nisso. – O nome dele é Sasuke. Eu vi ele hoje, parece ser emo.
– Ele não é emo! – gritei, mas me arrependi de ter feito isso. Sasori me olhou com uma cara, assim como meu pai. – Ele só queria dizer algumas coisas pra mim, nada que interesse á vocês.
Todo mundo fez o éco de “UUUUH” e eu já estava ficando emburrada com isso. Me lembrei então, da conversa do Sasori e da mamãe.
– Sasori, eu preciso falar com você depois. – eu disse.
– Pra que? – ele respondeu. – Ajuda com algum dever?
– Quem me dera se fosse isso. – falei baixinho enquanto saia da mesa.
Depois de tomar banho, acabei me esquecendo de ir falar com Sasori. Ele não dormia, passava a noite toda estudando mais e revendo coisas que nem eu tenho necessidade de rever. Mas quando eram mais ou menos duas da madrugada, eu ouvi meu pai dizer algo parecido com “Não, ela não está bem.”
Fale com o autor