Notas iniciais
Ok, aqui as coisas vão se descomplicando.

- Jack Dawson ?!- perguntei

-Sim. A conta que me transferiu o dinheiro constava o nome de Jack Dawson.- disse MCPhee

-Isso é impossível.- falei- Jack Dawson era um passageiro que morreu com o naufrágio do Titanic, e não era rico, impossível ter uma conta no banco.

-Há vários senhores com o nome de Jack Dawson, senhorita Calvert.- me falou o policial.

-Sim, mas isso é muito suspeito- disse Brock- Essa pessoa que deve ter criado a conta com o nome de Jack Dawson sabe da história de Jack e Rose- Brock olhou para mim.

-De quem? — perguntaram MCPhee e o policial.

-Só espero que não seja um dos meus tripulantes, outra vez- Brock sussurou.

-Já mandei os sinais de buscas para todos os aeroportos, essa joia será encontrada.- disse o policial.

-Duvido.- disse McPhee- Do jeito que o cara é rico, deve ter ido de jatinho.- ele estava disposto a cooperar.

-Qual quer coisa, nos avise.-Brock disse e nós saímos da delegacia.

Eu estava com medo. Se a pessoa sabia de Jack Dawson, com certeza era uma pessoa próxima. Aquilo me torturava.

-É...Liguei para o banco- disse Brock- Uma conta com o nome de Jack Dawson foi criada há 5 dias. Aqui mesmo. Peguei o enderesso. Vamos atrás?

Assenti e nós fomos ao tal endereço. Era nada. Uma rua deserta, casinhas de barro, sem ninguém.

-Pois é — Brock falou — Era só para criar a conta mesmo.

-Eu quero desistir, Brock.- falei.- Não aguento mais. Tomara que quem esteja com o coração do oceano tenha bom proveito.

-Lizzy! — exclamou ele — Você não pode desistir agora! – ele segurou meus braços com força — Depois de tudo que passamos, eu prometo que vamos achar essa joia.

Eu estava triste, comecei a chorar em seus braços. Ele me deu um beijo carinhoso e ficamos abraçados lá.

Eu estava quase desistindo da joia mesmo, procurei até passagens para voltar, mas no dia seguinte, me chamaram na delegacia, novamente.

-Olá, senhorita Calvert e senhor Lovett. Temos boas noticias. O senhor McPhee reconheceu o senhor que lhe pagou para roubar a joia.

McPhee entrou na delegacia, algemado, mas conseguindo segurar um jornal. Colocou o jornal na mesa e apontou para uma reportagem onde tinha uma foto de um senhor muito familiar. Ao olhar a foto, eu tomei um choque. Olhei para o delegado, olhei para Brock e por último para o prisioneiro.

-É ESSE?!-perguntei desesperadamente à McPhee.

-Sim, senhorita. Ele usava bigode falso e sempre vestia um chapéu. Mas eu não esqueceria desses olhos azuis. É ele sim.

Perdi a fala. Olhei para cima com o olhos cheios de lágrimas.

-É...É...É O MEU PAI!!!- falei com a voz alta e fanha.

Brock me abraçou . A matéria no jornal dizia que meu pai havia ido visitar Cal Neto da cadeia, o que me deixou mais decepcionada e desconfiada de que ele teria sido mesmo o cara que pagou McPhee.

Agradeci ao senhor McPhee pela ajuda e ao delegado. Meu pai nuca havia concordado com minhas atitudes perante a joia. Lembro que da última vez que falei com ele, quando a joia foi roubada pela primeira vez, ele estava me ameaçando e me repreendendo, desliguei na cara dele.

Voltei aos EUA, desiludida, porém decidida a por essa história a limpo.

Notas finais
Vai, Lizzy!
Vamos ver do que ela é capaz.