Titanic

4 EXTRA - POV Elisabeth


Notas iniciais
Gente!
Não estou conseguindo responder os reviews do primeiro e segundo capítulos. Só estou conseguindo responder do terceiro em diante...
Mas queria agradecer a todos que mandaram.

Outra coisa, estou com um bloqueio criativo, mas já fiz minhas estratégias para a história de toda a série que pretendo escrever.
Espero que vocês gostem do que estou preparando.

Hoje, somente um pequeno "extra" POV Elisabeth:

\"\"

Lounge da Primeira Classe (acima)

10/04/1912 – Próximo à Entrada do Porto de Cherbourg

18:00 (Horário da França)

17:00 (Horário da Inglaterra)

–Mãe! Eu amo Tobias! – Gritei, surpreendendo até mesmo a mim, pela coragem de falar assim com uma deusa.

–E tem mais, lady. – falou Tobias – Quando chegarmos à Nova York, pedirei ao pai de Elisabeth, a mão dela em casamento.

–Não se atreva! Vocês não se casarão sem o meu consentimento. – ameaçou minha mãe, levantando o dedo. Afrodite segurou a deusa pelos braços e a forçou a subir a Grande Escadaria.

–Sr. Andrews. – falou Afrodite – Acalme os dois.

Eu havia abraçado Tobias e estava chorando em seu ombro. Athena, a grande deusa da sabedoria tinha nos ameaçado, e o tom desafiador que Tobias tinha usado para contar sobre o casamento, com certeza a fez sentir mais raiva. Ela não deixará barato, tenho de proteger meu Tobias de tudo que ela possa fazer contra a gente.

–Vamos. – disse Sr. Andrews nos conduzindo para o lounge. Sentamos em uma mesa e ele logo providenciou copos com água.

–Bebam, vão se sentir melhor.

–Obrigada Sr. Andrews.

–Você é o Thomas Andrews? – perguntou Tobias – O construtor do navio?

Sr. Andrews abriu um sorriso tímido.

–Sim, sou eu mesmo.

–O Sr. Andrews também é filho de minha mãe. Mas só nos conhecemos no embarque em Southampton.

–E não se preocupe Sr. Jackson, – falou Thomas – eu não sou contra o relacionamento de vocês. Muito pelo contrário, se precisarem de ajuda contra minha mãe... Vai ser doloroso apunhalá-la pelas costas, mas ela não tem o direito de impedir vocês dois de serem felizes.

–Agradecemos o seu apoio, Sr. Andrews.

–Pode me chamar de Thomas, Elisabeth. Agora preciso ir, vou ver como estão os preparativos para a chegada em Cherbourg.

Eu olhei para Tobias, ele estava um pouco pálido, sua gravata um pouco torta e meu chapéu ainda estava em suas mãos.

–Tobias, é verdade o que você falou para minha mãe?

–O quê? Sobre pedir sua mão?

Uma sensação de nervosismo ultrapassou meu corpo. Eu tinha recém completado 20 anos, e eu estava retornando do Acampamento Meio-Sangue, que fica no sul da Inglaterra, um ótimo ponto de referência é a Stonehenge, que nada mais é do que o portal de entrada.

Meu pai não me via desde meus onze anos, quando, em viagem ao norte da França, fomos atacados por um enorme ciclope. Eu sabia que existiam semideuses nos Estados Unidos, mas minha mãe insistiu para me levar para “O” Acampamento.

Lá conheci Tobias. Ele vinha de família mais rica, estava sempre viajando entre EUA e Inglaterra, quando tinha 16 anos participou das Olimpíadas de 1908, em Londres, representando os EUA. O padrasto dele, homem de muita influência, “convenceu” os juízes e representantes do COI que ele já tinha 22 anos, idade mínima na época para participar. Tobias ganhou uma Medalha de Ouro nos 100m livres.

–É verdade... – falou se ajoelhando – Elisabeth Mary Davenport, a senhorita aceita se casar comigo?

Uma pequena caixinha de veludo vermelho estava em suas mãos, aberta, mostrando um lindo anel de noivado de ouro branco com uma delicada madrepérola. Senti lágrimas escorrendo pelo meu rosto... Era uma sensação indescritível. Acho que falei no mínimo cinco vezes o “sim”, gritando no meio do lounge, nem me importando com os olhares de desaprovação das madames quando nos beijamos apaixonadamente.

–Deixe eu ter a honra de ser o primeiro a dar minhas congratulações a este belo casal!

Margareth Brown, com seu vestido bem esvoaçante, chegou até nós e nos parabenizou, seguida pelos mais ilustres membros da Primeira Classe. Até mesmo Sir John Jacob Astor IV e sua jovem esposa. A felicidade só diminuiu quando vi minha mãe entrando com um olhar furioso no lounge, seguida de perto pela sua Musa de estimação, Clio, se não me engano e lady Ártemis, que parecia estar ali só para controlar Athena.

Peguei Tobias pela mão e, ainda cumprimento pessoas que nunca tinha visto antes, saímos, subindo a Grande Escadaria a tempo de ver a atracagem do Titanic e a aproximação dos navios que iriam fazer o desembarque.

–Tobias, preciso ir para minha cabine, me arrumar para o primeiro jantar do Titanic. E o primeiro jantar ao lado do meu NOIVO!

Disse, me atirando nos braços dele e beijando-o mais uma vez.

Notas finais
E aí, gostaram?

Prometo que em breve esse "bloqueio" criativo vai ir embora e voltarei a escreve o próximo capítulo!!!

bjus e até mais!!!