Titanic

8 Capítulo 7 - PRESENTE DE ANIVERSÁRIO


Notas iniciais
Eu não fiquei 100% satisfeita com este capítulo, porém vou postá-lo mesmo assim.

Tudo já se encaminhando para o naufrágio. Falta um dia para colisão com o iceberg.

Agora, antes do capítulo, eu tenho um pedido para vocês. Eu preciso de alguém para fazer a capa de uma fic que eu estou planejando (não é a da I Guerra Mundial). Se alguém sabe ou gosta de fazer capas, ou saiba de alguém que saiba ou goste de fazer me mande uma MP.

13/04/1912 – Oceano Atlântico Norte

8:45 – Horário do Navio

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Sala de Leitura (acima)

POV ATHENA

Sentada junto com os outros deuses, apreciando o ótimo desjejum, tentava localizar Thomas com o olhar, mas meu filho não tinha ido jantar na noite anterior. Poseidon estava comentando que o Titanic tinha aumentado sua velocidade e agora seguíamos 23 nós.

Depois do desjejum me acomodei em uma das bibliotecas destinadas aos passageiros da Primeira Classe.

–Os livros que trouxe do Olimpo não foram o suficiente?

Nem me dei o trabalho de erguer o olhar das páginas do livro que eu lia. Estava ficando profundamente irritada com as constantes presenças de Poseidon em meus dias. Preferia muito mais o sossego de Scafell Pike, enquanto o deus do Mar seguia isolado em seu palácio submarino localizado em algum lugar entre a ilha da Grã-Bretanha e da Islândia.

–Já terminei todos. – respondi.

–Precisamos conversar.

Fechei os olhos, respirei fundo, me pergunto o que eu tinha feito para merecer aquilo.

–O que foi Poseidon? – falei, pousando minha leitura na mesa ao lado da poltrona onde eu estava sentada.

Ele estava realmente preocupado. Sua testa estava franzida e os olhos verdes normalmente tão brilhantes estavam sem vida.

–É sobre nossa profecia...

–Não quero falar sobre isso. – disse, levantando. Porém Poseidon segurou meu braço e me fez sentar novamente.

–Precisamos falar sobre isso. O casamento de Tobias e Elisabeth vai acontecer e nós não podemos fazer nada. A profecia fica cada vez mais próxima, temos que decidir se vamos levar a Zeus a iminência do retorno de nosso maior inimigo.

–Nós só vamos fazer isso quando ficar confirmado. Você sabe como o Senhor Zeus fica quando tocamos no assunto titãs. – um trovão ecoou por todo navio, fiz um olhar “eu não te disse?” para Poseidon.

–Mas e se quando se confirmar for tarde demais para impedirmos?

Eu tentei encontrar alguma resposta, porém não encontrei. Ignorei e me desvencilhei de Poseidon, o deixando sozinho na sala de leitura.


POV ELISABETH



Hoje era um dia muito especial. Tobias estava completando 20 anos, eu havia comprado um pequeno presente para ele antes de partimos do Acampamento. Procurei-o no convés. O dia estava meio cinzento, e uma leve névoa subia do Oceano, mas o Titanic não vacilava, seguia em frente em grande velocidade. Foi quando escutei minha mãe.


–Não discuta comigo Clio. – falou a deusa, irritada.

–Mas lady são muitas vidas em jogo.

–Eu sei disso. Mas eu não vou mudar minha posição. – continuou – E Poseidon não poderá mudar a dele, já que temos um acordo jurado sob o Estige.

Trovões ecoaram.

Eu gelei. Sobre o que será que minha mãe estava falando? O que era que estava com muitas vidas em jogo. Logo temi por mim e Tobias.

Quando me virei, dois braços me envolveram, mas logo relaxei, quando percebi que era Tobias. Seus lábios tocaram de leve os meus, ele me soltou.

–Feliz aniversário! – falei, o beijando mais uma vez. Ele sorriu, eu sabia que Tobias não gostava muito de comemorar o seu aniversário, porém antes que ele mudasse de assunto eu puxei um pequeno pacote de minha bolsa-carteira que carregava comigo.

–Um presente? – disse surpreso. Entreguei o pacote a ele, era uma coisa que estava precisando. Ele abriu a pequena caixinha e tirou de dentro um relógio de bolso, mas não era um relógio qualquer. Ele era de prata, tinha gravado atrás um desenho de uma paisagem linda do lugar onde nos beijamos pela primeira vez, no interior da tampa tinha uma inscrição, nossos nomes dentro de um coração. E claro, eu tinha pedido uns ajustes para um amigo filho de Hefesto.

–Não se preocupe em dar corda. – falei – É automático. E os fuso-horários também se ajustam sozinhos. Como pode ver o relógio está marcando a hora do navio.

Uma leve inscrição em letras cursivas logo abaixo do centro do relógio dizia:

Hora do Navio – RMS Titanic

–Mas como? – falou ele.

–Filhos de Hefesto podem ser bem criativos.

Ele me olhou com um sorriso maroto e me beijou.

–Muito obrigado Elisabeth. Estava precisando de um desde que deixei o meu cair na piscina.

–Ah! Me esqueci de uma coisa. – disse – É a prova d’água.

Ele abriu um enorme sorriso.

–Vou poder até nadar com ele?

–Sim.

Tobias me abraçou e juntos caminhamos pelo convés. Aproveitei e contei a conversa que ouvi de minha mãe.

–Do que você acha que ela estava falando? – perguntou preocupado.

–Não tenho a mínima ideia, mas como falei, precisamos ficar atentos.

Tobias consultou o relógio novo e anunciou.

–Meu pai também me deu um presente de aniversário.

–Lorde Poseidon? – perguntei incrédula.

–Sim, depois de 20 anos sem me mandar nem um cartão.

–O que é?

–Você verá. Quero que venha junto.

Nós subimos para o Deque dos Botes, Poseidon nos aguardava, junto com Thomas Andrews, meu irmão.

–Se os senhores não se incomodarem gostaria que Srta. Elisabeth nos acompanhasse.

–Por mim sem problemas, será muito bem-vinda, minha irmã.

Poseidon não gostou muito da ideia, mas aceitou que eu os acompanhasse.

–Eu sempre quis conhecer uma cabine de comando. Imagine então como deve ser a Ponte de Comando do Titanic. Muito obrigado, pai. Digo, senhor Poseidon.

–Eu sei que não é um grande presente, mas que bom que gostou.

Subimos para um deque exclusivo para tripulantes. Seguimos reto até chegarmos a Ponte. O Capitão nos saudou, Thomas nos apresentou ao Capitão e ao Primeiro Oficial, assim como ao Chefe da Tripulação Sr. Wilde.

O Capitão explicou rapidamente sobre como funcionava o Titanic. Quando estava terminando sua fala foi interrompido por um outro rapaz, que surgiu de uma porta na parte de trás da ponte, onde presumi que fossem os quartos da tripulação.

–O que foi, Sr. Bride? – perguntou o Capitão.

–Mensagem do Rappahannock, de Liverpool. Aviso de iceberg, senhor. Ele também informa que sofreu danos no leme.

–Obrigado, Sr. Bride. Mande uma mensagem de aviso recebido.

O Capitão deve ter visto meu olhar de preocupação, pois logo tratou de me tranquilizar.

–Não se preocupe, senhorita. É normal esta época do ano. Vamos até manter nossa velocidade. E lembre-se, este navio é inafundável.

Ele abriu um sorriso agradável e deu algumas ordens para os Oficiais. Thomas não tinha o olhar confiante do Comandante, o que não me acalmou nem um pouco.


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O dia passou muito rápido, aproveitei cada minuto ao lado de Tobias. Ele ficou falando sobre como era incrível fazer toneladas de metal andar a 23 nós, flutuando no oceano.


Depois do jantar ele me acompanhou até a porta de minha suíte.

–Boa noite – desejou ele. Eu não sei o que se passou na minha cabeça, mas eu agarrei Tobias pelos braços e o puxei para dentro de minha cabine.

–O que é isso, Elisabeth? – perguntou.

Eu olhei para os dois lados do corredor para ver se alguém tinha percebido. Vendo o corredor deserto, tranquei a porta da suíte. Ultrapassei o quarto sob os olhares atônitos de Tobias e passei para o camarote ao lado, onde ficava a minha criada. Desejei boa noite a ela e pedi para não ser incomodada. Passei de novo para minha suíte, onde Tobias ainda estava na mesma posição sem entender nada. Tranquei a porta que ligava o meu quarto a sala de estar. Finalmente, estava sozinha, no meu quarto com Tobias.

–Agora você pode me explicar o que você está fazendo? – perguntou meu noivo.

–Eu não quero que nosso dia termine ainda. Quero te dar outro presente de aniversário.

Falei, levando a mão até o fecho de meu vestido. Tobias me olhava surpreso.

–Meu amor... Você tem certeza que quer fazer isso? Até ontem você disse que iria esperar até o casamento.

–Eu sei, mas eu pensei melhor. Para que esperar até o casamento? Nós vamos ficar juntos mesmo, não é? Para que esperar?

–Mas, e seu pai?

–Ele não precisa ficar sabendo.

Ele então perguntou mais uma vez se eu tinha certeza, e com minha resposta positiva, Tobias se levantou, me beijou e começou a me ajudar a me despir.


Notas finais
E aí, gostaram?

Até o próximo capítulo.