Tiro Certo De Um Falcão
1 Capítulo 1
Tiro Certo de um Falcão
1º Capitulo – O acordar do dia 3 de Janeiro
Quando acordei suado no meio da madrugada, como se tivesse corrido uma maratona contra cavalos. Depois que me ergui da cama senti um estranho sentimento sobre tudo, quase chutei o meu criado-mudo pensando que era um anão com um abajur na mão. E finalmente meu ouvidos acordaram ...
- Quem está ai? – Falei já pegando minha pistola da gaveta.
Sei que só tinha passado alguns segundos, mas como se fosse muitos minutos me dirigi a sala. Nada foi a última coisa que pensei quando assimilei a sala escura, sei que tinha alguém (ou algo) ali na sala, e fui rapidamente acender a luz.
-Há! – o maior susto que levei em anos se concretizou.
- Nossa Itachi que susto – ofegante.
Sasuke segurava um ursinho de pelúcia tamanho MAIOR DO MUNDO enquanto eu me desarmava.
- Que horas são – perguntei meio incrédulo – Porque está acordado a esta hora?
- Fui a uma pequena festa chata da minha turma, pensei ter te avisado que iria chegar tarde!
- Devo ter me esquecido! – menti, esqueci totalmente que a festa do grupo de aviação de 2013 era aquela noite.
- Amanhã te conto os detalhes, boa noite.
- Noite – cansado mais ainda com uma intuição nada boa, fui pra cama.
...
DIM DOM. Acordei mais uma vez com um salto, agora por causa da campainha.
- Olá, entre – escutei a voz de Sasuke vindo do portão abaixo.
- Com licença ... uau – uma voz feminina o acompanhava, era doce e sensível, e eu conhecia a voz de algum lugar – Aqui é incrível Suke!
Suke? Ninguém se dirigia ao Sasuke assim, talvez pelo fato de termos herdado um pouco de empatia vindo de nosso pai. O famoso casal de engenharia Uchiha, tudo que eles tocavam virava tendência, inclusive nossa casa, a casa mais incomum do universo, cheia de detalhes e cores combinando.
Me vesti e fui receber a moça, já que meus pais estão viajando a negócios.
- O-Olá ... como vai? – reconheci no minuto que avistei, Sakura Haruno, uma enfermeira com um grande futuro. Tinha muita habilidade em medicina, talvez pelo fato de ter me resgatado mais vezes em que já sai de casa – Não sabia que conhecia o Sasuke?
- Olá Itachi, vou muito bem sim – falou com pouco entusiasmo – Conheci Suke na festa de ontem, vim pegar meu prêmio que pra ele trazer ontem pra casa.
Explicava o urso gigante de ontem à noite. Senti como se estive-se interrompendo algo.
- Prazer em vê-la de novo, com sua licença.
- Toda e até um outro dia, espero que não em circunstancias medicas – falou dando um sorrisinho meigo.
Fui para meu quarto me arrumar, era uma quinta e como era a primeira semana do ano entrava mais tarde no serviço. O que eu fazia, nada na maioria do tempo, mais tremia quando chegava um e-mail com uma ficha de um alvo.
Matava quem fazia mal a alguém, pelo menos era o que meus chefes diziam. Não perguntava já que pagavam meu salário, mas tinha grandes suspeitas. Gostava de manejar armas e ser um pouco maleável. SaSuke tirava sarro de mim falando que parecia aqueles espiões de filmes. Aliás eu era um mercenário.
Sai de casa e estava a caminho do QG quando pensei, porque uma futura medica estaria em uma espécie de formatura de caças aéreos?
Foi quando me toquei que Sakura e Sasuke poderiam ser mais que amigos e pensei se esse não a parte do meu pressentimento.
...
O QG era uma espécie de escritório de administração com um banquer de guerra.
- Oi Itachi, chegou cedo! – Shizune me cumprimentou assim que entrei na sala – Temos já uma missão.
Sasuke sempre falara que tenho uma queda por Shizune, mais era mentira, puro interesse profissional. Ela era a mais brilhante medica/agente que conheci.
- Ai não já? Pensei em jogar cartas hoje – falei sarcasticamente, adorava sair em missão, por mais que envolve-se matar alguém – vamos logo então, quero estar em casa de noite.
- Sim senhor, agente babá! – e caiu na gargalhada.
- Do que está rindo Shizune? Não é culpa minha se me mãe me obriga a cuidar do meu irmão – falei querendo me convencer disso, não me sentia à vontade deixando o Sasuke sozinho.
- Falando sério agora – enxugando as lagrimas – é muito estranho Itachi, é o mesmo local de ontem, será que eles arrumaram um médico?
- Provavelmente não, eles querem que a gente arruma a bagunça que fizemos ontem! Preguiçosos, não tem coragem para contratar mais agentes!
- Então vamos logo acabar com isso – disse Shizune se equipando. Fiz o mesmo.
...
Tinha cheiro de mofo, igualzinho o fedor de ontem. O incrível é que aquele urso gigante tinha um cheiro leve de mofo, quer dizer, todos tem.
Visualizamos o perímetro, e foi quando nossos queixos conheceram a gravidade. Tinha o mesmo tanto de gente que ontem tinha, realmente eles tinham contratado um médico.
- E agora? – Shizune perguntou indignada – Já foi difícil ontem.
- Mantenha a calma, faça o relatório que eu cuido disso sozinho – falei tentando me manter frio.
- Mas ... ontem tivemos que nós dois bolarmos uma estratégia e agir juntos, o que você quer fazer? Assinar o atestado de óbito!
- Não, eu tenho um plano – falei já avistando um plano que PODIA dar certo – confie em mim.
- Está bom – ela falou procurando uma rota de fuga para emergências – mais qualquer coisa eu vou lá e arrebento eles e você.
- Ok – disse olhando para o grande desafio que não estava com vontade de ir.
Lá embaixo o fedor se intensificava, os bandidos me avistaram bem na hora que pulei do teto, preparando os fuzis que pela a cara deles estavam afim de usa-las.
- Ora ora, pensei que não tivesse coragem de voltar – falou o maior deles com cara de polvo mal tratado.
- Há vocês sabem, vocês sujam e eu limpo – já metendo a mão no bolso e pegando minha arma – Chau de novo.
Joguei uma bomba bem no meio do grupo, mas infelizmente o cara de polvo foi mais rápido e atirou na bomba, explodindo no ar.
Eles se afastaram e observei que os arquivos que eles tinham roubado ontem, que recuperei, não estavam mais ali. Estranho, totalmente. Por que fui chamado de novo aqui?
- Você é lerdo agente – disse dando um chauzinho – Vejo você no inferno, ATIREM.
Por um segundo pensei que fosse mesmo morrer, mais foi quando um domo azul me cerco, evitando assim os tiros.
Shizune desceu como um anjo em volta de pétalas.
- Falei pra você seu ...
CABUM era o som exato daquele momento. Tudo foi pelos ares enquanto pegava Shizune e trazia para o domo azul.
- Co-Como...? Você ...?
- Falei que tinha um plano – os olhos, o cabelo, o cheiro dela era todo perfeito naquele momento – Disse para confiar em mim.
E então aconteceu. O meu primeiro beijo foi tão rápido, que não tive tempo pra assimila quem era quem. Mais foi perfeito, tinha gosto de um leve chocolate amargo.
- Shizune ... eu – ofegante tentei falar.
- Não Itachi, não fala nada. Mas ... já algum tempo queria te falar ... ou ... admitir ...
- Também sinto o mesmo Shizune ... Te amo.
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