Tirania Magnus
5 Capitulo 9
Notas iniciais
Antes de sair dali, Magnus olha para os mutantes que restavam ainda ao grupo de Charles:
– Tem certeza que não querem vir comigo?
Kitty responde:
– Enquanto tivermos o instituto, nunca deixaremos o professor.
Magnus faz cara de desdém.
– Não seja por isso.
Ele estende a mão em direção ao instituto, e depois fecha-a como se o esmagasse, o que desencadeia o desmoronamento daquela construção. Que em menos de um minuto foi reduzido a escombros.
– A mais alguma coisa que impeça vocês? – diz Magnus ironicamente.
Ele começa a levitar e ir embora, seguido por uma legião de mutantes, deixando para trás Emma levantando Charles do chão e colocando-o de volta na cadeira. Um tristeza enorme tomava Charles. As coisa que ele mais amava, destruídas em um só dia. O instituto e seus alunos. E ainda havia a morte de Logan, que estava com o corpo jogado ali. Com uma cerimônia improvisada, os mutantes que restavam ali fizeram um simples velório. Fera ajudou a cavar sua sepultura e Logan foi enterrado sem ter direito a um caixão. Ninguém estava emocionalmente pronto para falar alguma coisa. Foi o enterro mais silencioso da história.
– O que fazemos agora professor? – perguntou Hank.
– Pra dizer a verdade, eu não sei. Magnus está mais poderoso e diferente. E corrompeu meus alunos. Sinceramente estou arrasado. – Xavier sabia que devia dar o exemplo, parecer otimista, mas era impossível.
Kitty que estava ali se pronuncia:
– Professor, temos que ir até eles e convence-los. Ou pelo menos tentar impedir. Não podemos deixá-los com o Magneto. E Peter... – ela começa a chorar. Pois Peter, também conhecido como Colossus, o namorado de Kitty, havia partido com Magnus sem nem menos ligar para ela.
– Escute minha jovem – disse Charles – Eles foram por vontade própria. Não podemos fazer nada. Acho que a melhor opção é buscar abrigo.
– E para onde nós vamos? – Perguntou Tempestade.
– Nós vamos procurar amigos – Charles falou pensativo. – Vamos procurar os Vingadores.
***
Magnus e os outros mutantes estavam a uns dois quilômetros do instituto. Magneto diz:
– Não quero chamar a atenção ainda. Existe alguém que possa nos levar até nosso destino de forma rápida e discreta?
Em meio à multidão, uma garota ergue a mão. Ela tinha cabelos com mechas roxas e disse:
– Eu posso fazer isso.
– Blink, não é? – perguntou Magnus – A garota dos portais. Perfeito. Leve nos até este local.
O local a qual Magnus se referia, era um prédio que Arthur havia providenciado para eles, para que depois da visita ao instituto, se dirigissem para lá. Blink cria um enorme portal com bordas rochas e azuladas, onde todos os mutantes entram, já saindo de frente ao prédio. Ele era todo amarelo, aproximadamente quinze andares, com uma fachada escrito Laborarth. Em frente ao prédio estava Arthur esperando.
– Que prédio é esse? – perguntou Magnus à Arthur.
– Você acha que eu sou um cientista qualquer? Não querido Magnus. Esse é uma de minhas sedes. Poderemos usa-la como quartel General.
– Claro – Magnus já apontava a mão para o letreiro. – Mas temos que ajustar alguns detalhes.
Usando suas habilidades magnéticas ele arranca o letreiro e joga-o em um terreno baldio ali perto.
– Não podemos deixar que associe seu nome a mim. Já que Ororo sabe seu nome.
– Verdade, eu não havia pensado nisso.
Ao olhar para a multidão de mutantes Arthur disse:
– Vejo que a pescaria foi boa. Bem, temos quartos suficiente pra vocês, mas se quiserem podem dividi-los também, vocês decidem. Agora eu vou voltar ao trabalho.
– Arthur – Magnus chama-o – Temos que planejar com cautela nosso próximo passo.
– Claro, chefe.
***
Lá estavam Xavier, Kitty, Fera, Tempestade e Emma. Os únicos X-men que sobraram. Os outros, além deles e os que foram com Magnus, decidiram seguir sua vida, sem os X-men. Estavam em frente a torre Stark ou torre dos Vingadores. Os Vingadores eram um grupo de super heróis que se uniram pra salvar o mundo e nesta equipe haviam dois mutantes com quem Charles sentia que devia falar. Ao entrar na torre ele encontra Tony Stark o proprietário da torre que também é o Homem de Ferro.
– Ora, se não são os X-men! – Fala Tony alegremente.
– Você quer dizer o que sobrou deles. – resmunga Kitty.
– Como assim? – perguntou Tony.
Charles explicou tudo, mas resumiu em quatro principais fatos: a chegada de Magnus, a ida de seus alunos, a morte de Logan e a queda do instituto. Tony fica abalado ao saber que Wolverine havia morrido. Eles já haviam feito missões juntos e apesar dele ser um baixinho marrento, era uma pessoa boa.
– Sinto muito. Charles. É difícil acreditar que ele morreu. Ainda por cima por Magnus. E o instituto...Sintam-se em casa. – falou Tony comovido.
– Agradeço a hospitalidade Stark, e em nossas condições, não podemos nega-la. – Agradece Charles.
– Jarvis – um mordomo vem até Tony. – prepare quartos para os convidados.
– Sim senhor. – O mordomo se retira.
– Bem – fala Charles – Eu queria conversar com Wanda e Pietro. Acho que eles devem saber disso.
– Isso vai ter que esperar. Quase toda a equipe está em missão, inclusive eles. – Explica Tony.
– Entendo.
Jarvis, o mordomo aparece de novo.
– Os quartos estão prontos, mestre Stark.
– Vão lá, tomem um banho e descansem. O dia foi longo pra vocês. Assim que os garotos chegaram, teremos uma reunião com os Vingadores.
Todos seguem para seus respectivos quartos. Charles entra no seu quarto, que mais parece um apartamento totalmente adaptado para deficientes físicos. O quarto era pintado em vermelho com alguns detalhes dourados. Típico do Stark. Charles ficou pensando na morte de Logan. Um mutante com ossos inquebráveis, fator de cura conseguiu ser morto sem nem o direito de revidar. Era até irônico, a maioria das injustiças é. Charles pensou nos bons momentos, e por mais que ele não gostasse de alimentar esse tipo de sentimento, ele queria vingança. Ele Tomou um banho e o mordomo havia deixado novas roupas, que ele vestiu.
Tempestade, Emma e Hank estavam levando bem a situação. Não que não estivessem tristes por tudo que aconteceu, mas é que eles já haviam passado por tanta coisa, que mesmo se abalando, compreendiam que tudo era irreversível e que não adiantava nada se lastimar. Kitty porém estava arrasada. Peter tinha deixado ela e nem ao menos tentou convence-la a ir. E ela estava realmente gostando dele. Foi um golpe muito difícil. Ela não queria tentar convencer os mutantes. Se eles foram com Magneto, vontade deles. Kitty achava que a melhor jogada, era detê-los, antes que fizessem alguma besteira. De repente ela escuta alguém chamando por um alto falante que ela não conseguiu identificar onde estava, porém ecoava por todo o quarto.
– Todos Vingadores se dirijam a sala de Reunião! – Era Stark. Com certeza, Pietro e Wanda já estavam na torre.
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