Tique-taques

1 Capítulo Único


Notas iniciais
E... Bem... Na verdade estou confusa xD Eu explico lá embaixo.
Essa fanfic foi inspirada nos tique-taques de um relógio que ouvi antes de dormir na última semana. Escrevi ela no celular, porque não estava em casa, entçai desculpem se estiver esquisita kkkk

Boa leitura!

O único momento em que ela era capaz de escutar os tique-taques do relógio era quando estava prestres a dormir. Era como se ele contasse monotonamente os segundos que a separavam do mundo dos sonhos – ou dos pesadelos.

Essa era a pior hora do dia. Quando tinha de fechar os olhos e permitir-se não pensar em mais nada, mesmo que isso fosse impossível. E não importando o quanto quisesse esquecer-se de tudo e de todos, ou não se relacionar com ninguém, eram sempre outras pessoas, outros rostos, que inundavam seus pensamentos. Annie era perturbada por coisas das quais queria esquecer até que o Sol nascesse, até que não precisasse mais escutar o relógio.

Quando ele invadiu seus pensamentos pela primeira vez, era como qualquer outra pessoa. Não havia nada de especial sobre um menininho assustado, e ela não pretendia deixar que houvesse. Não iria se arrepender do que havia feito por causa de uma pessoa tão ínfima e sumamente inútil. Não mesmo.

Mas era extremamente irritante. Com o tempo, ele passou a ser um rosto frequente quando ela fechava os olhos. Armin sempre estaria lá. E, no entanto, quanto mais as feições dele se tornavam familiares, mais agoniada ela ficava. Não queria saber, não se importava. Ele não valia nada de qualquer jeito, nem seu sorrisinho estupidamente gentil ou sua mente tão sagaz que chegava a ser ridícula. Ele provavelmente era uma das pessoas mais perigosas para ela e para seu segredo. E, mesmo assim, lá estava ele, acompanhando-a em todas as suas noites insones junto dos tique-taques do relógio.

Seus batimentos cardíacos sempre acompanhavam o toque dos segundos. Sua única fuga daquelas memórias irritantes era aquele som que não podia assustá-la. A prova concreta de que estava viva. Era tão incessante quanto os tique-taques do relógio, mas a permitia fugir do mundo – e de Armin. Não podia salvá-la de tudo o que havia feito, nem do que faria no futuro, mas era reconfortante mesmo assim. Sem nenhum motivo, apenas por ser do jeito que era.

Um dia, Armin declarou-se para ela. Por mais que ele a perseguisse todas as noites, ela nunca tinha pensado que ele poderia fazer algo assim. Não tinha sentimentos por ele, definitivamente não tinha, mas mesmo assim aceitou-o. Depois se perguntou por que o havia feito. Mas não tinha mais volta, e por mais perigoso que ele fosse, ela se arriscaria para se aproximar daquela criança que não a permitia descansar em paz.

A primeira vez em que dividiram uma cama, ela não pôde deixar de pensar sobre seus toques gentis, seus lábios doces que a faziam sentir arrepios, o calor de seu corpo envolvendo o dela, a profundidade de sua voz quando sussurrava juras de amor. Ele passou um braço por sua cintura quando adormeceu, mas mesmo ficando acordada, foi a primeira vez em que ela não pensou em rostos tristes e cobertos de sangue, destruição ou dor.

Os tique-taques que geralmente embalavam-lhe o sono não estavam mais sozinhos. Agora eram suavemente acompanhados pela respiração dele, assim como seu batimento cardíaco, que escutava perfeitamente ao deitar encostada a seu peito, como fazia naquele momento.

Percebeu uma coisa com o tempo ao dormir ao lado dele mais vezes. Nada poderia salvá-la do que fizera ou do que faria no futuro, mas estar com Armin a fazia sentir como se já tivesse sido libertada. Não havia nenhum sentimento ruim em passar as noites ou os dias ao lado dele, em permiti-lo tocá-la, alisar seus cabelos, beijá-la. Era como estar segura, como ser amada. E ela sabia que o amava de volta, sem nenhuma audácia, apenas porque ele era como era, tudo o que ela sonhava e temia ser.

Dormir nos braços dele era tão aconchegante que ela não era capaz de ser infeliz, ou de ficar séria, ou de se lembrar de um passado que queria esquecer. Era tudo o que ela queria, era tudo o que ela sempre quisera e iria querer. Era tudo de que ela precisava.

O único momento em que ela era capaz de escutar os tique-taques do relógio era quando estava prestes a dormir. Era como se ele contasse suavemente os segundos que a separavam do mundo dos sonhos.

Notas finais
E... tá, acabou xD Bem... sei lá.
Eu gostei dessa fanfic, mas fiquei com a impressão de que estava faltando alguma coisa. Talvez seja porque estou fazendo muitas fanfics filosóficas e tenho a impressão de que elas não agradam muito ou sei lá kkkkk
Enfim, estava um pouco confusa aqui na hora de postar xD Na verdade eu pretendia postar um outro one-shot AruAni que tenho aqui, mas não conseguia parar de pensar nessa fanfic. Quando vi, tinha escrito o nome dela na capa da outra fanfic na hora de editar xD Foi... ridículo. Já que ela quer tanto ser postada primeiro, ela será kkkkkkkk
Provavelmente é minha última postagem antes de 2014. Se eu tiver tempo amanhã, talvez poste o outro one-shot xD Mas enfim.
Desejo um bom fim de ano pra vocês, cambada! De presente de Natal atrasado eu quero reviews e opiniões sinceras xD kkkkkkk Posso pedir isso?
Ah, sim, estou um pouco nervosa porque semana que vem tenho vestibular kkkkk Não é pra valer ainda, mas será que vocês podem torcer pra mim? *-* Sabe como é né, num estudo nada depois fico com medo das provas. Ah, eu sou ridícula~
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Boas festas e um ótimo 2014 pra todo mundo! Que ano que vem seja menos cansativo que esse ano kkkkk
Beijitinhooooooooooooooooooooooooos
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!