Timidez
5 Capítulo 5 - Uma carta para Letícia
Notas iniciais
Letícia estava muito triste, e não parava de chorar. Ela se trancou no banheiro para que ninguém soubesse que estava chorando. Mas, mesmo assim não adiantou, pois Mariana ouviu tudo e foi tentar ver o que era.
Rua da Inveja, Bairro Liberdade – 12 de outubro de 2010.
- Lê... O que houve? Por que você está chorando?
- Me deixa em paz!
- É por causa daquela briga que a gente teve no domingo?
- Não! Eu quero ficar sozinha!
- Por favor, deixa eu te ajudar! Eu estou preocupada!
- Você nunca ia me entender, Mariana! Você nunca entende!
- É por causa daquele garoto? O que ele fez com você? Me fala! Eu juro que eu não vou brigar com você!
Letícia sai do banheiro.
- Você jura mesmo?
- Juro! Eu tenho sido uma péssima irmã com você... Agora eu vejo que você gosta dele de verdade.
- Tudo bem... Estou vendo que está arrependida.
- Então, me conta. O quê que houve?
Rua do Amor, Bairro Liberdade – Mesmo Dia.
- Você não vai desistir dessa carta, não é?
- Eu já estou acabando, espera Ruan. Me diz alguma coisa pra botar aqui.
- Ah, não sei. Você quem inventou, continua.
- Aí, vê se ficou bom: “Letícia, você é a luz que me ilumina, A flor que perfuma meus dias, A flecha que atingiu meu coração em cheio. E eu percebo agora que penso em você todos os dias, sem perceber, E não posso mais ficar sem você. De seu admirador, Carlos.”. E aí?
- Ah, está boa. Bem romântica. Não precisa de mais nada.
- Ok. Agora é só escrever para ela encontrar ele amanhã, na praça.
Carlos chega.
- Oi, Ruan. Oi, Gabriel. O que vocês estão fazendo?
- Uma carta para Letícia em seu nome. Pronto, falei.
- Ruan!
- É sério, Gabriel? Você não se cansa de aprontar?
- Mas ela gosta de você! Me deixa provar pra você!
- Ah, Gabriel! Ok, faz o que você quiser. Mas se ela não gostar de mim como você fala, eu vou falar pra ela que foi você quem escreveu.
- Está bem. Agora eu vou falar com ela. Tchau!
Praça dos Sentimentos, Bairro Liberdade – 12 de outubro de 2010.
- Ai, Mari! Eu não sei! Acho melhor não.
- Para de bobeira! Você precisa se distrair um pouco! E não, chorar por quem não merece!
- Tem razão. Olha ali, não é o Gabriel?
- É sim. Ele deve querer falar com você.
- Oi, Mariana. Oi, Letícia. Eu queria falar com você. Só que... Em particular...
- Gabriel, como assim? Eu sou irmã dela. Eu posso ouvir.
- É Gabriel. A Mari pode ouvir.
- Só que... É sobre... Aquela coisa...
- Que coisa?
- Aquela coisa, Letícia! Ah, vem!
Gabriel Puxa Letícia.
- Hey, espera! – Diz Mariana.
- Gabriel, que coisa é essa? – Diz Letícia.
- É sobre o Carlos. Espera que eu já volto!
Então Gabriel entrou na casa de Ruan. Mas Mariana bate na porta pra saber o que é. Mariana Entra.
- O que você está escondendo?
- Nada, não é nada.
- Gabriel! Já chega, já fomos descobertos. É uma carta pra Letícia. Do Carlos.
- Ruan!
Mariana olha para Carlos.
- Você?! Escrevendo uma carta para a minha irmã?
- Ele gosta muito dela, então ele escreveu uma carta de amor. – Diz Gabriel. – Letícia ouve tudo.
- Eu não... – Diz Carlos.
- Então, você acha que pode brincar com os sentimentos da minha irmã? Primeiro é grosso com ela e depois manda “cartinha de amor”? Olha só, eu quero você longe da minha irmã, ouviu?
- Mas eu... – Diz Carlos.
- E quanto a você, Gabriel, da próxima vez que você ajudar esse menino, você vai se ver comigo!
- Ok...
- Vamos, Lê!
- Mas, Mari...
Letícia e Mariana vão embora.
- Carlos...
- Tudo bem, não estou chateado com você. Aliás, eu não entendi nada do que ela falou.
- Eu também não. Mas eu queria que você a Letícia ficassem juntos...
- Eu também... Eu também...
E assim, foram dormir. Letícia com suas dúvidas e Carlos com as suas. “Será que ele gosta mesmo de mim?”, Letícia pensava. “O que a Mariana quis dizer com ‘brincar com sentimentos’?”, Carlos perguntava. Mas nenhum dos dois deixava de pensar no amor. Será que essa história terminou?
FIM?
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