Notas iniciais
capitulo único o/

Seria só mais um dia normal não é? Só mais um dia normal, ok, ela encontraria sua alma gêmea. Mas e se ela não quisesse, e se simplesmente ficasse em casa? Naquele dia, Amy olhava o relógio, aquele maldito relógio, a cada minuto. Por que o relógio achava tinha o direito de dizer por quem Amy se apaixonaria perdidamente? Nunca tivera muita certeza em relação ao amor, sempre mantivera um pé atrás com medo de se machucar. E se o relógio errasse? E se aquele não fosse seu príncipe encantado? Afastando esses pensamentos, ela foi trabalhar.

Não era nada muito glamouroso, apenas um emprego como garçonete, isso significava que ela encontrava pessoas o tempo todo. Mesmo que involuntariamente, um pensamento lhe veio à mente: encontraria a pessoa com quem passaria o resto da vida enquanto servia as mesas? Bom, isso não interessava agora, estava quase se atrasando.

Chegou ao seu destino rapidamente, conhecia muitos atalhos pelas ruelas de sua pequena cidade. Seu chefe avisou a equipe que hoje estariam recebendo um recruta. Seria aquele seu Romeu? Bem, ele nem chegara, como saber? O relógio marcava 3 minutos. Amy olhou ansiosa pela janela, por onde viu alguém esperando para atravessar a rua: um rapaz loiro e sorridente. Seu coração bateu mais forte. Só podia ser ele. Nem o conhecia, mas era a unica hipótese aceitável. Tantos anos lá e Amy sempre gostara de observar o movimento dos carros, agora sua alma gêmea passava pela mesma rua pela qual ela sempre passou. 2 minuto no relógio agora. O rapaz estava atravessando a rua.

Um carro apareceu dum imperceptível vácuo e o arremessou na rua. Amy saiu correndo pela porta da frente enquanto seus olhos ficavam mareado e um nó se formava em sua garganta. Ela nem ligou para os carros que passavam, muitos agora parados em plena avenida, e foi até o ferido. Com a face já molhada por causa de alguém que nem conhecia, Amy pousou sua mão no peito do pedestre pelo que pareceu horas, mesmo sendo apenas poucos, pouquíssimos segundos, vendo seus batimentos ficarem cada vez mais lentos, lutando cada vez menos contra a morte. Até que cessaram.

Amy ficou de pé. Deveria dizer alguma coisa sobre alguém que nem conheceu? Então sentiu a mão de alguém, provavelmente da multidão que se formara em torno do falecido, se apoiar em seu ombro, como que para ajuda-la a suportar. Surpreendida, ela se virou, e seu relógio apitou.

Notas finais
essa foi uma dos primeiros textos que eu escrevi. por favor, se sintam livres para fazerem criticas construtivas nos comentários ^^
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!