Time in Love
5 Capítulo 5- Still
Notas iniciais
"O apartamento de Beckett estava frio, ela gostaria de ter lembrado de mandar consertar o aquecedor. A noite chegava de mansinho, enquanto Beckett se preparava para ir à delegacia, ela se sentia solitária, e o frio não ajudava muito.
Quando deixou o hall de entrada do prédio para encarar as frias ruas de NY, sentiu o vento congelante em seu rosto. Aquilo a fez parar e pensar em tudo que estava acontecendo em sua vida, foi um momento de reflexão curto e repentino. A primeira e única coisa que veio em sua mente foi um nome: Richard.
Naquela noite ela caminharia até a delegacia, as ruas estavam completamente bloqueadas pela neve, consequência da nevasca durante o dia, não sairia com o carro por correr o risco do mesmo ficar atolado em um monte de neve.
As primeiras coisas que buscou ao chegar à delegacia foi um grande copo de café e sentar perto do aquecedor.
– Seu lábio está azul... — Esposito sentou ao lado da detetive, entregando a ela um manto para por sobre os ombros.
– Obrigada pela sua obviedade, Javi. — Kate sorriu com sarcasmo para o latino.
– Você precisa se aquecer, urgente. — Foi a vez de Kevin aparecer, colocando duas bolsas de água quente por baixo da manta entregue por Espo.
– Mais um Mr. Obviedade. — Os três detetives riram do humor nada convincente de Beckett. — Pensei que Castle estaria aqui.
– Ele não vem, com esse frio, acho até possível ele nem ter saído da cama, hoje. — Ryan comentou, rindo.
– Não me diga que você foi doida o suficiente pra sair a pé nesse frio. — O homem de ombros largos abriu a porta da sala de descanso, segurando em suas mãos dois copos com café fumegante.
Esposito e Ryan olharam surpresos para Castle.
– O que está fazendo aqui? — Beckett parecia mais surpresa do que os outros dois.
– Achou que eu não viria? — O escritor pareceu ofendido com a pergunta feita, pela detetive, com tom grosseiro.
– Desculpa, é porque está muito frio e ainda mais à noite... então pensei que você não viria por conta da sua preguiça.
– Ora, assim você me ofende, detetive. — O tom da conversa tornou-se mais relaxado.
Javi e Kevin perceberam o quanto Becektt estaria bem com Castle por perto, no momento seguinte, em que Rick e Kate se distraíram tentando deixar a jovem um pouco mais aquecida, os dois saíram da sala.
– Eu não sei quanto a você, mas eu estou com muito frio. — Beckett batia os dentes, tremendo, falando com dificuldade.
– Pensei que você não fosse louca em sair de casa depois de uma nevasca, Kate.
– Eu preciso trabalhar, escritor.
Kate involuntariamente encolheu-se com as pernas em cima do sofá, a essa altura já havia tirado a bota de salto, e as mãos prendiam a manta ao redor do pescoço. Rick a fez encostar a cabeça em seu peito, enquanto ele passava a mão nas costas dela, tentando aquecê-la.
– Isso me traz uma lembrança... — A detetive começou.
– Quando nós ficamos presos naquele contêiner refrigerado. — O escritor completou.
– Eu não diria refrigerado, congelante é mais apropriado.
Castle riu um pouco, apertando de leve o ombro da musa.
– Nós quase morremos... de novo. — Kate lembrou do dia citado.
– Estamos sempre nos metendo em confusão, percebeu?
– Impossível não perceber, Castle. — Ela estava quase adormecendo, seu corpo já um pouco mais aquecido. Se não pela quantidade de objetos que a envolvia, mas pelo cuidado que ele proporcionara a ela.
– Somos imãs para isso.
O silêncio prevaleceu, mas veio seguido do som da respiração leve da detetive adormecida.
***
– Ela dormiu! — Richard chegou perto de Espo e Ryan, os dois observaram o escritor sentar-se na cadeira ao lado da mesa de Beckett. — O frio deixou ela exausta.
– Sem falar que ela veio da casa dela até aqui, caminhando. — Ryan acrescentou, mantendo-se preocupado com a colega.
"Rick" ouviram a voz de Beckett por toda a 12th.
Os três homens correram de volta à pequena sala. Kate debatia-se no sofá, parecia presa em um pesadelo, seu rosto demonstrava desespero.
– Kate, Kate, estou aqui. — Rick prendeu os ombros da detetive em suas mãos.- Kate.
Ela abriu os olhos e de imediato abraçou ele.
– Você estava... morto. — Um arrepio passou pelo corpo de todos os presentes naquela sala. Beckett chorava, não se importando de deixar de lado a sua pose de inabalável e demonstrar o quanto sentia por Castle.
– Eu estou bem. — Ele acariciou os cabelos dela. — Você que não está nada bem, está queimando de febre. Precisamos levá-la para o hospital.
– Não, eu estou bem. — Kate tentou protestar.
– Já está alucinando, está vendo. — Castle brincou, apoiando-a em seus braços. — Espo, meu carro está na garagem, vamos levar ela até o hospital. Beckett, você precisa ficar acordada, ok?
Tarde de mais, a detetive já tinha voltado a dormir.
– Droga, Katherine! — Castle reclamou enquanto a carregava no colo."
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