Time in Love

14 Capítulo 14- Reality


Notas iniciais
Bem, eu sei que demorei quase um mês para vir postar esse último capítulo! Tenho justificativa: Os simulados começaram e logo depois vieram as provas, eu mal usei o computador e também não consegui terminar de escrever o capítulo. Aproveitei que segunda é feriado e não tem prova e vim postar. Mas eu não queria!!! Esse é o último capítulo. T_T Estou chorando desde quando eu decidi que iria finalizar a fic. Sentirei muita falta, porém espero que vocês apreciem esse final. Fiz com muito carinho. Um beijo mais que especial para todos! Enjoy!

"Kate abriu os olhos, sentindo a cabeça começar a doer de imediato. As lembranças do que aconteceu a invadir sua mente.

Ela começara a se perguntar como tinha ido parar ali quando Castle adentrou o quarto.

– Kate... você acordou. — Castle não tentou evitar as lágrimas e, sem soltar as mãos dela, apertou um botão ao lado da cama.

Beckett não estava entendendo. Por que ela estava naquele hospital?

– ... — A voz da detetive falhou ao tentar pronunciar o nome dele.

– Ei, está tudo bem, agora. Eu nunca mais deixo você sair de casa com raiva de mim. — A mente de Kate tornou-se turbulenta.

Claro, o acidente! Tudo aquilo foi fruto da imaginação dela, uma imaginação muito fértil.

Ela olhou para a mão esquerda, sua aliança estava ali, brilhante e dourada.

– Cas... — Sua voz falhou mais uma vez, e as lágrimas tomaram seu rosto.

– Kate, está tudo bem. Eu estou aqui! — Castle acariciou o rosto da esposa e a abraçou.

– Eu não queria brigar... E-eu devia ter prestado atenção.

– Meu amor, a culpa não é sua. O homem que bateu no seu carro estava bêbado. — Kate apertou o ombro dele, seu rosto contra o peito dele, um choro inevitável. — Eu dei uma surra nele, dessa vez, me deixaram ser o policial mau. — Castle ouviu uma risadinha e isso deixou seu coração mais leve.

Uma médica entrou no quarto, pedindo para que Rick se afastasse da esposa. Castle o fez, deixando Kate ainda mais desnorteada.

– Olá, eu sou a Dra. Heat. — Kate pensou o quanto aquilo era irônico e se sentiu como que em um déjà vu. — Poderia inclinar a cabeça para a direita?

Kate obedeceu e, após todos os exames padrões, a doutora concluiu.

– Seus reflexos voltarão aos poucos. Sua cabeça está doendo?

– Sim, um pouco. — Beckett pontuou suas dores, mentalmente.

– Vou pedir à enfermeira para trazer o seu jantar e o remédio. _ falou já indo até a porta.

– Obrigado. — Rick balançou a cabeça.

– É o meu trabalho, Rick. — A morena ofereceu um sorriso malicioso para o escritor e deixou o lugar.

Kate observou o marido se aproximar mais uma vez.

– Rick, é?

– O que? — Ele viu a esposa balbuciar algumas palavras. — Katherine Castle, você está com ciúmes?

– Não... Sim. — A confusão estava formada, assim como quando Castle a pedira em casamento. — Deixa pra lá!

Richard segurou o rosto dela entre suas mãos e aproximou seus lábios. O primeiro beijo depois de um longo tempo.

– Eu não ligo para ela, sabe. — Ele encostou suas testas. — Pois é, eu tenho a mulher mais extraordinária do mundo, ao meu lado.

Katherine sorriu, não sabia se aquele título cabia a ela, mas adorava quando ele a chamava assim.

– Obrigada por ficar por perto. — Kate tentou expressar o que sentia, naquelas palavras.

– Sempre. — E Castle entendeu perfeitamente.

– Mamãe, você acordou! — Uma garotinha, com seus cinco anos, entrou no quarto correndo.

– Desculpa, eu não consegui segurar ela quando a médica nos deu a notícia. — Alexis entrou logo depois.

– Tudo bem. — A menina mais nova estendeu os braços, pedindo para o pai colocá-la sentada na cama. — Lucy, sua mãe ainda está machucada, então...

– Nada de apertar pra não magoar. Mas beijinho pode. — Lucy repetiu as palavras que Castle sempre dizia quando ela visitava a mãe. — Sempre!

A garotinha não fazia ideia do tamanho da força daquelas seis letrinhas.

– Quem te ensinou isso? — Kate beijou o rosto da filha, já aninhada em seus braços.

– Papai. Ele disse que essa palavra é importante. Eu não entendi.

Beckett apertou a menina em um abraço.

– Mamãe tá deixando Lucy sem ar.

– Desculpe filhota.

Lucy ficou em pé na cama e começou a contar.

– Ei, isso também não pode, mocinha. — Castle repreendeu.

– Deixa, Cas. — Beckett pediu. Lucy parou de contar no oitenta e nove. — E...

A garotinha pareceu se esforçar para lembrar qual número vinha depois.

– Noventa! — Ela gritou, e Katherine a encheu de cócegas.

– Isso mesmo. Minha filhinha é muito boa em matemática. — Kate pode ver o marido fazendo uma careta. — Você continuou com os dez números por semana. Estou orgulhosa, Lucy.

Castle percebeu os olhos azuis da menina brilharem.

– Alexis disse que se eu continuasse, a mamãe ia melhorar mais rápido. Funcionou. Foram só duas semanas. — Ela indicou levantando um dedinho de cada mão.

– Obrigada. — Kate falou, sem som, para Alexis e a ruiva sorriu.

– Vovó Martha e vovô Jim disseram que você ia ficar bem. Eles disseram que você é ext- estri...

– Extraordinária. Sim, ela é. — Castle se reaproximou da cama. — Já está bom por hoje, desse jeito você vai esmagar a mamãe.

Ele pegou a menina, — praticamente deitada em cima de kate. — ela reclamou um pouco, mas concordou em ficar no chão.

***

– Ela hoje aprendeu até o cem. Quando sofri o acidente, ela estava no setenta. Eu ainda não acredito que perdi duas semanas. — Kate e Rick observavam a filha brincar na sala, do balcão da cozinha.

– Kate, não fique pensando nisso. Estamos juntos, nossa família é forte. Mais uma vez, superamos um obstáculo. Aproveite o agora, esqueça o que aconteceu.

Ela sorriu. Ele sempre estaria ali para ela.

– Sempre! — A sincronia de sorrisos e de olhares apaixonados."

Notas finais
Bem, para encerrar: Mereço algo? Lembrem-se ainda tenho Change In The Life e Thinking Out Loud para terminar, ainda me verão muito por essa categoria. Beijos! :3
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!