Time in Love
14 Capítulo 14- Reality
Notas iniciais
"Kate abriu os olhos, sentindo a cabeça começar a doer de imediato. As lembranças do que aconteceu a invadir sua mente.
Ela começara a se perguntar como tinha ido parar ali quando Castle adentrou o quarto.
– Kate... você acordou. — Castle não tentou evitar as lágrimas e, sem soltar as mãos dela, apertou um botão ao lado da cama.
Beckett não estava entendendo. Por que ela estava naquele hospital?
– ... — A voz da detetive falhou ao tentar pronunciar o nome dele.
– Ei, está tudo bem, agora. Eu nunca mais deixo você sair de casa com raiva de mim. — A mente de Kate tornou-se turbulenta.
Claro, o acidente! Tudo aquilo foi fruto da imaginação dela, uma imaginação muito fértil.
Ela olhou para a mão esquerda, sua aliança estava ali, brilhante e dourada.
– Cas... — Sua voz falhou mais uma vez, e as lágrimas tomaram seu rosto.
– Kate, está tudo bem. Eu estou aqui! — Castle acariciou o rosto da esposa e a abraçou.
– Eu não queria brigar... E-eu devia ter prestado atenção.
– Meu amor, a culpa não é sua. O homem que bateu no seu carro estava bêbado. — Kate apertou o ombro dele, seu rosto contra o peito dele, um choro inevitável. — Eu dei uma surra nele, dessa vez, me deixaram ser o policial mau. — Castle ouviu uma risadinha e isso deixou seu coração mais leve.
Uma médica entrou no quarto, pedindo para que Rick se afastasse da esposa. Castle o fez, deixando Kate ainda mais desnorteada.
– Olá, eu sou a Dra. Heat. — Kate pensou o quanto aquilo era irônico e se sentiu como que em um déjà vu. — Poderia inclinar a cabeça para a direita?
Kate obedeceu e, após todos os exames padrões, a doutora concluiu.
– Seus reflexos voltarão aos poucos. Sua cabeça está doendo?
– Sim, um pouco. — Beckett pontuou suas dores, mentalmente.
– Vou pedir à enfermeira para trazer o seu jantar e o remédio. _ falou já indo até a porta.
– Obrigado. — Rick balançou a cabeça.
– É o meu trabalho, Rick. — A morena ofereceu um sorriso malicioso para o escritor e deixou o lugar.
Kate observou o marido se aproximar mais uma vez.
– Rick, é?
– O que? — Ele viu a esposa balbuciar algumas palavras. — Katherine Castle, você está com ciúmes?
– Não... Sim. — A confusão estava formada, assim como quando Castle a pedira em casamento. — Deixa pra lá!
Richard segurou o rosto dela entre suas mãos e aproximou seus lábios. O primeiro beijo depois de um longo tempo.
– Eu não ligo para ela, sabe. — Ele encostou suas testas. — Pois é, eu tenho a mulher mais extraordinária do mundo, ao meu lado.
Katherine sorriu, não sabia se aquele título cabia a ela, mas adorava quando ele a chamava assim.
– Obrigada por ficar por perto. — Kate tentou expressar o que sentia, naquelas palavras.
– Sempre. — E Castle entendeu perfeitamente.
– Mamãe, você acordou! — Uma garotinha, com seus cinco anos, entrou no quarto correndo.
– Desculpa, eu não consegui segurar ela quando a médica nos deu a notícia. — Alexis entrou logo depois.
– Tudo bem. — A menina mais nova estendeu os braços, pedindo para o pai colocá-la sentada na cama. — Lucy, sua mãe ainda está machucada, então...
– Nada de apertar pra não magoar. Mas beijinho pode. — Lucy repetiu as palavras que Castle sempre dizia quando ela visitava a mãe. — Sempre!
A garotinha não fazia ideia do tamanho da força daquelas seis letrinhas.
– Quem te ensinou isso? — Kate beijou o rosto da filha, já aninhada em seus braços.
– Papai. Ele disse que essa palavra é importante. Eu não entendi.
Beckett apertou a menina em um abraço.
– Mamãe tá deixando Lucy sem ar.
– Desculpe filhota.
Lucy ficou em pé na cama e começou a contar.
– Ei, isso também não pode, mocinha. — Castle repreendeu.
– Deixa, Cas. — Beckett pediu. Lucy parou de contar no oitenta e nove. — E...
A garotinha pareceu se esforçar para lembrar qual número vinha depois.
– Noventa! — Ela gritou, e Katherine a encheu de cócegas.
– Isso mesmo. Minha filhinha é muito boa em matemática. — Kate pode ver o marido fazendo uma careta. — Você continuou com os dez números por semana. Estou orgulhosa, Lucy.
Castle percebeu os olhos azuis da menina brilharem.
– Alexis disse que se eu continuasse, a mamãe ia melhorar mais rápido. Funcionou. Foram só duas semanas. — Ela indicou levantando um dedinho de cada mão.
– Obrigada. — Kate falou, sem som, para Alexis e a ruiva sorriu.
– Vovó Martha e vovô Jim disseram que você ia ficar bem. Eles disseram que você é ext- estri...
– Extraordinária. Sim, ela é. — Castle se reaproximou da cama. — Já está bom por hoje, desse jeito você vai esmagar a mamãe.
Ele pegou a menina, — praticamente deitada em cima de kate. — ela reclamou um pouco, mas concordou em ficar no chão.
***
– Ela hoje aprendeu até o cem. Quando sofri o acidente, ela estava no setenta. Eu ainda não acredito que perdi duas semanas. — Kate e Rick observavam a filha brincar na sala, do balcão da cozinha.
– Kate, não fique pensando nisso. Estamos juntos, nossa família é forte. Mais uma vez, superamos um obstáculo. Aproveite o agora, esqueça o que aconteceu.
Ela sorriu. Ele sempre estaria ali para ela.
– Sempre! — A sincronia de sorrisos e de olhares apaixonados."
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