Time Well Spent
28 Retorno pós Hiatus
Notas iniciais
Eu não vou dar explicações para vocês porque tive meus próprios problemas durante este tempo, não tentando ser rude. Espero de todo coração que me perdoem e tenham paciência com esta ansiosa escritora que tende a deixar tudo pela metade. Agradeço de verdade pelo carinho que demonstraram até o momento
P. O. V. Draco
Era uma manhã como outra qualquer no Refeitório. O céu estampado no teto era azul sem nuvens e os pratos em cima da mesa da Sonserina eram nada mais, nada menos que waffles com calda de chocolate e sanduíches naturais.Eu estava surpreso por Snape ainda não ter aparecido, o rosto furioso brandindo em fúria contra os alunos, reclamando seus pertences roubados. Sentia as palmas das mãos formigarem sempre que lembrava da noite anterior e esperava que Luna estivesse bem porque ela ainda não havia apararecido ao refeitório.–Está comendo bastante. -Comentou Goyle. –É. Tanto faz. -Respondi enquanto estendia a mão para pegar outro sanduíche.–Se ficar gordo, não vai conseguir sair mais com a Mádi ou com qualquer garota aceitável por aqui. -Emendou Crabbe.–Acho que deveriam se preocupar mais com vocês mesmos. -Falei, inexpressivo enquanto esquadrilhava a mesa da Corvinal na procura de cabelos loiros, longos e selvagens.–Desculpa, cara. -Falaram os dois em uníssono, o que me irritou. Foi quando Pansy se sentou na nossa frente. A garota havia substituído a permanente cara de bull-dog raivoso por um esboço de sorriso bobo e agora pegava alguns sanduíches naturais.–Sentiu nossa falta, Parkinson? -Me vi perguntando, um sorriso torto aflorando em meus lábios.A garota corou por baixo da franja reta e sem-graça.–Não daria a mínima se tivesse morrido, Malfoy. -Pansy resmungou. -Não que você se importe.Ergui as sobrancelhas, surpreso.–Ouvi dizer que está andando com Neville Longbottom. -Comentou Crabbe.–Cara, esse perdedor? -Me vi perguntando, um risinho tomando minha voz. –Vá a merda, Malfoy. Até parece que não sai até hoje com a ridícula da di-Lua. -Ela revirou os olhos.Senti um aperto na base do estômago, mas continuei com a encenação.–Ah, claro. Até agendamos um dia para que a Luna fosse lá em casa e comentasse as besteiras do Pasquim com minha mãe! Estamos em namoro firme. -Brinquei sarcasticamente, mesmo que essas palavras me machucassem. Pansy segurou um waffle entre as mãos pequenas e se ergueu para sair do Salão. Assim que a garota saiu, seu espaço vago abriu meu campo de visão para que eu conseguisse ver uma Luna chorosa se erguendo à uns dois metros de distância da mesa da Sonserina e se afastando do Refeitório."Mas que droga".P. O. V. LunaAs palavras de Draco se repetiam na minha cabeça, sobre como era inaceitável sequer imaginar que eu conhecesse seus pais como em um namoro normal e sobre como eu sempre seria a deslocada em meio a seus amigos. Eu sabia que ele não falara aquilo de propósito, mas era a verdade e aquilo me atingiu como um trem. Eu queria Draco como um todo, nós dois destravando o mundo inteiro em viagens infindáveis. Contudo, isso era quase impossível na condição de Lovegood e Malfoy. Era como Draco me dissera no nosso primeiro encontro, que foi armado: "Deixe os sobrenomes. Somos só Draco e Luna". Aquela frase já não era o bastante para mim.Lembrei da carta de Snape e de como deveria me recompor para contar a Draco sobre ela e colocá-la de volta no quarto do professor... Também deveria contar sobre o porta-retratos que Malfoy havia encontrado no armário e tentar formar um paralelo entra as duas coisas.Me encarei no espelho do banheiro e o reflexo me encarou de volta. A garota cansada e com círculos escuros de olheiras ao redor dos olhos azuis não se parecia em quase nada com a menina que eu fora há alguns meses. Era como se eu tivesse envelhecido anos neste tempo de tensão, mas decidi que Malfoy fazia com que o cansaço valhesse a pena. –------------------Assim que saí para o ar matinal nos arredores do Castelo de Hogwarts, senti a mão gelada e de longos dedos se aninhando junto à minha.–Por Merlin! -Disse, afastando nossas mãos. -Tem pesssoas por aqui! –Eu quero te mostrar que não me envergonho de você. -Draco mordeu o lábio inferior, a tristeza transparecendo nos olhos cinzentos. O encarei por algum tempo sem entender quando uma engrenagem pareceu girar em minha cabeça.–Ah, Draco. Eu não estou com raiva por ter falado aquilo pra Pansy! -Soltei um risinho. -É só que... Era verdade. -Ergui as sobrancelhas tentando parecer descontraída.–Luna, aquilo não era verdade. E se for, não importa. Não é como se eu ligasse muito pra opinião dos meus pais sobre com quem eu me envolvo. -Ele revirou os olhos claros.–Mas...–Não tem "mas", Lovegood. -Ele completou, impaciente. -Somos nós dois. Quebrando todas as regras. –Tem mais algumas regras que ainda não quebramos. -Sussurrei, agora sorrindo.–Mas isso é um crime inaceitável! -Draco deu um sorriso torto. -Devemos consertar isso agora. Ri baixinho.–Me encontre na orla do lago, do lado oposto ao Castelo às sete horas. Descobri algumas coisas novas. -Murmurei e girei nos calcanhares sem esperar por uma resposta.
Notas finais
Obrigada por lerem até aqui
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