Time Well Spent

16 Baile, Parte Final


Notas iniciais
Oi! Eu sei que estive sumida por mais de uma semana e realmente não quero deixar isso acontecer de novo, mas meu pai simplesmente pirou e tomou meu computador de mim T-T eu achei o esconderijo dele e peguei, então me considerem muito louca por vocês e pela fic e por favor me perdoem. O capítulo ficou curto, mas é o que temos por hoje e eu realmente vou tentar recompensá-los! Beijão e até!

P. O. V. Luna

Ouvi passos lentos acompanhados de uma voz familiar bastante frustrada:

–Luna, se fosse pra sair da festa, eu preferiria que ficasse comigo o resto da... –Sua fala foi cortada por um arfar.

Malfoy ainda tentava se desvencilhar das carícias da garota loira e alta quando Neville andou marchando até ele, tirando a capa de cima das vestes no caminho, que caiu farfalhando no chão. Eu mal tive tempo de analisar o contraste entre o tecido preto e a grama verde-oliva quando ouvi um gemido alto e longo. Ao erguer os olhos para onde, em outrora duas figuras estavam se agarrando na penumbra, jazia o corpo de Draco, se contorcendo, senti meu queixo cair e os olhos já cheios de lágrimas arderem ainda mais.

–Neville! –Gritei, puxando o braço do garoto alto, que ainda se erguia ameaçadoramente sobre o corpo inerte de Malfoy. –Seu...

–Sangue-Ruim! –Draco grunhiu, chutando o ar. A garota ao seu lado arfava alto e parecia querer desaparecer.

–Eu não acredito que fez isso! –Choraminguei, encarando os olhos perturbados de Neville. Suspirei tentando completar a frase: — É muita coisa.

Os olhos de Longbottom se enterneceram e suas sobrancelhas caíram, ainda erguidas pelas pontas de forma digna de pena.

–Vamos embora, ok? –Falei, a voz trêmula.

Malfoy soltou um grunhido e Mádi havia se abaixado para socorre-lo. Neville anuiu com a cabeça, ainda meio atordoado.

–Ótimo. –Sua determinação colérica ainda era identificável.

–Se casem logo. –Uma voz arrastada e dotada de imenso desprezo se propaga pela clareira.

Eu e Neville olhamos para baixo no mesmo instante, mas ele se adiantou erguendo o pé na direção de Malfoy...

–Para! –Gritei.

Neville parece se controlar ao puxar o pé de volta.

Respirei profundamente antes de abaixar a voz:

–Draco, você está bem?

Nesse momento, a figura inerte abaixo de nós abriu um sorriso debochado. Seus dentes estavam manchados de vermelho-escuro e o filete de sangue que escorria do nariz estava pingando nas vestes.

–Já estive melhor. –Sua voz tremeu, mas ele estava realmente sorrindo. Um sorriso zombeteiro e rude, mas um sorriso.

Suspirei profundamente.

–Me desculpe por isso.

Malfoy me encarou, os olhos cinzentos pregados à mim com efeito. Era a primeira vez que ele me fitava assim desde o encontro por acaso na porta da Sala Comunal. Parecia que havia sido há décadas.

–Não. –Ele teve de parar para conseguir fôlego. –Por Merlin, não fala isso.

Senti mais lágrimas se acumularem nas bordas dos meus olhos e tive de desviar o olhar. Neville havia se adiantado, apanhando a capa do chão com uma expressão de extrema repulsa. Quando comecei a me afastar da clareira, ouvi seus passos atrás de mim e logo ao meu lado.

Passou-se algum tempo daquela maneira, quando finalmente Neville se manifestou:

–É claro. –As palavras escaparam como de um pensamento.

Me virei para ele. Os contornos suaves de seu rosto eram marcados pela luz do luar perolado e sua boca estava entreaberta enquanto fitava o vazio escuro a nossa frente.

–Você é um anjo, Luna Lovegood. –Murmurou, se virando para mim.

Senti um rubor quente se espalhar por minhas bochechas e tentei controlar minha voz:

–Não, não sou. –Seus olhos claros ainda me encaravam, insistentes.

–Como pôde pedir perdão pro Malfoy? –Sua voz se elevou um pouco enquanto marchávamos.

–Nós não estávamos namorando, Neville! Ele tem o direito de ficar com quem quiser, e eu também! –Guinchei.

Foi quando senti a mão dele roçando na minha cintura, firmando os contornos do meu vestido. Seus cabelos negros recortavam os olhos claros, que pareciam refletir a lua amarela, como um caleidoscópio desfocado.

–Fique comigo, Luna. –Sussurrou, se inclinando para meu ouvido.

–Hum... –Ofeguei de modo quase inaudível.

–Fique comigo. –Seus lábios agora roçavam no lóbulo da minha orelha.

–Neville... Eu não posso.

Notas finais
Se alguém ainda estiver lendo, comente ^^ kkkkkkkkkk' Espero que tenham gostado e não queiram me matar!