Time To Time
4 Decisão
Notas iniciais
Ao abrir a porta de casa, já me deparo com meus pais brigando.
– Mais uma vez e eu não vou perdoar, você me entendeu, Peter?
– Charlote, eu não sei do que você está falando.
– Você nunca sabe, você e sempre o correto.
– Não estou dizendo que eu sou santo...
– De novo brigando? — decidi interromper, antes que eu ouvisse demais.
– Minha filha...
– Olha papai, eu sei o que você anda fazendo, não precisa me esconder. Eu não sou mais uma criança.
– Você não é mais uma criança.
– É não sou. E quer saber, se é por minha causa, mamãe que você ainda esta aguentando, fique sabendo que eu não ligo. Eu prefiro viver na rua do que entrar mais uma vez nessa casa e vê vocês dois como cão e gato.
– Você sabe que a culpa e dele.
– Mamãe, não é hora de discutir. A hora e de decidir.
– Você é muito mais adulta do que o seu pai. Peter, acho que ela esta preparada para saber. Mas primeiro, eu me decidi, quero o divorcio. Não tem mais volta. Você pode fazer o que você quiser da sua vida daqui pra frente.
Mamãe saiu da sala, mas eu sabia que ela estava escondida em algum canto, ouvindo.
– Mary...
– Sabe que eu não gosto desse nome.
– O nome que eu te dei.
– Mamãe escolhe melhor do que você.
– Tudo bem. Alice, eu e sua mãe fomos casados a 26 anos. Não é fácil uma pessoa encontrar outra e passar tanto tempo juntas. Quando eu conheci sua mãe, foi amor a primeira vista. Ela era uma mulher linda, extraordinária...
– Ela ainda é papai. Só que você não enxerga mais isso.
– Mas eu cometi um erro, a qual ela me perdoou. Só que desse erro, nasceu... E é por isso que ela quer a separação.
– O que nasceu, papai?
– Alice, você tem um irmão mais velho.
– O que?!?
– Isso mesmo. Minha filha, me escute. Quando você nasceu, eu senti uma emoção muito forte, por que era como se eu estivesse vivendo o seu nascimento, e o do seu irmão, no qual eu não estava presente.
– Então, quem é?
– É engraçado como o destino brinca com a gente. Quando eu vi aquele garoto, vi meu próprio rosto refletido no dele.
– Papai, eu conheço?
– Sim, e posso dizer que fico ainda mais feliz, por que você gosta dele. O seu irmão é o Edward.
– O que?!? O Edward. O Edward?
– Sim.
– Não pode ser.
– Mas é. Você gosta dele, não é?
– Sim, eu amo o Edward, ele sempre foi como um irmão pra mim... Ele é meu irmão.
– Eu sei que deve ser confuso, mas isso vai melhorar.
– Ele sabe?
– Não, a mãe dele morreu quando ele era pequeno. Esme e Carlisle o adotaram. Sabe que Carlisle é meu amigo. Quem ne contou foi ele. Edward sabe que e adotado, sabe que a mãe morreu, mas não sabe quem é seu pai.
– Você tem que contar pra ele. Hoje. Não pode mais adiar isso. Você já enganou a mim e a mamãe. Não faça isso com ele. Eu vou ligar pra ele vim aqui. Mamãe?
– Sim.
– Eu vou pro meu irmão.
– Eu sabia que você ia gostar de saber que ele era seu irmão.
– Mas isso não justifica nada. Eu ainda estou com raiva de você, pai. Mas nem eu e nem ele, temos culpa do que você fez.
Peguei o celular, e procurei pelo numero de Edward.
– Alô, Alice. Aconteceu alguma coisa?"
– Não, Edward. É que preciso que você venha aqui em casa. E que traga Carlisle com você.
– Tudo bem. Você parece estranha. Tudo bem, chego ai em um instante.
– Mamãe, não quero que você o trate mal. Eu estou do seu lado, eu apoio você na separação. Mas não me peça pra ficar longe dele.
– Eu nunca nem pensei nisso. Como você mesma disse, vocês não tem culpa pelo que o seu pai fez.
Olhei para o meu pai, e ele estava nervoso. Eu não gostava de ficar com raiva. Não sou de guardar rancor. E vê meu pai daquele jeito, me fez perceber que eu também estava nervosa.
– Pai?
– Você esta com raiva de mim, não esta Alice?
– Você sabe que eu não sei guardar rancor. Eu não estou com raiva, talvez magoada. Mas pelo o que você fez a mamãe. E por ter escondido por tanto tempo de mim.
– Me perdoe. Mas você não sabe o quanto eu sofri calado.
– E o jeito de desabafar era arrumando outras. Mais traição? Acho que não foi a melhor forma.
– A garçonete do bar, é irmã da mãe do Edward.
– Ainda ficou pior, Peter, você não só me traiu, traiu a mãe do seu filho com a própria irmã dela. E melhor você ficar calado, ou vai se complicar mais ainda.
– Mãe, acho melhor a senhora ir pro quarto. Eu sei que e difícil, afinal de contas, ele e fruto de uma traição.
– Tudo bem, eu vou. Obrigado.
Ouvi a campainha tocar. Levantei-me e fui atender. Meu pai levantou-se e ficou tenso. Abri a porta, e Carlisle olhou para o meu pai.
– O que foi Alice, você esta bem -disse Edward com cara de preocupado.
Eu não tive coragem de dizer nada. Apenas o abracei e comecei a chorar.
– O que esta acontecendo?
– Você é meu irmão, Edward.
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