Notas iniciais
Curtam e Comente... Estou aberta a opiniões...

Mais um dia, o cansaço me faz cada vez mais preguiçosa. Não sou uma pessoa que pode ser dita como mandona... Só gosto de ter minhas vontades estabelecidas.

Sempre quando pequena sonhava em ser igual ao meu verdadeiro pai, por mais que nunca tive um contado mais próximo com ele, tudo um sonho de menina que pensa que seu pai é um super herói, só sabia o seu nome por causa do registro na minha certidão de nascimento e tirando isso os cheques que minha mãe recebia para o meu enorme proveito... Se é assim que posso dizer de minha mãe... Uma pessoa ingênua, instável e cabeça oca.

Minha mãe nunca fez a mínima questão de esconder seu passado sombrio de mim, assim como ela mesma o dominava. Apesar das circunstancias sempre me deixava claro que tudo que a envolvia fora a suas próprias decisões que a levaram a isto.

René havia se apaixonado por Charles Swan, meu pai... Alias minha mãe era sua amante, pois o mesmo já era casado com Lilian Hale e tinha dois filhos, meus queridos meios-irmãos Jasper e Rosali, sentiram a ironia?! E quando se descobriu grávida de mim, foi praticamente induzida cometer um aborto, aborto este que não fora feito por sua escolha, então como não tinha escolha Charles Swan, me deu seu sobrenome (que não vale nada pra mim) e uma pensão bem gorda... Minha mãe me fala que a única vez que o mesmo me viu foi no dia de meu nascimento. É lógico que ninguém sabe desta história, nem era para eu estar sabendo, mas fazer o que, se sempre fui inteligente! ( a modéstia faz parte meu bem).

Tudo que sei dele foi através da internet (santo Google) o infeliz é policial federal... O agente sem coração como a mídia o denomina.

E foi em uma cidade pequena como Forks, que minha mãe veio se instalar após se descobrir grávida de mim, sem família ou amigos, apenas com a coragem e o sentimento de esquecer o passado, o passado que eu sua pequena garotinha a lembrava cada vez que me olhava.

E foi nesta mesma cidade que minha mãe conheceu Phil Dwyer, meu amado padrasto, o pai que conheci e meu herói pra todas as horas. Apesar de não ser sua filha de sangue, meu velho me criou como se fosse.

Foi na cidade alienígena, que fui criada... Todos conhecendo todo mundo...(Grande bosta!)

E em Forks todos conheciam a pequena Bella, a filha de uma professora e um mecânico.

Desde pequena, meu desenvolvimento foi precário, com apenas dois anos eu já conseguia ler perfeitamente, com quatro já tinha uma dicção e escrita memorável e com apenas cinco anos, eu já iniciava a escola, sempre tirando as melhores notas, sempre sendo a aluna prodígio e por mais que eu não tenha amigos, meus livros sempre foram por mim, tirando o fato que me sentia melhor falando com pessoas mais velhas ou traduzindo... alguém com cultura em seu vocabulário. A leitura sempre foi minha fiel e amada companheira... minha mãe sempre me disse que em algum momento da gravidez devemos ter trocado de idade...

Com o meu desenvolvimento acelerado, os professores da pequena Forks me faziam testes e perguntas de alto padrão (bando de bajuladores), e assim que com apenas sete anos eu terminei o ensino fundamental e o médio.

Como vêem tenho um QI, muito alto e muitos especialistas queriam me conhecer... (Que foi, tá com inveja? Cuidado que recalque bate e volta...!)

E apesar de tudo isso eu detestava chamar atenção, então decidi que queria viver um tempo sem estudar. Queria ter a experiência de viver como uma criança...

Mas é claro que como sou teimosa e curiosa este tempo não durou cerca de uma semana... Eu tinha a necessidade de aprender...

E quando acompanhei Phil na oficina, pedi a meu querido padrasto para me ensinar a consertar carros... E a cada dia que passava aprendia mais e mais... Com apenas oito anos e meio eu concertava carros e motos com maestria e quando Phil aprendia algo inovador ele logo me ensinava.

Quando eu completei nove anos, havia terminado meus cursos de música... Naquele tempo aprendi a tocar violão, violino, e piano.

E foi naquele mesmo ano que René e Phil me deram a noticia de que eu teria irmãos, pois é eu não esperava ser a filha única por muito tempo... (Mas não precisava ser tão tarde)

Então seis meses depois nasceram Owen e Theodore Dwyer meus irmãozinhos... É claro que depois de algumas noites eu pedi pra devolvê-los, pois não agüentava mais os choros... Eu passava meus dias no quintal de casa desenhando, foi assim que descobrir minha paixão por artes e com isto fiquei mais perceptiva as noções do dia, a cada detalhe.

Com o passar dos dias minha mãe ficava muito ocupada com os gêmeos, é claro que eu tinha um pouco de ciúmes com toda a situação, mas aprendi a ser mais condescendente com os menores. (Claro que quando crescessem como irmã mais velha suas vidas seriam um inferno...)

Minha vida se resumia a ler, assistir HOUSE e CSI (como essas séries são incríveis:D), ajudar minha mãe com os gêmeos, ajudar Phil na oficina, estudar idiomas, praticar esportes, dança e ir dormir.

E o tempo foi passando...

Mas toda essa rotina mudou, quando Phil recebeu uma proposta de expandir a Oficina para NOVA YORK, é claro que ele não pensou duas vezes e aceitou a proposta. Então nossa animada família se mudou para Nova York, mudamos para um bairro próximo a Times Square.

Claro que com a mudança, possibilidades de conhecimentos foram se expandindo para a minha pequena e grande pessoa... Passava a maior parte dos meus dias estudando, mas agora na faculdade... É com apenas doze anos, eu fui aceita na Faculdade de Nova York. Fazia o curso de Engenharia da Computação pela manha, muitos alunos estranhavam uma pré-adolescente na faculdade, mas só era-me ver entrando em ação resolvendo os problemas da matéria, que surgiam um bando de bajuladores...

Após um ano, eu queria mais desafios à matéria já estava ficando muito maçante, então decidi me escrever para o curso de Engenharia da Mecânica no período da tarde e a noite o curso de Eletrônica.

Phil e Mamãe ficaram meio receosos com isto, mas eu queria e dava conta e ainda de sobra ajudava com os gêmeos... Meus amados irmãozinhos Wen e Theo como os chamavam, agora com três anos eram meus anjinhos por mais capetinhas que fossem eles me obedeciam e isso fazia minha mãe louca, pois nada do que ela ou Phil fala-se não os obedeciam...

O tempo foi passando e com dezesseis eu já estava formada... Trabalhava com Phil e tinha uma vida normal, sem amigos, mas normal... Os gêmeos estavam no fundamental, Owen e Theodore eram loiros e tinham os olhos verdes de Phil ao contrario de mim, que tinha cabelos da altura da cintura cacheados com alguns fios loiros, olhos azuis-esverdeados, corpo esguio e esbelto, tudo na medida certa, meus irmãos não haviam puxado minha inteligência, aposto que eu a puxei de meu verdadeiro pai... Charles... Apesar de tudo não me esqueci dele, apesar de tudo eu só quero vingança por tudo o que ele fez e nada melhor do que me aproximar.

Todos estes anos, sendo a melhor só pra mostrar o quanto ele perdeu, o quanto ele magoou minha mãe e a mim.

Eu sabia que podia estar agindo como uma criança mimada e hipócrita, mas isto eu nunca fui, minha criação foi impecável, serei a mais inteligente e a mais ágil. Sabia que provavelmente ele não iria me reconhecer, sabia que poderia encontrar meus meios irmãos.

Mas as aparências enganam e a muito tempo pago de boa moça... Até minha família não desconfiam de mim!

Sabia que isto teria alguns riscos, mas eu sempre fui à melhor e Charles Swan pode se preparar, pois Isabella Marie Lispector Dwyer está chegando.

Notas finais
Parece que a filha bastarda quer vingança...
Até a próxima semana.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.