Notas iniciais
"Não suporto meios termos. Por isso, não me doo pela metade. Não sou sua meio amiga, nem seu quase amor. Ou sou tudo ou sou nada." - Clarice Lispector

Londres; Harry's house; Quarta-feira; 6h43 da manhã.


Amanheceu e todos estavam dormindo até que o som alarmante do celular de Liam avisando que estava na hora de acordar, se arrumar e ir para o colégio soou. Seguidos de Liam, Harry e Louis acordaram. Zayn e Niall demoraram mais para tomar coragem e levantar da cama. Katheryn e Cassie continuaram dormindo, pois como eram um ano mais velhas que os meninos, 18 anos, (com exceção de Liam, que entrou atrasado na escola e também tinha 18 anos) já haviam concluído o colégio. Meia hora depois todos estavam prontos para sair. Mal sabiam eles que suas vidas mudariam para sempre hoje.



Londres; Storybrooke High School; Quarta-feira; 11h37 da manhã.



Estavam na última aula, aula da Ms. Lloran, jovem e entusiasmada professora de Inglês. A professora estava dando corpo a sua aula, quando o diretor da escola, Mrs. Cleveann bateu forte na porta da sala e entrou. Desesperado e assustado, o diretor gritou:



– Corram todos para suas casas! Chamem seus parentes para virem buscá-los! Anunciaram o fim do mundo. Arrumem suas coisas e vão!


A sensação de panico tomou conta da sala. Todos arrumaram suas coisas e saíram da escola com uma rapidez descomunal. Zayn, Louis, Niall, Harry e Liam tiveram a mesma ideia: a de ir para a casa de Harry, onde provavelmente Cassie e Katheryn ainda estariam.

Os meninos pegaram carona com Elize, que estudava com eles e tinha uma queda por Zayn. A rua estava praticamente vazia, com veículos abandonados em meio ao tráfico londrino; uma vez que foi pedido, pelo primeiro anunciamento oficial do governo, para que todos fossem para suas casas, trancassem as portas e rezassem, foi emitido em redes de televisão e de rádio e na Internet.

Chegando à casa de Harry, Katheryn e Cassie estavam chorando, preocupadíssimas com seus amigos, mas logo foram consoladas por Niall e Louis. A sensação de alívio de todos por virem que seus amigos estão bem tomou conta casa.

Liam, preocupado e pensativo, indagou:

– O que vamos fazer?

– Também não sei. — Disse Louis.

Agora é a vez do silêncio reinar. O silêncio sombrio e assustador de sete amigos agora sem rumo, sem planos, sem expectativas. Afinal, tudo aquilo que fora vivido e planejado por eles agora não tem mais importância. Era como se tudo que eles vivenciaram tivesse sido jogado no lixo.

– Vamos ao supermercado! Temos que estocar nossa dispensa. Além do mais, se não formos agora, logo não terá mais nada nas prateleiras do supermercado. — Sugeriu Liam.

–Concordo com você, Liam! E se formos, vamos rápido. Vou pegar o carro. — Concluiu Cassie.

Chegando ao supermercado, Liam, Harry e Cassie, incubidos de fazer as "compras de fim do mundo", se deparam com um supermercado lotado e com prateleiras parcialmente vazias. Era hora de correr e de se apressar para pegar os últimos mantimentos que haviam nas prateleiras. Tudo que eles viam era jogado em seus carrinhos, sem ligar para o preço, a validade, a marca. Tudo que eles pegassem seria o que eles teriam para sobreviver. Os caixas estavam vazios e o supermercado sem supervisão. Eles deixaram o local sem pagar, assim como todos que foram em busca de mantimentos.

Retornando à casa de Harry, Liam, Harry e Cassie encontram Niall, Katheryn, Louis e Zayn falando ao celular com seus familiares e aproveitam para fazer o mesmo. Todos ficam horas ao celular e um por um vai terminando suas ligações, até que o silêncio tome conta da casa novamente.


Londres; Harry's house; Quarta-feira; 8h03 da noite.



Todos haviam adormecido, com exceção de Liam, que foi visitar seus pais (os únicos que moravam em Londres). O trânsito estava um caos e, por vezes, algumas pessoas tentaram roubar seu carro. Katheryn acorda e é a primeira a ler o bilhete de Liam dizendo que iria até a casa de seus pais e volta a dormir.



Quando Liam retornou, todos já estavam acordados, conversando. Eles estavam planejando o que fariam para aproveitar a vida até o fim do mundo, quando um segundo alerta oficial do governo foi emitido na televisão. Falando ao microfone, estava o presidente Jhordan Wesh, anunciando que, segundo os cientistas, o mundo acabaria em 8 anos, podendo esse prazo se estender por mais 2 anos e terminou o pronunciamento com uma frase religiosa:


– Que Deus esteja conosco.

Ouvia-se pessoas gritando e chorando nas ruas. O panico tomou conta de todo o mundo. A ameaça era real e comprovada pelos cientistas. Agora só a fé das pessoas poderia salvá-las.

Notas finais
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Agradecimentos à @wh4tLarry e à @AllForHazza
Obrigado,
Luca
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.