Notas iniciais
Enfim, o fim!
Foi meio triste terminar essa história. Mais uma vez, peço desculpas se ficou muito sentimental.
Mas agradeço a todos!

Epílogo

POV_ARITA

Minha vida parecia feita de sonho, e eu me sentia como andando nas nuvens, e dançando...

Dentro de mim havia uma nova vida. Eu estava renovada, renovando-me cada vez mais.

Tinha a sensação de que nada nos separaria, e só estávamos juntos há dois meses. Nada, nem a morte, seria capaz de destruir isso.

Contudo, nós nunca sabemos o que vai acontecer, e ás vezes, o que é eterno dura só um segundo (nota da autora: Alice in Wonderland feelings!).

Naquela manhã eu acordei excepcionalmente estranha, e ao conversar com Vitória, nós duas soubemos a verdade toda, e eu fiquei mais feliz ainda, mas depois, um pouco temerosa. Como ele reagiria?

— Conte a ele. Tenho certeza, absoluta de que ele a ama.

— Estou nervosa.

— Não fique. – nesse momento meu celular tocou e eu atendi, trêmula. Vi segurou minha mão.

— Arita?

— Sim? Heitor, precisamos conversar, é urgente.

— Eu ia dizer a mesma coisa. – ele riu. – Podemos nos encontrarem meia hora no parque?

— Claro.

— Eu a amo, não se esqueça.

— Eu também...

Vesti-me o mais rápido possível e Vitória me levou de carro. Chegando ao nosso destino, ela ma abraçou e eu agradeci.

— Não por isso. Eu estarei logo ali, dento do carro, caso precise de mim, está bem?

Desci do carro. Ele me abarcou forte e nos sentamos num banco de metal. Ele estava tão bonito! Como na primeira vez em que nos beijamos, ele usava uma camisa gola polo azul claro, e eu também estava com um vestido semelhante áquele. Heitor também percebeu a semelhança, e rimos. Algo nos dizia que seria tão encantador quanto aquele dia, embora eu ainda estivesse temerosa.

— Heitor, o que tenho para lhe dizer é de estrema importância.

— Eu também. Por favor, deixe-me falar primeiro? – ele ergueu os olhos azuis suplicantes para mim e assenti. – Bem, eu estive pensando, e isso já faz algum tempo... O quanto é surreal o que temos um pelo outro. Ás vezes sinto como se estivéssemos interligados por algo que está muito além da minha compreensão. E fico tão alegre com isso! Então, na noite em que fomos ao meu apartamento e eu mostrei a você o quadro, eu soube que, mesmo que eu vivesse para sempre e conhecesse todas as pessoas do mundo, eu jamais conseguiria sentir por alguém o que sinto por você. – olhei para ele, admirada, lisonjeada. – Entendo que você possa achar que é muito cedo. E também não precisa ser exatamente agora. Podemos pensar com um projeto futuro, talvez, mas eu a amo. E só hei de me casar com você. – comecei a chorar, de susto e emoção. – Estou a pedindo em casamento agora. – ele se levantou e deu a mim um uma caixa, que não continha um anel, mas sim uma correntinha linda, com um pingente em forma de coração. – Mas você pode aceitar depois. Aí, peço oficialmente sua mão a seu pai, com uma aliança e tudo mais. O que me diz? Ou esse não foi jeito certo? Desculpa, mas foi a melhor ideia que tive até agora e...

— Heitor, eu... – eu estava chorando e sorrindo. – não sei o que dizer. É lindo... Eu o amo. Mas preciso contar a verdade.

— O que é? – ele pareceu um pouco preocupado.

— Eu estou grávida. Esperando um bebê...

— Não acredito! – olhei para ele espantada. – Isso é maravilhoso! Maravilhoso! Oh, que benção! — ele me levantou e começamos a rodar. — Vou ser pai. Vou ter uma criança para brincar à tarde. E eu vou levá-lo para o parque todos os dias, e vamos ter um cachorrinho também, se você quiser. Tenho certeza que vai querer, você adora animais! E um gato, também, quem sabe! E vamos morar numa linda casa. E todos os dias eu vou...

— Não sabia que ficaria tão contente! – eu estava rindo, aliviada e esfuziante.

— Mas estou! Ah, isso é maravilhoso1 A melhor que coisa que já poderia ter acontecido a mim!

— Eu o aceito, Heitor. O resto dos detalhes podemos acertar depois.

— Sim, claro, como queira! – ele beijava todo o meu rosto, e as minhas mãos. – Já decidiu os nomes?

— É cedo ainda, não acha? Só tem um mês e meio.

— Mas já podemos pensar. Se for uma senhorita, como a mãe, uma dama... – eu ria. – O que você sugere?

— Eu sempre gostei de Lyra. Todas as minhas bonecas chamavam-se Lyra. Acho que significa inspiração.

— Lindo nome! Eu adorei. Posso escolher o nome se for menino?

— Claro.

— Arthur. Porque passa a ideia de nobreza de coração, honestidade coragem.

— Então ele será como você.

— Será como nós. Ensinaremos a ele, ou ela, o que é mais importante no mundo.

— Amor?

— Exatamente.

FIM

Notas finais
E então? Recomendações? O que vocês acharam do final?
Muito obrigada a todos que acompanharam a história!
Até mais!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!