Till The Death Separate Us
19 Capítulo 18 - Rosas
Notas iniciais
Olha, eu vou parar de prometer escrever rápido. Assim, eu não crio falsas expectativas...
Mas eu simplesmente não estou tendo uma crise criativa, só não quero terminar essas história!
Esse capítulo ficou miseravelmente curto... Desculpem!
Agradeço ao review de:
* belle_epoque
(cadê o resto de vocês? Vou chorar!)
Espero que gostem!
Capítulo 18 – Rosas
POV_ARITA
Pontualmente, ás oito da noite, a campainha tocou e eu quase tive um infarto. Antes de abrir a porta olhei-me no espelho da entrada e Vitória apareceu do nada.
— Você está linda, Arita. – disse ela, sorrindo. – Relaxe...
Segui o conselho dela. Respirei fundo e abri a porta sorridente. Eu esperava encontrar um Heitor igualmente sorridente, mas ao invés disso...
Deparei-me com um gigantesco buquê de rosas de todas as cores imagináveis e inimagináveis. Deveria ter umas cem rosas ali, e não é exagero!!! Atrás do buquê, enfim consegui achar, estava Heitor, com um sorriso meio envergonhado, meio orgulhoso.
— Oh, olá Heitor... – eu disse, pasma. –Ah, entre...
— Para vocês... – disse ele, colocando as flores nas minhas mãos.
— Oi Heitor!!! – saudou Vitória. – Ah, pare com isso, pode falar que é para a Arita.
— Ah, não, é para você também... – ele corou.
— Mas, fala aí, noventa por cento é para ela... – disse ela, rindo. Repreendi-a brevemente com o olhar, não seria legal se ela ficasse constrangendo as visitas.
— Bom, eu vou por em um vaso... Se eu achar um no qual todas caibam. – sai, deixando os dois na sala. Achei, enfim, um vaso igualmente grande, bonito e colorido. Enchi de água e coloquei o buquê. Foi então que achei um cartão. No envelope dizia: “Para Arita – por favor, abra apenas quando eu já tiver ido”. Guardei-o no meu quarto rapidamente e voltei para a sala de estar.
Os dois estavam rindo de alguma coisa que Vitória disse, com certeza. Ela tinha colocado uma música ambiente, e estava servindo vinho branco quando cheguei.
— Ah, Heitor, muito obrigada pelas flores, são realmente lindas! Deve ter sido caro, não? Afinal, são tantas e tão coloridas... – agradeci a ele.
— Bem, foram um pouquinho caras, não posso negar, mas valeu a pena, só por ver o sorriso quando as viu. – ele sorriu, contente. Retribui.
— Obrigada mesmo. São... – olhei para o vaso em minhas mãos. – Perfeitas.
— Não tem de quê.
Jantamos depois de conversar por uma meia hora. Ele disse que a lasanha estava boa, e modéstia a parte, estava mesmo, sou uma boa cozinheira (pelo menos de alguma coisa posso me gabar!). Depois da sobremesa, Vitória levantou-se, pegou sua bolsa no quarto, mandou um beijo para mim e disse:
— Bom, aproveitem a companhia um do outro aí, que eu vou sair...
— Vai aonde? – indaguei.
— Uma festa... Muito legal... De uma amiga da faculdade. É aniversário dela.
— Ah, você nem me falou nada...
— Sim, porque quando eu ia falar você veio toda feliz me dizendo que tinha encontrado Heitor e convidado para o jantar!!! – malícia!
— Ahn, bem, então... Tchau. – ela entendeu bem o meu olhar. Com certeza.
— Tchau, Vitória! – disse Heitor, alegremente. Aliás, ele estava muito alegre! Minha amiga mandou-nos um beijo e saiu porta afora. Assim que a ouvimos virar a chave, Heitor colocou sua mão por cima da minha na mesa. Olhei para ele interrogando-o. – Só me diga uma coisa: você não está namorando, está?
— Não. – puxei delicadamente a minha mão.
— Ufa, ainda bem. Então eu tenho chances. – fitou-me de uma forma tão profunda, que como sempre, eu me senti perdida no oceano.
— Ah, eu... não achei... que ainda gostasse de mim. – disse eu, hesitante.
— Sério? Nossa, não teve um dia em que eu não tenha pensado em você, Arita. Não houve um único momento em que eu não tenha me lembrado da doçura dos seus olhos, da maciez e brilho dos seus cabelos. – é necessário dizer que o sangue subiu para o meu rosto, me deixando completamente vermelha? – Não houve um segundo em que não tenha querido ver novamente... o quanto você fica linda corada.
— Heitor... Passaram-se os anos e você continua o mais galanteador dos rapazes. – Meu Deus, o que é isso? Digam-me, de onde surgiu esta criatura? Fugiu do Olimpo?
— E você continua a mais perfeita moça que já vi. – dizendo isso, ele se aproximou demasiadamente do meu rosto. Achei que fosse me beijar. Mas, ele apenas tocou meu rosto de forma delicada, olhando em meus olhos, fazendo-me enrubescer ainda mais. Pegou uma mecha do meu cabelo, de forma tão doce, como se eu fosse feita de cristal.
E por fim beijou-me. Um contato lento, cândido e passional. Há quanto tempo eu não sentia algo assim! Eu poderia tocar o amor que emanava dele, e também de mim...
Amor...
Os anos se passaram, e ao invés de diminuir os sentimentos que tínhamos um pelo outro, só aumentou. E fez crescer também um desejo, uma necessidade de estarmos um ao lado do outro...
Interrompendo o carinho por um breve momento, ele se levantou da cadeira em que estava, e caminhou até mim.
Sentamo-nos no sofá e começamos a conversar: quais eram as novidades, como era o trabalho, planos para o futuro...
Ficamos juntos por um longo tempo, de mãos dadas, conversando. Mas a meia-noite chegou e ele teve de partir. Deu-me seu endereço, e marcamos um encontro para o dia seguinte.
Quando me deitei na cama, preparada para dormir, relembrei todos os momentos que passamos juntos... Está certo que não era muita coisa, mas eu podia nos ver juntos no futuro.
E seria um futuro tão belo...
Notas finais
Gostaram? Reviews?
Por favor, não se vinguem de mim sumindo desse jeito!!!
Beijos!
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