Till The Death Separate Us

16 Capítulo 15 - Castelos e Princesas


Notas iniciais
Hey :)
Desculpem a demora, mas ando muito sem ideias. Aliás, por enquanto sumiram todas as ideias para esta fic. Vou enrolar por alguns capítulos, creio eu, para que possa chegar ao fim... Então, esperem só mais uns cinco capítulos.
Sim, está no fim ;(
A não ser que vocês me deem alguma ideia!

Agradeço aos reviews de:
* belle_epoque
* Myllinha-chan

Espero que gostem!

Capítulo 15 – Castelos e princesas

POV_ARITA

O dia seguinte foi um horror. Acho que nos viram abraçados, porque viramos assunto. Odeio ser o centro das atenções assim... E tinha medo de que a culpa fosse de Heitor, que ele tivesse dito coisas não verdadeiras a respeito do que aconteceu. Ouvi várias perguntas, desde “vocês estão namorando?” até as descabidas “ele tem pegada?”, que me deixaram envergonhada, afinal, qualquer resposta que eu desse poderia ser usada contra mim, além de ser algo muito subjetivo e vulgar de se dizer.

Vitória estava igualmente curiosa, e eu tratei de satisfazê-la contando nada mais que a pura verdade, é claro, editando algumas partes.

- Mas então, é mentira o que estão dizendo?

- Sim. – assenti, superficialmente tranquila. Ela pareceu decepcionada.

Aulas e mais aulas se seguiram, e eu sempre (tentando) evitando Heitor, o que era difícil, já que ele estava ao meu lado. Não nos falamos desde então, e isso se tornou estranho, mas eu era covarde demais para dar o primeiro passo.

Enquanto eu assim me torturava, a professora deu um empurrãozinho em mim. Marcou um trabalho que deveria ser feito com as duplas da sala mesmo, e tivemos que conversar. Foi um tanto quanto constrangedor combinar um local e um horário adequados para tal coisa.

Logo, às três da tarde lá estava eu, na porta da Biblioteca Municipal, esperando por ele. Entramos e nunca me senti tão... em casa. Como se já tivesse estado com ele em uma biblioteca gigantesca, lendo textos antigos e tentando decifrá-los. Havia uma grande sensação de deja-vú em mim, e eu podia perceber que ele também estava nostálgico.

- Arita... – disse ele, em seu tom de voz normal, não havia ninguém lá, nem mesmo a bibliotecária. Cidade pequena e sem violência. – O que aconteceu para você parar de falar comigo do nada?

- Tive medo de parecer...

- Atirada? – ele riu.

- É. – ergui os olhos. Ele estava sorrindo de um jeito diferente, não menos exuberante, mas com certeza, menos delicado. Que estranho. – O que foi?

- O quê?

- Por que está sorrindo assim? Está... diferente.

- Tenho... algumas oscilações de humor. Nada grave, não sou bipolar. – ele ficou vermelho de repente. É, dava para perceber que ele tinha essas oscilações.

- Tudo bem então... – disse eu, rindo. – Só... me avise quando ficar muito estranho

- Claro. – ele sorriu, normal outra vez.

Passamos a tarde toda fazendo trabalho; lendo todos aqueles livros enormes, pesados e de leitura complicada; fazendo seus respectivos resumos e cansando as mão, até dar cãibra de tanto escrever.

Depois de algum tempo, senti fome, e como já estávamos esgotados, resolvemos dar uma volta e parar em algum lugar para comer. Acabamos escolhendo uma simpática sorveteria, com ares um tanto vintage. Era um lugarzinho lindo, com mesas no jardim e muitas, muitas flores. Nem preciso explicar meu deleite ao sentar numa daquelas bonitas cadeiras de metal para tomar um sundae.

- Está bom? – indagou, cavalheiro.

- Muito. E o seu?

- Ótimo também. Com este calor, eu não dispensaria um sorvete por nada.

- É... – a conversa morreu ali. Eu não tinha mais nenhuma ideia do que dizer, sem contar que tinha medo das suas reações.

Ficamos em silêncio por um tempo muito longo e eu estava quase no fim da taça quando ele resolveu falar algo.

- Arita... Sabe que eu sempre associo você a castelos medievais?

- Castelos? Por quê?

- Não sei. Talvez por que você seja uma princesa? – ele respondeu com uma pergunta retórica. Corei e ri baixinho.

- Acho que não...

- É sim. – fiquei envergonhada demais para responder e ele também não disse mais nada. Acabou, enfim, nosso passeio.

Ao chegar em casa, liguei para Vitória, que já tinha mandado três mensagens desesperadas para meu celular, e contei tudo a ela. A cada coisa que eu falava, ela fazia um “own”, e sinceramente, começou a me assustar. Depois, ela ficou indignada, porque não aconteceu nada além disso.

Assim que desliguei o telefone, deitei na cama, deixando meus cabelos espalharem, de modo que minha cabeça pudesse descansar e pensei sobre a tarde que tive. Foi singular e mágica.

E eu estava torcendo para ver Heitor o mais breve possível.

Notas finais
E entãoooo?
Reviews?
Algo a dizer quanto às notas iniciais?
Ah, e eu escrevi deja-vú certo?
Beijos!