Notas iniciais
Hello!
Demorei, eu sei... /sorry/

Agradeço aos reviews de:
* belle_epoque
* sophia_08
* AliceBennet

Não se esqueçam de ler as notas finais...

Capítulo 12 – Parcas

POV_ARITA

Acordei no dia seguinte, com algumas dores no corpo em razão do chão em que durmi. Só então percebi que havia braços em volta de mim. Assustei-me um pouco e a noite passada voltou como um raio a minha mente. Lembrei de cada gesto feito, de tudo. Acordei Heitor:

- Oi. – cutuquei-o.

- Ahn... Arita! Oi. – ele abriu os olhos sorrindo. Ocorreu-me então que tudo seria perfeito se estivéssemos casados, que seria lindo... Mas nem sempre os sonhos se tornam realidade...

- Como você está? – toquei a boca ferida.

- Bem. Já estive melhor e também pior. – ele baixou os olhos. – O que aconteceu...

- Foi um sonho. – interrompi.

- Mas... sua virtude... se inferno existe, se essas punições existem... Será pior para você...

- Não creio que amar seja um pecado. Não creio que buscar a felicidade através de um amor puro seja errado.

- Então está bem... Arita... Percebeu que o guarda não veio até aqui nenhuma vez?

- Ainda bem. Vai saber o que aconteceu. Também, pouco me importa. Estarei morta em menos de dez horas. – disse.

- Oh, não fale assim, isso me parte o coração.

- Não posso fazer nada... Tenho que aceitar.

- Arita. O que vão fazer comigo? – indagou, os olhos azuis assustados.

Eu ia começar a formular uma resposta otimista, quando ouvi som de espadas batendo do lado de fora. Levantamo-nos correndo e fomos até a janelinha, e vimos uma coisa que, para alguns poderia ser o fim, mas para nós era um começo! Uma rebelião, igual a que salvou a mão de Heitor, também nos salvaria!

Entreolhamo-nos sorridentes e ao mesmo tempo, temerosos. Havia sangue por toda parte, um horror. Eu só rezava para que não fosse sangue inocente.

Então, o guarda responsável por nós entrou ferido na cela, dizendo:

- Há uma rebelião lá fora... Tudo por culpa da sua família, Srta. De Bourgh! Sua bruxinha diabólica, está se divertindo, vendo toda essa gente morrer, não é?

- Se forem inocentes, não vejo diversão nenhuma.

- Bem, você fala de forma confusa, eu não tenho tempo para isso. Vou matá-los os dois, eu mesmo, pois o padre morreu e o carrasco também. Então, quem vai fazer o serviço sou eu. – gritou, brandindo a espada. Heitor se colocou a minha frente, e a espada desceu, fazendo um corte em seu peito. Mas ele foi firme e não saiu do lugar.

- Pegue as maiores pedras que tiver por perto. – sussurrou, e o guarda levantou o braço mais uma vez, cheio de ira no olhar. Peguei uma pedra enorme, saí da proteção de meu amado e joguei a pedra, que caiu aos pés do guarda. Ele riu, desdenhoso.

Mas, talvez o esforço tenha sido muito grande para alguém tão machucado como ele estava (havia um poça de sangue a seus pés, que escorria do ferimento), e ele não resistiu. Caiu, agonizando e a última coisa que fez foi pedir misericórdia, que o matássemos logo.

Em meu peito começou a crescer uma compaixão por alguém que não merecia. Sofrimento é muito, muito pior do que a morte. Mas eu não conseguiria realizar seu pedido, e tampouco sei se Heitor o fez, pois me virei para a parede, cerrei os olhos, tapei os ouvidos e comecei a chorar. Durante vários minutos eu assim permaneci, até que Heitor tocou meu ombro, dizendo que o guarda enfim havia morrido. Ele segurava o molho de chaves que nos libertaria, e corremos para a praça.

A cena era horripilante, catastrófica e macabra. Havia sangue por toda parte, cabeças e outros membros decepados. Não aguentei e irrompi num choro ainda mais doloroso. Heitor portava a espada com autoridade, o que impediu que alguém se aproximasse de nós. O vilarejo era minúsculo, continha apenas umas quatro ou cinco ruas, e por elas corremos como se não houvesse amanhã. Chegamos, enfim, a uma estradinha, andamos seguindo seu caminho, desolados. Eu gostaria de apagar todas aquelas cenas da minha mente, mas era difícil. Heitor me abraçava.

Encontramos uma lojinha para viajantes. Heitor tinha algum dinheiro, entrou lá e rapidamente saiu com um vestido e uma roupa masculina.

- Podemos entrar e tomar banho.

- Não... Vamos logo, tenho medo.

- Eles são como nós, um dos filhos é rebelde, inclusive. – fui, dessa forma, convencida a entrar e me lavar.

Os donos da lojinha também nos ofereceram comida, que eu devorei rápida e alegremente. Partimos.

- Para onde vamos?

- Não sei... Não podemos voltar para a sua casa, acho.

- Podemos sim... É um feudo respeitável, e nunca recebo visitas. Seremos só eu, você e meus pais.

- Como vamos voltar para lá?

- Não olhe assim para mim, você é a perita em fugas estratégicas. – brincou, retomando aos poucos a alegria de viver. Eu não sabia como ele conseguia, mas também tentei.

De acordo com a mitologia grega, havia três mulheres responsáveis pelo destino das pessoas, as Parcas. Quando chegava a hora da morte, elas cortavam o fio de cabelo do futuro falecido.

É, parece que as Parcas resolveram nos dar mais tempo.

Notas finais
Pois é... Tenho uma coisa a contar.
Lembrem-se, que, se depois eu realmente fizer isso, vocês terão de me desculpar...
A verdade é: eu ia matar os dois nesse capítulo. O padre ia resolver matar Heitor também, e babau.
Maaaaaaaaaaaaaaaaas, a fic não acabaria aí. Pooooois, a outra parte da história seria do reencontro dos dois em outras vida. Entendem?
Eu queria fazer isso, e era a minha ideia inicial, mas então eu fiquei com pena, e também sou um pouco insegura, e gostaria de saber a opinião de vocês. (sophia_08, você não vale...)
E então? O que acham disso e o que acharam do capítulo? Ficou curtinho né?
Reviews?
Beijos!