Tigers

18 Descobertas


Notas iniciais
VÉI! Maus pela demora em postar o cap.
Mudança acabou... alguns problemas também foram solucionados e estou, lentamente, voltando a ativa!
Mais um cap saindo!

Loritai – “A nossa destruição se iniciará pelo sentimento negado.”

–… acho que Êerrha tem destinos diferentes para nós dois.

Loritai – “Companheiros serão perdidos.”

– Eu queria… te conhecer melhor. Perdoe-me filha.

Loritai – “E a chave para isso é ela.”

– Me desculpe. Não foi a minha intenção machuca-la tanto assim, mas ela estava tão bonitinha quando chamava seu nome com aquela expressão de sofrimento: “- Me ajude…”

Loritai – “Mate-a ou então…”

–“… o fim de tudo começará.”

Deitado sobre uma cama feita de folhas brancas, abrindo os olhos e acordando desse estranho sonho, Akishiba se levanta e caminha até a saída de sua tenda. Vê que acordara antes do Sol, algo que dificilmente fazia e a Oren ainda dormia.

Akishiba – ‘Sonhos que não me deixam em paz. Por que eu vejo coisas que ainda não aconteceram? A única voz que conheci foi a do Grande Loritai. De quem eram aquelas vozes?’

- Oh! Bom dia Erigashi! – um senhor na casa dos 40 anos.

Akishiba – Zutak. Bom dia. Acordado tão cedo?

Zutak – A primeira caça é minha.

Akishiba – É mesmo. Havia me esquecido.

Zutak – E você Erigashi? Não costumo vê-lo tão cedo. Algo o preocupa?

Akishiba – Na verdade… você viu Rozekio?

Zutak – Vi sim. Saiu logo cedo dizendo que queria pegar alguns Lakuis fêmeas. Acredito que logo volta.

Akishiba – Obrigado!

Zutak – (e continua andando)

Akishiba – Parece que alguém está me evitando. Por que será?

Enquanto isso Rozekio corre entrando mais e mais na parte mais escura da floresta chegando logo em seu destino.

Rozekio – Isso é mal. Isso é mal. XANFERHION!

Xanferhion não mentira sobre a pedra que entregou à Rozekio que, ao se aproximar da porta da caverna a mesma se abre. Todo o local estava iluminado por lâmpadas e seu interior fora modelado e muito liso. Algo que o garoto de cabelos cinzentos nunca viu antes.

Rozekio – O que é isso? (entra tomando cuidado aonde pisa) Estranho. Muito es-

Um forte grito ecoa de dentro daquela estrutura e Rozekio corre para descobrir sua fonte. Chegando ao centro dela ele vê Xanferhion com partes de seu corpo com uma tonalidade azul escuro.

Xanferhion – DESGRAÇADO! O QUE VOCÊ FEZ COMIGO?!

Rozekio – O que houve mestre?

Xanferhion – Maldito! MALDITO!

Rozekio – O que aconte- AH!

Sendo puxado pela gola do manto, Rozekio se espanta quando recebe um soco no rosto e vai ao chão.

Rozekio – O QUE ESTÁ TENTANDO FAZER? ME MATAR?

Xanferhion – CALA A BOCA! 4… 3… 2… 1!

Como se esperasse algo, Xanferhion se frustra quando nada acontece. Ele olha para as mãos e sua indignação era vista em seu rosto.

Xanferhion – Nem o Naeshi… ou o Raeshi. Muito menos o Xontorian Gaeshi.

Rozekio – Mas esses não são os-

Xanferhion – Aquele maldito Barok imobilizou partes do meu corpo e… bloqueou meus poderes.

Rozekio – Você está sem poderes? Como?

Xanferhion – Aquela técnica. O que era aquela técnica? O que ele queria fazer comigo?

Rozekio – Então o soco que me deu… você estava “testando”? (se levanta) Eu fui uma droga de teste para ver se seus poderes funcionavam?

Xanferhion – E o que tem isso?

Rozekio – Ah?

Xanferhion – Você é apenas um peão moleque. Se sabe tanto sobre nós também deve saber como agimos. Não ligávamos para planos ou informações do inimigo. Todas as nossas vitórias aconteciam sem pensar no número de inimigos, quais armas usavam ou seus planos. Resolvíamos tudo do jeito que a natureza pede: a lei do mais forte.

Rozekio – Então por que me recrutou?

Xanferhion – Você foi insistente em querer se unir a mim e peões sempre são bons para incomodar a linha inimiga não é?

Rozekio – Mentira.

Xanferhion – Ficou magoado?

Rozekio – Há! Como se eu ligasse para isso.

Xanferhion – Então?

Rozekio – Posso ser um peão, mas não insulte minha inteligência.

Xanferhion – Te insultando? Estou dizendo a verdade.

Rozekio – Então explicarei. Nenhuma das escritas que li falam de como o clã de Xontor foi extinto, mas eu suponho que este foi o motivo.

Xanferhion – Seja mais claro.

Rozekio – Vocês foram tão cegos e confiantes em sua força e suas habilidades que não estavam preparados para um inimigo bem preparado ou… mais forte do que vocês.

As palavras de Rozekio fizeram com que Xanferhion lembra-se instantaneamente de sua conversa com Venks Dregon.

Rozekio – Em minha vida eu tive muitas experiências com pessoas que tentaram usar minha inteligência e agora eu consigo ver quando querem isso. Você vê a extinção de seu clã como um erro e não quer repeti-lo. Você me vê como uma “nova chance” para o clã de Xontor se reerguer mais forte e por isso me recrutou.

Xanferhion – Hum.

Rozekio – Não precisa confirmar ou negar por que não ligo para a resposta. Agora eu preciso de sua ajuda.

Xanferhion – Por quê?

Rozekio – Descobri que uma das pessoas que você atacou está viva.

Xanferhion – Isso não é possível.

Rozekio – É possível por que todos estão falando disso. Se ela escutou nosso plano estamos correndo perigo. Isso será um problema se você realmente quiser as informações de Sairati.

Xanferhion – Bom. Então é melhor eu descansar.

Rozekio – VOCÊ POR ACASO ME ESCUTOU?!

Xanferhion – Escutei sim, mas seu pescoço continua no lugar.

Rozekio – O que?

Xanferhion – Minha luta com Barok torrou minhas forças. Eu te bati com raiva. Com força e você logo se ergueu. Então-

Rozekio – Aquela era toda a sua força?

Xanferhion – Meu corpo continua resistente, mas minha força se foi. Preciso descansar para que ela retorne. Em cinco dias estarei melhor e espero que totalmente. Volte para Sairati e tente ganhar mais tempo para que essa informação não vaze.

Rozekio – E como quer que eu faça isso?

Xanferhion – Você é o inteligente aqui. Comece a pensar em alguma coisa. Caso não consiga pensar em nada… use isso!

Com os indicadores, Xanferhion perfura os ombros e virilhas de Rozekio. A dor invade os locais atingidos fazendo-o ir ao chão, mas nenhum ferimento é causado.

Rozekio – O QUE FOI ISSO?

Xanferhion – Para aqueles que não são legítimos Xontorianos uma marca é colocada em seu corpo: as Garras de Xontor.

Rozekio – (levanta) “As Garras de Xontor”?

Xanferhion – Os pontos que eu atingi se tornarão sementes e elas lentamente espalharão em seu corpo a mesma habilidade que nosso clã possui.

Rozekio – Quer dizer que eu serei igual a você?

Xanferhion – Vá! Se conhece o clã de Xontor saberá muito bem como usar isso.

Rozekio – Farei o meu melhor.

Se retirando, Rozekio esbanja um grande e satisfeito sorriso enquanto Xanferhion o observa.

Xanferhion – Ganhe nossa habilidade, mas eu controlo sua vida agora. Ande fora da linha jovem Rozekio e o seu fim estará mais próximo.

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Já acordada Elie passeia pelos corredores centrais de Sairati procurando rachaduras. A estrutura atual de Saitari é mais protegida que a anterior, mas o local onde ela está é um risco constante para a segurança de todos. Rachaduras são a maior das preocupações e uma das funções de Elie é cuidar para que pequenas rachaduras não se tornem grandes problemas. Sua busca a leva perto da sala da Gashi onde a parede que fora demolida por Janessa continua quebrada. Ela se aproxima, ajoelha-se e analisa os escombros.

Elie – Hum… isso conta como rachadura?

Sua atenção é voltada para o interior da sala e seus olhos demonstram pavor. Na sala do Ganeshi Lika acorda e percebe que dormiu ao lado do altar onde Mikke está.

Lika – Ainda desmaiado?

Percebe que existe uma manta branca sobre ela fazendo-a sorrir ao relembrar a noite anterior. Mikke estava sendo tratado por Rati e Meretish que colocavam folhas brancas em cada possível ferimento.

Lika – Eu nunca vi nada igual a isto em toda minha vida. Como sonhos podem ferir o corpo de alguém?

Rati – Parece que o Presente Sagrado ainda esconde muitos segredos.

Mikke – Tantos que ainda não descobri nenhum. AI!

Meretish – Não se mexa.

Mikke – Desculpe.

Meretish – Não se desculpe apenas não se mexa.

Lika – Parece até que você levou uma surra.

Mikke – Levei sim. Eu precisava dela. AI!

Meretish – Não vou avisar novamente.

Lika – Para onde Nizuka foi?

Mikke – AI! O QUE EU FIZ AGORA?

Meretish – Adiantamento.

Mikke – O que?

Rati – Ela e o Kuroshi disseram que algumas plantas “especiais” crescem nesse lugar e foram pega-las.

Meretish – Agora mastigue isso.

Ela entrega uma pétala de Saliuri para Mikke, mas alguém entra na sala do Ganeshi e de supetão invade o quarto onde Mikke e os outros estão.

- Está tudo bem por aqui?!

Rati – Está sim Erigashi. Não há nada com o que se preocupar.

Meretish – Acabei aqui. Verei o outro paciente.

Rati – Eu irei junto. (e os dois saem da sala)

Lika – Temos algo a falar com você.

Mikke – Eu quero que me treine.

Akishiba – Não.

Mikke – Não? Por quê?

Akishiba – É desse jeito que você pede as coisas? Peça com mais educação!

Mikke – Tá. Por favor, Erigashi Akishiba. Se não for lhe incomodar ou atrapalhar suas atividades como Erigashi, peço que me ensine a controlar o Presente Sagrado do fogo.

Akishiba – Não.

Mikke – DO QUE ADIANTOU PEDIR COM EDUCAÇÃO?!

Akishiba – Esse é o motivo.

Mikke – Ah?

Akishiba – Suas emoções o dominam facilmente e isso o impediria de controlar a Selvageria do Fogo. Você não tem as qualidades necessárias para ser um Tiger. Você não pode ser um de nós.

Mikke – Não posso aceitar que me negue isso.

Akishiba – Terá que aceitar, pois eu não o treinarei.

Mikke – Eu-

Akishiba – Essa discussão está encerrada. Se me derem licença. (se vira e caminha para a saída, mas logo para)

Mikke – Me… desculpe.

Akishiba – (se vira) Pelo o que está se desculpando?

Mikke – Pelo que aconteceu com seus amigos. Eu não sei o que aconteceu ou o que fiz. Não sei nada desse mundo ou o que um Tiger é, mas você é um Tiger e sabe tudo sobre eles. Se você disse que a culpa é minha pelo que aconteceu com seus amigos então… é verdade.

Akishiba – O que?

Mikke – Agora que parei para pensar sobre as coisas que aconteceram eu entendi. Você não tentou me matar. Nem aquele cara. (lembrando-se de Kalie) Vocês tentaram vingar seus amigos não é?

Akishiba – A princípio sim, mas você estava sendo controlado pela Selvageria do Fogo. Não foi sua culpa.

Mikke – Está errado. Sou culpado por não saber me conter. Culpado por deixar essa coisa me controlar e matar seus amigos. Você tem todo o direito de querer tirar minha vida para vinga-los.

Lika – Mikke.

Akishiba – O que está pensando?

Mikke – Me treine. Me de a chance de provar que posso ser bom. Que eu posso controlar minhas emoções e esse presente. Eu seguirei seus ensinamentos e serei um bom Tiger.

Akishiba – Não.

Mikke – Por favor.

Akishiba – Você não conseguirá.

Mikke – Me deixe tentar.

Akishiba – Mesmo que tente você irá falhar.

Mikke – Eu não falharei.

Akishiba – Vamos supor que eu decida treina-lo. O que acontece se você falhar?

Mikke – Vocês disseram que existem duas maneiras de retirar o Presente Sagrado de alguém. Me ensine a passa-lo adiante, eu o passarei para aquele que vocês escolherem e aceitarei minha punição.

Akishiba – Punição?

Mikke – Por não controlar o Presente Sagrado e causar a morte de três pessoas eu aceito o mesmo destino que o deles.

Lika – Ah?

Akishiba – Você vai-

Mikke – Se isso puder ser o suficiente… eu deixarei que se vingue Erigashi.

Lika – QUE MERDA VOCÊ TÁ FALANDO MIKKE?!

Akishiba – Você por acaso pensa nas coisas antes de falar? Você carregaria este fardo?

Mikke – Com certeza.

Akishiba – Você deve controlar suas emoções. Todas elas. Você precisará de, no mínimo, um ano para isso. Nem o mais habilidoso guerreiro não conseguiria isso em seis meses.

Mikke – Uma semana.

Akishiba – O que?

Mikke – Dominarei minhas emoções e controlarei o Presente Sagrado em uma semana. Se você não enxergar nenhum progresso em mim durante essa semana eu… eu…

Akishiba – ‘Já está desistindo?’

Mikke – Não. Não posso pensar assim. Não importa o que aconteça comigo ou com o meu corpo. Eu definitivamente serei um Tiger. O melhor que já existiu!

Aquelas palavras fizeram Akishiba lembrar-se de algo há muito esquecido e um olhar incerto ser direcionado para Mikke.

Mikke – Por favor, Erigashi.

Akishiba – Coma seu Saliuri.

Mikke – Você vai-

Akishiba – Não sei qual será a minha resposta, mas, independente de qual for, eu a darei no próximo amanhecer.

Mikke – Obrigado.

Akishiba – Por que está agradecendo? Eu ainda não dei a minha resposta.

Mikke – Independente da resposta eu estou lhe agradeço por escutar o meu pedido e por pensar a respeito. Mesmo que a resposta seja não eu treinarei. Buscarei um meio de controlar esse poder. Pode ter certeza que nada vai me derrubar!

Terminando sua frase, Mikke morde a pétala de Saliuri, engasga com o sabor peculiar da planta e desmaia.

Lika – Não sabia que era tão forte.

Akishiba – O Saliuri costuma derrubar aqueles que não estão acostumados a ele.

Lika – Eu sei, mas não era disso que eu estava falando.

Akishiba – Então do que era?

Lika – A teimosia dele. É a primeira vez que eu o vejo tão obstinado em querer fazer algo.

Akishiba – E isso não é bom?

Lika – Você acha mesmo que ele não conseguirá?

Akishiba – A pessoa pode ser talentosa, mas querer controlar o Presente Sagrado em uma semana é uma promessa sem fundamentos. Chega a ser uma ofensa à aqueles que se esforçaram e conseguiram o Presente Sagrado.

Lika – Mas… se ele vier a falhar você vai… mata-lo?

Akishiba – Ele não sabe o que diz.

Lika – Ah?

Akishiba – Não se trata de simplesmente mata-lo, mas sim daqueles que ficariam para trás. Você perdeu seu pai. Perdeu sua mãe. Perder o irmão seria o fim dos poucos raios de esperança que ainda restam em você.

Lika – (seus olhos tremem)

Akishiba – E eu nunca aceitaria esse tipo de pedido.

Lika – Eu pensei que-

Akishiba – Pensou o que? Que eu virei um cara vazio e sem coração? Eu ainda continuo sendo eu sabia? (com um sorriso no rosto) Macaca!

Lika – (uma veia salta de sua testa e faz uma careta) Odeio esse apelido.

Akishiba – Farei o possível para mantê-lo longe dos ouvidos da Enishi.

Lika – Você me faz um favor enorme. Você continua sendo um cara gentil. (abraça os ombros) Não me lembro de ser tão frio aqui em Veratia.

Akishiba – Mesmo com esses mantos ainda faz muito frio. Existem fontes termais na Eren por isso será mais confortável para você lá.

Lika – Não posso. Ainda não quero deixa-lo. Se eu for para a Eren não poderei vê-lo durante (boceja) algum tempo.

Akishiba – Com sono?

Lika – Só consegui dormir com o dardo de Ita que jogaram em nós. Fora isso não consegui dormir em nenhum momento desde que cheguei aqui.

Akishiba – Isso não é bom para você. Precisa descansar bem.

Lika – Sei disso.

Akishiba – Então… descanse bem Lika.

Lika – Obrigada. Boa noite Frankiba.

Ao sair Akishiba resmunga: — “Também odeio esse apelido”. Comentário esse que arranca um leve sorriso de Lika que, sozinha com o irmão, se debruça sobre o altar.

Lika – Sei que ainda não se conhecem, mas você vai ver. O Frankiba é um cara legal. Vocês vão conseguir se entender. Tenho certeza disso. (fecha os olhos) Eu gosto dele. É sua obrigação se entender… com aquele que eu gosto.

Ainda ao lado da sala Akishiba escuta o último desabafo de Lika antes de o sono domina-la. Ele volta para a sala trazendo uma manta branca e a cobre. Voltando para o agora Lika percebe que Mikke também está coberto com uma manta branca.

Lika – Eu disse que ele era legal.

Mas o sorriso de Lika logo some quando uma grande movimentação ocorre na sala ao lado.

Rati – Ponham-na ali rápido.

Geixa – Já disse que não precisam se preocupar e que estou bem.

Rati – Sim você disse, mas… deixe-nos ter certeza está bem?

Geixa – Você se preocupa demais.

Rati – Você nos deu motivo para isso.

Lika – Tia?! O que aconteceu com você?

Geixa – Não foi nada demais. Eu só-

Janessa – Foi encontrada desmaiada em uma das salas da Gashi.

Lika – Desmaiada? Por quê?

Geixa – Por nada. Me de um Saliuri. Preciso dormir e descansar um pouco.

Meretish – Peço desculpas Enishi Sigren, mas o Saliuri não pode ser usado assim.

Janessa – Sei que meu pedido não é adequado Ganeshi, mas peço que nos deixem a sós. Peço o mesmo a todos vocês.

Rati – É um pedido estranho, mas eu acatarei. Vamos meninas.

Começa a caminhar para fora da sala seguido por Meretish e Behina.

Janessa – Você também Lika.

Lika – O que aconteceu?

Geixa – Vá Lika. Por hora não é um assunto seu. Vá.

Mesmo sem gostar daquela situação Lika sai da sala, mas não antes de perceber as mãos tremulas de Janessa. A porta se fecha e na sala estão Janessa, Geixa, Toni desacordado em um altar ao lado e Mikke também desacordado na outra sala.

Janessa – “Acredito que nem o Grande Loritai conseguiria conjurar o Takeki com outro feitiço”.

Geixa – Ah?

Janessa – Foi isso que você disse não foi?

Geixa – Sim.

Janessa – Você se considera mais forte do que Venks Dregon?

Geixa – Infelizmente não.

Janessa – Mais forte do que o Grande Loritai

Geixa – Claro que não. O Grande Loritai é uma entidade ligada diretamente com a natureza. Aonde você quer chegar com isso?

Janessa – Radania, Poruma, Arudi, Nazor e Takeki. Essas são as Cinco Privações.

Geixa – O q-

Janessa – Se você é mais fraca do que Venks Dregon como conseguiu conjurar quatro das Cinco Privações?

O espanto nos olhos de Geixa era palpável.

Geixa – Como soube?

Janessa – Uma das qualidades que me fizeram a Grisma de Sairati foi minha habilidade de sentir certos feitiços. Noite passada eu senti esses feitiços, mas como ainda desconheço como ela funciona pensei ser somente uma sensação falsa. Quando vi seu corpo caído dentro da sala da Gashi eu tive certeza. Minha mente girou e eu comecei a imaginar quem Venks Dregon traria com as Cinco Privações e logo alguns nomes me vieram à cabeça e eu não consegui mais parar de tremer.

Geixa – Não é tão simples controlar as Cinco Privações. Eu nunca consegui conjura-la por completo ou usufruir de seu poder por isso acreditei ser impossível para Venks Dregon conseguir isso.

Janessa – E se ele conseguiu? E se apenas uma única vez ele tenha conseguido e trouxe alguém como… como…

Geixa – Como quem?

Janessa – A-Ateci.

Geixa – A Abominação de Veratia?

Janessa – O único ser que as histórias contam que conseguiu conjurar as Cinco Privações e ficou vivo após o ato. Ou… ou- Não.

Com o impacto que aquela memória fez em seu corpo Janessa se ajoelha e com os olhos trêmulos olha paralisada para o chão.

Geixa – Vossa Grisma!

Janessa – É claro. A resposta é muito simples. Ele com certeza os trouxe.

Geixa – Quem ele trouxe?

Janessa – Estamos condenados. Nem mesmo o Grande Loritai será capaz de conte-los.

Geixa – Do que está falando criança?

Janessa – Extinção e Destruição. Se eu pudesse conjurar as Cinco Privações eu traria a Extinção e a Destruição para meus inimigos.

Geixa – Extinção e Destruição?

Janessa – É assim que as histórias se lembram deles. É assim que todos os anciões lembram de Kayera Zuyren Garrd e Skorug Dest Utruos.

…

Notas finais
Mais um cap postado.
Bom... é isso.
Se você chegou até aqui... se incomodaria de ficar mais um pouco?
Críticas... posta um review.
Elogios... posta um review.
Xingamentos... posta um re- não. Deixa quieto.
Até a próxima!